Programa de Pós-Graduação em História Pública - PPGHP

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    A influência de Call of Duty: Modern Warfare (2019) sobre o público jogador: concepção orientalista ou apenas entretenimento?
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-10-25) Arruda, Jair Pedro; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; http://lattes.cnpq.br/3818737056564034; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; Junior, Jorge Pagliriani; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Granado, Helena Ragusa; http://lattes.cnpq.br/8354768515854306
    Esta pesquisa investiga como Call of Duty: Modern Warfare (2019) transcende a função de entretenimento para veicular discursos ideológicos, reforçando estereótipos orientalistas e narrativas geopolíticas ocidentais. Justifica-se a escolha do objeto pelo alcance cultural do jogo e por sua recepção controversa, especialmente quanto à representação de forças russas e de cenários do Oriente Médio. O quadro teórico articula a História Pública, o orientalismo de Edward Said (2007) e o neoconservadorismo segundo Justin Vaisse (2010), analisando os games como artefatos culturais inseridos em relações de poder. Metodologicamente, recorre-se à análise qualitativa e quantitativa de avaliações de jogadores na plataforma Metacritic, processadas com o auxílio da ferramenta Voyant Tools, somada à análise narrativa e procedural do jogo. Os resultados indicam que o título reproduz representações orientalistas, vilifica personagens russos e mobiliza memórias de conflitos reais – como a Rodovia da Morte no Iraque – para legitimar uma visão de mundo centrada no Ocidente. Confirma-se a hipótese inicial: Modern Warfare (2019) atua não apenas como entretenimento, mas como plataforma de discurso ideológico. Essa constatação insere os videogames no debate mais amplo sobre o papel das mídias na conformação do imaginário histórico e na reprodução de hegemonias culturais
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    LICITAR A MEMÓRIA: a ausência do historiador e a crise da gestão do patrimônio cultural a partir da contratação pública no Brasil
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-27) Souza, Wagner Fonseca; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; http://lattes.cnpq.br/297675531732961; Fagundes, Bruno Flávio Lontra; http://lattes.cnpq.br/0107345200784230; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Arroyo, Michele Abreu; http://lattes.cnpq.br/2688487783829411
    Esta dissertação investiga o impacto dos processos de contratação pública na preservação do patrimônio cultural edificado no Brasil, fundamentada na hipótese de que o fracasso recorrente de licitações para obras de restauro é sintoma de uma patologia estrutural da gestão pública: o “fetiche procedimental”. Argumenta-se que essa obsessão pelo rito burocrático, ao ignorar a especificidade do bem cultural e priorizar critérios estritamente econômicos (menor preço), transforma o processo licitatório em agente de degradação e mercantilização da memória. O objetivo central é analisar como essa lógica administrativa promove o apagamento das camadas históricas e sociais do patrimônio cultural, resultando no que se define como “Memória Processual do Patrimônio Cultural”. A metodologia combina análise teórica, em diálogo com a História Pública, teoria da memória e economia da cultura, com a análise documental de marcos legais e processos licitatórios. A pesquisa aprofunda-se no estudo de caso do Palacete Scarpa (Sorocaba/SP), contrastando-o com outros cenários nacionais. Os resultados demonstram que a marginalização do saber especializado, notadamente o do historiador, reduz o patrimônio cultural a um objeto material acrítico. Conclui-se pela necessidade de uma reforma na gestão do patrimônio cultural no Brasil, que integre a sensibilidade histórica ao rito administrativo. Como produto final, apresenta-se a plataforma digital “PatrimoniON”, ferramenta voltada à democratização e à transparência da gestão do patrimônio cultural.
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    História Pública do Santuário de Santa Ana na interface com a memória e experiência e pertença dos fiéis de Angola
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-17) Francisco, Joaquim Manuel; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/0546982863479698; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Nichnig, Cláudia Regina; http://lattes.cnpq.br/7664408692666022; Bambi, Fernando Jones
    Esta pesquisa produziu conhecimentos históricos em diálogo com os fiéis de Angola da região de Caxito sobre o significado que atribuem ao Santuário de Santa Ana. A partir de suas memórias das experiências religiosas, buscou-se compreender como essas narrativas contribuem para a preservação da fé e da identidade cultural. Trata-se de um santuário de devoção popular que atrai fiéis de diversas regiões de Angola. A metodologia foi ancorada pelo filósofo Walter Benjamin, (1985) para trabalhar com práticas de rememoração, por meio de produção de narrativas orais, com as populações locais. As narrativas foram condensadas em mônadas, um aporte teórico- metodológico benjamiano, que representam fragmentos de memórias individuais que traz os sentidos do tecido social-religioso imbricado com a cultura mais ampla. Esta pesquisa envereda pela história pública por produzir um diálogo colaborativo e dialógico com os fiéis pela via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016) em um espaço público.Os resultados da pesquisa demonstraram que o Santuário de Santa Ana ocupa um lugar central na vida dos fiéis de Caxito, assumindo significados que ultrapassam a dimensão estritamente religiosa. No plano espiritual, o santuário é percebido como um espaço de renovação da fé, de fortalecimento da esperança e de busca por milagres, curas e soluções para dificuldades familiares, financeiras e emocionais.
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    Narrar para existir: memórias em trânsito em documentários sobre a ditadura (1964-1985)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-30) Oliveira, Alexsandro Araújo; Amboni, Vanderlei; http://lattes.cnpq.br/9250782741810709; http://lattes.cnpq.br/5619305650956095; Amboni, Vanderlei; http://lattes.cnpq.br/9250782741810709; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Queiroz, Andréa Cristina de Barros; http://lattes.cnpq.br/1838955922491509
    Este trabalho parte de uma premissa fundamental: a memória não é um arquivo morto, um depósito de lembranças intactas à espera de serem resgatadas. Ela é, antes de tudo, um processo vivo, dinâmico e essencialmente político, um fluxo constante que se transforma ao circular entre sujeitos, tempos, suportes e contextos. É essa caracterização que buscamos capturar com a noção de memória em trânsito, ferramenta conceitual que desenvolvemos ao longo da pesquisa. Para mostrar seu potencial analítico, foram estudados sete documentários para compreender como as lembranças do período ditatorial brasileiro se movimentam, se reinventam e ganham (ou perdem) potência de intervenção no presente. Os sete documentários aqui analisados não foram escolhidos apenas por tratarem da ditadura militar sob diferentes enfoques, mas porque ajudam a pensar e a consolidar a própria noção de memória em trânsito. São eles: Que Bom Te Ver Viva (Lúcia Murat), Procura-se Irenice (Marco Escrivão e Thiago Mendonça), Retratos de Identificação (Anita Leandro), Testemunhos da Tortura: Ditadura Militar em Belo Horizonte (Catherine Dias Rodrigues), Hércules 56 (Silvio Da-Rin), Chapeleiros (Adrian Cooper) e O Chapéu do Meu Avô (Julia Zakia). Cada um, a seu modo, revela como as lembranças se deslocam no tempo, se reconfiguram no encontro com novos públicos e se transformam em campo de disputa simbólica. São obras que não apenas registram memórias, mas as colocam em circulação, fazendo do cinema um espaço privilegiado para observar o trânsito memorial em ação. Ademais, a reunião dessas obras se justifica justamente por compartilharem um traço comum fundamental: a articulação entre memória e violência de Estado no contexto da ditadura instaurada em 1964, mas, mais do que isso, por fazerem dessa articulação um dispositivo de ativação política. O eixo memória–ditadura–testemunho que as organiza se desdobra em pontos de convergência, como a utilização de arquivos como material de confrontação e a recusa do esquecimento como imperativo ético. O que procuramos demonstrar é que a potência da memória não está em sua pretensa fidelidade ao passado, mas em sua capacidade de se mover, de se conectar com novos presentes, de ser narrada e compartilhada. Caso contrário, ela se apaga, desaparece e morre. Como principal contribuição da pesquisa, a noção de memória em trânsito desloca o foco da História Pública da simples transmissão de conteúdos para a análise das condições de circulação do passado, isto é, quem pode narrar, o que pode ser visto e quais memórias são legitimadas ou silenciadas. A noção, neste sentido, atua como crítica à cristalização de narrativas históricas. Em vez de promover consensos ou versões pacificadas do passado, ela enfatiza o conflito e a pluralidade. Assim, a História Pública torna-se um campo de disputa contínua de sentidos, no qual o passado é constantemente (re)avaliado. Em relação à autoridade compartilhada, a memória em trânsito desloca o debate, no que a autoridade sobre o passado não é vista como algo simplesmente distribuído entre historiadores e públicos, mas um efeito instável de disputas e condições de visibilidade, indicando que mesmo em práticas colaborativas persistem assimetrias e conflitos. A noção permite (re)interpretar as quatro dimensões da História Pública (para, com, pelo e em relação ao público) como posições móveis dentro de um campo de circulação e disputa e não como categorias fixas.
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    A ideia de raça no debate público da campanha abolicionista a partir das visões de Sílvio Romero e José do Patrocínio (1880-1888)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-12-19) Bueno, Paulo José Santos; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/6464692241641799; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058
    Este trabalho buscou compreender como a ideia de raça foi veiculada no debate público brasileiro da segunda metade do século XIX, no contexto da campanha abolicionista (1870- 1888). Para tanto, utilizamos como referência os posicionamentos do crítico literário Sílvio Romero e do jornalista José do Patrocínio, bem como de outros abolicionistas brasileiros. A escolha destes dois intelectuais públicos foi feita levando-se em conta a importância que os mesmos assumiram no referido contexto, defendendo posições antagônicas no que se refere à compreensão da sociedade brasileira. Para a elaboração do trabalho, foi necessário compreender e historicizar a emergência da opinião pública no país a partir do crescimento da imprensa periódica, em especial na segunda metade do século XIX, quando os jornais passaram a ser uma ferramenta fundamental para o exercício da opinião pública. Nesse sentido, foi por meio dos jornais e revistas que esses e outros importantes intelectuais expressaram suas visões acerca da noção da raça e sua relação com a campanha abolicionista e o futuro do Brasil como nação em formação. Além disso, foi preciso historicizar como e quando as teorias raciais penetraram na sociedade brasileira e como foram assimiladas pelos abolicionistas.
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    Minhas mãos, meu pandeiro: um documentário sobre jorginho
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-10-27) Ribas, Andro Gustavo Baldan; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; https://lattes.cnpq.br/1836105676077623; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Junior, Jorge Pagliriani; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Aragão, Pedro de Moura; https://lattes.cnpq.br/0219242822995201
    Esta pesquisa procura ser um elo complementar entre a dissertação e um vídeo documentário intitulado “Minhas mãos, meu pandeiro: um documentário sobre Jorginho” disponível no YouTube ( https://youtu.be/ySA2UK2LgA4 ) que tem como objetivo estudar o legado histórico e cultural deixado por Jorge José da Silva, o Jorginho do Pandeiro. O Choro é considerado o primeiro gênero musical urbano brasileiro e surgiu na segunda metade do século XIX no Rio de Janeiro e, dentro de sua formação instrumental característica, o principal instrumento de percussão é o pandeiro. A maneira escolhida para aproximar a figura do Jorginho, tendo como base as características da história pública na sua elaboração, foi por meio de conversações realizadas na cidade de Rio de Janeiro – RJ, no primeiro semestre de 2024, além de estudos realizados em materiais fonográficos de gravações com a participação de Jorginho e a busca por bibliografias relacionadas aos temas centrais, como a história do choro, história pública, biografias de figuras do Choro e ensino do Choro por tradição oral. Como resultado buscamos construir um documentário que seja um elo entre a história da música brasileira e a história pública apresentando a importância do cenário social do Choro dentro da historiografia e seu legado através desse personagem de protagonismo em conversas gravadas com diversos atores que compartilham deste legado das mãos e do pandeiro do mestre Jorginho, como é carinhosamente chamado por eles.
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    QUANDO OS VIVOS VISITAM OS MORTOS: O cemitério Municipal de Maringá como lugar de memória e História Pública
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-08-21) Tozatti, Adriana Quintino Sanchez Palacio; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/1780910401370397; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; Latysh, Yurii; http://lattes.cnpq.br/9136639075738180; Torres, Francisco Eversley; Ariza, Ian Farouk Simmonds
    Esta dissertação investiga os usos públicos do Cemitério Municipal de Maringá -PR sob a perspectiva da História Pública, tomando como eixo analítico as práticas culturais e patrimoniais desenvolvidas no projeto “Volta Histórica – Cemitérios”, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá-PR. A partir de abordagem etnográfica e observação participante, analisa-se como o espaço cemiterial é apropriado para além de sua função funerária, constituindo-se como lugar de memória e mediação histórica na produção de narrativas e identidades locais. O estudo examina roteiros temáticos, com destaque para aqueles dedicados às trajetórias femininas e aos sepultamentos infantis, discutindo potencialidades e tensões da História Pública na ampliação do acesso às narrativas e na valorização de experiências historicamente marginalizadas. Compreendido como território simbólico e social, o cemitério evidencia disputas, silenciamentos e processos de negociação do passado no espaço urbano. Assim, as visitas guiadas são interpretadas como instrumentos centrais de engajamento público e construção de sentidos históricos, reafirmando o cemitério como lugar dinâmico de memória e produção narrativa.
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    História Pública, Educomunicação e Comunicação Pública: Trânsitos possíveis a partir das narrativas históricas institucionais no “Norte Pioneiro” do Paraná
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-08-2025) Dedoné, Tiago Silvio; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/2182145370502420; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; Nishikawa, Taíse Ferreira da Conceição; http://lattes.cnpq.br/3005427372065943
    Como as prefeituras comunicam suas histórias em seus portais oficiais? Essa pergunta direta se desdobra na interpretação de que há um nexo, nitidamente estreito, entre os campos da História Pública, Comunicação Pública e a Educomunicação. Tal afirmação (ou hipótese) é fruto de dois aspectos fundantes: o primeiro, a experiência vivida por este pesquisador na intersecção destes campos, ao longo de duas décadas de pesquisas e práticas laborais sobre o fomento de ecossistemas comunicacionais democráticos, ancorados na práxis da Educomunicação e dos registros das narrativas do tempo; segundo, na Comunicação Pública, igualmente sob o aporte deste mesmo recorte temporal, engendrado no redirecionamento da ótica até então direcionada ao campo da comunicação governamental institucional. Soma-se a isso, o advento do campo da ciência historiográfica, a partir da História Pública, que, ao tecer o exercício desta convergência, articula contributos que encontram, nas duas áreas anteriores, diálogo epistemológico concreto, já que ambos os campos, além de coexistirem a partir dos fenômenos que circundam os públicos – ou audiências – pressupõem circularidade, engajamento, protagonismo, consciência histórico-crítica e autoridade compartilhada. Isto posto, o objetivo desta pesquisa é demonstrar a existência do ponto de intersecção, na mobilização de atores sociais, bem como, direcionar o olhar de atenção sensível, para as narrativas do tempo histórico presentes nos portais oficiais das Prefeituras de Andirá, Santa Amélia, Itambaracá e Bandeirantes, no “Norte Pioneiro” do Paraná – recorte espacial da pesquisa. Essas leituras apontam para a inevitabilidade de considerações de natureza ontológica, já que as reflexões aqui investigadas levam à conclusão de que é preciso pensar sobre o que existe, como existe ou quais são os princípios fundamentais que sustentam a realidade histórica narradas nestes espaços comunicacionais públicos. Para esta decodificação, a pesquisa utiliza como método a Análise do Discurso Crítica (ADC), além da Educomunicação, entendida como campo de interfaces. Esse exercício historiográfico está ancorado tanto em atividades de dimensão propositiva, de análise dos portais municipais, estudadas pelos conteúdos das suas narrativas históricas e pela realização de pesquisa com seus gestores, quanto em atividade de dimensão propositiva, com apresentação de práticas dialógicas focadas na apresentação de novos usos para os sites municipais.
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    História Pública e Literatura: As Representações Acerca dos Bandeirantes e da Sociedade Colonial Brasileira nos Romances da Coleção Saraiva entre (1948-1961)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-12-18) Souza, André Wilson Paula de; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; http://lattes.cnpq.br/3632976723478713; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; Éder da Silva Novak; http://lattes.cnpq.br/5735765703072832
    O presente trabalho teve por objetivo discutir os usos da literatura de cunho histórico na divulgação de representações sobre os bandeirantes e sobre a sociedade colonial brasileira, a partir da análise dos romances da Coleção Saraiva, Borba Gato (1955) e Gigante de Botas (1961). Nesse sentido, busquei problematizar a literatura como meio de difusão do conhecimento histórico e de suas representações para o grande público, em uma época em que a mídia impressa se constituía como a principal forma de disseminação de informação e conhecimento no Brasil. Sobretudo, procurei debater sobre a construção da figura do bandeirante enquanto herói, partindo da premissa de que, embora tenha sido a historiografia oficial cunhou a figura mítica do bandeirante, foram os livros didáticos e, em especial, a literatura romanesca os grandes responsáveis por sua popularização. Logo, tais obras contribuíram, tanto politicamente quanto ideologicamente, para com uma determinada elite, uma vez que compactuou com a historiografia subordinada a tal força da época. Para o desenvolvimento deste estudo, adorei como referencial teórico-metodológico os pressupostos da Nova História Cultural, em especial os aportes do historiador francês Roger Chartier, por meio dos conceitos de representação e apropriação, assim como da historiografia que discute o período colonial e a História Pública.
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    O Gótico Está (Morto)-Vivo: Memórias de góticos de Curitiba-PR na interface com a subcultura.
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-09-25) Pereira, Beatriz Carazzai; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/4856069977891072; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Granado, Helena Ragusa; http://lattes.cnpq.br/8354768515854306; Sá, Daniel Serravalle de; http://lattes.cnpq.br/7255297014204594; Ventura, Lidnei; http://lattes.cnpq.br/9553407104950703
    Esta pesquisa é resultado do programa de História Pública da UNESPAR (Campo Mourão), e acolhe as memórias de góticos em Curitiba-PR através de práticas de rememoração realizadas em encontros com cinco integrantes da subcultura, buscando compreender os sentidos que eles atribuem ao Gótico, tendo como base teórico-metodológica a filosofia de Walter Benjamin. Os encontros ocorreram entre janeiro e março de 2025, consistindo em cinco oficinas temáticas sobre o Gótico, explorando identificação subcultural, a morte e cemitérios, boemia e vida noturna, moda e indumentária e política. As narrativas resultantes foram elaboradas em mônadas no diálogo com o método monadológico benjaminiano, unindo as particularidades dos indivíduos ao universal, buscando situar experiências góticas no tempo e espaço, e contextualizando as manifestações artísticas da subcultura e sua cena curitibana no cenário de comodificação das artes e identidades sob o enfrentamento do capitalismo neoliberal. Os resultados mostram que o Gótico produz sentidos para identificações prévias com elementos estéticos góticos, organizando estas identidades de forma social (Silva, 2006). Estas identidades são expressas de diferentes modos na indumentária gótica, que desafia papéis de gênero, conforme os princípios DIY resistem ao fast fashion e a comodificação de subculturas nas aesthetics. A subcultura dialoga com o passado (Goodlad; Bibby, 2007) através do contato com cemitérios e espaços boêmios, promovendo uma ocupação revolucionária do espaço público em meio à sua privatização, resistindo ao esfacelamento das relações sociais coletivas, e inserindo e integrando manifestações artísticas alternativas ao cotidiano urbano. Estes elementos revelam que o Gótico se insere nos debates políticos da sociedade conforme seu contexto histórico, refletindo e protestando contra melancolia como sintoma de alienação na modernidade (Matos, 2010) através da alternatividade comunicativa (Spracklen; Spracklen, 2018).
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    Miguel Nekaka: Suas marcas (in)visibilizadas na história pública do povo Kongo
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-13) Vicente, Mpambani Matundu; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/7953708291090213; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Agostinho, Yuri Manuel Francisco; http://lattes.cnpq.br/9011058537644661; Massanga, Joaquim Paka; http://lattes.cnpq.br/0443265427453346; Paim, Elison Antonio; http://lattes.cnpq.br/8695520812750828
    Esta dissertação tem como objetivo acolher as narrativas das autoridades tradicionais e do ancião, por meio da tradição oral, sobre a memória de Miguel Nekaka, no sentido de compreender as suas as marcas (in)visibilizadas e o seu contributo na formação da consciência revolucionária kongo na luta contra o colonialismo. A pesquisa surge como resultado dos diálogos nas rodas de conversas com a minha mãe, das minhas indignações sobre os heróis do 4 de fevereiro que nunca serão esquecidos, da modernidade capitalista que vem causando crise na tradição oral, o declínio da narrativa e da partilha de experiência em Mbanza Kongo, e do silenciamento/esquecimento, seja ele intencional ou não, das figuras históricas angolanas da primeira dimensão. A nossa pesquisa insere-se no campo da História Pública, destacando a sua primeira dimensão história com o público, onde buscamos ouvir atentamente os protagonistas (autoridades tradicionais e do ancião) e recolher suas narrativas sobre a memória de Miguel Nekaka, desenvolvendo uma relação dialógica e a partir do viés da autoridade compartilhada (Frish, 2016). A dimensão histórica com o público, nesta pesquisa, é relacionada com a dimensão história para o público com o propósito de produzir um material didático que alcance públicos mais amplos (acadêmicos e não acadêmicos) de Mbanza Kongo, em particular, e de Angola, em geral. Para o desenvolvimento do coro teórico-metodológico, buscou-se suporte em Walter Benjamin (1985) que, através das práticas de rememoração, acolho narrativas e memórias dos protagonistas de pesquisa sobre a memória de Miguel Nekaka. Para o desenvolvimento da pesquisa, trabalhamos com as narrativas de autoridades tradicionais e ancião (nossas fontes primárias) e as literaturas (fontes secundárias). As narrativas de autoridades tradicionais e ancião trazem consigo outras versões de histórias ainda desconhecidas ou que muitas vezes incorrem nos perigos da “história única”, aquela a qual nos alerta Chimamanda Adichie (2019). Ao mesmo tempo, penso que resistir às narrativas, que pouco falam ou trazem de Mbanza Kongo, é um exercício que a contrapelo pode trazer outros atores, personagens e versões de uma Angola mais próxima da diversidade e da pluralidade que contempla.
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    Memórias e narrativas dos professores na relação com espaços públicos da cidade de Promissão/SP: uma formação pela via estética
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-05-09) Monteiro, Emily Vitória Neves; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/3821050901208551; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591; Cunha, Nara Rúbia de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/4787129577624171
    Este trabalho tem como objetivo produzir conhecimentos históricos educacionais em diálogo com as memórias de professores do Ensino Básico da cidade de Promissão – SP. Partindo da compreensão de que a modernidade capitalista atrelada à aceleração dos acontecimentos, propõe-se um movimento a contrapelo desse fluxo, refletindo sobre as experiências passadas e presentes da cidade em que os professores estão inseridos. A cidade será abordada como um campo de experiências e, por meio de uma formação docente, investigaremos como os docentes estabelecem suas relações com o espaço em que vivem. Para compreender essa ideia, iremos dialogar com o filósofo Walter Benjamin (1985) que, entre seus diversos trabalhos, analisa o avanço da modernidade capitalista como um dos fatores para a perda da narrativa e da experiência, ao mesmo tempo em que estimula reinventar outras formas de narrar e viver nesse tempo com mais qualidade e experiências coletivas. Para isso, desenvolvi um projeto de formação docente que foi fundamentado em práticas de rememoração, expressas em narrativas orais, escritas e iconográficas, que revelam as imagens de como os professores se relacionam com a cidade em que vivem. As narrativas foram elaboradas em mônadas, aporte teórico-metodológico benjaminiano que, por meio de fragmentos de memórias, apresenta imagens do mundo em miniatura (cidade de Promissão-SP) articulado com as experiências mais amplas da cultura. Além disso, o trabalho envereda pela área de História Pública ao propor um conhecimento produzido com o público (Professores) a partir do princípio da autoridade compartilhada (Frisch, 2016) e ao construir caminhos para uma formação docente dialógica, colaborativa, inventiva e criativa (Galzerani, 2008, França, 2015, Cunha, 2016).
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    Não se nasce ativista, torna-se: trajetória e militância política de Toni Reis
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-09) Gomes, Izabele de Paula; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; http://lattes.cnpq.br/5408971424378491; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; Vásquez, Georgiane Garabely Heil; http://lattes.cnpq.br/6859254801887234
    A abordagem biográfica parte da complexidade das histórias particulares, sendo uma perspectiva importante na ampliação de públicos e do saber histórico para além do espaço acadêmico. O presente estudo tem como objetivo explorar a trajetória de Antônio Luiz Martins Harrad Reis, Toni Reis, gay, professor, ativista e um dos fundadores do Grupo Dignidade, instituição voltada à promoção da cidadania e dos direitos da população LGBTQIA+ em Curitiba, Paraná. Buscamos compreender as vivências do biografado, atentando para as subjetividades e sentidos de sua trajetória pessoal e sua atuação pública. Como parte do corpus empírico, recorremos a jornais de época, realizamos duas entrevistas, uma com nosso personagem e a outra com David Harrad, seu esposo, além de livros autobiográficos, fleyrs e panfletos de campanha eleitoral, documentos institucionais e materiais audiovisuais localizados no Grupo Dignidade. Organizamos a pesquisa a partir de três artigos, assim estruturada: a) análise bibliográfica, cujo objetivo consistiu em entender o que se tem produzido sobre Toni Reis e o Grupo Dignidade; b) a constituição identitária e atuação de Toni Reis no espaço público, em um período marcado pela efervescência da redemocratização e explosão da epidemia do HIV/AIDS, entre as décadas de 1980 e nos anos 1990; e c) a participação do nosso biografado na campanha eleitoral para o legislativo municipal de Curitiba, Paraná, em 1996. Observamos que a identidade não é uma construção estática e linear, mas um processo dinâmico que dialoga constantemente com o campo de possibilidades. Toni Reis amalgama, em sua vida, concepções oriundas do seio familiar, das experiências vivenciadas e das alianças constituídas na militância política. Entendemos, nesse movimento, que as identidades são fragmentadas, característica marcante das sociedades complexas na contemporaneidade.
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    A produção de vodcast como espaço para historiadores: Perguntas e desafios contemporâneos ao Ensino de História
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-20) Ferreira, Daniel da Silva; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; http://lattes.cnpq.br/1709303175894421; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; Mello, Janaína Cardoso; http://lattes.cnpq.br/4347504450030175; Silva, Cesar Agenor Fernandes da; http://lattes.cnpq.br/3197984540301383
    Esta trabalho investiga a prática de fazer história no e para os públicos digitais, considerando suas demandas contemporâneas e a necessidade de constante adaptação dos historiadores a novos ambientes midiáticos. A pesquisa tem como foco a produção de vodcasts (vídeos em formato de podcast), disponibilizados na plataforma YouTube, que se consolida como o principal canal de divulgação do material desenvolvido. A metodologia adotada baseia-se em entrevistas guiadas por roteiros temáticos previamente elaborados, abordando questões consideradas desafiadoras para historiadores-docentes, conforme identificado pelo pesquisador. O estudo está ancorado no campo da História Pública, compreendido como um espaço que valoriza tanto a difusão do conhecimento histórico quanto o compartilhamento humanizado de narrativas no ambiente digital. Ao todo, foram realizadas e publicadas oito entrevistas, que apresentam, de forma clara e acessível, as experiências e reflexões dos profissionais envolvidos. Os resultados indicam a ampliação das possibilidades de interação entre a historiografia e os públicos digitais, bem como o fortalecimento de diálogos plurais no ensino e na comunicação da história em contextos virtuais.
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    Do velho ao Novo Cangaço: cenas públicas do crime organizado (2015-2024)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-20) Carraro, Thais; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; http://lattes.cnpq.br/4991600625826453; Hahn, Fábio André; http://lattes.cnpq.br/5616135738264100; Sentone, Rafael Gomes; http://lattes.cnpq.br/7172948746383900; Chelala, Claudia Maria do Socorro Cruz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2609614137392991; Júnior, Celso Vila Nova de Souza; http://lattes.cnpq.br/9496068959100116
    presente investigação propõe-se a analisar uma modalidade emergente e complexa de assaltos a instituições financeiras e empresas de transporte de valores no Brasil, que, a partir de 2015, consoli-dou-se no léxico popular, policial e jornalístico como "Novo Cangaço". Percebido como uma afronta à soberania estatal, tal fenômeno é caracterizado pela atuação de grupos criminosos que empregam veí-culos blindados, artefatos explosivos e armamentos de alto poder bélico e de uso restrito, efetuam a tomada de reféns e o ataque coordenado a pontos estratégicos do espaço público. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é estabelecer um processo reflexivo acerca do fenômeno histórico do "antigo cangaço" em contraponto ao "Novo Cangaço" da criminalidade contemporânea. Esta análise não se desenvolverá sob uma ótica meramente comparativa, mas sim através de uma análise dos textos jorna-lísticos produzidos sobre o assunto, com o intuito de evidenciar, em cada recorte noticioso ou frame imagético, a reconfiguração do espaço público como palco para a perpetração delituosa. Adicional-mente, pretende-se estabelecer um campo de discussão em torno dos elementos que conferem "novi-dade" a esta modalidade criminosa, explorando as aproximações e os distanciamentos em relação ao cangaço histórico. Serão igualmente abordadas as distinções conceituais entre os termos como "Novo Cangaço", "Cangaço Noturno" e "Domínio de Cidades", frequentemente empregados para designar ações similares. Por fim, propõe-se uma reflexão sobre a intersecção entre a História Pública e a Segu-rança Pública, buscando delinear um caminho para uma história construída com o público. Tal abor-dagem visa identificar as principais ameaças à segurança pública e, consequentemente, subsidiar a formulação de estratégias de enfrentamento mais eficazes.
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    EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PERSPECTIVA HISTÓRICA: os Tesouros Descobertos (XVIII) de João Daniel para os públicos no Instagram (XXI)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-0310) Rocha, Denilton Gabriel Ambrosio da; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; http://lattes.cnpq.br/4036575354055790; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; http://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Santos, Christian Fausto Moraes dos; http://lattes.cnpq.br/5914025585832203
    As medidas recomendadas para a natureza amazônica do Estado do Grão-Pará e Maranhão no projeto do Pe. João Daniel (1757-1776) em sua perspectiva deveriam conduzir a uma reorganização do modelo de produção. Considerando as investigações sobre as relações sociopolíticas e o desenvolvimento das ciências na Modernidade, os estudos a respeito da produção do Pe. João Daniel apontam para uma exploração racional, organizada, que, de alguma maneira, pudesse propor uma relação melhor com a natureza. Nessa investigação, utilizamos da discussão bibliográfica para alcançar nossos objetivos. Desse modo, este trabalho é relevante a partir da compreensão de que não existiam trabalhos acadêmicos de história que buscavam levar as proposições do jesuíta João Daniel para a América Portuguesa no final do século XVIII, como exemplo de temática histórica que leva ao debate, para o espaço público do Instagram. A História Pública é um espaço de diálogo da produção do conhecimento, não apenas divulgação da História. A produção do saber acontece de forma compartilhada, sendo que o foco no lugar artesanal da produção é maior que em um possível resultado.
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    Zungueiras e o seu lugar na história pública de Angola
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-07-22) Chimbalandongo, Matias Eduardo; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/4164409612861330; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Granado, Helena Ragusa; http://lattes.cnpq.br/8354768515854306; Maiunga, Helder Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/1826170424789403; Paim, Elison Antonio; http://lattes.cnpq.br/8695520812750828
    Nesta pesquisa, proponho-me a escutar, acolher e compartilhar as narrativas das mulheres Zungueiras, da cidade do Lubango, capital da Província da Huíla, situada ao sul de Angola, expostas a todo tipo de violência, política, cultural, simbólicas que buscam (ou não) silenciá-las. O objetivo é propor uma história a contrapelo, no sentido de perceber as existências e as formas de resistência destas que diariamente dedicam-se, mesmo em cenários tão adversos, a se fortalecer. Com o aporte teórico-metodológico de Edward Palmer Thompson (1981) e Walter Benjamin (1985), trabalho com os conceitos de memória, narrativa, experiência e rememoração, de tal modo que consiga promover uma reescrita da história mais inclusiva e representativa, em que todas as vozes importam e todas as histórias merecem ser contadas.
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    Leonardo Boff, um Intelectual Público. Releitura do passado cristão na obra Igreja: carisma e poder
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-03-12) Lima, Weverton José dos Santos; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; http://lattes.cnpq.br/4841839773233493; Pirateli, Marcos Roberto; http://lattes.cnpq.br/3031442948722469; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Pirateli, Marcelo Augusto; http://lattes.cnpq.br/2617836067453828
    O presente trabalho está inserido dentro do programa de Pós-graduação em História Pública na linha de pesquisa memórias e espaços de formação. Como um campo amplo e interdisciplinar, as discussões sobre história pública podem ser entendidas de diversas formas. Aqui é entendida dentro do tipo da história e público, que abarca a reflexividade e autoreflexividade sobre o campo. Deste modo objetiva-se compreender como Leonardo Boff, um intelectual público, realiza a recepção do passado e a releitura da comunidade cristã antiga e como aborda esses elementos na sua obra de modo a torná-los inteligíveis para o seu público a fim de formar criticamente e engajar e mobilizar na discussão política e social. O trabalho tem um caráter teórico bibliográfico, buscando compreender como elementos característicos do cristianismo antigo estão presentes na obra Igreja: Carisma e Poder de Leonardo Boff e como são utilizados na construção da sua narrativa de crítica à instituição visando mobilizar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A versão original da obra foi publicada em 1981 e por causa do seu conteúdo foi submetida à Congregação para Doutrina da Fé do Vaticano, passando por uma espécie de censura e sendo republicada em outras edições ao longo dos anos. O intelectual engajado exerce uma grande importância, sobretudo enquanto intelectuais no espaço público, na democratização do acesso ao saber histórico, às compreensões dos aspectos do passado na contemporaneidade, e à busca por uma sociedade mais consciente e crítica. Para isso, a ciência histórica e a recepção e releitura do passado contribuem para o processo de produção intelectual para públicos não acadêmicos.
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    Políticas Participativas em Cianorte: o espaço social de construção histórica e participação popular
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-10-17) Davanço, Victor Hugo; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/1390508430847020; Junior, Jorge Pagliarini; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Langaro, Jiani Fernando; http://lattes.cnpq.br/9918372985460845
    Com objetivo de ouvir e analisar as representações dos diversos públicos referentes à participação popular na definição das políticas públicas municipais, a proposta dessa pesquisa, vinculada à Linha de Pesquisa Saberes e Linguagens do Programa de Pós-Graduação em História Pública da UNESPAR – Campus de Campo Mourão é analisar o Orçamento Participativo Municipal (OP) considerando-o como espaço de construção e definição de ações primordiais à administração pública. Assim, a fim de atender as necessidades dos grupos e tecendo a construção de uma história pública coletiva e participativa, delimitamos o estudo ao Município de Cianorte, localizado no Noroeste do Paraná, município em que resido e no qual vivenciei a experiência de já ter sido Vereador (2017-2020). No município ainda não se efetivou o instrumento do Orçamento Participativo, embora ali se perceba historicamente a intensa e significativa movimentação política popular de seus moradores. O estudo apresenta inicialmente a conceituação tanto da História Pública quanto do OP destacando, para tanto, suas etapas de elaboração e algumas experiências exitosas pelo país. A metodologia da pesquisa envolve o entendimento e o reconhecimento político de experiências e vivências locais, a partir de encontros, questionários e entrevistas orais feitas com moradores de diversos setores da sociedade de Cianorte, captando suas representações relativas à participação popular na definição das políticas públicas e ao próprio Orçamento Participativo. O foco final e concreto dessa pesquisa é a produção de um material propositivo inspirado na ideia de Plano de Bairro que sirva como aporte para uma futura elaboração e implantação de políticas participativas no município e em outros municípios. Dessa forma, a reflexão acerca da importância da participação popular para a elaboração do Projeto de Orçamento Participativo Municipal serve como estratégia para se pensar esse lócus de construção histórica popular nas quais as diversas representações, desejos, saberes e linguagens singulares se fazem presentes e assim desenvolver um estudo com o público e pensado para o público, efetivando os princípios da História Pública.
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    Memórias do acolhimento institucional de crianças e adolescentes e o processo de adoção em Campo Mourão: um caleidoscópio de experiências
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-07-04) Moyano, Tatiana Larisa; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/9522940285004822; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230
    A presente pesquisa, vinculada à linha de estudo “Memórias e Espaços de Formação”, procura um caleidoscópio de memórias que englobam a relação do processo de adoção com os abrigos institucionais de crianças e adolescentes como espaços de experiência, dialogando com história pública e produzindo conhecimento histórico silenciado socialmente e anulado nas bibliografias existentes. Em decorrência das transformações históricas e sociais os abrigos institucionais e casa lar para crianças e adolescentes e o instituto da adoção foram moldando-se a cultura e local de cada país para sanar as lacunas históricas com reflexões acerca de sua eficácia diante os anseios atuais. Tendo em vista o processo histórico dos abrigos institucionais e da adoção, assim como as realidades e mitigações que o acompanham, é fundamental propiciar aqueles que vivenciaram esse processo a oportunidade de acolher/relatar suas experiências, utilizando os recursos da conversação como maneira de produção de conhecimento histórico, ao mesmo tempo é importante difundir na sociedade o trabalho realizado nos abrigos institucionais e todo o processo adotivo. A partir desta reflexão foram criados momentos de conversação com os públicos dos abrigos institucionais de Campo Mourão, participantes do processo adotivo, equipe de apoio da Vara da família de Campo Mourão e o público que viveu em abrigos institucionais, os quais contribuíram em relatar suas experiências promovendo diálogos com as amplas audiências através dos acolhimentos de suas histórias frente às riquezas que podem ser apresentadas, corroborando ou confrontando com os fatos até então tido como únicos conhecimentos.