Caminhos para uma História Pública da mulher favelada: compreendendo “Quarto de Despejo” (1960)
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Data
2021-09-23
Autores
Orientadores
Programa
PPGHP
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Editor
Universidade Estadual do Paraná
Resumo
Considerando o cenário atual, onde existe um debate crescente acercada educação institucionalizada ou informal, a presente pesquisa busca identificar aspectos da interface da História Pública, suas práticas e suas reflexões com a literatura. Para tanto, mobilizamos as conceituações de biopoder e de disciplina delineadas nas obras de Michel Foucault. Buscamos compreender, a partir da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, como a biopolítica opera, por meio do racismo de Estado, marginalizando as populações negras e como Carolina Maria de Jesus resiste a esse mecanismo de exclusão e de segregação a partir da experiência da escrita durante todo o período que vive na favela do Canindé. Ademais, procuramos verificar como, a partir da escrita de si, uma prática de História Pública é possibilitada, haja vista ser um campo de pesquisa que promove a validade dos múltiplos discursos produzidos sobre as representações do presente ou do passado sem hierarquizá-los em que pese a necessidade das trocas de experiências que buscam atrelar prática à reflexão teórica/metodológica produzindo conhecimento .Assim, em nossas análises foi possível perceber que Carolina Maria de Jesus, ao mostrar em seu texto como a biopolítica age sobre a população favelada por meio da fome e das insalubres condições que a submete ,acaba exercendo uma prática de História Pública a partir da margem. Além disso, é por meio da literatura que ela resiste ao poder desse espaço biopolítico, uma vez que consegue viver e se deslocar do quarto de despejo, a favelado Canindé, passando a habitar a sala de visitas. Palavras-chave: História Pública. Literatura. Biopoder. Sociedade Disciplinar. Carolina Maria de Jesus.
Descrição
Palavras-chave
História Pública, Literatura, Biopoder; Sociedade Disciplinar; Carolina Maria de Jesus.