Programa de Pós-Graduação em História Pública - PPGHP
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Item Revistas em quadrinhos e história pública: construção da homossexualidade nos jovens vingadores Wiccano e Hulkling (2005-2020)(Universidade Estadual do Paraná, 2020-04-19) Santos, Leonardo Stabele; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/9915786030397490; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Gomes, Ivan Lima; http://lattes.cnpq.br/0575667160905102; Baliscei, João Paulo; http://lattes.cnpq.br/6980650407208999As histórias em quadrinhos (HQs) são objetos ricos em narrativas históricas. Durante décadas foram vistas apenas como entretenimento infantil, todavia, se constata através da presente pesquisa que vão além do pressuposto. Em associação com a História Pública, se analisa o tema da homossexualidade inserido aos quadrinhos da Marvel. Objetiva a historicização dos sujeitos gays inseridos nas HQs. Para compor estes objetivos, buscamos a análise dos dois super-heróis homossexuais Wiccano e Hulkling, originalmente membros da mais nova equipe Jovens Vingadores. Aparecem pela primeira vez em 2005, na publicação Jovens Vingadores: Ajudantes, e se casam em 2020 no título Impéryo: Vingadores. Desta forma, a pesquisa visa contemplar a análise dessa fonte que engloba quinze anos de publicações que contenham estes dois jovens vingadores. Utiliza-se dos comics studies e pesquisas de Umberto Eco (1985), Jean-Paul Gabilliet (2010), Will Eisner (1989) entre outros, para levantar apontamentos sobre a pesquisa em revista em quadrinhos. Judith Butler (2018), Michel Foucault (1999; 1997) são utilizados, entre outros, para análise dos atos performativos, das sexualidades, gêneros e os mecanismos de vigilância e rigor sobre os corpos, assim como as masculinidades performadas pelos super-heróis. Dani Marino (2016), Andrêa Correia Lagareiro (2018), Richard Moscovici (2007), Roger Chartier (2002) são utilizados para compreender questões relacionadas à construção da homossexualidade dos personagens, elementos pertinentes na história em quadrinhos. Wiccano e Hulkling se propõem a representar os sujeitos gays. Iniciando, de forma discreta, passando pelo seu primeiro beijo e culminando no casamento gay. Assim, lançamos novas questões sobre as masculinidades, sexualidades e representações nas HQs.Item O uso de jingles político-religiosos nas eleições à ALEP: uma abordagem da comunicação política a partir da História Pública Digital(Universidade Estadual do Paraná, 2020-12-18) Assis, Rafaela Christi Ane Mano de; Mezzomo, Frank Antonio; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; http://lattes.cnpq.br/2451026455498739; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Maciel, Fred; http://lattes.cnpq.br/8902937834731785A presente pesquisa objetiva analisar os jingles político-religiosos produzidos por candidatos à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) para as eleições de 2018. Diante da disputa em questão, consideramos relevante compreender o papel de grupos religiosos no campo político, especialmente quando entendemos que foram definidas estratégias de comunicação política e marketing, a fim de captar votos de eleitores que se identificam com questões de perfil conservador. Dada a pertinência do tema para o tempo presente, a História Pública pode colaborar para problematizar um assunto relevante para a sociedade brasileira, tal como as relações entre os campos da política e da religião para a promoção da democracia e dos direitos humanos. Os procedimentos metodológicos consistiram na identificação e seleção dos jingles de 13 agentes políticos vinculados a 07 diferentes denominações religiosas, publicizados na rede social Facebook durante a campanha eleitoral de 2018. Tais materiais foram analisados a fim de compreender os usos do passado enquanto ferramenta política, que são representados através dos símbolos religiosos presentes no discurso, não apenas de suas letras, mas também nas imagens veiculadas junto aos jingles. Contextualizamos alguns marcos históricos no campo sociopolítico como meio de compreender questões que influenciaram diretamente a emergência de uma nova configuração política no Brasil. Categorizamos o corpus empírico a partir de três temas de análise, cujo argumento repousa no capital simbólico religioso: enquanto candidatos que se apresentam como devotados e preparados para exercício de uma missão na política; como detentores de um perfil idealizado de político, isto é, honesto e trabalhador; e como defensores da família tradicional. Verificamos um crescimento nas atividades desempenhadas por agentes religiosos, sejam evangélicos ou católicos, na esfera pública e política, podendo influenciar desde as eleições até a formação de opinião pública quanto a diversas questões sociais, políticas e econômicas, promovendo alterações em outros campos da sociedade brasileira, que vão além do religioso.Item Um processo de emancipação: conversações entre História Pública, livro didático e professoras(Universidade Estadual do Paraná, 2021-03-09) Prohmann, Ana Carolina Santos; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/9402563106127028; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Estacheski, Dulceli de Lourdes Tonet; http://lattes.cnpq.br/2680166742315032Esta pesquisa teve como objetivo pensar nas experiências de mulheres professoras de História ao trabalhar com Livros Didáticos, que por muitas vezes excluem a participação feminina da História, ou ainda não possuem uma escrita que demostre equidade, e sendo o livro didático um material público e difusor do conhecimento histórico vamos buscar a relação e a conversação da História Pública com o Ensino de História. Dessa forma aproximo o modo de fazer História Pública com aquele que é para e com o público. Através da prática da Pesquisa-ação e da conversação, refletir juntamente com professoras de História pensando nas experiências em trabalhar com os livros didáticos e a história das mulheres. No primeiro capítulo é apresentado o encontro da História Pública com as temáticas pesquisadas e a importância em pensar o livro didático dentro desse movimento que é a História Pública e como as experiências de professoras de história contribuem para um processo de emancipação, no último capítulo são apresentadas as conversações com essas professoras e as reflexões sobre o compartilhamento de experiências e como esse metodologia de conversa e escuta é importante para uma formação e reflexão em conjunto. Utilizei a concepção de emancipação através das contribuições de Jacques Rancière (2002), o conceito de experiência de Jorge Larrosa (2003), a metodologia de pesquisa-ação dialogando com Maria Amélia Franco (2005) e a conversação com Gloria Rojas Alvarez (2019), e entendi gênero como categoria de análise através das leituras Joan Scott (1990).Item O falso Mengele em uma pequena cidade no interior do Paraná (1955-2020)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-03-26) Correia, Jocimara Maciel; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/7362541852993554; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; Stein, Marcos Nestor; http://lattes.cnpq.br/8960631928323330; Rovai, Marta Gouveia de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2017104349633265A presente dissertação teve como objetivo investigar os discursos da suposta passagem do médico nazista Josef Mengele, no município de Mamborê, sob a identidade falsa de Josef Kanat. A pesquisa foi direcionada pelas perspectivas teóricas e metodológicas do movimento da História Pública, analisando e refletindo os discursos, memórias individuais e coletivas construídas sobre o caso em um processo colaborativo entre pesquisador e público. Após a análise e reflexão das fontes coletadas entre 1955-2020, que consistiram em jornais, fotografias, reportagens, livros e fontes orais, considera-se que os discursos sobre Mengele ter residido no município começaram a ser construídos no início dos anos de 1960 e expandiram-se nas décadas de 1980-1990, através dos meios de comunicação que atraíam o público sobre a presença de nazistas no Paraná. Além disso, os resultados obtidos por meio da consulta de opinião pública realizada entre fevereiro a novembro de 2020 apontam que, além dos meios de comunicação, as memórias familiares foram significativas para a reprodução dos discursos sobre a suposta passagem de Mengele pelo município. No processo de investigação com o público, identificamos também as memórias traumáticas que este passado carrega, devido à falta de justiça e aos procedimentos médicos negligentes causados por Josef Kanat.Item Benedita e Manoel: memórias do fenômeno migratório (Nordeste e Sul)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-07-07) Campos, Laiza Suelen Barroso; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/3247498203640527; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Almeida, Juniele Rabêlo de; http://lattes.cnpq.br/5588377981047859; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637; Baggio, Eduardo Tulio; http://lattes.cnpq.br/8887788540106433A presente pesquisa tem por objetivo analisar o fenômeno migratório entre o Nordeste e o Sul do Brasil a partir das memórias de Benedita e Manoel, nascidos em Vitória da Conquista, na Bahia, e que migraram para o Paraná na década de 1960 – passando pelo município de Paranavaí, até fixarem residência em Ubiratã. Basicamente, a análise se concentra nas memórias de Benedita e Manoel e no significado que esse fenômeno migratório adquiriu em suas vidas, com base em suas narrativas. Além disso, pondero nesta investigação o grau de parentesco que possuo com os entrevistados, o que apresenta uma problemática da afetividade, já que tratam-se de meus avós. Para a realização da investigação, utilizei como principal fonte as entrevistas tendo como base teórico-metodológico a História Oral e, ainda, refletindo as escolhas feitas durante o processo pensando a História Pública, neste caso, a realização do documentário que se deu a partir da filmagem das entrevistas coletadas para a pesquisa. Desse modo, de um lado este trabalho se concentra em analisar as memórias de Benedita e Manoel e de outro, em apresentar e discutir a maneira pela qual abordei a História Pública nesta pesquisa a partir da produção do documentário, que tem como título “Benedita e Manoel”. A partir disso, foi possível perceber como processos históricos amplos perpassam as narrativas de Benedita e Manoel e, especialmente, explorar as possibilidades de diálogo da História com outras áreas do saber – como o cinema – e com os públicos não-acadêmicos, trazendo como “atores” ou “personagens” históricos pessoas que, possivelmente, de outra maneira, permaneceriam anônimas na historiografia.Item (Com)partilhando memórias de experiências de professores na interface com os Patrimônios Culturais.(Universidade Estadual do Paraná, 2021-07-26) Vedovato, Fábio; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/8556103119221844; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Cunha, Nara Rúbia de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/4787129577624171Compartilho uma pesquisa que buscou conhecer como os professores se relacionam com os patrimônios culturais, na cidade de Campo Mourão, no interior do estado do Paraná. É uma experiência que dialoga pelo itinerário de uma História com o público. (SANTHIAGO, 2016). O aporte teórico-metodológico de referência desta pesquisa pautou-se nas ideias de Edward Palmer Thompson e Walter Benjamin. Quanto ao conceito de patrimônio cultural, foi ampliado à medida que não ficou restrito aos bens físicos, mas a uma concepção que abrange as práticas subjetivas como saberes e fazeres nas suas mais variadas formas e expressões coletivas, permitindo novas possibilidades de interpretação do patrimônio, acolhendo a diversidade da existência humana e a pluralidade cultural dos grupos sociais (POULLOT,2009; CHOAY, 2001). Para colocar em ação a pesquisa, foram elaborados quatro Percursos Dialógicos que instigassem os professores a rememorarem as suas experiências vividas em diferentes tempos e espaços na interface com os seus patrimônios culturais. Os Percursos de Diálogos foram construídos com diferentes linguagens para potencializar a tessitura dos professores, entre elas: escritas (poesias, cartas, textos), imagens (cartões postais e fotografias), objetos pessoais e o uso de diferentes tecnologias. Os professores produziram conhecimento histórico tecido por meio do diálogo com as suas memórias, expressas em narrativas escritas e visuais. Tais narrativas foram reelaboradas pelo pesquisador em imagens monadológicas, ou seja, mônadas, aporte teórico-metodológico inspirado no filósofo Walter Benjamin (2007). O trabalho desenvolvido no diálogo com os professores nos possibilitou uma reflexão conjunta (ROVAI, 2018) por uma via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016). No caminho desta pesquisa, construída por vários braços, a partir das experiências vividas dos professores na cidade e com os patrimônios culturais, procurei superar a hierarquização entre a teoria e a prática, entre conhecimento e experiência, racionalidades e sensibilidades, memórias voluntárias e involuntárias, passado e presente (BENJAMIN, 1985; THOMPSON, 1981; GALZERANI, 2008). Percebo que rememorar as experiências vividas é compreender que homens e mulheres experimentam suas experiências como sentimento e lidam com esses sentimentos por meio da cultura (THOMPSON, 1981). Mais do que isso, a rememoração benjaminiana nesta pesquisa assumiu a dimensão política de modo a romper ao apagamento e silenciamento das leituras plurais da cidade, especialmente, dos patrimônios culturais.Item Desde o Início, As Mulheres Eram o Sol: reflexão sobre a autobiografia de Raichô Hiratsuka em diálogo com a História Pública e o feminismo japonês(Universidade Estadual do Paraná, 2021-08-26) Matsuoka, Vanessa Mayumi; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/4860692443124522; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Feldman, Alba Krishna Topan; http://lattes.cnpq.br/4778253744058116; Campoi, Isabela Candeloro; http://lattes.cnpq.br/8568342954658223Esta pesquisa tem como fonte primária a autobiografia da ativista política Raichô Hiratsuka, intitulada In the Beginning Woman was the Sun: the autobiography of a japanese feminist (2006) apresentou um relato sobre sua vida até 1917. No estudo, apresentamos o contexto japonês da segunda metade do século XIX e início do século XX, para situarmos o surgimento de um movimento feminista nascente em torno da Revista Seitô pela ótica de Raichô. Analisada também a partir da metodologia da História Pública, uma prática que não é novidade na historiografia, mas atualmente tem alcançado maior debate. Em suma, o principal objetivo é o público, e o movimento que o conhecimento histórico faz desde sua criação por esse público amplo, como por construção no formato da historiografia em conjunto e por último como disseminação desse material. O grupo formador da revista, sob liderança de nossa protagonista, possuía como ideal o conceito “de mulher para mulher” e praticava um contato direto com suas leitoras mediante cartas promovendo e disseminando a conscientização sobre o lugar social das mulheres na sociedade japonesa, se utilizando da prática de compartilhamento de autoridade, e disseminação de conhecimento histórico, ferramentas fundamentais para analisarmos pelo campo da História Pública. Observamos como Raichô Hiratsuka em contato com ideias ocidentais, principalmente advindas da escritora sueca Ellen Key (1849-1926), as reinterpretou ao pensar sobre as mulheres, incorporando elementos de sua própria cultura, atuou num contexto de consolidação de uma reforma conservadora no Japão, promovendo um espaço de diálogo e ruptura com o modelo tradicional de comportamento. E ao analisarmos sua autobiografia tivemos acesso a outros movimentos que formaram o pensamento da japonesa moderna no mercado de trabalho.Item Botequins de Ponta Grossa e Curitiba: a decoração e a ornamentação como experiências públicas.(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-07) Silva, Kevin Luiz da; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/3536704790348526; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Almeida, Juniele Rabêlo de; http://lattes.cnpq.br/5588377981047859; Santos, Francieli Lunelli; http://lattes.cnpq.br/8960483487745098O botequim pode ser compreendido como um espaço que oferece mais do que a degustação de bebidas e comidas. Habitualmente, esses estabelecimentos atraem um público específico, apresentando propostas conceituais de discurso, arquitetura, decoração e de público, inovando e aderindo às novas práticas sociais. Nos botequins da cidade de Ponta Grossa (Boteking; Botequim; Boteco da Visconde; Choperia Vô Tito) e Curitiba (Bar Stuart), é possível observar decorações com apelo ao passado - geralmente com uso de objetos da metade do século XX - as quais denominamos como “decoração nostálgica”. Considerando as audiências destes espaços, como os apelos à memória e à decoração estimulam o consumo da história? E, além disso, como ambas influenciam o comércio e a boemia nestes locais, tanto pelos usos do passado com fins comerciais quanto pelo sentimento de nostalgia e de valorização de objetos e atmosferas pretéritas? No âmbito da história pública, valemo-nos da metodologia empregada em história oral temática para entrevistar e dialogar com as audiências desses espaços decorativos de memória, botequins das cidades de Ponta Grossa e Curitiba. Neste trabalho, a preocupação central se voltou para a forma como os usos do passado envolvem memórias sobre e em ambientes do comércio (botequins) e suas respectivas sociabilidades e influências nostálgicas, além do alcance dessa influência da memória sobre as audiênciasItem Cinema de horror e história pública: um olhar sobre as representações das mulheres nos filmes grave (2017) e orgulho e preconceito e zumbis (2016).(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-21) Onofre, Camila; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/3741966717082948; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Ávila; http://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Ferreira, Rodrigo de Almeida; http://lattes.cnpq.br/8305346658802398A presente pesquisa teve como objetivo analisar as representações das mulheres nas obras fílmicas: Grave, lançada em 2017 e dirigida por Julia Ducournau, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, lançada em 2016, sob a direção de Burr Steers, sob as perspectivas da tragicidade e da utilização do sangue enquanto elemento horrorífico que estigmatizam as mulheres como perpetuadoras da impureza e maldade, bem como compreender por meio da ótica da História Pública, os usos do passado em congruência com o conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero, e de como essas questões são apresentadas e disseminadas por esses filmes, levando em consideração a potencialidade do cinema enquanto agente produtor e reprodutor de conhecimento. Por meio da metodologia analítica proposta por Manuela Penafria (2009), que discute o cinema enquanto objeto de estudo que permite a reflexão, e da base inspirada nos estudos de Maria Homem (2019; 2021) acerca do feminino e o trágico, fez-se a análise das obras fílmicas identificando mudanças e permanências no que tange às representações das mulheres. A pesquisa identificou nas obras analisadas discursos históricos cristalizados, tais como a mulher enquanto sujeita-objeto, colocando a figura feminina como indivíduo sexualizado atendendo aos anseios masculinos, a utilização do espaço privado como centro das ações das personagens principais, bem como rupturas, como a posição de empoderamento adotada pelas personagens, e a emancipação narrativa sobre os enredos, além da utilização do conhecimento histórico para discussões como a entrada das mulheres na vida adulta, na esfera pública e nos campos político e social.Item Caminhos para uma História Pública da mulher favelada: compreendendo “Quarto de Despejo” (1960)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-23) Santos, Ana Laura Perenha dos; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; http://lattes.cnpq.br/4677417317938126; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Coito, Roselene de Fátima; http://lattes.cnpq.br/4593755793342327Considerando o cenário atual, onde existe um debate crescente acercada educação institucionalizada ou informal, a presente pesquisa busca identificar aspectos da interface da História Pública, suas práticas e suas reflexões com a literatura. Para tanto, mobilizamos as conceituações de biopoder e de disciplina delineadas nas obras de Michel Foucault. Buscamos compreender, a partir da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, como a biopolítica opera, por meio do racismo de Estado, marginalizando as populações negras e como Carolina Maria de Jesus resiste a esse mecanismo de exclusão e de segregação a partir da experiência da escrita durante todo o período que vive na favela do Canindé. Ademais, procuramos verificar como, a partir da escrita de si, uma prática de História Pública é possibilitada, haja vista ser um campo de pesquisa que promove a validade dos múltiplos discursos produzidos sobre as representações do presente ou do passado sem hierarquizá-los em que pese a necessidade das trocas de experiências que buscam atrelar prática à reflexão teórica/metodológica produzindo conhecimento .Assim, em nossas análises foi possível perceber que Carolina Maria de Jesus, ao mostrar em seu texto como a biopolítica age sobre a população favelada por meio da fome e das insalubres condições que a submete ,acaba exercendo uma prática de História Pública a partir da margem. Além disso, é por meio da literatura que ela resiste ao poder desse espaço biopolítico, uma vez que consegue viver e se deslocar do quarto de despejo, a favelado Canindé, passando a habitar a sala de visitas. Palavras-chave: História Pública. Literatura. Biopoder. Sociedade Disciplinar. Carolina Maria de Jesus.Item Memórias de resistência: a história dos Movimentos Negros de Maringá (1985-2019)(Universidade Estadual do Paraná, 2021-10-29) Carvalho, Marcela Santos; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; http://lattes.cnpq.br/8725689128663397; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Felipe, Delton Aparecido; http://lattes.cnpq.br/1673979833356158O presente trabalho narra a história do movimento negro de Maringá – Paraná, a partir de três instituições negras da cidade, a saber: Associação União e Consciência Negra de Maringá (AUCNM), criada em 1985; o Centro Cultural Jhamayka, fundado em 2001; e o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques (IMNEAM), criado em 2005. A pesquisa teve como fonte principal as entrevistas realizadas com algumas lideranças destas três organizações a partir da metodologia da História Oral, em perspectiva com a História Pública. Além disso, foram utilizados documentos impressos tais como atas, estatutos, matérias jornalísticas e fotografias, etc. Embora a presença da população negra de Maringá seja notada desde os primórdios de sua colonização, as narrativas oficiais não destacam as importantes contribuições deste grupo étnico no desenvolvimento da cidade. Este processo de esquecimento e invisibilização, contudo, tem sido historicamente questionado. Constituído por homens e mulheres de diferentes níveis de formação, profissão, religião e ideologias políticas, o movimento negro local tem se valido de diferentes estratégias para combater o racismo e a discriminação e ao mesmo tempo afirmar seus valores culturais e suas lutas por uma verdadeira democracia racial.Item Diáspora e migração na obra Êxodos de Sebastião Salgado: Possibilidades de diálogo com a História Pública(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-22) Sutil, Luzia Taciane; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; http://lattes.cnpq.br/2602891826360449; Priori, Angelo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/9430424742681196; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853A presente pesquisa atentou-se para a obra Êxodos de Sebastião Salgado e na análise de fotografias que se atem na representação de momentos peculiares da vida de indivíduos e comunidades. As fotos selecionadas procuraram deter-se a alguns elementos e conceitos, como: Migração e Diáspora. Devido à extensão e complexidade do livro Êxodos, a presente pesquisa se pautou na análise de algumas fotografias especificamente as que compõem o capítulo três: “A América Latina: êxodo rural, desordem urbana”. Buscando interlocuções e diálogos com os pressupostos da História Pública. O intuito dessa pesquisa circunscreve-se à discussão dos conceitos acima citados e na análise, por meio do emprego desses conceitos, das representações socioculturais e econômicas presentes nas fotografias de Sebastião Salgado. Outros aspectos que ainda compõem a pesquisa referem-se a discussão em torno do padrão estético e da imagética como linguagem, bem como nas escolhas do fotógrafo. A importância de trabalhar com a fotografia se dá em função desta ser um registro carregado de significados tanto para quem a faz quanto para quem se permite captar por ela. Fotógrafo e fotografados se interrelacionam numa rede de significados muito particulares e raras vezes perceptíveis para o espectador. Analisar um conjunto de fotografias ou uma fotografia em particular requer, além de muita sensibilidade, um olhar bastante acurado em relação aos elementos que a compõem, foi este o propósito deste trabalho.Item Histórias em quadrinhos, mediação intelectual e divulgação do conhecimento histórico: as obras de Marcelo D’Salete à luz da História Pública(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-25) Ribeiro, Cristiano Prado; Carvalho, Bruno Leal Pastor de; http://lattes.cnpq.br/5008387707815296; http://lattes.cnpq.br/1470262385201935; Carvalho, Bruno Leal Pastor de; http://lattes.cnpq.br/5008387707815296; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; Malerba, Jurandir; http://lattes.cnpq.br/8396001861092302O presente estudo propõe examinar as potencialidades das histórias em quadrinhos (HQs) como meio de divulgação de conteúdos históricos. Busca-se compreender como este recurso narrativo/artístico pode ser utilizado para a divulgação e popularização dos conhecimentos históricos e de como o historiador público pode se valer desse meio para atingir maiores audiências. Dessa forma, será realizada uma análise de duas obras de Marcelo D’Salete: Angola Janga – uma história de Palmares (2017) e Cumbe (2018) que compartilham conteúdos históricos por meio das histórias em quadrinhos. Considerando que a História Pública, em uma de suas direções, visa difundir o conhecimento histórico para amplas audiências, será debatido de que forma as histórias em quadrinhos podem ser um meio facilitador para estudar, compreender determinados acontecimentos e fatos históricos e se legitimar como linguagem capaz de produzir conhecimento histórico. Consideraremos neste estudo a divulgação histórica como uma das dimensões da História Pública e trabalharemos o conceito do Intelectual Mediador como metodologia, caracterizando D’Salete por meio de suas influências, contexto histórico, redes de sociabilidade, circulação das obras e sua reverberação em diversos espaços.Item Nacionalismo, Uso e Abuso da História e o ofício do historiador em Eric Hobsbawm(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-25) Silva, Victor Ferreira e; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; http://lattes.cnpq.br/4547144392988998; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Batista, Roberto Leme; http://lattes.cnpq.br/7813996523571835Esta pesquisa tem como objetivo investigar a relação entre nacionalismo e usos e abusos do passado histórico em Eric Hobsbawm, e o impacto dessa problemática para o ofício do historiador na obra deste autor. Analisa-se os usos do passado enquanto problemática no campo da História Pública, e a questão dos usos e abusos da história na produção historiográfica de Hobsbawm sobre o nacionalismo moderno, buscando demonstrar as implicações dessa relação para o oficio do historiador e sua responsabilidade pública. O pensamento de Hobsbawm sobre os abusos da história situa esta problemática como aspecto estruturante da ideologia do nacionalismo, relação que implica diretamente os historiadores profissionais e seu papel social, enquanto intelectuais públicos, frente às deturpações do passado. Assim, a pesquisa investiga as principais obras de Hobsbawm em que tal relação faz-se presente, e a reflexão teórica do autor sobre o papel do ofício do historiador na sociedade em relação aos abusos político-ideológicos da história.Item Educação e Pandemia: O Ensino Remoto sob os olhos de Professores do Município de Campo Mourão – PR(Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-30) Silva, Greiciane Farias da; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/4045473989322196; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637; Picoli, Bruno Antonio; http://lattes.cnpq.br/0720220622377411O presente estudo possuiu como objetivo principal questionar qual a visão de alguns professores da educação básica, do município de Campo Mourão – PR, acerca da possível fusão entre espaço escolar e espaço doméstico ocasionada pela pandemia de Covid-19. Deste modo, o recorte cronológico dessa pesquisa localizou-se dentre a História do Tempo Presente, compreendendo de março de 2020 (início da pandemia no Brasil) até dezembro de 2021. O recorte metodológico aqui abordado encontrou-se na História oral e as fontes selecionadas se construíram com a realização de conversas. Além disso, os campos História Oral e História do Tempo Presente foram aqui interligados pela História Pública. Esta, por sua vez, guiou essa pesquisa, visto que foi a responsável por permitir que houvesse uma relação de autoridade compartilhada entre historiadora e público. Ou seja, pautando-se no contexto histórico da educação brasileira e analisando o período de ensino remoto foram levantados questionamentos acerca dos impactos desses na vida de professores e alunos, bem como foi necessário pontuar as principais continuidades e as principais rupturas promovidas pela pandemia e pelo isolamento social no que se refere ao ambiente escolar e o processo de ensino e aprendizagem. Diante disso, nessa pesquisa foram apresentados relatos de três professores acerca de suas experiências vividas no ano de 2020 e 2021Item História pública e Memória: Lembranças acerca do cinema de Campo Mourão(Universidade Estadual do Paraná, 2022-09-13) Maccagnan, Rafael Tonet; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; http://lattes.cnpq.br/8075388917818391; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591A presente dissertação faz parte do trabalho que tem como título “História pública e Memória: Lembranças acerca do cinema de Campo Mourão” ligado ao Programa de Mestrado em História Pública da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) campus de Campo Mourão, visando apresentar uma proposta de estudo acerca da memória dos indivíduos a respeito dos cinemas no município de Campo Mourão. O objetivo foi coletar informações sobre o cinema na cidade, principalmente o Cine Plaza, através de fontes escritas e de relatos de pessoas que frequentavam o ambiente do cinema no município de Campo Mourão, Estado do Paraná. O cinema se constituiu como espaço social e cultural na vida dessas pessoas. Interessa à memória de pessoas comuns, a saber: quais foram as relações que estabeleceram com esse ambiente, o modo de assistir filmes, as interações com outros sujeitos e de que maneira o cinema colaborou em sua visão de mundo e para seu processo histórico. Durante o processo de pesquisa, as fontes orais, através de entrevistas, auxiliaram a encontrar informações que não foram possíveis encontrar em fontes escritas, como, por exemplo, o jornal Tribuna do Interior e livros dos memorialistas da cidade. Durante a análise do jornal Tribuna do Interior foi possível identificar que havia principalmente chamadas para o Cine Plaza, localizado onde hoje em Campo Mourão há uma igreja universal, além de, também, um imaginário de industrialização do espaço urbano, havendo algumas reportagens em anexo ao presente trabalho, onde é descrito o imaginário com que o jornal tratava esse assunto, sendo o cinema ainda importante para a socialização das pessoas que viviam no período na cidade entre os anos de 1950 até os anos 1990, período no qual havia algumas salas de cinema na cidade. A ideia de divulgação para o público mais amplo é a de realizar, através de mídias sociais (Facebook e Instagram), através de imagens, possibilitando a participação de pessoas, além de plataformas de áudio como Spotify, para fora do ambiente acadêmico.Item Aparecida do Oeste: memórias e narrativas dos estudantes do campo sobre o lugar em que vivem(Universidade Estadual do Paraná, 2022-09-29) Basseto, Marli Batista; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/8545377995498483; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Bichara, Marcia Regina Poli; http://lattes.cnpq.br/5507592538617186A pesquisa tem como objetivo produzir conhecimentos histórico-educacionais pela via da autoridade compartilhada, cujo mote de reflexão é a História Local. Conheci Aparecida do Oeste, interior do estado do Paraná, pelo olhar dos estudantes do 7º ano, de uma escola do campo, da rede pública de ensino, por meio da produção de narrativas escritas e iconográficas construídas em sala de aula sobre as suas experiências vividas na cidade. A pesquisa se insere no diálogo com o movimento da História Pública, pois entendemos a sala de aula como possibilidades de se fazer história pública pela via da autoridade compartilhada. Para colocar em ação a pesquisa, dialogo com o aporte teórico-metodológico de Walter Benjamin sobre memória, história, narrativa, experiência, cultura e mônadas. Colocar em discussão a cidade é concebê-la como um medium de produção de conhecimento histórico-educacional (BENJAMIN, 1985, 2007). Nesse sentido, (re)construí junto com os estudantes a história local por meio de suas memórias expressas em narrativas, tecidas por relações dialógicas, coletivas e colaborativas.Item História Pública e Orientalismo: investigações sobre cultura oriental e Zen Budismo(Universidade Estadual do Paraná, 2022-11-25) Fonseca, Renan Lourenço da; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/9341198672997449; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Crestani, Leandro de Araújo; http://lattes.cnpq.br/4355800754850860; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637O presente estudo composto de três artigos têm como objetivos: abordar as principais influências de Monja Coen no imaginário orientalista na audiência do Zen Budismo, sobretudo, no que se refere às dimensões de sua persona enquanto representante religiosa e figura pública; analisar as representações sociais orientalistas através da memória dos entrevistados; relatar e analisar o material propositivo em formato de podcast. Para tanto, definiram-se os seguintes objetivos específicos: conceituar imaginário orientalista e audiências, tendo-se como ancoragem teórica a problematização da noção de invenção do Oriente a partir das potencialidades da História Pública; identificar tópicos relevantes para a compreensão da relação Monja Coen, Zen Budismo e o Oriente; realizar reconhecimento sobre comunidades zen budistas; desenvolver e analisar material propositivo em formato de podcast. Abordar estes objetivos justifica-se por por existir a necessidade de se estudar e produzir novos trabalhos acerca da cultura oriental, tendo em vista a quantidade de produções que ainda carregam historicamente uma dependência das mentalidades ditas eurocêntricas ou ocidentalizantes. O presente estudo consiste em pesquisa de caráter exploratório, com resultados tratados de maneira qualitativa, a partir da coleta de dados primários e secundários.Item A História Pública e o Protagonismo Feminino no Livro Didático de História(Universidade Estadual do Paraná, 2022-12-06) Silva, Alcione Aparecida da; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; http://lattes.cnpq.br/4671707416188987; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Neves, Marcos Cesar Danhoni; http://lattes.cnpq.br/6514146095003486A presente pesquisa propõe uma reflexão sobre o protagonismo feminino no livro didático utilizado no ensino de História, ainda que seja necessário considerar o contínuo antagonismo de opressões que cerceiam o gênero feminino. Considerando o ensino de história na educação básica para a construção da conscientização histórica e tomando como base o conceito de história pública, surgem questionamentos como: que relevância a disciplina possui na vida prática dos alunos? Como dar contornos de importância social à produção da disciplina de História confrontada por narrativas que, embora consideradas legítimas, orientam anseios coletivos e individuais, fixam identidades sem qualquer premissa teórica? Sabemos que a construção da identidade sobre si mesmo e/ou sobre o outro constitui reflexões que nascem de experimentos vividos. No Brasil, vem se construindo um novo debate sobre a didática da história, relacionando-a à história pública, o que transcende a história disciplinar regulada pela ciência. É de fundamental importância a inclusão de uma história procedente de grupos sociais diversos, cujos frequentes embates promoveram estratégias que devem ser incorporadas ao como ensinar e aprender história. Nesse sentido, centrando nosso objeto de pesquisa na interseccionalidade feminina e no protagonismo feminino, objetivamos o interesse e o posicionamento no ensino de História, promovendo o reconhecimento da história das mulheres, argumentando suas ausências nos livros didáticos e/ou a neutralidade dos seus produtores em relação a elas. Propomos algumas práticas, como o estudo do protagonismo das mulheres em diferentes frentes sociais articulando suas atuações com o processo educativo a fim de favorecer a sua inserção na história pública.Item Negacionismo do Holocausto e o uso público do passado na internet: do vídeo da Embaixada da Alemanha no Brasil ao facebook(Universidade Estadual do Paraná, 2022-12-20) Souza, Lucas Scarpini de; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; http://lattes.cnpq.br/1016864121864914; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; Crestani, Leandro de Araújo; http://lattes.cnpq.br/4355800754850860; Souza, Vanderlei Sebastião de; http://lattes.cnpq.br/5667834354637476; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; Meinerz, Marcos Eduardo; http://lattes.cnpq.br/3105511753770904Esta pesquisa busca compreender, por meio da história pública digital, a ascensão do negacionismo do holocausto na internet e a forma como ele é negado. A polarização político-partidária e o antipetismo, pautas propagadas nas redes sociais entre 2018 e 2020, são fatores importantes para compreender como o negacionismo do holocausto acontece. Usando a webetnografia, o trabalho busca fazer uma análise de como o vídeo publicado pela embaixada da Alemanha em Brasília e pelo Consulado Geral em Recife, de 2018, revelam um movimento negacionista nas redes sociais, cujos comentários são o reflexo do início de um processo de polarização partidária, e um projeto político ideológico que, no presente, toma grande parte dos espaços de discussão na internet. O negacionismo presente nos comentários do vídeo demonstram como as narrativas, construídas a partir da história por diferentes públicos digitalmente, dialogam nas redes, tensionadas pelo acesso ininterrupto a novas tecnologias de comunicação. Portanto, a negação do Holocausto não é explícita, ao contrário, ela se manifesta de forma inocente, muitas vezes como uma opinião, o que a torna nociva. No primeiro momento, o texto busca compreender como essa tensão partidária, presente nos comentários, reflete os usos das memórias traumáticas do Holocausto e do nazismo e se torna combustível para falas negacionistas na internet. No segundo momento, a webetnografia é usada na forma de metodologia de postagens periódicas a fim de compreender como esses usos públicos da história se manifestam, emitem opinião e negam o holocausto nas redes sociais. No Terceiro momento, recapitulam-se as discussões feitas, bem como o material coletado no facebook para ponderar como o Holocausto é visto nas redes sociais.
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