Repositório Institucional UNESPAR

O Repositório Institucional da Universidade Estadual do Paraná – RI-UNESPAR, visa gerir e disseminar a produção intelectual institucional. Compreende-se por produção intelectual institucional toda e qualquer produção técnico-científico-cultural oriunda do meio acadêmico. O conteúdo estará disponível para consulta e acesso, ampliando, publicizando a produção intelectual e promovendo a visibilidade institucional. Os documentos disponíveis no Repositório Institucional UNESPAR são de propriedade e responsabilidade de seus autores, conforme a legislação que rege o direito autoral no país (Lei nº 9.610, de 19.02.98). Os documentos digitais que integram as coleções podem conter texto, imagem, vídeo e áudio, e são, em sua maioria, de acesso livre. Em alguns casos, o acesso é restrito à comunidade da UNESPAR:

Teses e Dissertações

As dissertações defendidas na Unespar a partir de 2019 serão disponibilizadas gradativamente em nosso acervo digital.

  • Missão: Reunir, registrar, sistematizar e preservar a produção intelectual institucional.
  • Objetivo: Preservar a memória e ampliar a visibilidade institucional.
  • Documentos Disponíveis: Focará toda e qualquer produção intelectual dos servidores, avaliada por pares.
  • Benefícios: Facilitar acesso a toda e qualquer produção intelectual institucional.
 

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Submissões Recentes

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Memória, Patrimônio e História Pública: A Criação da Sala Memorial Sigismundo Gdaniec em Quedas do Iguaçu, PR.
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-24) Rodrigues, Janete Alves Ferreira; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; http://lattes.cnpq.br/5764163634717105; Weber, Astor; http://lattes.cnpq.br/8416640847350451; Junior, Jorge Pagliriani; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Santos, José Carlos dos; http://lattes.cnpq.br/8774702624197992
A presente dissertação, inserida no campo da História Pública, tem como objetivo analisar e operacionalizar a criação da Sala Memorial Sigismundo Gdaniec, no município de Quedas do Iguaçu (PR), como espaço de preservação da memória, valorização do patrimônio cultural e formação cidadã. A pesquisa orienta-se pela seguinte questão: como proteger, organizar e ativar pedagogicamente um acervo escolar de modo a transformá-lo em instrumento de construção da memória coletiva e de participação social? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, com abordagem qualitativa, caráter exploratório e descritivo, que articula revisão bibliográfica, análise documental e práticas de intervenção no contexto escolar. O estudo contextualiza historicamente a formação regional, analisa a trajetória de Sigismundo Gdaniec e examina o papel da escola na produção de memória e identidade. Como resultado, evidencia-se que a criação da Sala Memorial constitui uma prática efetiva de mediação entre conhecimento acadêmico e comunidade, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural e para a ressignificação das memórias locais. Além disso, apresenta-se uma cartilha orientadora para a implementação de espaços memoriais em contextos educativos.
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“Do cavalo à baia, nós não impaia”. Narrativas de Mulheres Vaqueiras nas Festas de Vaquejada na Paraíba – 2024
(Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-04) Pedroza, Eliana Barros; Junior, Jorge Pagliriani; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; http://lattes.cnpq.br/0043050952918248; Junior, Jorge Pagliriani; http://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Pereira, Márcio José; http://lattes.cnpq.br/6428881358629853; Reisdorfer, Thiago; http://lattes.cnpq.br/5658850237898637
A vaquejada, antes uma prática laboral, hoje é vista como uma prática esportiva e de lazer que movimenta a economia e a mídia, especialmente no Nordeste. Enquanto prática, a vaquejada foi por muito tempo espaço masculinizado, ou seja, era incomum ao corpo feminino derrubar um boi na faixa, em pé de igualdade com os homens. Atualmente, este cenário modificou-se, e temos as duplas de vaqueiras na “derrubada do boi”, passando elas a assumir, assim, o ofício de competidoras nas vaquejadas. Este estudo busca compreender a ressignificação das festas de vaquejada na Paraíba, a partir das experiências de quatro vaqueiras que enfrentam os desafios sociais e culturais desse universo. Para tanto, utilizaremos da metodologia da História Oral, da Análise de conteúdo e da Pesquisa-ação, promovendo um diálogo que explore relatos de vida, experiências, fatos e acontecimentos vividos por essas vaqueiras paraibanas. Como também serão consultadas fontes como acervos pessoais e cartazes de vaquejada, com o intuito de compreender os diferentes aspectos de suas experiências pessoais, identidades e memórias relacionadas à vaquejada. Por fim, apresentamos na criação de um flyer colaborativo, fruto da pesquisa-ação, com o objetivo de combater preconceitos, valorizar as vozes femininas e contribuir para uma história pública mais democrática.
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Turismo de base comunitária e impactos ambientais em comunidades tradicionais insulares no Litoral do Paraná
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-16) MACHADO, Ana Paula; ANACLETO, Adilson; http://lattes.cnpq.br/4935834455286413; http://lattes.cnpq.br/0573215039290723; SCHEUER, Luciane; http://lattes.cnpq.br/0510063139083117; NASCIMENTO, Evandro Cardoso do; http://lattes.cnpq.br/1702573831557350
O Turismo de Base Comunitária (TBC) tem sido reconhecido como uma estratégia potencial para promover o desenvolvimento sustentável em territórios tradicionalmente marginalizados ao articular geração de renda, valorização cultural e conservação ambiental. Com um olhar interdisciplinar e o apoio do Design Method Research (DMR), estruturada a partir de 3 etapas metodológicas principais: Revisão sistemática de literatura (RSL) seguindo o protocolo PRISMA com um total de 78 artigos científicos analisados; Levantamento de campo quali-quantitativo, a pesquisa deu voz a 300 moradores por meio de aplicação de questionários semiestruturados de sete comunidades da Baía de Paranaguá (Ilha do Teixeira, Europinha, Eufrasina, Amparo, Piaçaguera, São Miguel e Ponta de Ubá); com oficinas participativas nas quais utilizou-se as ferramentas Swimlane (mapeamento da cadeia produtiva), Value Proposition Canvas (identificação de dores, ganhos e propostas de valor) e a dinâmica prospectiva “Manchetes do Amanhã”. Os dados quantitativos foram tratados através de estatística descritiva e multivariada enquanto o registro das falas e das oficinas foi realizado por uma análise de conteúdo. O estudo revelou que a força do turismo local está nas mãos das mulheres, que representam 76% do protagonismo, e no profundo respeito ambiental dos moradores (85%). Embora a atividade ainda seja pequena e não gere danos à natureza, ela esbarra em carências urgentes: apenas 40% das casas possuem saneamento e 78% das pessoas sofrem com o custo e a precariedade do transporte. Os resultados mostram que o TBC é uma alternativa cheia de esperança, capaz de reconciliar a conservação com a dignidade humana. No entanto, sua consolidação depende de políticas públicas que deixem de ser distantes e passem a fortalecer a autonomia caiçara, garantindo que o progresso não apague a identidade de quem cuida desse território há gerações.
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O Papel do Slow Food no Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-30) FRANÇA, Lidia da Silva; LEMES, Sandro Valdecir Deretti; http://lattes.cnpq.br/1764024633455172; http://lattes.cnpq.br/4926773850057728; MATIAS, Gustavo de Souza; http://lattes.cnpq.br/8658951144881109; WALKOWSKI, Marinês da Conceição; http://lattes.cnpq.br/7717325077742830; GUILHERME, Pablo Damian Borges; http://lattes.cnpq.br/2689507681780757; ARCHANJO, Daniela Resende; http://lattes.cnpq.br/1751171756669408
O movimento slow food e o turismo de base comunitária compartilham princípios relacionados à sustentabilidade, valorização cultural e fortalecimento territorial. O presente estudo teve por objetivo analisar a influência do movimento slow food no desenvolvimento do turismo de base comunitária. Para isso, foram realizados dois estudos complementares: uma revisão sistemática da literatura, utilizando análise bibliométrica e análise de conteúdo, e uma pesquisa empírica desenvolvida em Guaraqueçaba e Pontal do Paraná, por meio de entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise textual com auxílio do software Iramuteq. Os resultados demonstraram que, embora os empreendimentos analisados não possuam vínculo formal com o movimento slow food, adotam práticas alinhadas aos seus princípios, como a valorização de ingredientes locais, o fortalecimento de cadeias curtas de abastecimento, a preservação de saberes tradicionais. Conclui-se que a integração entre alimentação sustentável e turismo comunitário contribui para o desenvolvimento socioambiental dos territórios, fortalecendo a identidade cultural, a geração de renda e a conservação dos recursos locais.
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O valor nacional de Villa-Lobos, segundo Mario Pedrosa
(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-17) ROSA, Vinícius Galant da; EGG, André Acastro; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992; http://lattes.cnpq.br/5267480942380558; POLETTO, Fabio Guilherme; http://lattes.cnpq.br/2097889787004162; GUERIOS, Paulo; http://lattes.cnpq.br/1564546099577691
Mario Pedrosa é até hoje, 45 anos após sua morte, considerado um dos mais importantes críticos de arte do Brasil, no entanto escreveu sobre uma ampla gama de manifestações culturais, como a arquitetura, o teatro, o cinema e a música. Em novembro de 1929, La Revue Musicale, revista francesa de vanguarda, publicou um ensaio de Pedrosa intitulado Villa-Lobos e seu povo: o ponto de vista brasileiro. O foco de investigação escolhido na presente pesquisa foi a maneira como Pedrosa atribui à música de Villa-Lobos o valor nacional. Procurou-se, assim, investigar a juventude intelectual de Pedrosa, sua origem e trajetória social, bem como seus primeiros posicionamentos sobre o debate cultural da época, para compreender quais elementos constituiram sua maneira de abordar a música nacional, especificamente em Villa-Lobos. Cartas, depoimentos de Pedrosa, amigos, familiares e intelectuais modernistas próximos, além de jornais noticiando os eventos culturais da época, foram consultados para tal fim. Autores como Tarcila Formiga e Marcelo Ribeiro Vasconcelos, que analisaram a juventude de Mário de Pedrosa sob uma perspectiva social, ofereceram elementos-chave nesse assunto. As dissertações de Eduardo Jardim de Moraes sobre a filosofia modernista, e de Paulo Guérios sobre a construção social de Villa-Lobos como compositor brasileiro de renome, foram amplamente utilizadas. A formação intelectual cosmopolita de Pedrosa, que integrava referências europeias e elementos do modernismo brasileiro, resulta em um projeto crítico que oscilava entre o universalismo e o nacionalismo. A proximidade com Elsie Houston, Mário de Andrade e intelectuais da Antropofagia marcam um período com maior número de referências à música e à língua brasileira no discurso de Pedrosa, mas não resultam na adesão plena a nenhuma das correntes modernistas. Ainda assim, Pedrosa usa concepções modernistas sobre a nação no seu texto sobre Villa-Lobos, ao defender que a música do compositor é expressão da “alma”, “raça” e “natureza” brasileiras. Pedrosa cita e utiliza amplamente o Ensaio sobre música brasileira de Mário de Andrade para tratar da formação musical brasileira, com foco no aspecto rítmico, e identificá-la na raiz da música de Villa-Lobos. Mário de Andrade, no entanto, não considerava “brasileira” a música de VillaLobos, e sim uma falsificação da música nacional, por utilizar elementos considerados típicos brasileiros para conferir à sua obra, que era antes de tudo inspirada na técnica europeia, um aspecto “exótico” apreciado pelos europeus. De fato, a transposição realizada por VillaLobos de elementos considerados nacionais para os seus Choros sinfônicos é mediada antes de tudo pela técnica orquestral de Stravinsky, mas tanto Villa-Lobos quanto Pedrosa, que se tornaram amigos em Paris, defendem uma suposta orginalidade brasileira dos Choros no ritmo e na forma. O valor nacional na posição de Pedrosa é ao mesmo tempo positivo, pois confere à música de Villa-Lobos um atestado de originalidade, e negativo, pois é reduzido ao signo do “exótico”, “bárbaro” e “primitivo” para conquistar a audiência europeia.