Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática - PRPGEM
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática - PRPGEM por Assunto "Anos iniciais do ensino fundamental"
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Item Desafios no ensino de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental durante a pandemia(Universidade Estadual do Paraná, 2024-06-25) Silva, Tânia da; Estevam, Everton José Goldoni; Pavanello, Regina Maria; https://lattes.cnpq.br/2774964946947107; https://lattes.cnpq.br/7355643831417416; https://lattes.cnpq.br/4354298193152064; Basniak, Maria Ivete; https://lattes.cnpq.br/2309595955795399; Círiaco, Klinger Teodoro; https://lattes.cnpq.br/2947929641568853A presente dissertação integra a linha de pesquisa Conhecimento, Linguagem e Práticas Formativas em Educação Matemática, do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PRPGEM), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), e foi motivada pela pandemia causada pela covid-19, que repercutiu muito na sociedade em geral e, particularmente, no contexto educacional. Na cidade de União da Vitória (PR), campo de realização da presente pesquisa, a situação não foi diferente. Nesse cenário, esta pesquisa objetivou analisar os desafios manifestados por Professores que Ensinam Matemática nos Anos Iniciais (PEMAI) ao relatarem práticas de ensino de matemática, desenvolvidas durante a pandemia da covid-19 (2020-2021). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que contou com dois procedimentos sequenciados para a produção dos dados, sendo: i) um Questionário (Q), respondido por dez PEMAI, que buscou conhecer as estratégias de como as aulas de matemática foram ministradas no Ensino Remoto Emergencial (ERE); as adaptações e estratégias dos conteúdos matemáticos; a devolutiva das atividades aos professores, a interação com os alunos; a aprendizagem dos alunos durante o ERE, bem como com o retorno das aulas presenciais; e ii) um Grupo de Discussão (GD), com três desses PEMAI, que buscou aprofundar e confrontar percepções e indicativos das análises preliminares das respostas aos questionários, focalizando adaptações necessárias; dificuldades e desafios do ensino de matemática nos Anos Iniciais; a flexibilização dos conteúdos matemáticos; estratégia e recursos utilizados pelos professores; os recursos tecnológicos empregados para ensinar matemática; a interação com os estudantes e famílias. Com isso, foi possível identificar os recursos tecnológicos empregados por professores que ensinam matemática no Ensino Fundamental, bem como referidas justificativas condizentes com o uso; analisar dilemas vivenciados pelos professores durante o período pandêmico nas aulas remotas; e, por fim, discutir práticas adotadas pelos professores no período pandêmico e implicações delas decorrentes. Os resultados obtidos apresentaram um ano letivo com muitos desafios, principalmente aos PEMAI, particularmente envolvendo a adaptação de práticas ao contexto remoto, com recorrência a aparelhos de celular com acesso à internet, com demandas para que familiares auxiliassem os estudantes, sendo responsáveis pelas interações com a escola. Os vídeos desempenharam um papel central nas estratégias empregadas pelos PEMAI, tanto com gravações e envios de vídeos orientadores e explicativos quanto pela recorrência de vídeos do YouTube para auxiliar os próprios professores e para complementar e ampliar explicações e orientações relacionadas a conteúdos matemáticos. As avaliações e identificações de avanços na aprendizagem matemática foram comprometidas, com indicativos de que o ensino foi situado mais em revisões de conteúdo. Os professores, enfrentando dificuldades diversas, precisaram se readaptar e aprender a utilizar seus próprios aparelhos tecnológicos, bem como os que a escola disponibilizou para uso coletivo com os estudantes. Assim, o estudo evidenciou diversas dificuldades aos professores, estudantes e familiares com o contexto pandêmico, sinalizando um legado que levará tempo para ser tratado no que diz respeito ao ensino de matemática, mas que sinaliza possibilidades encontradas pelos PEMAI e algumas novas compreensões, por exemplo, em relação ao conhecimento e aprimoramento quanto ao uso das tecnologias, ao entender que ela não substitui a presença física do professor e a questão da valorização da saúde mental.Item Sentidos que docentes que ensinam matemática nos anos iniciais do ensino fundamental atribuem à matemática que aprenderam e ensinam(Universidade Estadual do Paraná, 2023-12-12) Silva, Ediane Simplício da; Hermann, Wellington; https://lattes.cnpq.br/4145451948476905; https://lattes.cnpq.br/7935890292328953; Ceolim, Amauri Jersi; https://lattes.cnpq.br/9441960693153567; Passos, Marinez Meneghello; https://lattes.cnpq.br/3275252597631249Esta é pesquisa teve como objetivo apresentar sentidos que 8 (oito) docentes que ensinavam Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam. Para contemplar o objetivo, um roteiro de entrevista foi elaborado, com base na articulação entre os aportes teóricos da noção de relação com o saber e a formação docente. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas e posteriormente transcritas. O material textual composto pelas transcrições formou o corpus da pesquisa, que foi analisado à luz da Análise Textual Discursiva. Primeiramente, as dimensões epistêmica, pessoal e social da relação com o saber foram assumidas como categorias a priori no movimento de desconstrução do corpus. Na sequência, subcategorias emergiram, quando convergências dialéticas foram estabelecidas entre os excertos de cada categoria. Da categoria dimensão epistêmica, emergiram 6 (seis) subcategorias: Facilidade ou dificuldade em adquirir saberes, Estratégias utilizadas para aprender Matemática, Momentos da formação em que apresentaram facilidade ou dificuldade para aprender Matemática, Exemplos de aplicação da Matemática, O outro mais experiente e aprendizagem da Matemática e Motivos para aprender ou não aprender Matemática. Da categoria dimensão pessoal, emergiram 4 (quatro) subcategorias: Afinidade ou falta de afinidade com determinado conteúdo ou saber, O outro mais experiente e a afinidade ou falta de afinidade com a Matemática, Sentimentos sobre o aprendizado da Matemática e Autoafirmação quanto à aprendizagem da Matemática. Da categoria dimensão social, emergiram 6 (seis) subcategorias: Compreensões sobre o que é Matemática, Desempenho em Matemática, Juízos sobre as aulas de Matemática, A importância de aprender Matemática, Juízos sobre os professores que ensinaram Matemática e A Matemática e outros saberes. Para identificarmos os sentidos atribuídos pelos participantes da pesquisa à Matemática que aprenderam e ensinam, buscamos identificar convergências dialéticas entre as subcategorias emergentes para constituirmos os seus núcleos. Por fim, utilizando os núcleos de sentidos da retroalimentação negativa e da retroalimentação positiva como teses parciais, constituímos metatextos na forma da recontagem das histórias de relação das 8 (oito) participantes com a Matemática que aprenderam e ensinam, organizando-as segundo períodos de suas vidas relacionados às formações que elas relataram em seus depoimentos: Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Anos Finais do Ensino Fundamental; Ensino Médio; Formação inicial e Formação continuada. Assim, a partir da recontagem das histórias de relação com a Matemática das participantes desta pesquisa, elencamos um rol de sentidos que elas atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam: É difícil aprender Matemática; O aprendizado da Matemática pode ser efetivado, quando necessário, por meio da ajuda do outro, na figura dos docentes, colegas de classe, familiares e materiais disponíveis na internet; A Matemática é importante para o desenvolvimento da sociedade; Aprender Matemática é necessário para solucionar situações vivenciadas pelo sujeito no dia a dia; Para que haja aprendizado de Matemática, é necessário que ela seja ensinada de forma contextualizada; A dificuldade ou facilidade para aprender Matemática pode estar relacionada aos sentimentos que o outro mais experiente desperta no estudante; A falta de afinidade ou dificuldade com a Matemática pode refletir na trajetória profissional do sujeito; A atribuição de importância à Matemática pode depender do apontamento do outro mais experiente; A Matemática é exata, ou seja, não admite erros e é precisa; Só há uma solução para uma situação-problema, mas há diversos caminhos para alcançá-la; A Matemática torna-se mais complexa ao longo da Educação Básica.