Programa de Pós-Graduação em História Pública - PPGHP
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Item A História Pública e o Protagonismo Feminino no Livro Didático de História(Universidade Estadual do Paraná, 2022-12-06) Silva, Alcione Aparecida da; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; http://lattes.cnpq.br/4671707416188987; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Neves, Marcos Cesar Danhoni; http://lattes.cnpq.br/6514146095003486A presente pesquisa propõe uma reflexão sobre o protagonismo feminino no livro didático utilizado no ensino de História, ainda que seja necessário considerar o contínuo antagonismo de opressões que cerceiam o gênero feminino. Considerando o ensino de história na educação básica para a construção da conscientização histórica e tomando como base o conceito de história pública, surgem questionamentos como: que relevância a disciplina possui na vida prática dos alunos? Como dar contornos de importância social à produção da disciplina de História confrontada por narrativas que, embora consideradas legítimas, orientam anseios coletivos e individuais, fixam identidades sem qualquer premissa teórica? Sabemos que a construção da identidade sobre si mesmo e/ou sobre o outro constitui reflexões que nascem de experimentos vividos. No Brasil, vem se construindo um novo debate sobre a didática da história, relacionando-a à história pública, o que transcende a história disciplinar regulada pela ciência. É de fundamental importância a inclusão de uma história procedente de grupos sociais diversos, cujos frequentes embates promoveram estratégias que devem ser incorporadas ao como ensinar e aprender história. Nesse sentido, centrando nosso objeto de pesquisa na interseccionalidade feminina e no protagonismo feminino, objetivamos o interesse e o posicionamento no ensino de História, promovendo o reconhecimento da história das mulheres, argumentando suas ausências nos livros didáticos e/ou a neutralidade dos seus produtores em relação a elas. Propomos algumas práticas, como o estudo do protagonismo das mulheres em diferentes frentes sociais articulando suas atuações com o processo educativo a fim de favorecer a sua inserção na história pública.Item A performance do historiador: práticas do teatro documentário para uma história pública em cena(Universidade Estadual do Paraná, 2023-05-26) Santos, Ivan de Melo; Mello, Ricardo Marques de; http://lattes.cnpq.br/5690946182130826; http://lattes.cnpq.br/4512141793251021; Mello, Ricardo Marques de; http://lattes.cnpq.br/5690946182130826; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Gusmão, Henrique Buarque de; http://lattes.cnpq.br/8821514606183469Esta pesquisa surge, a princípio, de algumas questões basilares: podem os historiadores performar a história nos palcos do teatro? Se sim, de que maneira e com quais ferramentas? Como discutir a história em cena? Movido por tais inquietações e partindo de provocações que procuram compreender a prática do historiador enquanto performance, seja no âmbito da vida acadêmica, mas também em sua inserção na esfera pública sob as premissas da história pública, e tomando por objeto os espetáculos Morro como um país (2013-2015) e Os grandes vulcões (2021-2022) do Coletivo Comum de Teatro (SP), busco levantar na forma do teatro documentário técnicas e ferramentas que se aproximam e convergem com os objetivos do historiador público que se propõe a produzir e compartilhar o conhecimento histórico por meio da linguagem teatral, ensejando assim não somente o trabalho colaborativo junto a artistas da cena a partir da perspectiva de uma autoridade compartilhada, mas também a ocupação do espaço teatral como um lócus para a atuação do historiador. Nesse sentido, elaboro reflexões sobre as potências do diálogo com o público por meio de uma história pública performada, estabelecendo considerações sobre a produção, a circulação e a recepção de conhecimentos e experiências históricas por parte do espectador, além da legitimação do discurso histórico, da função social e das intervenções públicas por parte dos historiadores. Estimo, assim, corroborar com as discussões das práticas brasileiras de história pública em diálogo transdisciplinar com as artes da cena, levando em consideração as dimensões ética, estética e epistêmica da produção de narrativas sobre o passado que perpassam trabalhos do gênero.Item Aparecida do Oeste: memórias e narrativas dos estudantes do campo sobre o lugar em que vivem(Universidade Estadual do Paraná, 2022-09-29) Basseto, Marli Batista; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/8545377995498483; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Bichara, Marcia Regina Poli; http://lattes.cnpq.br/5507592538617186A pesquisa tem como objetivo produzir conhecimentos histórico-educacionais pela via da autoridade compartilhada, cujo mote de reflexão é a História Local. Conheci Aparecida do Oeste, interior do estado do Paraná, pelo olhar dos estudantes do 7º ano, de uma escola do campo, da rede pública de ensino, por meio da produção de narrativas escritas e iconográficas construídas em sala de aula sobre as suas experiências vividas na cidade. A pesquisa se insere no diálogo com o movimento da História Pública, pois entendemos a sala de aula como possibilidades de se fazer história pública pela via da autoridade compartilhada. Para colocar em ação a pesquisa, dialogo com o aporte teórico-metodológico de Walter Benjamin sobre memória, história, narrativa, experiência, cultura e mônadas. Colocar em discussão a cidade é concebê-la como um medium de produção de conhecimento histórico-educacional (BENJAMIN, 1985, 2007). Nesse sentido, (re)construí junto com os estudantes a história local por meio de suas memórias expressas em narrativas, tecidas por relações dialógicas, coletivas e colaborativas.Item Arquivos, Memória Escolar e História Pública: Memorial do Colégio Estadual Quintino Bocaiuva de Ubiratã-Paraná(Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-30) Souza, Regiane Aparecida da Cruz e; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/2083484983454321; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Bueno, Alexandra Padilha; http://lattes.cnpq.br/7151712254101700A presente pesquisa abarca a análise dos arquivos e memórias escolares do Colégio Estadual Quintino Bocaiuva de Ubiratã desde o ano de 1960, considerando os arquivamentos institucionais, múnus públicos, preservação, acessibilidade e edificação. A preocupação presente no tema se dá na perspectiva da História Pública e História digital no desejo de potencializar a construção do conhecimento histórico "vivo" para além de uma concepção de “arquivo escolar morto”, meramente administrativo, buscando difundir o conhecimento proeminente, dialogando com o movimento da História Pública [...] a história para o público, com o público, feita pelo público (MAUAD In SANTHIAGO,2016), promovendo o diálogo e interação com amplas audiências. Utilizaram-se como fontes as pesquisas bibliográficas, entrevistas, relatos e registros pessoais da comunidade local, o que permitiu intuir que a construção de processos históricos amplos perpassa para além dos arquivos contidos apenas nas dependências da escola, elas ampliam-se nas memórias e contribuições do público em histórias vividas e muitas vezes não contadas, impetrando “personagens” históricos, pessoas que possivelmente de outra maneira permaneceriam anônimas na historiografia escolar. "contribuindo para o acesso de um público maior, e também de forma participativa" (NOIRET, 2014). Propomos então, a criação de um Centro Memorial Digital, para preservação, conservação e circulação de informações, que por meio de ferramentas digitais, promovam o diálogo e um espaço de interação entre pesquisadores, escola e público para além de arquivamentos burocráticos. Entendendo que "Um arquivo escolar não está determinado pelo consumir, nem pelo usar, mas na possibilidade de colocar acima da mesa coisas que se transformam em maravilhas, [...] para serem cuidadas, para prestar atenção, coisas interessantes por si mesmas apresentadas de forma pública". (LARROSA, 2021). Uma forma de contribuição na construção dialógica do conhecimento histórico e inserção crítica na história, em que o indivíduo assuma uma posição de sujeito transformador.Item Benedita e Manoel: memórias do fenômeno migratório (Nordeste e Sul)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-07-07) Campos, Laiza Suelen Barroso; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/3247498203640527; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Almeida, Juniele Rabêlo de; http://lattes.cnpq.br/5588377981047859; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637; Baggio, Eduardo Tulio; http://lattes.cnpq.br/8887788540106433A presente pesquisa tem por objetivo analisar o fenômeno migratório entre o Nordeste e o Sul do Brasil a partir das memórias de Benedita e Manoel, nascidos em Vitória da Conquista, na Bahia, e que migraram para o Paraná na década de 1960 – passando pelo município de Paranavaí, até fixarem residência em Ubiratã. Basicamente, a análise se concentra nas memórias de Benedita e Manoel e no significado que esse fenômeno migratório adquiriu em suas vidas, com base em suas narrativas. Além disso, pondero nesta investigação o grau de parentesco que possuo com os entrevistados, o que apresenta uma problemática da afetividade, já que tratam-se de meus avós. Para a realização da investigação, utilizei como principal fonte as entrevistas tendo como base teórico-metodológico a História Oral e, ainda, refletindo as escolhas feitas durante o processo pensando a História Pública, neste caso, a realização do documentário que se deu a partir da filmagem das entrevistas coletadas para a pesquisa. Desse modo, de um lado este trabalho se concentra em analisar as memórias de Benedita e Manoel e de outro, em apresentar e discutir a maneira pela qual abordei a História Pública nesta pesquisa a partir da produção do documentário, que tem como título “Benedita e Manoel”. A partir disso, foi possível perceber como processos históricos amplos perpassam as narrativas de Benedita e Manoel e, especialmente, explorar as possibilidades de diálogo da História com outras áreas do saber – como o cinema – e com os públicos não-acadêmicos, trazendo como “atores” ou “personagens” históricos pessoas que, possivelmente, de outra maneira, permaneceriam anônimas na historiografia.Item Botequins de Ponta Grossa e Curitiba: a decoração e a ornamentação como experiências públicas.(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-07) Silva, Kevin Luiz da; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/3536704790348526; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Almeida, Juniele Rabêlo de; http://lattes.cnpq.br/5588377981047859; Santos, Francieli Lunelli; http://lattes.cnpq.br/8960483487745098O botequim pode ser compreendido como um espaço que oferece mais do que a degustação de bebidas e comidas. Habitualmente, esses estabelecimentos atraem um público específico, apresentando propostas conceituais de discurso, arquitetura, decoração e de público, inovando e aderindo às novas práticas sociais. Nos botequins da cidade de Ponta Grossa (Boteking; Botequim; Boteco da Visconde; Choperia Vô Tito) e Curitiba (Bar Stuart), é possível observar decorações com apelo ao passado - geralmente com uso de objetos da metade do século XX - as quais denominamos como “decoração nostálgica”. Considerando as audiências destes espaços, como os apelos à memória e à decoração estimulam o consumo da história? E, além disso, como ambas influenciam o comércio e a boemia nestes locais, tanto pelos usos do passado com fins comerciais quanto pelo sentimento de nostalgia e de valorização de objetos e atmosferas pretéritas? No âmbito da história pública, valemo-nos da metodologia empregada em história oral temática para entrevistar e dialogar com as audiências desses espaços decorativos de memória, botequins das cidades de Ponta Grossa e Curitiba. Neste trabalho, a preocupação central se voltou para a forma como os usos do passado envolvem memórias sobre e em ambientes do comércio (botequins) e suas respectivas sociabilidades e influências nostálgicas, além do alcance dessa influência da memória sobre as audiênciasItem Caminhos para uma História Pública da mulher favelada: compreendendo “Quarto de Despejo” (1960)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-23) Santos, Ana Laura Perenha dos; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; http://lattes.cnpq.br/4677417317938126; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Coito, Roselene de Fátima; http://lattes.cnpq.br/4593755793342327Considerando o cenário atual, onde existe um debate crescente acercada educação institucionalizada ou informal, a presente pesquisa busca identificar aspectos da interface da História Pública, suas práticas e suas reflexões com a literatura. Para tanto, mobilizamos as conceituações de biopoder e de disciplina delineadas nas obras de Michel Foucault. Buscamos compreender, a partir da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, como a biopolítica opera, por meio do racismo de Estado, marginalizando as populações negras e como Carolina Maria de Jesus resiste a esse mecanismo de exclusão e de segregação a partir da experiência da escrita durante todo o período que vive na favela do Canindé. Ademais, procuramos verificar como, a partir da escrita de si, uma prática de História Pública é possibilitada, haja vista ser um campo de pesquisa que promove a validade dos múltiplos discursos produzidos sobre as representações do presente ou do passado sem hierarquizá-los em que pese a necessidade das trocas de experiências que buscam atrelar prática à reflexão teórica/metodológica produzindo conhecimento .Assim, em nossas análises foi possível perceber que Carolina Maria de Jesus, ao mostrar em seu texto como a biopolítica age sobre a população favelada por meio da fome e das insalubres condições que a submete ,acaba exercendo uma prática de História Pública a partir da margem. Além disso, é por meio da literatura que ela resiste ao poder desse espaço biopolítico, uma vez que consegue viver e se deslocar do quarto de despejo, a favelado Canindé, passando a habitar a sala de visitas. Palavras-chave: História Pública. Literatura. Biopoder. Sociedade Disciplinar. Carolina Maria de Jesus.Item Capital Paranaense do Folclore: Memórias e Cultura Popular no cotidiano da cidade de Quinta do Sol/PR(Universidade Estadual do Paraná, 2023-06-23) Melo, Fernando Fonseca de; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/6600191413760974; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; Mello, Janaína Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/4347504450030175O objetivo desta pesquisa é, a partir da preocupação com as audiências e a História Pública, compreender historicamente e processualmente o impacto do Grupo Parafolclórico Pôr do Sol e o Festival de Folclore de Quinta do Sol no âmbito público da referida cidade, entendido tanto pelo discurso oficial do município quanto pelas memórias dos seus moradores. Afinal, quais fatores históricos, culturais e sociais, levaram uma cidade do interior, sem tradição nativa da cultura popular, a ser elevada ao título de Capital Paranaense do Folclore? Por meio de entrevistas com moradores, representantes do grupo e do poder público, bem como, análise de materiais de divulgação e matérias jornalísticas, tenta-se compreender esse fenômeno cultural e perceber como os moradores entendem e/ou ressignificam esta tradição recente. Em 2002, surgiu de um projeto escolar que deu origem à Associação de Pesquisa e Projeção Folclórica Pôr do Sol, um grupo de danças folclóricas com a participação de professores, alunos e membros da comunidade, que já se apresentou em festivais na América do Sul e Europa. A partir de 2005, foi criado o Festival de Folclore de Quinta do Sol - FEFOSOL, atividade que se consolidou como um evento à nível nacional e internacional, com a participação de grupos de todas as regiões do Brasil e de outros países. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita, atraindo espectadores da cidade e região, sendo um polo de democratização da cultura popular. Assim, a pesquisa procura valorizar o folclore, aqui entendido pelo significado das práticas, apropriações e ressignificações populares a partir das dinâmicas histórico-culturais em Quinta do Sol, por meio de entrevistas ressaltando a História Oral e pesquisa documental e imagética sobre esse período. Como resultado propositivo, o projeto visou a criação-teste de um Memorial Virtual do Folclore de Quinta do Sol, para salvaguardar e difundir as memórias sobre esse fenômeno histórico e cultural.Item Cinema de horror e história pública: um olhar sobre as representações das mulheres nos filmes grave (2017) e orgulho e preconceito e zumbis (2016).(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-21) Onofre, Camila; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/3741966717082948; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Ávila; http://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Ferreira, Rodrigo de Almeida; http://lattes.cnpq.br/8305346658802398A presente pesquisa teve como objetivo analisar as representações das mulheres nas obras fílmicas: Grave, lançada em 2017 e dirigida por Julia Ducournau, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, lançada em 2016, sob a direção de Burr Steers, sob as perspectivas da tragicidade e da utilização do sangue enquanto elemento horrorífico que estigmatizam as mulheres como perpetuadoras da impureza e maldade, bem como compreender por meio da ótica da História Pública, os usos do passado em congruência com o conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero, e de como essas questões são apresentadas e disseminadas por esses filmes, levando em consideração a potencialidade do cinema enquanto agente produtor e reprodutor de conhecimento. Por meio da metodologia analítica proposta por Manuela Penafria (2009), que discute o cinema enquanto objeto de estudo que permite a reflexão, e da base inspirada nos estudos de Maria Homem (2019; 2021) acerca do feminino e o trágico, fez-se a análise das obras fílmicas identificando mudanças e permanências no que tange às representações das mulheres. A pesquisa identificou nas obras analisadas discursos históricos cristalizados, tais como a mulher enquanto sujeita-objeto, colocando a figura feminina como indivíduo sexualizado atendendo aos anseios masculinos, a utilização do espaço privado como centro das ações das personagens principais, bem como rupturas, como a posição de empoderamento adotada pelas personagens, e a emancipação narrativa sobre os enredos, além da utilização do conhecimento histórico para discussões como a entrada das mulheres na vida adulta, na esfera pública e nos campos político e social.Item (Com)partilhando memórias de experiências de professores na interface com os Patrimônios Culturais.(Universidade Estadual do Paraná, 2021-07-26) Vedovato, Fábio; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/8556103119221844; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Cunha, Nara Rúbia de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/4787129577624171Compartilho uma pesquisa que buscou conhecer como os professores se relacionam com os patrimônios culturais, na cidade de Campo Mourão, no interior do estado do Paraná. É uma experiência que dialoga pelo itinerário de uma História com o público. (SANTHIAGO, 2016). O aporte teórico-metodológico de referência desta pesquisa pautou-se nas ideias de Edward Palmer Thompson e Walter Benjamin. Quanto ao conceito de patrimônio cultural, foi ampliado à medida que não ficou restrito aos bens físicos, mas a uma concepção que abrange as práticas subjetivas como saberes e fazeres nas suas mais variadas formas e expressões coletivas, permitindo novas possibilidades de interpretação do patrimônio, acolhendo a diversidade da existência humana e a pluralidade cultural dos grupos sociais (POULLOT,2009; CHOAY, 2001). Para colocar em ação a pesquisa, foram elaborados quatro Percursos Dialógicos que instigassem os professores a rememorarem as suas experiências vividas em diferentes tempos e espaços na interface com os seus patrimônios culturais. Os Percursos de Diálogos foram construídos com diferentes linguagens para potencializar a tessitura dos professores, entre elas: escritas (poesias, cartas, textos), imagens (cartões postais e fotografias), objetos pessoais e o uso de diferentes tecnologias. Os professores produziram conhecimento histórico tecido por meio do diálogo com as suas memórias, expressas em narrativas escritas e visuais. Tais narrativas foram reelaboradas pelo pesquisador em imagens monadológicas, ou seja, mônadas, aporte teórico-metodológico inspirado no filósofo Walter Benjamin (2007). O trabalho desenvolvido no diálogo com os professores nos possibilitou uma reflexão conjunta (ROVAI, 2018) por uma via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016). No caminho desta pesquisa, construída por vários braços, a partir das experiências vividas dos professores na cidade e com os patrimônios culturais, procurei superar a hierarquização entre a teoria e a prática, entre conhecimento e experiência, racionalidades e sensibilidades, memórias voluntárias e involuntárias, passado e presente (BENJAMIN, 1985; THOMPSON, 1981; GALZERANI, 2008). Percebo que rememorar as experiências vividas é compreender que homens e mulheres experimentam suas experiências como sentimento e lidam com esses sentimentos por meio da cultura (THOMPSON, 1981). Mais do que isso, a rememoração benjaminiana nesta pesquisa assumiu a dimensão política de modo a romper ao apagamento e silenciamento das leituras plurais da cidade, especialmente, dos patrimônios culturais.Item Cultivando experiências rurais: semeando com o público e colhendo novos espaços de memórias em Araruna-PR(Universidade Estadual do Paraná, 2023-12-05) Souza, Gabriel Henrique de; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/6237704257493649; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Granado, Helena Ragusa; http://lattes.cnpq.br/8354768515854306; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; Paim, Elison Antonio; http://lattes.cnpq.br/8695520812750828Apresente pesquisa busca escutaras memórias dos trabalhadores rurais da cidade de Araruna, interior do estado do Paraná, acolhendo as suas experiências vividas que, por vezes, foram apagadas da História local. Esta proposta surgiu a partir das seguintes perguntas: podemos(as)trabalhadores(as)do campo narrarem suas experiências vividas? Oque eles(as)nos contam? Como seria a História de Araruna contada pelas lentes dos(as)trabalhadores(as)rurais? A partir dessas problemáticas, busco conhecer os seus saberes, fazeres, ensinamentos e assuas práticas socioculturais em Araruna. No diálogo como aporte teórico-metodológico de Walter Benjamin (1985), trabalhei com os conceitos de memória, narrativa, experiência e rememoração, e, com Edward Palmer Thompson (1981), as noções de cultura, História, experiência e modos de produção de conhecimento histórico. Também são discutidas as compreensões acerca do que é o rural enquanto lugar para os(as)trabalhadores(as)a partir do geógrafo humanista Yi-Fu Tuan (1983). Para colocarem ação a pesquisa, estimulei os trabalhadores rurais a participarem de práticas de rememoração expressas em narrativas orais e iconográficas que foram elaboradas em imagens monadológicas. Essas narrativas foram realizadas a partir de rodas de conversa, que aqui foram denominadas de cultivos, em que o diálogo com os trabalhadores rurais foi aprofundado a partir das suas experiências. Foram realizados 8 cultivos, cada um desenvolvido por meio de uma temática latente que representa as angústias, os saberes e como podemos desenvolvê-los em uma sociedade cada vez mais imersa na modernidade capitalista. Para o compartilhamento desses saberes, as narrativas colhidas foram organizadas em uma mostra cultural em um espaço virtual(site) para sua publicização. Por fim, esta pesquisa se insere na interface como movimento da História Pública, assumindo o itinerário de uma História feita como público pela via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016) e para o público (SANTHIAGO, 2018).Item Cultura Visual e Representação Feminina no Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira(Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-11) Barros, Liége Fonseca; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/5558357150833635; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Perry, Jimena; https://www.linkedin.com/in/jimena-perry-ph-d-64a72b4aNesta pesquisa estudamos as articulações entre museu, cultura visual e representação feminina, com o objetivo compreender a divulgação de conteúdo e a sua recepção pelo público do Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira (Campo Mourão-PR). À luz dos conceitos da história pública, gênero e cultura visual, procuramos compreender como a audiência desse museu apreendeu seu acervo fotográfico, além de analisar o impacto da organização de exposições a partir dos princípios de gestão arquivística e mediação acerca da ausência/presença feminina em sua cultura visual. De que maneira esse equipamento cultural possibilitou a interpretação, exposição, a difusão e o debate de seu acervo tendo como pano de fundo a ausência/presença das mulheres? A pesquisa culminou na formação de públicos através da exposição “Nós, Mulheres Plurais”, realizada durante a Semana Nacional de Museus e a Primavera dos Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), nos meses de maio e setembro de 2022. Os dados da pesquisa de campo foram obtidos através da análise de acervo fotográfico e artístico, oralidades e performance de arquivos – institucional e pessoal – através de narrativas visuais, textuais e poéticas, realizadas com um coletivo de mulheres, com aplicação do protocolo “Pop Up Museum” (exposições conjuntas e coordenadas, diálogo com o público, colaboração, coautoria e observação do público).Item Das alegorias aos mosaicos: experiências vividas pelas professoras na pandemia do covid-19(Universidade Estadual do Paraná, 2023-04-28) Oliveira, Carolina Oliva Rodrigues de; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/2416717067816802; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Cunha, Nara Rubia de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/4787129577624171Nesta dissertação focalizo a formação docente continuada considerando a articulação entre formação e experiências vividas e tomando a pandemia, memórias e linguagens como meios de produção de conhecimento-histórico educacional. Apresento, assim, um olhar sensível as questões que engendram o cotidiano e denominam as ações do dia a dia das professoras. Perante essas múltiplas faces, debruço-me sobre o período pandêmico, para refletir as ressignificações possíveis das narrativas para produção de conhecimento histórico, a partir das experiências dos sujeitos e suas formas de expressão. Para isso, apresento uma pesquisa protagonizada com professoras de História da Educação Básica, das escolas públicas de Campo Mourão, no interior do estado do Paraná, desenvolvida em parceria com o Laboratório do Ensino de História, na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), na mesma cidade, no período de maio de 2022 a agosto de 2022. A pesquisa tem como base os referenciais teórico-metodológico do filósofo alemão Walter Benjamin, assumindo as mônadas como possibilidade de apresentar de forma fragmentária as memórias docentes vividas na pandemia no diálogo com a sua singularidade espaço-temporal na relação com a cultura mais ampla (macro-história).Item De Colônia Thereza à Freguesia de Therezina (1847-1871): A história de uma colônia às margens do Rio Ivaí na perspectiva da história pública(Universidade Estadual do Paraná, 2023-03-31) Oliveira, Roberto Aparecido de; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; http://lattes.cnpq.br/6273001281649328; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Silva, Karla Maria da; http://lattes.cnpq.br/9712004112106507Neste trabalho foram analisados aspectos políticos, culturais, e econômicos, acerca da Colônia Thereza a partir de sua edificação em 1847 até 1871. Buscamos respostas sobre o que levou em tão pouco tempo, uma colônia de sucesso, ao fracasso, à descaracterização, e perda da identidade, bem como, o seu processo de resiliência, que mesmo decadente se mantinha enquanto local de interesse nacional. As relações da colônia com a região de Guarapuava, com a província do Paraná, e com o Império ajudam nesta compreensão, mas fontes como os relatos de Thomas Plantagenet BiggWither, engenheiro inglês que viveu dois anos na Colônia Thereza e região do Rio Ivaí em uma missão de trabalho, documentos oficiais do Governo do Paraná, da Câmara Municipal de Guarapuava, da Diocese de Guarapuava, e publicações da época, são essenciais para compreendermos as entrelinhas desta história pública. A política de colonização está intrínseca em nossa busca por compreensão, mas em nossa gama de análises as vozes do presente foram fundamentais nas releituras do passado, então recorremos à entrevistas e em depoimentos em página própria de nossa pesquisa, pois o público precisa saber porque acabou a Colônia Thereza Cristina, e como ficou a Freguesia de Therezina, bem como, como está o Distrito de Tereza Cristina.Item Desde o Início, As Mulheres Eram o Sol: reflexão sobre a autobiografia de Raichô Hiratsuka em diálogo com a História Pública e o feminismo japonês(Universidade Estadual do Paraná, 2021-08-26) Matsuoka, Vanessa Mayumi; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/4860692443124522; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Feldman, Alba Krishna Topan; http://lattes.cnpq.br/4778253744058116; Campoi, Isabela Candeloro; http://lattes.cnpq.br/8568342954658223Esta pesquisa tem como fonte primária a autobiografia da ativista política Raichô Hiratsuka, intitulada In the Beginning Woman was the Sun: the autobiography of a japanese feminist (2006) apresentou um relato sobre sua vida até 1917. No estudo, apresentamos o contexto japonês da segunda metade do século XIX e início do século XX, para situarmos o surgimento de um movimento feminista nascente em torno da Revista Seitô pela ótica de Raichô. Analisada também a partir da metodologia da História Pública, uma prática que não é novidade na historiografia, mas atualmente tem alcançado maior debate. Em suma, o principal objetivo é o público, e o movimento que o conhecimento histórico faz desde sua criação por esse público amplo, como por construção no formato da historiografia em conjunto e por último como disseminação desse material. O grupo formador da revista, sob liderança de nossa protagonista, possuía como ideal o conceito “de mulher para mulher” e praticava um contato direto com suas leitoras mediante cartas promovendo e disseminando a conscientização sobre o lugar social das mulheres na sociedade japonesa, se utilizando da prática de compartilhamento de autoridade, e disseminação de conhecimento histórico, ferramentas fundamentais para analisarmos pelo campo da História Pública. Observamos como Raichô Hiratsuka em contato com ideias ocidentais, principalmente advindas da escritora sueca Ellen Key (1849-1926), as reinterpretou ao pensar sobre as mulheres, incorporando elementos de sua própria cultura, atuou num contexto de consolidação de uma reforma conservadora no Japão, promovendo um espaço de diálogo e ruptura com o modelo tradicional de comportamento. E ao analisarmos sua autobiografia tivemos acesso a outros movimentos que formaram o pensamento da japonesa moderna no mercado de trabalho.Item Diáspora e migração na obra Êxodos de Sebastião Salgado: Possibilidades de diálogo com a História Pública(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-22) Sutil, Luzia Taciane; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; http://lattes.cnpq.br/2602891826360449; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853A presente pesquisa atentou-se para a obra Êxodos de Sebastião Salgado e na análise de fotografias que se atem na representação de momentos peculiares da vida de indivíduos e comunidades. As fotos selecionadas procuraram deter-se a alguns elementos e conceitos, como: Migração e Diáspora. Devido à extensão e complexidade do livro Êxodos, a presente pesquisa se pautou na análise de algumas fotografias especificamente as que compõem o capítulo três: “A América Latina: êxodo rural, desordem urbana”. Buscando interlocuções e diálogos com os pressupostos da História Pública. O intuito dessa pesquisa circunscreve-se à discussão dos conceitos acima citados e na análise, por meio do emprego desses conceitos, das representações socioculturais e econômicas presentes nas fotografias de Sebastião Salgado. Outros aspectos que ainda compõem a pesquisa referem-se a discussão em torno do padrão estético e da imagética como linguagem, bem como nas escolhas do fotógrafo. A importância de trabalhar com a fotografia se dá em função desta ser um registro carregado de significados tanto para quem a faz quanto para quem se permite captar por ela. Fotógrafo e fotografados se interrelacionam numa rede de significados muito particulares e raras vezes perceptíveis para o espectador. Analisar um conjunto de fotografias ou uma fotografia em particular requer, além de muita sensibilidade, um olhar bastante acurado em relação aos elementos que a compõem, foi este o propósito deste trabalho.Item Educação e Pandemia: O Ensino Remoto sob os olhos de Professores do Município de Campo Mourão – PR(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-30) Silva, Greiciane Farias da; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/4045473989322196; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637; Picoli, Bruno Antonio; http://lattes.cnpq.br/0720220622377411O presente estudo possuiu como objetivo principal questionar qual a visão de alguns professores da educação básica, do município de Campo Mourão – PR, acerca da possível fusão entre espaço escolar e espaço doméstico ocasionada pela pandemia de Covid-19. Deste modo, o recorte cronológico dessa pesquisa localizou-se dentre a História do Tempo Presente, compreendendo de março de 2020 (início da pandemia no Brasil) até dezembro de 2021. O recorte metodológico aqui abordado encontrou-se na História oral e as fontes selecionadas se construíram com a realização de conversas. Além disso, os campos História Oral e História do Tempo Presente foram aqui interligados pela História Pública. Esta, por sua vez, guiou essa pesquisa, visto que foi a responsável por permitir que houvesse uma relação de autoridade compartilhada entre historiadora e público. Ou seja, pautando-se no contexto histórico da educação brasileira e analisando o período de ensino remoto foram levantados questionamentos acerca dos impactos desses na vida de professores e alunos, bem como foi necessário pontuar as principais continuidades e as principais rupturas promovidas pela pandemia e pelo isolamento social no que se refere ao ambiente escolar e o processo de ensino e aprendizagem. Diante disso, nessa pesquisa foram apresentados relatos de três professores acerca de suas experiências vividas no ano de 2020 e 2021Item História Pública e Comunidades: o uso de ferramentas de museu pop-up e cartilha educativa para fortalecimento e divulgação da cultura tradicional caiçara da Ilha do Mel, PR(Universidade Estadual do Paraná, 2024-09-30) Guerra, Marcelo Henrique de Abreu; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/1351439482787983; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Donner, Sandra Cristina; http://lattes.cnpq.br/9161566640553151Esta é uma pesquisa é derivada da linha de pesquisa Memórias e Espaços de Formação do Programa de Mestrado em História Pública (Unespar), onde tem como objetivo estudar o patrimônio cultural caiçara (populações tradicionais), na comunidade de Brasília, na Ilha do Mel, litoral do estado do Paraná. Utilizando ferramentas conceituais e práticas da história pública, museologia comunitária e da educação patrimonial, a pesquisa serve de estímulo para a mobilização de um trabalho coletivo para valorização, preservação e reflexão dos patrimônios da cultura da comunidade. Entende-se que o patrimônio cultural caiçara da comunidade possui características derivadas da interação dela com o meio ambiente que está inserida, refletindo em elementos materiais (objetos pessoais, sítios arqueológicos e paisagem litorânea) e imateriais (saberes, celebrações, formas de expressão e lugares). Tais patrimônios se encontram em risco de supressão, desvalorização ou desaparecimento devido aos impactos do turismo, especulação imobiliária, restrições às práticas de agricultura, e pesca artesanal. Com ações de construção histórica colaborativa entre comunidade universidade, e a Escola Estadual do Campo Lucy Requião de Mello e Silva, buscou-se realizar o Dia do Museu Comunitário na Escola, e a criação de uma Cartilha Turísticas Educativa, visando construir uma narrativa histórica pela visão da comunidade, onde ela seleciona, gerência e divulga suas características culturais, objetivando o seu fortalecimento pelas práticas da História. A pesquisa deste modo é uma ponte que leva às concretizações de narrativas históricas em trabalhos com outros públicos além do acadêmico, possibilitando profundas reflexões sociais.Item História pública e Memória: Lembranças acerca do cinema de Campo Mourão(Universidade Estadual do Paraná, 2022-09-13) Maccagnan, Rafael Tonet; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; http://lattes.cnpq.br/8075388917818391; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591A presente dissertação faz parte do trabalho que tem como título “História pública e Memória: Lembranças acerca do cinema de Campo Mourão” ligado ao Programa de Mestrado em História Pública da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) campus de Campo Mourão, visando apresentar uma proposta de estudo acerca da memória dos indivíduos a respeito dos cinemas no município de Campo Mourão. O objetivo foi coletar informações sobre o cinema na cidade, principalmente o Cine Plaza, através de fontes escritas e de relatos de pessoas que frequentavam o ambiente do cinema no município de Campo Mourão, Estado do Paraná. O cinema se constituiu como espaço social e cultural na vida dessas pessoas. Interessa à memória de pessoas comuns, a saber: quais foram as relações que estabeleceram com esse ambiente, o modo de assistir filmes, as interações com outros sujeitos e de que maneira o cinema colaborou em sua visão de mundo e para seu processo histórico. Durante o processo de pesquisa, as fontes orais, através de entrevistas, auxiliaram a encontrar informações que não foram possíveis encontrar em fontes escritas, como, por exemplo, o jornal Tribuna do Interior e livros dos memorialistas da cidade. Durante a análise do jornal Tribuna do Interior foi possível identificar que havia principalmente chamadas para o Cine Plaza, localizado onde hoje em Campo Mourão há uma igreja universal, além de, também, um imaginário de industrialização do espaço urbano, havendo algumas reportagens em anexo ao presente trabalho, onde é descrito o imaginário com que o jornal tratava esse assunto, sendo o cinema ainda importante para a socialização das pessoas que viviam no período na cidade entre os anos de 1950 até os anos 1990, período no qual havia algumas salas de cinema na cidade. A ideia de divulgação para o público mais amplo é a de realizar, através de mídias sociais (Facebook e Instagram), através de imagens, possibilitando a participação de pessoas, além de plataformas de áudio como Spotify, para fora do ambiente acadêmico.Item História Pública e Orientalismo: investigações sobre cultura oriental e Zen Budismo(Universidade Estadual do Paraná, 2022-11-25) Fonseca, Renan Lourenço da; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/9341198672997449; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Crestani, Leandro de Araújo; http://lattes.cnpq.br/4355800754850860; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637O presente estudo composto de três artigos têm como objetivos: abordar as principais influências de Monja Coen no imaginário orientalista na audiência do Zen Budismo, sobretudo, no que se refere às dimensões de sua persona enquanto representante religiosa e figura pública; analisar as representações sociais orientalistas através da memória dos entrevistados; relatar e analisar o material propositivo em formato de podcast. Para tanto, definiram-se os seguintes objetivos específicos: conceituar imaginário orientalista e audiências, tendo-se como ancoragem teórica a problematização da noção de invenção do Oriente a partir das potencialidades da História Pública; identificar tópicos relevantes para a compreensão da relação Monja Coen, Zen Budismo e o Oriente; realizar reconhecimento sobre comunidades zen budistas; desenvolver e analisar material propositivo em formato de podcast. Abordar estes objetivos justifica-se por por existir a necessidade de se estudar e produzir novos trabalhos acerca da cultura oriental, tendo em vista a quantidade de produções que ainda carregam historicamente uma dependência das mentalidades ditas eurocêntricas ou ocidentalizantes. O presente estudo consiste em pesquisa de caráter exploratório, com resultados tratados de maneira qualitativa, a partir da coleta de dados primários e secundários.
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