Percepção da autoeficácia e autorregulação dos estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação em música da Unespar

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Data
2026-07-09
Programa
PPGMUS
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Editor
Universidade Estadual do Paraná

Resumo (Português)

As crenças de autoeficácia e a autorregulação da aprendizagem têm sido amplamente investigadas em diversas áreas do conhecimento, especialmente nos campos da educação e da psicologia. Entretanto, ainda são escassos os estudos que abordam esses construtos no contexto da aprendizagem musical no ensino superior brasileiro. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo comparar as percepções de autoeficácia e autorregulação dos estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação em Música da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Trata-se de uma pesquisa quantitativa, comparativa e de delineamento transversal. Participaram do estudo 82 estudantes dos cursos de graduação em Música da UNESPAR, sendo 41 ingressantes e 41 concluintes. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico, da Escala de Autoeficácia na Formação Superior (AEFS) e da Escala de Autorregulação Acadêmica (EAA). Inicialmente, foram realizadas análises descritivas dos dados. Em seguida, a normalidade dos escores foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Como os dados não apresentaram distribuição normal, utilizou-se o teste U de Mann-Whitney para a comparação entre os grupos, adotando-se nível de significância de 5% (α = 0,05). Os resultados indicaram que não houve diferenças estatisticamente significativas entre estudantes ingressantes e concluintes em relação aos escores de autoeficácia e autorregulação da aprendizagem (p > 0,05). De modo geral, os participantes apresentaram percepções semelhantes quanto às suas capacidades acadêmicas e às estratégias utilizadas para planejar, monitorar e regular a própria aprendizagem. Conclui-se que o momento da graduação não influenciou significativamente os níveis de autoeficácia e autorregulação dos estudantes investigados. Os resultados sugerem que esses construtos podem estar relacionados a fatores anteriores ao ingresso no ensino superior, como experiências musicais prévias e hábitos de estudo já consolidados. Os achados contribuem para a ampliação das discussões sobre a aprendizagem musical no ensino superior e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que favoreçam a autonomia, a motivação e a confiança dos estudantes em sua formação acadêmica e artística.

Abstract (English)

Self-efficacy beliefs and self-regulated learning have been widely investigated in several fields of knowledge, especially in the areas of education and psychology. However, studies addressing these constructs in the context of musical learning in Brazilian higher education remain scarce. In this context, the present study aimed to compare the perceptions of self-efficacy and self-regulated learning among first-year and final-year undergraduate music students at the State University of Paraná (UNESPAR). This study adopted a quantitative, comparative, and cross-sectional design. The sample consisted of 82 undergraduate music students enrolled at UNESPAR, including 41 first-year students and 41 final-year students. Data were collected through a sociodemographic questionnaire, the Higher Education Self-Efficacy Scale (AEFS), and the Academic Self-Regulation Scale (EAA). Descriptive statistical analyses were initially conducted. Subsequently, score normality was assessed using the Shapiro-Wilk test. Since the data did not present a normal distribution, the Mann-Whitney U test was used to compare the groups, adopting a significance level of 5% (α = 0.05). The results indicated no statistically significant differences between first-year and final-year students regarding selfefficacy and self-regulated learning scores (p > 0.05). Overall, participants showed similar perceptions concerning their academic capabilities and the strategies used to plan, monitor, and regulate their own learning. It was concluded that the stage of undergraduate education did not significantly influence the levels of self-efficacy and self-regulated learning among the students investigated. The findings suggest that these constructs may be associated with factors preceding entry into higher education, such as previous musical experiences and already established study habits. The results contribute to expanding discussions on musical learning in higher education and to the development of pedagogical practices that foster students’ autonomy, motivation, and confidence in their academic and artistic training.
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