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- Acesso à produção dos Programas de Pós-Graduação da UNESPAR - dissertações de mestrado defendidas na instituição
Submissões Recentes
Abordagens didáticas e práticas utilizadas por professores de música com pessoas com Transtorno do Espectro Autista
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-07-07) Martins, Diego Augusto; Vagetti, Gislaine Cristina; https://orcid.org/0000-0003-0704-1297; http://lattes.cnpq.br/8495637038816664; https://orcid.org/0009-0009-4490-8866; http://lattes.cnpq.br/0251566345394256; Mosquera, Carlos Fernando França; https://orcid.org/0000-0002-4687-7209; http://lattes.cnpq.br/3705543502063474; Egg, André Acastro; https://orcid.org/0000-0003-2991-1978; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992
A presente dissertação investiga as práticas pedagógicas desenvolvidas por professores de música no ensino de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando compreender as estratégias utilizadas pelos docentes, os processos de avaliação da aprendizagem musical e os desafios enfrentados na atuação em contextos educacionais inclusivos. A pesquisa parte da compreensão de que o ensino de música para estudantes com TEA demanda práticas pedagógicas flexíveis, capazes de considerar as singularidades presentes nos processos de aprendizagem, nas formas de comunicação e nas experiências musicais desses estudantes. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e caráter transversal. Participaram da pesquisa dez professores de música atuantes em diferentes contextos educacionais e socioculturais da cidade de Ponta Grossa, Paraná, incluindo escolas de música, conservatórios, bandas escolares, projetos sociais, ensino superior e aulas particulares. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados a partir da técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), possibilitando a organização das falas em categorias temáticas. Os resultados evidenciaram que as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos participantes estão fortemente associadas à flexibilização metodológica, ao uso de recursos visuais, táteis e sensoriais, à utilização de estratégias lúdicas e à valorização dos interesses específicos dos estudantes como mediação pedagógica. As análises também indicaram que os processos avaliativos assumem caráter processual e formativo, priorizando o acompanhamento do desenvolvimento individual dos alunos em detrimento de modelos avaliativos padronizados. Além disso, os relatos demonstraram que a música pode favorecer processos de participação social, construção de vínculos e ampliação das formas de expressão dos estudantes com TEA. Por outro lado, a pesquisa evidenciou desafios relacionados à formação docente, especialmente no que se refere à ausência de preparação específica para atuação em contextos inclusivos, à escassez de materiais didáticos adaptados e à necessidade de fortalecimento da formação continuada. Conclui-se que o ensino de música para pessoas com Transtorno do Espectro Autista envolve um processo contínuo de adaptação pedagógica, observação e reflexão docente, demandando práticas educativas comprometidas com a valorização da diversidade e com a construção de experiências musicais acessíveis e significativas.
Reflexões sobre a construção teórico-metodológica da educação ambiental transformadora
(Universidade Estadual do Paraná, 2017/03/02) Silva, Luciana Moraes; Pires, Marilene Mieko Yamamoto; http://lattes.cnpq.br/1502083011424591; http://lattes.cnpq.br/2441458416756320; Pires, Marilene Mieko Yamamoto; http://lattes.cnpq.br/1502083011424591; Menezes, Sezinando Luiz; http://lattes.cnpq.br/4766535117564758; Molina, Adão Aparecido; http://lattes.cnpq.br/2722357341071060
Frente à presente crise civilizatória que enfrentamos, evidencia-se cada vez em maior grau a importância da Educação Ambiental (EA), em que a Educação deve ser entendida como um instrumento de transformação, proporcionando aos sujeitos ferramentas necessárias para o exercício da cidadania, onde o indivíduo descobre se como sujeito do processo histórico e agente transformador da realidade socioambiental da atualidade. Diante disso, a EA é considerada um instrumento de transformação social na busca de um mundo com qualidade de vida e justiça socioambiental. Uma pedagogia que esteja voltada à inserção dos educandos em seu processo de ensino e aprendizagem, que os constitua como sujeitos no mundo e que gire em torno das relações existentes entre sociedade, cultura e natureza, torna-se cada vez mais urgente. Sendo assim, são apresentados por meio de uma pesquisa de cunho bibliográfico e qualitativo, considerações sobre a EA, sua trajetória e fundamentos bem como suas bases epistemológicas, destacando a Epistemologia da Complexidade e a Epistemologia da Racionalidade Ambiental, que se identificam como as mais relevantes da atualidade e estão atreladas à vertente crítica da EA. São apontados também caminhos teórico-metodológicos com intuito de subsidiar educadores e educandos com a área de pesquisa e ação em EA (crítico-transformadora) escolar, como também problematizar e difundir a EA comprometida com a transformação social, contextualizada na realidade brasileira, e que seja, portanto, crítica e emancipatória. Uma EA que não se volte exclusivamente à dimensão ecológica e que assuma visceralmente a interface com a questão social.
O processo de ensino e aprendizagem de alunos com TDAH - o que revela a literatura
(Universidade Estadual do Paraná, 2025/04/16) Camargo, Tatiane Aparecida da Silva Toledo de; Zanatta, Shalimar Calegari; http://lattes.cnpq.br/1110095948611350; http://lattes.cnpq.br/7445333148595755; Zanatta, Shalimar Calegari; http://lattes.cnpq.br/1110095948611350; Fontes, Adriana da Silva; http://lattes.cnpq.br/0948799905374439; Carvalho, Hercília Alves Pereira de; http://lattes.cnpq.br/6902808363799194
O processo de ensino e aprendizagem é sempre cercado por grandes desafios. No entanto, quando se trata de ensinar alunos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), com certeza, as dificuldades são ainda maiores e ainda mais quando consideramos que, nos últimos anos, tem aumentado significativamente o número de diagnósticos deste transtorno, a nível mundial. Sob a premissa de que este distúrbio interfere no processo de aprendizagem, é necessário que o professor compreenda o TDAH e busque alternativas para inovar o ensino, visando a uma aprednizagem mais eficaz para este público. Então, a questão que se coloca é: - Como ensinar alunos com TDAH? Sabendo que não existe uma única receita infalível a ser utilizada, propomos como objetivo geral investigar o que artigos científicos, publicados entre os anos de 2008 a 2024, divulgam sobre a questão. Já como objetivos específicos, buscamos verificar quais metodologias podem ser utilizadas neste intento e quais pilares teóricos podem embasar as práticas pedagógicas e/ou intervenções do professor. Para alcançar nosso intento, realizamos uma revisão bibliográfica, utilizando a Scopus, uma base de dados internacional, que incorpora uma vasta representação da produção científica na América Latina. Adotamos, também, o software Bibliometrix, apontado como eficaz para a análise de informações bibliométricas, que ampliam, significativamente, os dados sobre os artigos e o tema. Dos 28 textos indicados pelo programa de busca, apenas 14 atenderam a todos os nossos critérios. Estes foram lidos na íntegra e analisados pela Análise Textual Discursiva (ATD), que evidenciou como resultado a necessidade de que a identificação, o tratamento e a intervenção pedagógica de alunos com TDAH, sejam conteúdos para a formação docente, inicial e continuada, e que materiais didáticos atrativos, recursos digitais e midiáticos, tempo extra para avalições e mediações individuais são ferramentas/metodologias que colaboram para a aprendizagem de alunos com TDAH.
Formação continuada de professores em contexto em um CMEI: escuta sensível e ação colaborativa
(Universidade Estadual do Paraná, 2025/04/16) Roza, Míriam de Fátima; Ujiie, Najela Tavares; http://lattes.cnpq.br/1242945275956878; http://lattes.cnpq.br/4966109789173709; Pietrobon, Sandra Regina Gardacho; http://lattes.cnpq.br/8437021453245745; Batista, Viviane da Silva; http://lattes.cnpq.br/1271151080789859; Stentzler, Márcia Marlene; http://lattes.cnpq.br/6870547390134036
Este estudo está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ensino: Formação Docente Interdisciplinar (PPIFOR) da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Campus Paranavaí, na linha de pesquisa Formação de professores, metodologias de ensino e recursos teórico-didáticos nas práticas educativas, e ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação: Teoria e Prática (GEPE), com foco na formação continuada de professores da Educação Infantil. A pesquisa buscou responder ao seguinte problema: como podemos realizar uma formação continuada que influencie diretamente na prática pedagógica dos professores da Educação Infantil dentro do âmbito escolar? E para isso, o objetivo geral foi proporcionar uma formação continuada em contexto, articulando escuta sensível e ação colaborativa para a construção de saberes teórico-práticos vinculados à docência na Educação Infantil. Os objetivos específicos incluíram: compreender os percursos histórico, político e pedagógico da Educação Infantil e formação continuada no Brasil; delinear uma proposta formativa baseada em demandas reais e na escuta ativa; e apresentar os resultados da formação realizada em um CMEI, em perspectiva analítica. Metodologicamente, a pesquisa insere-se na abordagem da pesquisa-ação formativa (Junges, 2016), associada à formação em contexto (Ujiie, 2019), com ênfase na realidade dos participantes, na dialogicidade e na construção conjunta do processo formativo. A formação totalizou 40 horas, com diagnóstico inicial, encontros formativos síncronos e elaboração de relatos de experiência. Dos 26 profissionais convidados, 13 aderiram à pesquisa; nove participaram da devolutiva, e apenas três entregaram o relato de experiência. Ao final, nove participantes foram certificados, sendo três com carga horária integral. A avaliação final, respondida por seis profissionais, apontou a relevância dos conteúdos e sua aplicabilidade pedagógica. Destacaram-se como pontos positivos a escuta ativa, a dialogicidade e a pertinência dos temas abordados. Por outro lado, a realização da formação fora da jornada de trabalho foi identificada como um fator limitador da participação. Conclui-se que a formação continuada em contexto exige planejamento estratégico alinhado às necessidades dos professores, com escuta ativa, diálogo, flexibilização e parcerias com as redes de ensino, a fim de garantir adesão e efetividade por meio da realização em serviço.
Uma história da educação de pessoas surdas em Maringá a partir do papel da ANPACIN
(Universidade Estadual do Paraná, 2025/04/30) Nogueira, Vitor Ignatius; Novak, Maria Simone Jacomini; Borges, Fábio Alexandre; http://lattes.cnpq.br/6339328194070311; http://lattes.cnpq.br/8950601840578036; http://lattes.cnpq.br/4023115165164678; Stentzler, Marcia Marlene; http://lattes.cnpq.br/6870547390134036; Silva, Tânia dos Santos Alvarez; http://lattes.cnpq.br/6256836308179990
No início do século XXI ocorreu uma mudança de paradigma na educação de surdos, passando de uma educação baseada no oralismo, que pretendia adequar os surdos à comunidade ouvinte, por meio da oralidade, para uma concepção de surdez como diferença linguística, reconhecendo a importância da Língua de Sinais para a educação de surdos. A Lei Federal 10.436, de 24 de abril de 2002, reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação dos surdos brasileiros. Assim, os surdos passaram a ter direito a uma educação bilíngue, tendo a Libras como primeira língua, e a Língua Portuguesa como segunda – preferencialmente na modalidade escrita. Esta pesquisa se propõe a realizar um resgate histórico da educação de surdos na cidade de Maringá/PR, tendo como mote principal a atuação da ANPACIN – Associação Norte-Paranaense de Áudio-Comunicação Infantil, constituída em 1981. Nesse sentido, serão analisados: o papel que as instituições (governamentais e não-governamentais) exerceram na implementação da educação de surdos em Maringá; os aspectos legais e políticas públicas que fundamentaram esta implementação e as memórias dos professores que vivenciaram na prática essa transição, tendo a cidade de Maringá/PR como locus de pesquisa. O presente trabalho pretende atingir esses objetivos baseando-se na Nova História, ou História Cultural, tendo como referência autores como Chartier (1990; 2002), Vainfas (1997), Barros (2004) e Burke (2005); em pesquisa com abordagem qualitativa e em entrevistas reflexivas semiestruturadas com os docentes que trabalhavam com surdos quando dessa transição.