Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESPAR
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As primeiras dissertações de mestrado foram defendidas na UNESPAR em 2015. Desde então, cada Programa de Pós-Graduação vinha hospedando os trabalhos em seu próprio site. Chegou a hora de a UNESPAR centralizar e coordenar a produção acadêmica dos Programas neste espaço. A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESPAR permite acesso coordenado e centralizado a essa produção, com mecanismos de busca e dados organizados. Em breve os trabalhos estarão acessíveis. No momento, o conteúdo eventualmente encontrado nesta página está disponível em caráter de teste.
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Navegando Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESPAR por Autor "Agostinho, Yuri Manuel Francisco"
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Item Ensino antirracista: Diálogos entre história e literatura como caminho para rememorações estudantis.(Universidade Estadual do Paraná, 2025-12-11) Cardoso, Yuri Juan de Oliveira; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/4958735032807223; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Agostinho, Yuri Manuel Francisco; http://lattes.cnpq.br/9011058537644661A inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos da Educação básica é uma realidade promulgada pelas leis 10.639, de 2003 e 11.645 de 2008, ao mesmo tempo que ainda é invisibilizada pelo racismo institucional e estrutural que ecoa no país. A fim de promover uma formação articulada que possibilita, dentre outras questões, a afirmação de uma identidade étnica e/ou cultural plural, a presente pesquisa parte da necessidade de trazer o estudo das questões étnico-raciais para o ensino de história por meio de uma proposta interdisciplinar que coloque em diálogo História e Literatura, pelo viés da perspectiva decolonial. É com base no aporte teórico-metodológico do filósofo Walter Benjamin (1985) que essa proposta surge, utilizando da literatura enquanto uma alegoria que interpela as memórias dos estudantes em práticas de rememoração sobre as suas experiências vividas na luta contra o racismo em relação aos povos afro-brasileiros em nossa sociedade. Para colocar em ação a pesquisa foram realizadas oficinas com estudantes do ensino médio, no Instituto Federal, na cidade de Balneário Camboriú, no ano de 2025. Os estudantes produziram narrativas orais, escritas, iconográficas e poéticas como forma de construir uma história a contrapelo às práticas de racismo estrutural em nosso país e como um ato político de (trans)formação social.Item Miguel Nekaka: Suas marcas (in)visibilizadas na história pública do povo Kongo(Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-13) Vicente, Mpambani Matundu; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/7953708291090213; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Agostinho, Yuri Manuel Francisco; http://lattes.cnpq.br/9011058537644661; Massanga, Joaquim Paka; http://lattes.cnpq.br/0443265427453346; Paim, Elison Antonio; http://lattes.cnpq.br/8695520812750828Esta dissertação tem como objetivo acolher as narrativas das autoridades tradicionais e do ancião, por meio da tradição oral, sobre a memória de Miguel Nekaka, no sentido de compreender as suas as marcas (in)visibilizadas e o seu contributo na formação da consciência revolucionária kongo na luta contra o colonialismo. A pesquisa surge como resultado dos diálogos nas rodas de conversas com a minha mãe, das minhas indignações sobre os heróis do 4 de fevereiro que nunca serão esquecidos, da modernidade capitalista que vem causando crise na tradição oral, o declínio da narrativa e da partilha de experiência em Mbanza Kongo, e do silenciamento/esquecimento, seja ele intencional ou não, das figuras históricas angolanas da primeira dimensão. A nossa pesquisa insere-se no campo da História Pública, destacando a sua primeira dimensão história com o público, onde buscamos ouvir atentamente os protagonistas (autoridades tradicionais e do ancião) e recolher suas narrativas sobre a memória de Miguel Nekaka, desenvolvendo uma relação dialógica e a partir do viés da autoridade compartilhada (Frish, 2016). A dimensão histórica com o público, nesta pesquisa, é relacionada com a dimensão história para o público com o propósito de produzir um material didático que alcance públicos mais amplos (acadêmicos e não acadêmicos) de Mbanza Kongo, em particular, e de Angola, em geral. Para o desenvolvimento do coro teórico-metodológico, buscou-se suporte em Walter Benjamin (1985) que, através das práticas de rememoração, acolho narrativas e memórias dos protagonistas de pesquisa sobre a memória de Miguel Nekaka. Para o desenvolvimento da pesquisa, trabalhamos com as narrativas de autoridades tradicionais e ancião (nossas fontes primárias) e as literaturas (fontes secundárias). As narrativas de autoridades tradicionais e ancião trazem consigo outras versões de histórias ainda desconhecidas ou que muitas vezes incorrem nos perigos da “história única”, aquela a qual nos alerta Chimamanda Adichie (2019). Ao mesmo tempo, penso que resistir às narrativas, que pouco falam ou trazem de Mbanza Kongo, é um exercício que a contrapelo pode trazer outros atores, personagens e versões de uma Angola mais próxima da diversidade e da pluralidade que contempla.