História Pública e Literatura: As Representações Acerca dos Bandeirantes e da Sociedade Colonial Brasileira nos Romances da Coleção Saraiva entre (1948-1961)
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Data
2024-12-18
Autores
Orientadores
Programa
PPGHP
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Editor
Universidade Estadual do Paraná
Resumo
O presente trabalho teve por objetivo discutir os usos da literatura de cunho histórico na divulgação de representações sobre os bandeirantes e sobre a sociedade colonial brasileira, a partir da análise dos romances da Coleção Saraiva, Borba Gato (1955) e Gigante de Botas (1961). Nesse sentido, busquei problematizar a literatura como meio de difusão do conhecimento histórico e de suas representações para o grande público, em uma época em que a mídia impressa se constituía como a principal forma de disseminação de informação e conhecimento no Brasil. Sobretudo, procurei debater sobre a construção da figura do bandeirante enquanto herói, partindo da premissa de que, embora tenha sido a historiografia oficial cunhou a figura mítica do bandeirante, foram os livros didáticos e, em especial, a literatura romanesca os grandes responsáveis por sua popularização. Logo, tais obras contribuíram, tanto politicamente quanto ideologicamente, para com uma determinada elite, uma vez que compactuou com a historiografia subordinada a tal força da época. Para o desenvolvimento deste estudo, adorei como referencial teórico-metodológico os pressupostos da Nova História Cultural, em especial os aportes do historiador francês Roger Chartier, por meio dos conceitos de representação e apropriação, assim como da historiografia que discute o período colonial e a História Pública.
Descrição
This study aimed to discuss the uses of historical literature in disseminating representations of the bandeirantes and Brazilian colonial society, based on the analysis of two novels from the Coleção Saraiva — Borba Gato (1955) and Gigante de Botas (1961). In this regard, I sought to problematize literature as a means of disseminating historical knowledge and its representations to the general public at a time when print media was the primary vehicle for the dissemination of information and knowledge in Brazil. Above all, I intended to reflect on the construction of the bandeirante figure as a hero, starting from the premise that, although it was official historiography that shaped the mythical image of the bandeirante, it was the school textbooks and, especially, historical novels that played a key role in popularizing this figure. Thus, such works contributed both politically and ideologically to the interests of a particular elite, as they aligned themselves with a historiography subordinated to the dominant forces of that period. For the development of this study, I adopted as a theoretical-methodological framework the principles of the New Cultural History, particularly the contributions of French historian Roger Chartier, through the concepts of representation and appropriation, as well as historiographical studies concerning the colonial period and Public History.
O presente trabalho teve por objetivo discutir os usos da literatura de cunho histórico na divulgação de representações sobre os bandeirantes e sobre a sociedade colonial brasileira, a partir da análise dos romances da Coleção Saraiva, Borba Gato (1955) e Gigante de Botas (1961). Nesse sentido, busquei problematizar a literatura como meio de difusão do conhecimento histórico e de suas representações para o grande público, em uma época em que a mídia impressa se constituía como a principal forma de disseminação de informação e conhecimento no Brasil. Sobretudo, procurei debater sobre a construção da figura do bandeirante enquanto herói, partindo da premissa de que, embora tenha sido a historiografia oficial cunhou a figura mítica do bandeirante, foram os livros didáticos e, em especial, a literatura romanesca os grandes responsáveis por sua popularização. Logo, tais obras contribuíram, tanto politicamente quanto ideologicamente, para com uma determinada elite, uma vez que compactuou com a historiografia subordinada a tal força da época. Para o desenvolvimento deste estudo, adorei como referencial teórico-metodológico os pressupostos da Nova História Cultural, em especial os aportes do historiador francês Roger Chartier, por meio dos conceitos de representação e apropriação, assim como da historiografia que discute o período colonial e a História Pública.
O presente trabalho teve por objetivo discutir os usos da literatura de cunho histórico na divulgação de representações sobre os bandeirantes e sobre a sociedade colonial brasileira, a partir da análise dos romances da Coleção Saraiva, Borba Gato (1955) e Gigante de Botas (1961). Nesse sentido, busquei problematizar a literatura como meio de difusão do conhecimento histórico e de suas representações para o grande público, em uma época em que a mídia impressa se constituía como a principal forma de disseminação de informação e conhecimento no Brasil. Sobretudo, procurei debater sobre a construção da figura do bandeirante enquanto herói, partindo da premissa de que, embora tenha sido a historiografia oficial cunhou a figura mítica do bandeirante, foram os livros didáticos e, em especial, a literatura romanesca os grandes responsáveis por sua popularização. Logo, tais obras contribuíram, tanto politicamente quanto ideologicamente, para com uma determinada elite, uma vez que compactuou com a historiografia subordinada a tal força da época. Para o desenvolvimento deste estudo, adorei como referencial teórico-metodológico os pressupostos da Nova História Cultural, em especial os aportes do historiador francês Roger Chartier, por meio dos conceitos de representação e apropriação, assim como da historiografia que discute o período colonial e a História Pública.
Palavras-chave
Literatura. História Pública. Bandeirantes.