Ensino antirracista: Diálogos entre história e literatura como caminho para rememorações estudantis.
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Data
2025-12-11
Autores
Orientadores
Programa
ProfHistória
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Editor
Universidade Estadual do Paraná
Resumo
A inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos da Educação básica é uma realidade promulgada pelas leis 10.639, de 2003 e 11.645 de 2008, ao mesmo tempo que ainda é invisibilizada pelo racismo institucional e estrutural que ecoa no país. A fim de promover uma formação articulada que possibilita, dentre outras questões, a afirmação de uma identidade étnica e/ou cultural plural, a presente pesquisa parte da necessidade de trazer o estudo das questões étnico-raciais para o ensino de história por meio de uma proposta interdisciplinar que coloque em diálogo História e Literatura, pelo viés da perspectiva decolonial. É com base no aporte teórico-metodológico do filósofo Walter Benjamin (1985) que essa proposta surge, utilizando da literatura enquanto uma alegoria que interpela as memórias dos estudantes em práticas de rememoração sobre as suas experiências vividas na luta contra o racismo em relação aos povos afro-brasileiros em nossa sociedade. Para colocar em ação a pesquisa foram realizadas oficinas com estudantes do ensino médio, no Instituto Federal, na cidade de Balneário Camboriú, no ano de 2025. Os estudantes produziram narrativas orais, escritas, iconográficas e poéticas como forma de construir uma história a contrapelo às práticas de racismo estrutural em nosso país e como um ato político de (trans)formação social.
Descrição
reality mandated by Laws 10.639/2003 and 11.645/2008, while still being rendered invisible by the institutional and structural racism that echoes throughout the country. In order to promote an articulated educational formation that enables, among other aspects, the affirmation of a plural ethnic and/or cultural identity, this research stems from the need to bring the study of ethnic-racial issues into the teaching of history through an interdisciplinary proposal that places History and Literature in dialogue from a decolonial perspective. Based on the theoretical-methodological contributions of the philosopher Walter Benjamin (1985), this proposal emerges by using literature as an allegory that interrogates students’ memories through practices of remembrance and invites the production of oral, written, and iconographic narratives about their lived experiences in the struggle against racism in our society. This research examines racism against Afro-Brazilian people in our society. To put this research into action, workshops were held with high school students at the Federal Institute in the city of Balneário Camboriú in 2025. The students produced oral, written, iconographic, and poetic narratives as a way to construct a history that counters the practices of structural racism in our country and as a political act of social (trans)formation.
A inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos da Educação básica é uma realidade promulgada pelas leis 10.639, de 2003 e 11.645 de 2008, ao mesmo tempo que ainda é invisibilizada pelo racismo institucional e estrutural que ecoa no país. A fim de promover uma formação articulada que possibilita, dentre outras questões, a afirmação de uma identidade étnica e/ou cultural plural, a presente pesquisa parte da necessidade de trazer o estudo das questões étnico-raciais para o ensino de história por meio de uma proposta interdisciplinar que coloque em diálogo História e Literatura, pelo viés da perspectiva decolonial. É com base no aporte teórico-metodológico do filósofo Walter Benjamin (1985) que essa proposta surge, utilizando da literatura enquanto uma alegoria que interpela as memórias dos estudantes em práticas de rememoração sobre as suas experiências vividas na luta contra o racismo em relação aos povos afro-brasileiros em nossa sociedade. Para colocar em ação a pesquisa foram realizadas oficinas com estudantes do ensino médio, no Instituto Federal, na cidade de Balneário Camboriú, no ano de 2025. Os estudantes produziram narrativas orais, escritas, iconográficas e poéticas como forma de construir uma história a contrapelo às práticas de racismo estrutural em nosso país e como um ato político de (trans)formação social.
A inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos da Educação básica é uma realidade promulgada pelas leis 10.639, de 2003 e 11.645 de 2008, ao mesmo tempo que ainda é invisibilizada pelo racismo institucional e estrutural que ecoa no país. A fim de promover uma formação articulada que possibilita, dentre outras questões, a afirmação de uma identidade étnica e/ou cultural plural, a presente pesquisa parte da necessidade de trazer o estudo das questões étnico-raciais para o ensino de história por meio de uma proposta interdisciplinar que coloque em diálogo História e Literatura, pelo viés da perspectiva decolonial. É com base no aporte teórico-metodológico do filósofo Walter Benjamin (1985) que essa proposta surge, utilizando da literatura enquanto uma alegoria que interpela as memórias dos estudantes em práticas de rememoração sobre as suas experiências vividas na luta contra o racismo em relação aos povos afro-brasileiros em nossa sociedade. Para colocar em ação a pesquisa foram realizadas oficinas com estudantes do ensino médio, no Instituto Federal, na cidade de Balneário Camboriú, no ano de 2025. Os estudantes produziram narrativas orais, escritas, iconográficas e poéticas como forma de construir uma história a contrapelo às práticas de racismo estrutural em nosso país e como um ato político de (trans)formação social.
Palavras-chave
Ensino de História, Ensino étnico-racial, Literatura de autoria negra, Mônadas, Memória.