Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais - PPGAV
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais - PPGAV por Assunto "Arte contemporânea"
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Item Artificação incomum: a legitimação de Arthur Bispo do Rosário na arte contemporânea(Universidade Estadual do Paraná, 2026-06-15) Duleba, Maria Vitória Miron; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; https://lattes.cnpq.br/5236579577186533; Silva, Anderson Bogéa da; https://lattes.cnpq.br/5690969862394264; Nunes, Fabricio Vaz; https://lattes.cnpq.br/9474013624820606A presente dissertação analisa o processo de legitimação de Arthur Bispo do Rosário como artista contemporâneo no campo institucionalizado de arte. A pesquisa visa compreender os discursos, rótulos e agentes do campo da arte que reforçam ou não a classificação de Bispo como artista, analisando-o para além de categorias como artista “incomum” ou “marginal”. A pesquisa também aborda de que forma agentes do campo artístico e da mídia justificam rótulos e comparações que legitimam Bispo enquanto artista. São trabalhados os conceitos-chave relacionados à definição de arte formulada pela filosofia analítica, bem como a teoria semântica da arte e o conceito de “mundo da arte” de Arthur Danto (2005). Também se mobilizam o conceito de artificação, formulado por Nathalie Heinich e Roberta Shapiro (2013), e a teoria antropológica de Alfred Gell, especialmente o conceito de “agência”. Aborda-se tais temas a partir da interpretação de documentos, dissertações, notícias de jornal, críticas, catálogos expositivos, obras biográficas, sites e arquivos de mídias digitais relacionados a produção, exposição e recepção das obras de Bispo entre 1982 e 2000, além da análise de sua relação com os movimentos de Art Brut, a Arte Incomum e Arte Povera. Como resultado da pesquisa, percebese que há diferentes momentos e perspectivas de agência e paciência na vida e na obra de Bispo. Além disso, seu caso é compreendido como um processo contínuo de artificação, sustentado por duas formas principais de legitimação: uma baseada em um conceito aberto de arte e nas “semelhanças de família”; outra fundamentada em uma justificativa contextual e histórica vinculada à teoria semântica da arte de Danto (2005).Item As coisas que escapam(Universidade Estadual do Paraná, 2026-06-16) Urban, Luiza Brandão; Jordão, Fabrícia Cabral de Lira; https://lattes.cnpq.br/4427001804420545; https://lattes.cnpq.br/7639580726762048; Pereira, Maria de Fatima Junqueira; https://lattes.cnpq.br/2131412997618053; Honesko, Vinícius Nicastro; https://lattes.cnpq.br/5914976503033601“Coisa mantém o mistério. Não me determina em absolutamente nada além de que existo”. Por meio de procedimentos poético-conceituais, a pesquisa investiga materialidades e a reorientação de usos a partir do deslocamento das coisas do mundo de suas funções originais. Para isso, organiza-se em três linhas do tempo. A primeira é um fluxo de consciência, na qual registro a hesitação, as interrupções e os procedimentos adotados. A segunda é uma interlocução com outras vozes, como a de Jonathan Crary e a do filósofo italiano Giorgio Agamben, que, a partir de Walter Benjamin, analisa criticamente o capitalismo e propõe a profanação como tarefa. E com outros fazeres, como das artistas brasileiras Erika Verzutti (1971-) e Fernanda Gomes (1960-), que expandem o debate. Enquanto a terceira linha é constituída pela voz das coisas se apresentando através de ações e qualidades. A articulação entre essas três camadas enunciativas e fragmentárias delineia a experiência de viver na sociedade capitalista e reflete, como propõe Agamben (2007), sobre novos usos.Item Pintura em atrito: o corpo como ruído, vestígio e espessura(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-15) Lavalle Filho, Luiz; Weidle, Carina Maria; https://lattes.cnpq.br/6548636842227816; https://lattes.cnpq.br/4301387841215287; Torres, Renato; https://lattes.cnpq.br/2084327125379221; Camargo, Geraldo Leão Veiga de; https://lattes.cnpq.br/6521856627606695Esta dissertação investiga minha produção artística como um processo em constante transformação, a partir da problematização da imagem enquanto um vestígio e da corporeidade da pintura. A pesquisa busca compreender como práticas híbridas e experimentações com diferentes materiais podem articular memória, camadas e ruídos, usando como metodologia a pesquisa em artes visuais de Sandra Rey. O método de Rey propõe que a experimentação e os processos de criação indicam e definem caminhos na produção em arte. Nesse contexto, o artista assume simultaneamente a posição de artista e pesquisador, analisando os resultados de sua própria prática e relacionando os trabalhos produzidos com questões teóricas e reflexivas. Nesse contexto, procuro evidenciar a pintura como um ser autônomo que interage com diferentes linguagens, pensada de forma expandida. O estudo fundamenta-se na reflexão teórica de autores como Hans Belting e Georges Didi-Huberman. A produção analisada abrange as séries mais recentes da minha produção desenvolvidas durante o programa, como Manto, Sombras Escuras e Sombras Iluminadas, nas quais a pintura se transforma gradualmente em objeto tridimensional, incorporando diferentes materialidades, luminescência e formatos variados.Item Tempo vegetal(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-23) Andrade, Vania Maria da Silva; Torres, Renato; https://lattes.cnpq.br/2084327125379221; https://lattes.cnpq.br/6064986407051145; Panek, Bernadette Maria; https://lattes.cnpq.br/2896459468286953; Favero, Sandra Maria Correia; https://lattes.cnpq.br/1656023214349642A presente dissertação investiga o processo criativo em Artes Visuais, a partir de reflexões sobre o tempo cronológico, considerando ações como a observação, a coleta e a impressão de elementos vegetais. A pesquisa articula reflexão teórica e prática artística, tendo a gravura contemporânea como campo de experimentação em diálogo com a natureza. No ateliê, foram exploradas técnicas de gravura em metal, monotipia e cerâmica gravada, relacionando acaso, materialidade e a ação do tempo nos processos técnicos. A prática se relaciona ao referencial teórico, fundamentando-se em discussões sobre arte, natureza e técnica, tendo como principais referências artísticas os artistas Carlos Vergara e Luiz Zerbini. Gastón Bachelard e Georges Didi-Huberman são abordados numa visão filosófica sobre a gravura. Cecília Almeida Salles contribui para pensar sobre os processos de criação e a discussão sobre tempo, dialogando com os escritos de Yu-Fu Tuan. Sandra Rey, ao tratar da metodologia de pesquisa, estabelece conexões entre teoria e prática, além de sugerir referenciais interdisciplinares. Nesse sentido, Ailton Krenak e Peter Wohlleben contribuíram com abordagens variadas sobre a natureza vegetal. Decorrente de articulações complexas, a pesquisa evidencia como o tempo atua tanto na transformação dos elementos naturais quanto na ação da artista, influenciando escolhas técnicas, resultados gráficos e desdobramentos poéticos. A partir do desenvolvimento desta investigação, a produção artística ampliou-se, deslocando a gravura de seus suportes tradicionais, propondo novas formas de expressão, tais como objetos tridimensionais. Conclui-se que o diálogo entre tempo, elementos vegetais e gravura possibilita uma prática artística mais atenta aos processos, à impermanência e às marcas deixadas pela natureza, contribuindo para reflexões contemporâneas sobre arte e materialidade.