Repositório Institucional UNESPAR

O Repositório Institucional da Universidade Estadual do Paraná – RI-UNESPAR, visa gerir e disseminar a produção intelectual institucional. Compreende-se por produção intelectual institucional toda e qualquer produção técnico-científico-cultural oriunda do meio acadêmico. O conteúdo estará disponível para consulta e acesso, ampliando, publicizando a produção intelectual e promovendo a visibilidade institucional. Os documentos disponíveis no Repositório Institucional UNESPAR são de propriedade e responsabilidade de seus autores, conforme a legislação que rege o direito autoral no país (Lei nº 9.610, de 19.02.98). Os documentos digitais que integram as coleções podem conter texto, imagem, vídeo e áudio, e são, em sua maioria, de acesso livre. Em alguns casos, o acesso é restrito à comunidade da UNESPAR:

Teses e Dissertações

As dissertações defendidas na Unespar a partir de 2019 serão disponibilizadas gradativamente em nosso acervo digital.

  • Missão: Reunir, registrar, sistematizar e preservar a produção intelectual institucional.
  • Objetivo: Preservar a memória e ampliar a visibilidade institucional.
  • Documentos Disponíveis: Focará toda e qualquer produção intelectual dos servidores, avaliada por pares.
  • Benefícios: Facilitar acesso a toda e qualquer produção intelectual institucional.
 

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Submissões Recentes

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Turismo de base comunitária e impactos ambientais em comunidades tradicionais insulares no Litoral do Paraná
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-16) MACHADO, Ana Paula; ANACLETO, Adilson; http://lattes.cnpq.br/4935834455286413; http://lattes.cnpq.br/0573215039290723; SCHEUER, Luciane; http://lattes.cnpq.br/0510063139083117; NASCIMENTO, Evandro Cardoso do; http://lattes.cnpq.br/1702573831557350
O Turismo de Base Comunitária (TBC) tem sido reconhecido como uma estratégia potencial para promover o desenvolvimento sustentável em territórios tradicionalmente marginalizados ao articular geração de renda, valorização cultural e conservação ambiental. Com um olhar interdisciplinar e o apoio do Design Method Research (DMR), estruturada a partir de 3 etapas metodológicas principais: Revisão sistemática de literatura (RSL) seguindo o protocolo PRISMA com um total de 78 artigos científicos analisados; Levantamento de campo quali-quantitativo, a pesquisa deu voz a 300 moradores por meio de aplicação de questionários semiestruturados de sete comunidades da Baía de Paranaguá (Ilha do Teixeira, Europinha, Eufrasina, Amparo, Piaçaguera, São Miguel e Ponta de Ubá); com oficinas participativas nas quais utilizou-se as ferramentas Swimlane (mapeamento da cadeia produtiva), Value Proposition Canvas (identificação de dores, ganhos e propostas de valor) e a dinâmica prospectiva “Manchetes do Amanhã”. Os dados quantitativos foram tratados através de estatística descritiva e multivariada enquanto o registro das falas e das oficinas foi realizado por uma análise de conteúdo. O estudo revelou que a força do turismo local está nas mãos das mulheres, que representam 76% do protagonismo, e no profundo respeito ambiental dos moradores (85%). Embora a atividade ainda seja pequena e não gere danos à natureza, ela esbarra em carências urgentes: apenas 40% das casas possuem saneamento e 78% das pessoas sofrem com o custo e a precariedade do transporte. Os resultados mostram que o TBC é uma alternativa cheia de esperança, capaz de reconciliar a conservação com a dignidade humana. No entanto, sua consolidação depende de políticas públicas que deixem de ser distantes e passem a fortalecer a autonomia caiçara, garantindo que o progresso não apague a identidade de quem cuida desse território há gerações.
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O Papel do Slow Food no Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-30) FRANÇA, Lidia da Silva; LEMES, Sandro Valdecir Deretti; http://lattes.cnpq.br/1764024633455172; http://lattes.cnpq.br/4926773850057728; MATIAS, Gustavo de Souza; http://lattes.cnpq.br/8658951144881109; WALKOWSKI, Marinês da Conceição; http://lattes.cnpq.br/7717325077742830; GUILHERME, Pablo Damian Borges; http://lattes.cnpq.br/2689507681780757; ARCHANJO, Daniela Resende; http://lattes.cnpq.br/1751171756669408
O movimento slow food e o turismo de base comunitária compartilham princípios relacionados à sustentabilidade, valorização cultural e fortalecimento territorial. O presente estudo teve por objetivo analisar a influência do movimento slow food no desenvolvimento do turismo de base comunitária. Para isso, foram realizados dois estudos complementares: uma revisão sistemática da literatura, utilizando análise bibliométrica e análise de conteúdo, e uma pesquisa empírica desenvolvida em Guaraqueçaba e Pontal do Paraná, por meio de entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise textual com auxílio do software Iramuteq. Os resultados demonstraram que, embora os empreendimentos analisados não possuam vínculo formal com o movimento slow food, adotam práticas alinhadas aos seus princípios, como a valorização de ingredientes locais, o fortalecimento de cadeias curtas de abastecimento, a preservação de saberes tradicionais. Conclui-se que a integração entre alimentação sustentável e turismo comunitário contribui para o desenvolvimento socioambiental dos territórios, fortalecendo a identidade cultural, a geração de renda e a conservação dos recursos locais.
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O valor nacional de Villa-Lobos, segundo Mario Pedrosa
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-17) ROSA, Vinícius Galant da; EGG, André Acastro; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992; http://lattes.cnpq.br/5267480942380558; POLETTO, Fabio Guilherme; http://lattes.cnpq.br/2097889787004162; GUERIOS, Paulo; http://lattes.cnpq.br/1564546099577691
Mario Pedrosa é até hoje, 45 anos após sua morte, considerado um dos mais importantes críticos de arte do Brasil, no entanto escreveu sobre uma ampla gama de manifestações culturais, como a arquitetura, o teatro, o cinema e a música. Em novembro de 1929, La Revue Musicale, revista francesa de vanguarda, publicou um ensaio de Pedrosa intitulado Villa-Lobos e seu povo: o ponto de vista brasileiro. O foco de investigação escolhido na presente pesquisa foi a maneira como Pedrosa atribui à música de Villa-Lobos o valor nacional. Procurou-se, assim, investigar a juventude intelectual de Pedrosa, sua origem e trajetória social, bem como seus primeiros posicionamentos sobre o debate cultural da época, para compreender quais elementos constituiram sua maneira de abordar a música nacional, especificamente em Villa-Lobos. Cartas, depoimentos de Pedrosa, amigos, familiares e intelectuais modernistas próximos, além de jornais noticiando os eventos culturais da época, foram consultados para tal fim. Autores como Tarcila Formiga e Marcelo Ribeiro Vasconcelos, que analisaram a juventude de Mário de Pedrosa sob uma perspectiva social, ofereceram elementos-chave nesse assunto. As dissertações de Eduardo Jardim de Moraes sobre a filosofia modernista, e de Paulo Guérios sobre a construção social de Villa-Lobos como compositor brasileiro de renome, foram amplamente utilizadas. A formação intelectual cosmopolita de Pedrosa, que integrava referências europeias e elementos do modernismo brasileiro, resulta em um projeto crítico que oscilava entre o universalismo e o nacionalismo. A proximidade com Elsie Houston, Mário de Andrade e intelectuais da Antropofagia marcam um período com maior número de referências à música e à língua brasileira no discurso de Pedrosa, mas não resultam na adesão plena a nenhuma das correntes modernistas. Ainda assim, Pedrosa usa concepções modernistas sobre a nação no seu texto sobre Villa-Lobos, ao defender que a música do compositor é expressão da “alma”, “raça” e “natureza” brasileiras. Pedrosa cita e utiliza amplamente o Ensaio sobre música brasileira de Mário de Andrade para tratar da formação musical brasileira, com foco no aspecto rítmico, e identificá-la na raiz da música de Villa-Lobos. Mário de Andrade, no entanto, não considerava “brasileira” a música de VillaLobos, e sim uma falsificação da música nacional, por utilizar elementos considerados típicos brasileiros para conferir à sua obra, que era antes de tudo inspirada na técnica europeia, um aspecto “exótico” apreciado pelos europeus. De fato, a transposição realizada por VillaLobos de elementos considerados nacionais para os seus Choros sinfônicos é mediada antes de tudo pela técnica orquestral de Stravinsky, mas tanto Villa-Lobos quanto Pedrosa, que se tornaram amigos em Paris, defendem uma suposta orginalidade brasileira dos Choros no ritmo e na forma. O valor nacional na posição de Pedrosa é ao mesmo tempo positivo, pois confere à música de Villa-Lobos um atestado de originalidade, e negativo, pois é reduzido ao signo do “exótico”, “bárbaro” e “primitivo” para conquistar a audiência europeia.
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Depois do exílio: Gal Costa e a permanência performática do Tropicalismo (1969-1971)
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-20) COSTA, Alana Juni Pereira; EGG, André Acastro; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992; http://lattes.cnpq.br/0364849543751841; MACHADO, Marco Antônio Crispim; http://lattes.cnpq.br/8165430579757784; GIMÉNEZ, Andrea Beatriz Wozniak; http://lattes.cnpq.br/4934990066922667
Esta dissertação investiga a performance de Gal Costa no contexto do Tropicalismo, tomando como recorte o período entre 1969 e 1971, momento marcado pelo endurecimento do regime militar brasileiro e pelo exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Parte-se do pressuposto de que, nesse contexto, a performance — entendida como articulação entre corpo, voz, presença e cena — torna-se um dos principais espaços de permanência e radicalização da sensibilidade tropicalista. O objetivo central da pesquisa é compreender de que modo Gal Costa assume uma centralidade performática no cenário musical brasileiro, reinscrevendo o Tropicalismo no corpo e na vocalidade, especialmente a partir do espetáculo Fa-Tal: Gal a Todo Vapor (1971). Metodologicamente, o trabalho combina pesquisa bibliográfica, análise historiográfica e análise performática de registros audiovisuais, utilizando a observação minuciosa de performances, a descrição de gestos, inflexões vocais, movimentos corporais e interações com o público, além do uso da minutagem como ferramenta analítica. O referencial teórico articula contribuições dos estudos sobre o Tropicalismo e a música popular brasileira, com autores como Celso Favaretto, Roberto Schwarz, Marcos Napolitano, Carlos Calado, Nelson Motta e Taíssa Maia, e dos Estudos da Performance, a partir de reflexões de Renato Cohen, Jorge Glusberg e Diana Taylor, além de pesquisas voltadas à performance musical, à vocalidade e ao corpo em cena. Ao longo da dissertação, demonstra-se que, após 1968, a crítica cultural e política do Tropicalismo desloca-se progressivamente do plano discursivo para a experiência incorporada, encontrando na performance um espaço privilegiado de elaboração estética. A análise dos álbuns lançados por Gal Costa entre 1969 e 1970, de suas aparições televisivas e, sobretudo, do espetáculo Fa-Tal, evidencia a construção de uma linguagem performática marcada pelo excesso, pela ambivalência, pela exposição do corpo vocal e pela intensificação da presença cênica. Conclui-se que a performance de Gal Costa não apenas dá continuidade ao Tropicalismo, mas o radicaliza, operando como estratégia de permanência simbólica do movimento no cenário musical brasileiro do início da década de 1970.
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AS COISAS QUE ESCAPAM
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-06-16) URBAN, Luiza Brandão; JORDÃO, Fabrícia Cabral de Lira; http://lattes.cnpq.br/4427001804420545; http://lattes.cnpq.br/7639580726762048; PEREIRA, Maria De Fatima Junqueira; http://lattes.cnpq.br/2131412997618053; HONESKO, Vinícius Nicastro; http://lattes.cnpq.br/5914976503033601
“Coisa mantém o mistério. Não me determina em absolutamente nada além de que existo”. Por meio de procedimentos poético-conceituais, a pesquisa investiga materialidades e a reorientação de usos a partir do deslocamento das coisas do mundo de suas funções originais. Para isso, organiza-se em três linhas do tempo. A primeira é um fluxo de consciência, na qual registro a hesitação, as interrupções e os procedimentos adotados. A segunda é uma interlocução com outras vozes, como a de Jonathan Crary e a do filósofo italiano Giorgio Agamben, que, a partir de Walter Benjamin, analisa criticamente o capitalismo e propõe a profanação como tarefa. E com outros fazeres, como das artistas brasileiras Erika Verzutti (1971-) e Fernanda Gomes (1960-), que expandem o debate. Enquanto a terceira linha é constituída pela voz das coisas se apresentando através de ações e qualidades. A articulação entre essas três camadas enunciativas e fragmentárias delineia a experiência de viver na sociedade capitalista e reflete, como propõe Agamben (2007), sobre novos usos.