O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA VIDEODANÇA “MEU CABELO, MINHA COROA, NÃO TOCA!”: DO PRÉ-ROTEIRO À CAPTAÇÃO DE IMAGENS EM ESTÚDIO

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Data
19/11/2025
Programa
PPG-CINEAV
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Editor
Universidade Estadual do Paraná
Resumo
A dissertação intitulada O processo de criação da videodança “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”: do pré-roteiro à captação de imagens em estúdio, tem por objetivo principal apresentar o percurso de criação de um projeto estético audiovisual e autoral, trazendo para o debate os documentos de processo como marcas ou pistas de uma obra artística em construção. O compilado de registros invoca a inevitável imersão da autora em seu entorno sociocultural e seu engajamento político com uma prática artística antirracista. Dessa forma, os documentos – objetos empíricos da investigação –, são compostos por quatro obras audiovisuais que se constituem em disparadores poéticos para a videodança, a elaboração do pré-roteiro e da ordem do dia/decupagem da gravação em estúdio, as fotografias/still da captação de imagens no estúdio e pequenos excertos das cenas filmadas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, pautada na criação artística/poética audiovisual, aliada à Abordagem Metodológica da Crítica de Processo postulada – no Brasil –, por Cecilia Almeida Salles. A indagação que sustenta o problema da pesquisa é: como pensar a videodança em pauta em seus eixos de valores éticos e estéticos, no território ou ‘encruzilhada’ antirracista das pesquisas em/sobre arte e que apostam em marcas autobiográficas e exposição processual de si e de sua materialidade documental? À pesquisa ainda se articula uma intensa Revisão Bibliográfica ou Revisão de Literatura Narrativa para garantir o acesso à produção de conhecimento de autoras e autores que já se debruçaram sobre o assunto videodança e, também, sobre o debate acerca do racismo estrutural no Brasil, endereçado à temática ou questão do cabelo de mulheres negras. Desta forma, parte-se para uma busca, refinamento e uso de referenciais teóricos e estéticos audiovisuais constantes em sites, livros, periódicos, artigos indexados, teses e dissertações existentes em diferentes bases de dados. As teorias de base para dar conta da discussão teórica que envolve as artes do vídeo e a videodança, referem-se a Regilene Sarzi-Ribeiro (2013; 2014), Arlindo Machado (1993; 1997; 2007; 2019), além de Philippe Dubois (2004), Paulo Caldas (2012) e Leonel Brum (2012). No que concerne ao assunto ou tema ‘cabelo’, as escolhas teóricas da investigação se debruçam sobre as dinâmicas de racismo, identidade e opressão estrutural, trazendo, para isso, as contribuições de bell hooks (1992; 2000; 2014; 2019), Grada Kilomba (2008), Nilma Lino Gomes (2008), Djamila Ribeiro (2019) e Cida Bento (2022). A conclusão da investigação aponta que o projeto estético: “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”, contribuiu para uma intensiva reflexão sobre o contexto espaço-temporal da pesquisadora-artista e na elucidação dos princípios antirracistas e mecanismos criativos que alimentam e alicerçam suas bases metodológicas e conceituais acerca de um singular ato criativo nas artes do vídeo.
Descrição
The master's dissertation, entitled "The Creation Process of the Video Dance "Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!": From Pre-Script to Studio Footage," aims to present the creative process of an audiovisual and authorial aesthetic project, bringing to the table the process documents as hallmarks or clues of an artistic work in progress. The compilation of records invokes upon the author's inevitable immersion in her sociocultural environment and her political engagement with an anti-racist artistic practice. Thus, the documents—empirical objects of investigation—are composed of four audiovisual works that serve as poetic triggers for the video dance, the development of the pre-script and the agenda/decoupage of the studio recording, the photographs/stills of the studio footage, and short excerpts of the filmed scenes. This is qualitative research, based on audiovisual artistic/poetic creation, combined with the Methodological Approach of Process Criticism postulated—in Brazil—by Cecilia Almeida Salles. The question underlying the research problem is: how to consider video dance in its ethical and aesthetic value axes, within the anti-racist territory or "crossroads" of research in/about art that relies on autobiographical marks and the processual exposure of the self and its documentary materiality? The research is also articulated through an intensive bibliographical review or narrative literature review to ensure access to the knowledge produced by authors who have already addressed the subject of video dance and, also, the debate surrounding structural racism in Brazil, addressing the issue of Black women's hair. Thus, we begin by searching for, refining, and using audiovisual theoretical and aesthetic references found in websites, books, journals, indexed articles, theses, and dissertations found in various databases. The basic theories to account for the theoretical discussion involving video arts and video dance refer to Regilene Sarzi-Ribeiro (2013; 2014), Arlindo Machado (1993; 1997; 2007; 2019), as well as Philippe Dubois (2004), Paulo Caldas (2012) and Leonel Brum (2012). Regarding the subject or theme 'hair', the theoretical choices of the investigation focus on the dynamics of racism, identity and structural oppression, bringing, for this, the contributions of bell hooks (1992; 2000; 2014; 2019), Grada Kilomba (2008), Nilma Lino Gomes (2008), Djamila Ribeiro (2019) and Cida Bento (2022). The conclusion of the investigation indicates that the aesthetic project: “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!” contributed to an intensive reflection on the space time context of the researcher-artist and the elucidation of the anti-racist principles and creative mechanisms that feed and support her methodological and conceptual bases regarding a singular creative act in the video arts.
A dissertação intitulada O processo de criação da videodança “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”: do pré-roteiro à captação de imagens em estúdio, tem por objetivo principal apresentar o percurso de criação de um projeto estético audiovisual e autoral, trazendo para o debate os documentos de processo como marcas ou pistas de uma obra artística em construção. O compilado de registros invoca a inevitável imersão da autora em seu entorno sociocultural e seu engajamento político com uma prática artística antirracista. Dessa forma, os documentos – objetos empíricos da investigação –, são compostos por quatro obras audiovisuais que se constituem em disparadores poéticos para a videodança, a elaboração do pré-roteiro e da ordem do dia/decupagem da gravação em estúdio, as fotografias/still da captação de imagens no estúdio e pequenos excertos das cenas filmadas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, pautada na criação artística/poética audiovisual, aliada à Abordagem Metodológica da Crítica de Processo postulada – no Brasil –, por Cecilia Almeida Salles. A indagação que sustenta o problema da pesquisa é: como pensar a videodança em pauta em seus eixos de valores éticos e estéticos, no território ou ‘encruzilhada’ antirracista das pesquisas em/sobre arte e que apostam em marcas autobiográficas e exposição processual de si e de sua materialidade documental? À pesquisa ainda se articula uma intensa Revisão Bibliográfica ou Revisão de Literatura Narrativa para garantir o acesso à produção de conhecimento de autoras e autores que já se debruçaram sobre o assunto videodança e, também, sobre o debate acerca do racismo estrutural no Brasil, endereçado à temática ou questão do cabelo de mulheres negras. Desta forma, parte-se para uma busca, refinamento e uso de referenciais teóricos e estéticos audiovisuais constantes em sites, livros, periódicos, artigos indexados, teses e dissertações existentes em diferentes bases de dados. As teorias de base para dar conta da discussão teórica que envolve as artes do vídeo e a videodança, referem-se a Regilene Sarzi-Ribeiro (2013; 2014), Arlindo Machado (1993; 1997; 2007; 2019), além de Philippe Dubois (2004), Paulo Caldas (2012) e Leonel Brum (2012). No que concerne ao assunto ou tema ‘cabelo’, as escolhas teóricas da investigação se debruçam sobre as dinâmicas de racismo, identidade e opressão estrutural, trazendo, para isso, as contribuições de bell hooks (1992; 2000; 2014; 2019), Grada Kilomba (2008), Nilma Lino Gomes (2008), Djamila Ribeiro (2019) e Cida Bento (2022). A conclusão da investigação aponta que o projeto estético: “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”, contribuiu para uma intensiva reflexão sobre o contexto espaço-temporal da pesquisadora-artista e na elucidação dos princípios antirracistas e mecanismos criativos que alimentam e alicerçam suas bases metodológicas e conceituais acerca de um singular ato criativo nas artes do vídeo.
Palavras-chave
Processo de criação; Artes do Vídeo; Videodança; Mulher negra; Antirracismo.
Citação
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