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O Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba (CMPB) e suas formas de (sobre)vivência musical
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-06-19) Mainardes, Gabriela; Vicente, Rodrigo Aparecido; http://lattes.cnpq.br/4162161037283075; http://lattes.cnpq.br/5686224785318900; Egg, André Acastro; https://orcid.org/0000-0003-2991-1978; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992; Moreira, Maria Beatriz Cyrino; http://lattes.cnpq.br/1892638366735429
O objetivo deste trabalho é pesquisar a história do Conservatório de Música Popular Brasileira (CMPB) de Curitiba-PR. Inaugurado em 1992 como instituição pública, o conservatório se tornou referência na formação de músicos e musicistas. A pesquisa apresenta um retrospecto sobre o surgimento desse equipamento cultural, destacando momentos decisivos de sua história, buscando articular os dados e as informações obtidas a partir de fontes primárias textuais e orais com comentários sobre o contexto em que o conservatório esteve inserido e sobre as políticas culturais desenvolvidas nesse contexto. A partir de uma revisão bibliográfica, foi realizado um estudo sobre a institucionalização do ensino de música popular em ambientes de ensino formal no Brasil, o que permitiu situar historicamente o CMPB em um período favorável à presença da música popular em conservatórios e universidades no país. Como hipótese norteadora, o CMPB corroborou a construção de um cânone musical a partir dos repertórios desenvolvidos em seus cursos, conjuntos, eventos e projetos artísticos.
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Percepção da autoeficácia e autorregulação dos estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação em música da Unespar
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-07-09) Panek, Gabrielli; Vagetti, Gislaine Cristina; http://lattes.cnpq.br/8495637038816664; http://lattes.cnpq.br/1567636631045287; Peters, Ana Paula; https://orcid.org/0000-0002-4530-3000; http://lattes.cnpq.br/9480212256567229; Silva, Lydio Roberto; http://lattes.cnpq.br/9826437349331237
As crenças de autoeficácia e a autorregulação da aprendizagem têm sido amplamente investigadas em diversas áreas do conhecimento, especialmente nos campos da educação e da psicologia. Entretanto, ainda são escassos os estudos que abordam esses construtos no contexto da aprendizagem musical no ensino superior brasileiro. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo comparar as percepções de autoeficácia e autorregulação dos estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação em Música da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Trata-se de uma pesquisa quantitativa, comparativa e de delineamento transversal. Participaram do estudo 82 estudantes dos cursos de graduação em Música da UNESPAR, sendo 41 ingressantes e 41 concluintes. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico, da Escala de Autoeficácia na Formação Superior (AEFS) e da Escala de Autorregulação Acadêmica (EAA). Inicialmente, foram realizadas análises descritivas dos dados. Em seguida, a normalidade dos escores foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Como os dados não apresentaram distribuição normal, utilizou-se o teste U de Mann-Whitney para a comparação entre os grupos, adotando-se nível de significância de 5% (α = 0,05). Os resultados indicaram que não houve diferenças estatisticamente significativas entre estudantes ingressantes e concluintes em relação aos escores de autoeficácia e autorregulação da aprendizagem (p > 0,05). De modo geral, os participantes apresentaram percepções semelhantes quanto às suas capacidades acadêmicas e às estratégias utilizadas para planejar, monitorar e regular a própria aprendizagem. Conclui-se que o momento da graduação não influenciou significativamente os níveis de autoeficácia e autorregulação dos estudantes investigados. Os resultados sugerem que esses construtos podem estar relacionados a fatores anteriores ao ingresso no ensino superior, como experiências musicais prévias e hábitos de estudo já consolidados. Os achados contribuem para a ampliação das discussões sobre a aprendizagem musical no ensino superior e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que favoreçam a autonomia, a motivação e a confiança dos estudantes em sua formação acadêmica e artística.
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Abordagens didáticas e práticas utilizadas por professores de música com pessoas com Transtorno do Espectro Autista
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-07-07) Martins, Diego Augusto; Vagetti, Gislaine Cristina; https://orcid.org/0000-0003-0704-1297; http://lattes.cnpq.br/8495637038816664; https://orcid.org/0009-0009-4490-8866; http://lattes.cnpq.br/0251566345394256; Mosquera, Carlos Fernando França; https://orcid.org/0000-0002-4687-7209; http://lattes.cnpq.br/3705543502063474; Egg, André Acastro; https://orcid.org/0000-0003-2991-1978; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992
A presente dissertação investiga as práticas pedagógicas desenvolvidas por professores de música no ensino de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando compreender as estratégias utilizadas pelos docentes, os processos de avaliação da aprendizagem musical e os desafios enfrentados na atuação em contextos educacionais inclusivos. A pesquisa parte da compreensão de que o ensino de música para estudantes com TEA demanda práticas pedagógicas flexíveis, capazes de considerar as singularidades presentes nos processos de aprendizagem, nas formas de comunicação e nas experiências musicais desses estudantes. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e caráter transversal. Participaram da pesquisa dez professores de música atuantes em diferentes contextos educacionais e socioculturais da cidade de Ponta Grossa, Paraná, incluindo escolas de música, conservatórios, bandas escolares, projetos sociais, ensino superior e aulas particulares. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados a partir da técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), possibilitando a organização das falas em categorias temáticas. Os resultados evidenciaram que as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos participantes estão fortemente associadas à flexibilização metodológica, ao uso de recursos visuais, táteis e sensoriais, à utilização de estratégias lúdicas e à valorização dos interesses específicos dos estudantes como mediação pedagógica. As análises também indicaram que os processos avaliativos assumem caráter processual e formativo, priorizando o acompanhamento do desenvolvimento individual dos alunos em detrimento de modelos avaliativos padronizados. Além disso, os relatos demonstraram que a música pode favorecer processos de participação social, construção de vínculos e ampliação das formas de expressão dos estudantes com TEA. Por outro lado, a pesquisa evidenciou desafios relacionados à formação docente, especialmente no que se refere à ausência de preparação específica para atuação em contextos inclusivos, à escassez de materiais didáticos adaptados e à necessidade de fortalecimento da formação continuada. Conclui-se que o ensino de música para pessoas com Transtorno do Espectro Autista envolve um processo contínuo de adaptação pedagógica, observação e reflexão docente, demandando práticas educativas comprometidas com a valorização da diversidade e com a construção de experiências musicais acessíveis e significativas.
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Reflexões sobre a construção teórico-metodológica da educação ambiental transformadora
(Universidade Estadual do Paraná, 2017/03/02) Silva, Luciana Moraes; Pires, Marilene Mieko Yamamoto; http://lattes.cnpq.br/1502083011424591; http://lattes.cnpq.br/2441458416756320; Pires, Marilene Mieko Yamamoto; http://lattes.cnpq.br/1502083011424591; Menezes, Sezinando Luiz; http://lattes.cnpq.br/4766535117564758; Molina, Adão Aparecido; http://lattes.cnpq.br/2722357341071060
Frente à presente crise civilizatória que enfrentamos, evidencia-se cada vez em maior grau a importância da Educação Ambiental (EA), em que a Educação deve ser entendida como um instrumento de transformação, proporcionando aos sujeitos ferramentas necessárias para o exercício da cidadania, onde o indivíduo descobre se como sujeito do processo histórico e agente transformador da realidade socioambiental da atualidade. Diante disso, a EA é considerada um instrumento de transformação social na busca de um mundo com qualidade de vida e justiça socioambiental. Uma pedagogia que esteja voltada à inserção dos educandos em seu processo de ensino e aprendizagem, que os constitua como sujeitos no mundo e que gire em torno das relações existentes entre sociedade, cultura e natureza, torna-se cada vez mais urgente. Sendo assim, são apresentados por meio de uma pesquisa de cunho bibliográfico e qualitativo, considerações sobre a EA, sua trajetória e fundamentos bem como suas bases epistemológicas, destacando a Epistemologia da Complexidade e a Epistemologia da Racionalidade Ambiental, que se identificam como as mais relevantes da atualidade e estão atreladas à vertente crítica da EA. São apontados também caminhos teórico-metodológicos com intuito de subsidiar educadores e educandos com a área de pesquisa e ação em EA (crítico-transformadora) escolar, como também problematizar e difundir a EA comprometida com a transformação social, contextualizada na realidade brasileira, e que seja, portanto, crítica e emancipatória. Uma EA que não se volte exclusivamente à dimensão ecológica e que assuma visceralmente a interface com a questão social.
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O processo de ensino e aprendizagem de alunos com TDAH - o que revela a literatura
(Universidade Estadual do Paraná, 2025/04/16) Camargo, Tatiane Aparecida da Silva Toledo de; Zanatta, Shalimar Calegari; http://lattes.cnpq.br/1110095948611350; http://lattes.cnpq.br/7445333148595755; Zanatta, Shalimar Calegari; http://lattes.cnpq.br/1110095948611350; Fontes, Adriana da Silva; http://lattes.cnpq.br/0948799905374439; Carvalho, Hercília Alves Pereira de; http://lattes.cnpq.br/6902808363799194
O processo de ensino e aprendizagem é sempre cercado por grandes desafios. No entanto, quando se trata de ensinar alunos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), com certeza, as dificuldades são ainda maiores e ainda mais quando consideramos que, nos últimos anos, tem aumentado significativamente o número de diagnósticos deste transtorno, a nível mundial. Sob a premissa de que este distúrbio interfere no processo de aprendizagem, é necessário que o professor compreenda o TDAH e busque alternativas para inovar o ensino, visando a uma aprednizagem mais eficaz para este público. Então, a questão que se coloca é: - Como ensinar alunos com TDAH? Sabendo que não existe uma única receita infalível a ser utilizada, propomos como objetivo geral investigar o que artigos científicos, publicados entre os anos de 2008 a 2024, divulgam sobre a questão. Já como objetivos específicos, buscamos verificar quais metodologias podem ser utilizadas neste intento e quais pilares teóricos podem embasar as práticas pedagógicas e/ou intervenções do professor. Para alcançar nosso intento, realizamos uma revisão bibliográfica, utilizando a Scopus, uma base de dados internacional, que incorpora uma vasta representação da produção científica na América Latina. Adotamos, também, o software Bibliometrix, apontado como eficaz para a análise de informações bibliométricas, que ampliam, significativamente, os dados sobre os artigos e o tema. Dos 28 textos indicados pelo programa de busca, apenas 14 atenderam a todos os nossos critérios. Estes foram lidos na íntegra e analisados pela Análise Textual Discursiva (ATD), que evidenciou como resultado a necessidade de que a identificação, o tratamento e a intervenção pedagógica de alunos com TDAH, sejam conteúdos para a formação docente, inicial e continuada, e que materiais didáticos atrativos, recursos digitais e midiáticos, tempo extra para avalições e mediações individuais são ferramentas/metodologias que colaboram para a aprendizagem de alunos com TDAH.