AS COISAS QUE ESCAPAM

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Data
2026-06-16
Programa
PPGAV
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Editor
Universidade Estadual do Paraná
Resumo
“Coisa mantém o mistério. Não me determina em absolutamente nada além de que existo”. Por meio de procedimentos poético-conceituais, a pesquisa investiga materialidades e a reorientação de usos a partir do deslocamento das coisas do mundo de suas funções originais. Para isso, organiza-se em três linhas do tempo. A primeira é um fluxo de consciência, na qual registro a hesitação, as interrupções e os procedimentos adotados. A segunda é uma interlocução com outras vozes, como a de Jonathan Crary e a do filósofo italiano Giorgio Agamben, que, a partir de Walter Benjamin, analisa criticamente o capitalismo e propõe a profanação como tarefa. E com outros fazeres, como das artistas brasileiras Erika Verzutti (1971-) e Fernanda Gomes (1960-), que expandem o debate. Enquanto a terceira linha é constituída pela voz das coisas se apresentando através de ações e qualidades. A articulação entre essas três camadas enunciativas e fragmentárias delineia a experiência de viver na sociedade capitalista e reflete, como propõe Agamben (2007), sobre novos usos.
Abstract
“Thing keeps its mystery. It doesn’t determine me in absolutely nothing besides that I exist”. Through poetic-conceptual procedures, the research investigates materialities and the reorientation of uses arising from the displacement of things in the world from their original functions. To this end, it is organized into three timelines. The first is a stream of consciousness, in which hesitation, interruptions, and adopted procedures are recorded. The second is an interlocution with other voices, such as Jonathan Crary and the Italian philosopher Giorgio Agamben, who, drawing on Walter Benjamin, critically analyzes capitalism and proposes profanation as a task. Alongside this, Brazilian artists such as Erika Verzutti (1971-) and Fernanda Gomes (1960-) who expand the debate. While the third timeline is constituted by the voice of things presenting themselves through actions and qualities. The articulation between these three enunciative and fragmentary layers outlines the experience of living in capitalist society and reflects, as Agamben (2007) proposes, on new uses.
Palavras-chave
capitalismo, arte contemporânea, tempo
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