Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo - PPG CINEAV
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo - PPG CINEAV por Autor "Brasil, Marcus"
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Item Heloísa Passos e o documentário em primeira pessoa: um estudo dos filmes Construindo Pontes e Eneida(Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-30) Coelho, Fernando Cavazotti; Noronha, Fábio; https://lattes.cnpq.br/8001117846968595; https://lattes.cnpq.br/2201947312309524; Noronha, Fábio; https://lattes.cnpq.br/8001117846968595; Wosniak, Cristiane; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; Brasil, Marcus; https://lattes.cnpq.br/6772709289246483A presente pesquisa tem como objeto de estudo a produção cinematográfica autoral de Heloísa Passos, consagrada cineasta paranaense que lançou seus dois primeiros longas-metragens, os documentários autobiográficos Construindo Pontes em 2017 e Eneida em 2022. O objetivo geral consiste em analisar esses dois filmes a fim de compreender a lógica narrativa interna de suas obras, além de identificar como a diretora representa os aspectos subjetivos com construções poéticas e também articula questões íntimas, familiares, com uma dimensão histórica do país e do lugar social da mulher. Metodologicamente, a pesquisa se inspirou no modelo de análise fílmica desenvolvido por Ismail Xavier, no qual o autor investiga um filme a partir de seus próprios elementos cinematográficos, além de situar a obra diante dos temas abordados e contexto histórico de realização. O princípio de seu método é dividir o filme em blocos narrativos para analisar as características cinematográficas de cada segmento. Quanto ao referencial teórico, a pesquisa fundamenta-se em autores que permitem localizar os filmes de Heloísa na questão de gênero cinematográfico como Fernão Ramos (2008) e Bill Nichols (2005) que se propõem definir o conceito geral de documentário e as diferentes formas de expressão deste gênero. Dentre as formas do documentário em primeira pessoa, também chamado de autobiográfico ou subjetivo, buscou-se fundamentação na pesquisa de Pablo Piedras (2013), Jim Lane (2010) e Gabriel Tonelo (2017), e a autora Catherine Portuges (1988), que articula a relação entre autobiografia e cinema. A cineasta Maya Deren contribui como fundamentação teórica na análise da lógica interna dos filmes de Heloísa, uma vez que os textos da autora contribuíram (e ainda contribuem) para pensar o cinema como linguagem poética. Do estudo da obra de Heloísa Passos concluiu-se que há nela uma unidade enriquecedora entre o gênero documentário autobiográfico, conforme a literatura, e o emprego criativo de recursos poéticos que fomentam a interlocução estética e sensório-emocional com o público.Item Movimento e mediação computacional: processos de criação de um protótipo interativo para a videoinstalação “3/4”(Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-30) Martins, Yuri Azevedo Riesemberg; Noronha, Fábio; https://lattes.cnpq.br/8001117846968595; https://lattes.cnpq.br/1322679253331030; Noronha, Fábio; https://lattes.cnpq.br/8001117846968595; Wosniak, Cristiane; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; Brasil, Marcus; https://lattes.cnpq.br/6772709289246483Esta dissertação traz o processo de criação de uma videodança realizada para fins de uma videoinstalação interativa, fundamentada em experiências prévias com o formato da videodança coreografada para a tela. Seguindo o processo criativo descrito pela autora e pesquisadora Cecilia Almeida Salles, mapeio as etapas e processos da criação de um novo dispositivo (hardware) feito para operar usando código aberto (open source) um programa (software) que permite a manipulação de reprodução imagética em tempo real na videoinstalação. Por meio dessa abordagem, investigo as possibilidades criativas que surgiram na interseção entre dança, audiovisual e interação, contribuindo para expandir os limites da linguagem artística contemporânea que vem a ser debatida por autores como Maira Spanghero, Cristiane Wosniak, Christine Greiner entre outros. Trago registros deste processo por meio de: entrevistas com a equipe realizadora, storyboards, planta-baixa, esquemáticas, vídeo-bastidores, fotografias e escrita reflexiva. Também trago referências históricas que serviram como inspiração para o conceito da obra: Nam June Paik, pela implementação da interatividade entre público e dispositivos; Maya Deren pela manipulação cronológica encontrada em seus filmes; Abel Gance, pela quebra dos paradigmas de projeção com o uso de múltiplas telas; Eija-Liisa Ahtila, pela forma a qual suas obras tornam a audiência de observadores passivo em observadores ativos; Bill Viola, pela exploração da manipulação do tempo na tecnologia do vídeo.