Navegando por browse.metadata.advisor "Marques, Maria Inez Barboza"
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Item Divisão sexual e racial do trabalho na atenção primária à saúde do município de Maringá/PR(Universidade Estadual do Paraná, 2026-05-18) Silveira, Lívia Maria; Marques, Maria Inez Barboza; Maciel, Fred; https://orcid.org/0000-0001-5324-5157; http://lattes.cnpq.br/8902937834731785; https://orcid.org/0000-0002-2427-7739; http://lattes.cnpq.br/9764032951283311; https://orcid.org/0000-0002-8426-6505; http://lattes.cnpq.br/9475118816331461; Navasconi, Paulo Vitor Palma; https://orcid.org/0000-0002-6330-5835; http://lattes.cnpq.br/7060069395317781; Coqueiro, Wilma dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6271-4744; http://lattes.cnpq.br/0153461918591041Esta dissertação insere-se no campo das discussões sobre o trabalho de cuidado, historicamente invisibilizado e desvalorizado por estar associado às construções socioculturais que vinculam o cuidado ao feminino. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), universo desta pesquisa, o trabalho de cuidado assume contornos complexos, constituindo-se a partir de múltiplas dimensões — físicas, relacionais, psicológicas, emocionais, assistenciais, educativas, afetivas e territoriais — que extrapolam os limites formais das atribuições institucionais. Inserida na área de concentração Sociedade e Desenvolvimento, a pesquisa tem como objeto o cuidado exercido pelas(os) profissionais atuantes na APS do município de Maringá/PR. A investigação adota uma perspectiva interdisciplinar, mobilizando as categorias analíticas da divisão sexual e racial do trabalho e da interseccionalidade, o que possibilita compreender os atravessamentos de gênero, raça/etnia e classe social na relação das(os) trabalhadoras(es) com o exercício do cuidado. O presente estudo foi desenvolvido na área de concentração Sociedade e Desenvolvimento, na linha de pesquisa Formação Humana, Processos Socioculturais e Instituições", estando vinculado ao projeto de pesquisa da orientadora, intitulado “Reflexões sobre as expressões de opressão patriarcal e da exploração capitalista”, ao qual se articula teórica e metodologicamente. O objetivo geral consiste em compreender as consequências da responsabilização pelo exercício do cuidado, no contexto da divisão sexual e racial do trabalho, a partir da perspectiva das(os) profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do município de Maringá/PR, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Como objetivos específicos buscamos: refletir sobre o conceito de cuidado, a partir da relação com a construção sociocultural do gênero feminino; analisar o conceito e a prática da divisão sexual e racial do trabalho no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS); compreender as várias dimensões do exercício do cuidado, a partir da interseccionalidade de gênero, raça/etnia e classe social, na perspectiva dos(as) profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS); e, refletir, a partir dos dados qualitativos, sobre as variáveis que afetam a vida das(os) profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do município de Maringá/PR. A pesquisa é de caráter qualitativo, fundamentada em levantamento bibliográfico, análise de documentos públicos e realização de entrevistas semiestruturadas com profissionais da APS. Para a análise dos dados, as informações foram organizadas em dois blocos: perfil das(os) participantes e resultados das questões subjetivas, sendo estes últimos analisados a partir de dois eixos: a naturalização do cuidado: gênero, família e responsabilização; e o cuidado como trabalho na APS: sentidos e consequências na experiência das(os) profissionais. Os resultados evidenciam que a responsabilização das mulheres pelo cuidado, articulando o espaço doméstico e profissional, interfere diretamente nas subjetividades das(os) trabalhadoras(es), além de produzir impactos físicos, emocionais e psicológicos. Tais consequências manifestam-se de forma interligada, ainda que, em alguns casos, predominem dimensões específicas, como sobrecarga física ou o adoecimento mental. Concluímos que o estudo contribui para a visibilização e valorização do trabalho de cuidado na APS, destacando a necessidade de fortalecimento de ações voltadas às(aos) próprias(os) trabalhadoras(es), de modo a promover o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, bem como de oportunizar a circularidade e a reciprocidade do cuidado.Item Grupos reflexivos para homens autores de violência contra mulheres: experiências no Norte Central do Paraná(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-13) Andrade, Thaina Marieli Silva; Marques, Maria Inez Barboza; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; https://lattes.cnpq.br/9611508737154865; Marques, Maria Inez Barboza; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; Beloti, Adriana; https://lattes.cnpq.br/4741010732920321; Gessele, Cleide; https://lattes.cnpq.br/6183936074590717O Brasil apresenta estatísticas endêmicas de violência contra as mulheres, figurando, em ranking mundial, como o quinto país com maior índice de feminicídios, fenômeno resultante da violência estrutural produzida pelas relações de exploração e dominação da sociedade heteropatriarcal, racista e capitalista. Diante desse cenário, evidencia-se a urgência do atendimento às mulheres em situação de violência, bem como da construção de estratégias de prevenção e enfrentamento, incluindo intervenções direcionadas aos autores das violências. A Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) prevê a participação de autores de violência em grupos reflexivos; contudo, no Brasil, não há uma política nacional que normatize e estabeleça diretrizes para essa intervenção, o que acentua os desafios relacionados à sua implementação. Inserida na área de concentração Sociedade e Desenvolvimento e na linha de pesquisa de formação humana, processos socioculturais e instituições, esta pesquisa compreende a formação humana em sua relação com processos socioculturais, instituições e políticas públicas, considerando as condições de vida e as possibilidades de escolha dos sujeitos e grupos sociais. O estudo está vinculado ao projeto de pesquisa da orientadora, intitulado “Reflexões sobre as expressões de opressão patriarcal e da exploração capitalista”, ao qual se articula teórica e metodologicamente. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo geral refletir, por meio da perspectiva interdisciplinar, sobre as ações desenvolvidas nos grupos reflexivos com autores de violência doméstica e familiar, coordenados pelos Conselhos da Comunidade de Execuções Penais das Comarcas de Astorga-PR, Marialva-PR e Maringá-PR. Nessa perspectiva, desdobrando-se do objetivo geral, tem-se como objetivos específicos: discutir sobre a violência estrutural e as consequências na vida das mulheres; aplicar a lente analítica da interseccionalidade como ferramenta para a compreensão das masculinidades; traçar a trajetória histórica dos grupos reflexivos no contexto brasileiro; analisar as ações desenvolvidas pelas facilitadoras e facilitadores dos grupos reflexivos com autores de violência doméstica e familiar, específicas do campo de pesquisa. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritiva-exploratória, fundamentada no materialismo histórico-dialético e na lente analítica da interseccionalidade. A coleta de dados ocorreu por meio da realização de grupo focal com facilitadoras de grupos reflexivos, e a análise foi organizada em três categorias analíticas. Os principais achados da pesquisa evidenciam as potencialidades dos grupos reflexivos enquanto espaços de reflexão crítica, de problematização das masculinidades e de estratégia de prevenção e proteção às mulheres, o papel crucial das facilitadoras e dos facilitadores, bem como os desafios estruturais, institucionais e políticos frente às iniciativas. Conclui-se que os grupos reflexivos constituem estratégias relevantes no enfrentamento da violência contra as mulheres, desde que articulados a políticas públicas estruturadas, comprometidas com a transformação das relações sociais que sustentam as diversas desigualdades de raça, classe e gênero.Item Racialidade e formação de profissionais da psicologia: análise em universidades privadas e públicas do Paraná(Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-20) Souza, Sirlene de França de; Marques, Maria Inez Barboza; França, Fabiane Freire; https://lattes.cnpq.br/8009677334152001; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; https://lattes.cnpq.br/7295497926011527; Marques, Maria Inez Barboza; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; França, Fabiane Freire; https://lattes.cnpq.br/8009677334152001; Maciel, Fred; https://lattes.cnpq.br/8902937834731785; Souza, Alexsandro Eleotério Pereira de; https://lattes.cnpq.br/1862505342160072Este estudo tem como objetivo analisar a abordagem sobre racialidade na formação de profissionais de Psicologia no noroeste do Paraná e nas universidades públicas do estado. A pesquisa parte da problemática da ausência ou insuficiência de conteúdos relacionados à racialidade nos currículos dos cursos de Psicologia, e de como essa lacuna impacta a formação ética e política dos futuros profissionais, especialmente no que se refere ao enfrentamento do racismo. A metodologia adotada foi de abordagem qualitativa, utilizando a análise documental das ementas dos cursos de Psicologia das instituições da região noroeste do Paraná, com base em teorias étnico-raciais. A pesquisa investigou as implicações das teorias raciais na formação dos profissionais e as conexões entre a teoria e a prática profissional no contexto das questões raciais. Os resultados revelam a presença, embora de forma limitada e superficial, de discussões sobre a racialidade nos currículos das instituições analisadas. Constatou-se que, apesar de algumas iniciativas, há uma deficiência na inclusão dessas temáticas de forma mais profunda, o que compromete a formação de profissionais capacitadas(os) para lidar com o racismo em sua atuação profissional. Como conclusão, o estudo aponta para a necessidade de aprimoramento nos currículos, que integre de maneira efetiva a abordagem da racialidade na formação das psicólogas(os), visando promover um cuidado mais ético, inclusivo e comprometido com a diversidade étnico-racial da população brasileiraItem Trabalho docente e as intersecções de gênero, raça e classe no Ensino Superior de Umuarama-PR(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-27) Amaral, Gabriella Marcondes do; Marques, Maria Inez Barboza; Coqueiro, Wilma dos Santos; https://lattes.cnpq.br/0153461918591041; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; https://lattes.cnpq.br/1703296133265639; Marques, Maria Inez Barboza; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; Coqueiro, Wilma dos Santos; https://lattes.cnpq.br/0153461918591041; Santos, Luana Diana dos; https://lattes.cnpq.br/5845013783585022; Silva, Thaís Gaspar Mendes da; https://lattes.cnpq.br/3295478069733226Sabe-se que ações afirmativas, como a política de cotas, ampliaram significativamente o acesso de pessoas negras ao Ensino Superior, inclusive oportunizando o percurso desta pesquisadora. Nesse sentido, busco, por meio desta escrevivência, discutir o quanto, em meio a estes avanços, as desigualdades estruturais ainda impactam o acesso e a permanência de mulheres negras a espaços socialmente privilegiados como a docência universitária. Para aprofundar essa temática, delimitamos como objeto da pesquisa, as intersecções de gênero, raça e classe no trabalho docente no Ensino Superior de Umuarama, no Paraná. Assim buscamos problematizar como as intersecções de gênero, raça e classe se manifestam no trabalho docente no Ensino Superior de Umuarama. O estudo foi realizado com docentes das quatro maiores instituições de ensino superior do município, sendo duas públicas (Instituto Federal do Paraná e Universidade Estadual de Maringá) e duas privadas (Universidade Paranaense e Faculdade UniAlfa), com objetivo geral de promover reflexões sobre o trabalho docente, considerando as interseccionalidades de gênero, raça e classe no Ensino Superior do município de Umuarama-Pr e com objetivos específicos de abordar colonialidade e a divisão sexual e racial do trabalho como legados para o Ensino Superior brasileiro; discutir as intersecções e desigualdades de gênero, raça e classe no trabalho docente no Ensino Superior; apresentar o perfil socioeconômico, de formação e atuação profissional das(os) docentes que atuam no Ensino Superior no município de Umuarama; e analisar os dados levantados sob a lente da interseccionalidade. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar, que tem como área de concentração a diretriz “Sociedade e Desenvolvimento” e linha de pesquisa “Formação humana, processos socioculturais e instituições", vinculada ao projeto de pesquisa da orientadora, denominado: “As expressões da opressão patriarcal e da exploração capitalista na sociedade atual.” Assim, articulamos contribuições da Educação, Sociologia, História, além do Feminismo Negro e dos estudos decoloniais e da Interseccionalidade que orientaram as discussões e a análise dos dados. Com abordagem quali-quantitativa, combinamos levantamento bibliográfico e pesquisa de campo, onde aplicamos formulários online (Google Forms) contendo questões sobre o perfil das(os) docentes dessas instituições. Ao todo, obtivemos 52 respostas, que foram sistematizadas quantitativamente e analisadas qualitativamente. Os resultados evidenciam que as heranças coloniais estruturam relações sociais no Brasil, fazendo da docência universitária um espaço ainda privilegiado à hegemonia branca. Essa realidade exige (re)conhecimento, desnaturalização do processo estrutural de desigualdades e ampliação de espaços de escuta e valorização das trajetórias historicamente silenciadas, bem como o fortalecimento de políticas públicas e institucionais comprometidas com a equidade racial e de gênero. Espero, com essa escrevivência, favorecer reflexões sobre o processo de colonização de nosso país, escravização dos nossos povos e estruturação do capitalismo, do racismo e do patriarcado que atravessam nossos corpos de maneiras distintas. Que essas páginas de contextualização, indignação, constatação e discussão possam contribuir com a sociedade e fortaleçam debates na comunidade acadêmica, constituindo-se referência para outros estudos interdisciplinares e interseccionais que abordem gênero, raça e classe e, que sejam, sobretudo, referência de leitura, reflexão e movimentação ético-política para outras mulheres negras, suscitando (r)existência e (outras) escrevivências.Item Violência contra crianças de seis a onze anos: análise a partir da cidade de Campo Mourão-PR(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-29) Ribeiro, Joyce Odaisa dos Santos; Marques, Maria Inez Barboza; Neves, Sandra Garcia; https://lattes.cnpq.br/2279705773059607; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; https://lattes.cnpq.br/3008479922069366; Marques, Maria Inez Barboza; https://lattes.cnpq.br/9764032951283311; Neves, Sandra Garcia; https://lattes.cnpq.br/2279705773059607; Lara, Camilla Clozato; Bovo, Marcos Clair; https://lattes.cnpq.br/8553647366079597; Lima, Neusa Cavalcante; https://lattes.cnpq.br/1660057998709043Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento, portanto, tem como área de concentração “Sociedade e Desenvolvimento” por meio da linha de pesquisa “Formação humana, processos socioculturais e instituições". Está vinculada ao projeto de pesquisa da orientadora, denominado: “As expressões da opressão patriarcal e da exploração capitalista na sociedade atual”. Para isso, tem como objetivo analisar os impactos da violência contra crianças entre seis e onze anos no município de Campo Mourão-Pr, com base na Teoria Histórico-Cultural e na perspectiva interdisciplinar. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com a estratégia documental, fundamentada na Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky, que compreende o desenvolvimento humano a partir das interações sociais mediadas pela linguagem e pela cultura. A pesquisa incorpora também uma perspectiva histórica, reconhecendo que a violência contra crianças no Brasil está enraizada em práticas de exclusão, repressão e negação de direitos, sobretudo em contextos de pobreza e desigualdade. A partir da sistematização de dados secundários disponibilizados por fontes como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Com esse propósito, foram identificados padrões locais de violência concentrados em áreas periféricas do município, revelando a correlação entre vulnerabilidade social e violação de direitos. A pesquisa analisa a ocorrência da violência contra crianças dessa faixa etária nos últimos cinco anos, buscando identificar possíveis correlações com fatores socioeconômicos e culturais. A revisão bibliográfica interdisciplinar contempla estudos nas áreas da psicologia, educação e direito, as quais contribuem na identificação dos impactos da violência no desenvolvimento psíquico, cognitivo e emocional das crianças, como dificuldades de aprendizagem, transtornos de comportamento e prejuízos na socialização. Conclui-se, em princípio, que o enfrentamento à violência infantil exige não apenas políticas públicas e dispositivos legais eficazes, mas também práticas pedagógicas sensíveis, intersetorialidade na rede de proteção e escuta qualificada, garantindo às crianças o direito a uma infância segura, digna e protegida.Item Violência contra crianças de seis a onze anos: análise a partir da cidade de Campo Mourão/PR(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-29) Ribeiro, Joyce Odaisa dos Santos; Marques, Maria Inez Barboza; Neves, Sandra Garcia; http://lattes.cnpq.br/2279705773059607; https://orcid.org/0000-0002-2427-7739; http://lattes.cnpq.br/9764032951283311; http://lattes.cnpq.br/3008479922069366; Lara, Camila Clozato; https://orcid.org/0000-0003-0461-0589; http://lattes.cnpq.br/2587486620225425; Bovo, Marcos Clair; https://orcid.org/0000-0003-3582-6702; http://lattes.cnpq.br/8553647366079597; Lima, Neusa Cavalcante; https://orcid.org/0000-0002-0436-0519; http://lattes.cnpq.br/1660057998709043Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento, portanto, tem como área de concentração “Sociedade e Desenvolvimento” por meio da linha de pesquisa “Formação humana, processos socioculturais e instituições". Está vinculada ao projeto de pesquisa da orientadora, denominado: “As expressões da opressão patriarcal e da exploração capitalista na sociedade atual”. Para isso, tem como objetivo analisar os impactos da violência contra crianças entre seis e onze anos no município de Campo Mourão-Pr, com base na Teoria Histórico-Cultural e na perspectiva interdisciplinar. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com a estratégia documental, fundamentada na Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky, que compreende o desenvolvimento humano a partir das interações sociais mediadas pela linguagem e pela cultura. A pesquisa incorpora também uma perspectiva histórica, reconhecendo que a violência contra crianças no Brasil está enraizada em práticas de exclusão, repressão e negação de direitos, sobretudo em contextos de pobreza e desigualdade. A partir da sistematização de dados secundários disponibilizados por fontes como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Com esse propósito, foram identificados padrões locais de violência concentrados em áreas periféricas do município, revelando a correlação entre vulnerabilidade social e violação de direitos. A pesquisa analisa a ocorrência da violência contra crianças dessa faixa etária nos últimos cinco anos, buscando identificar possíveis correlações com fatores socioeconômicos e culturais. A revisão bibliográfica interdisciplinar contempla estudos nas áreas da psicologia, educação e direito, as quais contribuem na identificação dos impactos da violência no desenvolvimento psíquico, cognitivo e emocional das crianças, como dificuldades de aprendizagem, transtornos de comportamento e prejuízos na socialização. Conclui-se, em princípio, que o enfrentamento à violência infantil exige não apenas políticas públicas e dispositivos legais eficazes, mas também práticas pedagógicas sensíveis, intersetorialidade na rede de proteção e escuta qualificada, garantindo às crianças o direito a uma infância segura, digna e protegida.