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Navegando por Autor "Silva, Ricardo Tadeu Caires"

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    A educação dos negros no discurso abolicionista de André Rebouças (1871–1888)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2017-06-01) Pina, Carolina Biasi; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/2729051077653158; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375
    Em nossa pesquisa discorremos sobre as propostas de educação, contidas no interior do discurso do engenheiro e abolicionista André Rebouças. Analisamos os discursos publicados em jornais e revistas, seu diário pessoal compilado e sua obra sobre economia nacional no contexto do século XIX, “Agricultura Nacional: Estudos Econômicos, propaganda abolicionista e democrática” principal fonte de análise desse trabalho. Demonstramos a partir de uma análise interdisciplinar, as complexidades daquilo que discursou André Rebouças e suas múltiplas perspectivas, levando em conta seus aspectos globais e cotidianos da história. Tivemos então que as propostas de educação por André Rebouças tratam-se de um fragmento que compõe uma magna obra, na qual visava contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil no século XIX, a partir da visão desenvolvimentista eurocêntrica, sobretudo a Inglaterra. Como parte desse processo era necessário abolir a escravidão e pensar a condição dos negros libertos, contexto a qual evidenciamos o olhar da educação do negro no discurso abolicionista de Rebouças visando proporcionar as bases para uma nova vida social e para o trabalho livre, assalariado e muito mais técnico. Por fim esperamos que os resultados trazidos pela pesquisa, permitam demonstrar as contribuições de André Rebouças e quão necessário se faz, maiores verticalizações para análise de seus escritos, e quão presente se faz seus debates e proposições.
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    A educação multicultural na perspectiva de Peter McLaren
    (Universidade Estadual do Paraná, 2017-04-10) Manfredo, Yasmin Coelho Figueiredo; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/3314192721678628; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Carbello, Sandra Regina Cassol; https://lattes.cnpq.br/9572589473763780; Campoi, Isabela Candeloro; https://lattes.cnpq.br/8568342954658223
    Esta pesquisa buscou compreender a proposta de educação multicultural na perspectiva do educador canadense Peter McLaren, para quem a educação escolar e a práxis docente devem ser compreendidas a partir de uma vertente crítica para a construção de um multiculturalismo revolucionário que promova, de fato, a transformação social. Para tanto, buscamos compreender o advento do movimento multiculturalista e sua relação com a educação. Também abordamos a polissemia do termo e os seus diferentes usos, para, em seguida, situarmos o referido autor e sua proposta de educação multicultural. O desenvolvimento da pesquisa realizou-se a partir da reconstrução da trajetória intelectual, seguida da análise crítica das obras de Peter McLaren. Crítico ferrenho do capitalismo e da globalização, McLaren denuncia que o projeto neoliberal tem voltado os olhos para a educação escolar como forma de reconfigurar as relações de exploração e dominação da classe trabalhadora. Nesse sentido, defende que os processos que envolvem as relações de classe, etnia, gênero devam ser pensados organicamente, posto que estas últimas podem introduzir mudanças nas condições para as transformações nas primeiras, ou seja, a análise de classe deve incluir os processos sociais e culturais. Em se tratando da cultura dos grupos subalternos ou marginalizados, é fundamental que suas vozes sejam ouvidas para que a educação escolar não continue a cumprir apenas uma função reprodutiva da escolaridade na sociedade capitalista tardia.
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    A história da educação do campo e o ensino do camponês no estado do Paraná
    (Universidade Estadual do Paraná, 2015-07-03) Ferreira, Fabiano de Jesus; Brandão, Elias Canuto; https://lattes.cnpq.br/0224334447996878; https://lattes.cnpq.br/5218559034897879; Brandão, Elias Canuto; https://lattes.cnpq.br/0224334447996878; Fernandes, Bernardo Mançano; https://lattes.cnpq.br/2836764800084585; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336
    O objetivo desta pesquisa é compreender a trajetória histórico-política do ensino na Educação do Campo no Paraná. Para cumprir tal meta, foi levantado um histórico dos problemas sociais, nos quais o ensino está inserido, envolvendo as questões agrárias no Brasil e Paraná, desde suas mais remotas origens. Optou-se por este recorte porque a Educação do Campo está historicamente ligada aos problemas sociais causados pela má distribuição das terras brasileiras. Os dados apontaram que o modelo de divisão das terras brasileiras, desde 1500, levou à concentração fundiária, à desigualdade social e no ensino. Indicaram ainda que o ensino dos camponeses nunca foi prioridade para o Estado brasileiro nem do Paraná. No Brasil, esta situação começou a ser debatida criticamente, e na perspectiva dos camponeses, a partir da década de 1990 com as realizações de eventos em nível nacional. Assim, a pesquisa buscou responder algumas indagações: A Educação do Campo visa superar o modelo de ensino atual, em que as escolas urbanas são ―valorizadas‖ em detrimento das escolas do campo? Há diferenças entre a Educação do Campo e a educação do campo do agronegócio? O Estado do Paraná incluiu ou cooptou o conceito de Educação do Campo nas Diretrizes e nas escolas? Para respondermos, apoiamo-nos em dados oficiais e não-oficiais, bem como na revisão bibliográfica. No que se refere à análise, embasamo-nos em autores que buscam referências teóricas no materialismo histórico. Os resultados indicaram que – desde o Brasil Colônia – a concentração de terras no Brasil impactou diretamente na exclusão do camponês ao ensino, e que continua com as políticas de fechamento de escolas no campo em pleno início do século XXI, momento em que se discute o ensino na Educação do Campo. Destacamos, porém, que o conceito Educação do Campo ainda está em construção, e que, por isso, podem-se observar limites em seus aspectos teóricos e metodológicos, bem como nas tentativas de implementação de políticas públicas de ensino na Educação do Campo do Paraná. Nessa linha, a presente pesquisa buscou demonstrar que o Estado brasileiro e o Estado do Paraná estão cooptando o conceito ―Educação do Campo‖ em detrimento dos movimentos sociais, e, como afirmam alguns autores, cooptando também muitos de seus intelectuais. Concluímos que, embora o ensino na Educação do Campo sequer tenha completado dezoito anos no debate nacional, ainda carece de profundas reflexões sobre os limites que o Estado burguês está impondo à mesma.
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    A História do Haiti e sua relação com o Brasil: proposta de uma sequência didática
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-05-24) Ferreira, Gelssi Marli Muller; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/3233464905073021; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004
    Este trabalho teve por objetivo a elaboração de uma sequência didática acerca da História do Haiti, enfatizando a relação histórica deste país com o Brasil. Para a construção desta proposta, mapeamos as principais abordagens acerca da história haitiana nos livros didáticos do ensino fundamental e médio adotados nas escolas brasileiras. Em seguida, e em consonância com as recentes abordagens historiográficas sobre o tema, elaboramos o material didático, privilegiando o aprofundamento de dois momentos históricos desta relação: sendo o primeiro deles a Revolução haitiana de 1794; e o segundo a imigração de cidadãos haitianos para o Brasil no século XXI, fenômeno este ainda em curso. Conforme demonstrado em vários estudos, a Revolução de 1794 repercutiu em todo o continente americano e ressoou em terras brasileiras, gerando fortes temores de que tal exemplo motivasse os escravos a se revoltarem contra o sistema escravista. Mais recentemente, constata-se que o fenômeno migratório de cidadãos haitianos para o Brasil tem impactado diversas regiões do nosso país, sendo o Estado do Paraná uma delas. Compreender as causas e a dinâmica desse processo é algo que consideramos fundamental, pois a escola pública brasileira tem acolhido, ainda que precariamente, centenas de estudantes haitianos. Acreditamos que a construção da referida sequência didática pode se constituir numa importante estratégia de trabalho para os docentes que diariamente lecionam em escolas onde a presença de imigrantes é marcante, auxiliando no combate ao preconceito, ao racismo e à xenofobia.
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    A História Pública e o Protagonismo Feminino no Livro Didático de História
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-12-06) Silva, Alcione Aparecida da; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; https://lattes.cnpq.br/4671707416188987; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Neves, Marcos Cesar Danhoni; https://lattes.cnpq.br/6514146095003486
    A presente pesquisa propõe uma reflexão sobre o protagonismo feminino no livro didático utilizado no ensino de História, ainda que seja necessário considerar o contínuo antagonismo de opressões que cerceiam o gênero feminino. Considerando o ensino de história na educação básica para a construção da conscientização histórica e tomando como base o conceito de história pública, surgem questionamentos como: que relevância a disciplina possui na vida prática dos alunos? Como dar contornos de importância social à produção da disciplina de História confrontada por narrativas que, embora consideradas legítimas, orientam anseios coletivos e individuais, fixam identidades sem qualquer premissa teórica? Sabemos que a construção da identidade sobre si mesmo e/ou sobre o outro constitui reflexões que nascem de experimentos vividos. No Brasil, vem se construindo um novo debate sobre a didática da história, relacionando-a à história pública, o que transcende a história disciplinar regulada pela ciência. É de fundamental importância a inclusão de uma história procedente de grupos sociais diversos, cujos frequentes embates promoveram estratégias que devem ser incorporadas ao como ensinar e aprender história. Nesse sentido, centrando nosso objeto de pesquisa na interseccionalidade feminina e no protagonismo feminino, objetivamos o interesse e o posicionamento no ensino de História, promovendo o reconhecimento da história das mulheres, argumentando suas ausências nos livros didáticos e/ou a neutralidade dos seus produtores em relação a elas. Propomos algumas práticas, como o estudo do protagonismo das mulheres em diferentes frentes sociais articulando suas atuações com o processo educativo a fim de favorecer a sua inserção na história pública.
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    A ideia de raça no debate público da campanha abolicionista a partir das visões de Sílvio Romero e José do Patrocínio (1880–1888)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-12-19) Bueno, Paulo José Santos; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/6464692241641799; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Pirateli, Marcos Roberto; https://lattes.cnpq.br/3031442948722469; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058
    Este trabalho buscou compreender como a ideia de raça foi veiculada no debate público brasileiro da segunda metade do século XIX, no contexto da campanha abolicionista (1870- 1888). Para tanto, utilizamos como referência os posicionamentos do crítico literário Sílvio Romero e do jornalista José do Patrocínio, bem como de outros abolicionistas brasileiros. A escolha destes dois intelectuais públicos foi feita levando-se em conta a importância que os mesmos assumiram no referido contexto, defendendo posições antagônicas no que se refere à compreensão da sociedade brasileira. Para a elaboração do trabalho, foi necessário compreender e historicizar a emergência da opinião pública no país a partir do crescimento da imprensa periódica, em especial na segunda metade do século XIX, quando os jornais passaram a ser uma ferramenta fundamental para o exercício da opinião pública. Nesse sentido, foi por meio dos jornais e revistas que esses e outros importantes intelectuais expressaram suas visões acerca da noção da raça e sua relação com a campanha abolicionista e o futuro do Brasil como nação em formação. Além disso, foi preciso historicizar como e quando as teorias raciais penetraram na sociedade brasileira e como foram assimiladas pelos abolicionistas.
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    A importância da significação da palavra para o aprimoramento do intelecto: contribuições dos clássicos Pedro Abelardo e Hugo de São Vítor
    (Universidade Estadual do Paraná, 2019-03-08) Machado, Roseli Belém; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058; https://lattes.cnpq.br/4540941271275425; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058; Vinholi Junior, Airton José; https://lattes.cnpq.br/2760856258795941; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336
    Essa pesquisa, que se situa no campo da história da Educação, visa analisar a metodologia de ensino de Pedro Abelardo (1079 – 1142), um dos mestres precursores da dialética medieval, e Hugo de São Vítor (1096 – 1141), que em sua obra Didascalicon faz apontamentos fundamentais sobre a metodologia da leitura, para a compreensão e o uso das palavras como contribuintes para o bom desenvolvimento da inteligência. A concepção intelectual, bem como a importância da metodologia do uso das palavras para ampliação do conhecimento, é abordada em grande parte em relação à formação do homem medieval do século XII, visto que este momento é concebido com grandes mudanças na educação. A hipótese levantada refere-se à organização do homem em relação à busca do conhecimento, à importância de se rever os rumos metodológicos de ensino, à importância de se trabalhar as vias intelectuais em relação à construção do saber, tomando a necessidade de exploração do objeto estudado como um todo. Isto significa usar o trabalho simultâneo da leitura e da dialética como rota fundamental entre o estímulo da ampliação das potencialidades mentais, por meio do ensino reflexivo que vise à formação do homem ativo na sociedade. Evidencia-se para tanto que atividades que estimulam o desenvolvimento cognitivo e o raciocínio lógico se difundem no mecanismo do cérebro por meio de estímulos exteriores que possibilitam a transcendência do conhecimento quantitativo para o qualitativo, nas diferentes formas de memórias, que possibilitarão ao homem o conhecimento e o domínio do todo: razão e emoção, assegurando as capacidades subjetivas essenciais à espécie humana. Por meio dessa pesquisa, é possível verificar que o uso das palavras mediadas por meio da leitura e da escrita reflexiva, como instrumentos estimuladores do desenvolvimento intelectual, fundamenta a memória prática e assim indica possibilidades de progresso de uma educação significativa, como viés do conhecimento que favorece a formação integral do homem. Analisa-se a importância de se repensar a educação, seus métodos e metodologias para que visem à ampliação da inteligência por meio da organização do processo da aquisição do conhecimento, como rever, retomar didaticamente as rédeas do ensino investigativo, reorganizar o que e o como ensinar; repensar quão fundamental é a verificação e a escolha de uma linha de ensino como âncora facilitadora no direcionamento e na mediação do conhecimento, que objetive a formação do homem ético, consciente e participativo no seu próprio processo histórico.
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    A literatura de Carolina Maria de Jesus no ensino de história: uma sequência de atividades didáticas a partir da obra “Quarto de despejo” (1960)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-09-23) Santos, Andreia Aparecida dos; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; https://lattes.cnpq.br/3850388146652788; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004
    Nos dias atuais os professores de diversas áreas do conhecimento, incluindo a História, enfrentam o desafio da superação diária para despertar o interesse dos alunos no processo de ensino-aprendizagem. Diante da necessidade de novas metodologias para o Ensino de História, lançamos mão da narrativa literária como forma de promover, junto aos alunos, a construção de conhecimento histórico. A pesquisa consistiu no planejamento e aplicação de uma sequência didática para utilização em sala de aula, o material contém orientações didáticas para o trabalho da literatura como fonte histórica. A aplicação das atividades aconteceu em duas turmas do 3º ano do Ensino Médio dos colégios Antonio Dorigon e Arroio Grande, ambos localizados no município de Pitanga – PR. Partimos da análise da biografia de Carolina Maria de Jesus e sua principal obra ―Quarto de despejo: diário de uma favelada‖ (1960). O conhecimento histórico desenvolve o senso crítico, determinados acontecimentos semelhantes ou não à nossa temporalidade nos permitem posicionamentos que resultam em uma autocompreensão e/ou autoconhecimento. Apoiados na afirmativa de Jörn Rüsen, quando este afirma que o Ensino de História deve contagiar o aprendizado e determinar a sagacidade com a qual o sujeito orientará sua vida, pensamos no Ensino de História para a Educação Básica objetivando contribuir para com mudanças substanciais nas práticas historicamente construídas encaminhando reflexões da consciência política e histórica ao abordar aspectos espaço/temporais presentes na obra literária.
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    Antirracismo na escola: uma prática pedagógica multidisciplinar decolonial
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-03-05) Souza, Ilda Aparecida de; Mezzomo, Frank Antonio; https://lattes.cnpq.br/3360323221539136; https://lattes.cnpq.br/4801456960203880; Mezzomo, Frank Antonio; https://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Souza, Angela Maria de; https://lattes.cnpq.br/4207025108497025
    Este estudo parte da problemática de se desenvolver uma educação crítica, especialmente em relação ao racismo, que traz tantos efeitos para indivíduos no ambiente escolar e na sociedade. O estudo compartilha da concepção de que o ser humano não pode ser classificado por raça, cor ou ascendência, entendendo que o ambiente escolar convive com o racismo epistêmico, reconhecendo predominantemente os conhecimentos ocidentais como únicos válidos e legítimos. Isto indica que a educação precisa propor uma reflexão sobre o ensino da história e analisar seus registros de conhecimentos como base para a interpretação da história do Brasil. Partindo dessas compreensões e motivações, investigamos de que forma a equipe multidisciplinar pode contribuir para uma educação decolonial antirracista. Para tanto, foi proposto desenvolver uma Sequência Didática (SD), promovendo os direitos humanos no âmbito escolar, com foco nos mecanismos apontados na Lei n. 10.639/03. A Sequência Didática serviu para organizar rodas de conversas envolvendo os professores da equipe multidisciplinar do Colégio Cívico-Militar Dr. Osvaldo Cruz, em Campo Mourão, Paraná, assim como os resultados da pesquisa apontados na avaliação realizada com os professores. A pesquisa contribui para o desenvolvimento de proposta antirracista na escola, procurando construir uma educação democrática.
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    Caminhos para uma História Pública da mulher favelada: compreendendo “Quarto de Despejo” (1960)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-23) Santos, Ana Laura Perenha dos; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; https://lattes.cnpq.br/4677417317938126; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Coito, Roselene de Fátima; https://lattes.cnpq.br/4593755793342327
    Considerando o cenário atual, onde existe um debate crescente acercada educação institucionalizada ou informal, a presente pesquisa busca identificar aspectos da interface da História Pública, suas práticas e suas reflexões com a literatura. Para tanto, mobilizamos as conceituações de biopoder e de disciplina delineadas nas obras de Michel Foucault. Buscamos compreender, a partir da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, como a biopolítica opera, por meio do racismo de Estado, marginalizando as populações negras e como Carolina Maria de Jesus resiste a esse mecanismo de exclusão e de segregação a partir da experiência da escrita durante todo o período que vive na favela do Canindé. Ademais, procuramos verificar como, a partir da escrita de si, uma prática de História Pública é possibilitada, haja vista ser um campo de pesquisa que promove a validade dos múltiplos discursos produzidos sobre as representações do presente ou do passado sem hierarquizá-los em que pese a necessidade das trocas de experiências que buscam atrelar prática à reflexão teórica/metodológica produzindo conhecimento .Assim, em nossas análises foi possível perceber que Carolina Maria de Jesus, ao mostrar em seu texto como a biopolítica age sobre a população favelada por meio da fome e das insalubres condições que a submete ,acaba exercendo uma prática de História Pública a partir da margem. Além disso, é por meio da literatura que ela resiste ao poder desse espaço biopolítico, uma vez que consegue viver e se deslocar do quarto de despejo, a favelado Canindé, passando a habitar a sala de visitas. Palavras-chave: História Pública. Literatura. Biopoder. Sociedade Disciplinar. Carolina Maria de Jesus.
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    Como abordar a temática do comunismo nas aulas de história: uma proposta metodológica a partir dos games
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-11-19) Silva, Cleverson José Catore da; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/1240793045087510; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004
    A presente dissertação tem como objetivo discutir estratégias acerca do uso dos games nas aulas de História tomando por base a temática do comunismo. Elemento do universo cultural de crianças e adolescentes, os jogos digitais se constituem numa importante ferramenta de aprendizagem histórica na medida em que podem auxiliar no desenvolvimento de conceitos históricas como tempo, espaço, economia, classe social, cultura, poder e narrativa, dentre outros. A escolha do comunismo como conteúdo norteador se deu em face de que esta noção continua sendo (res) significada e mobilizada na sociedade brasileira para justificar a defesa de determinados posicionamentos políticos por parte daqueles que veem esta doutrina como uma ameaça à religião, à família e à pátria brasileira. Para tanto, traçamos o percurso histórico de como este conceito se constituiu historicamente, sobretudo a partir da contribuição teórica de pensadores com Karl Marx e Vladmir Lenin. Em seguida, problematizamos como e quando as ideias comunistas chegaram ao Brasil e como foram recebidas pelos setores mais tradicionais da sociedade - culminando numa reação oposta a esta doutrina, ou seja, anticomunismo. Expresso em três matrizes principais – religião, liberalismo e militarismo -, o discurso anticomunista foi responsável por elaborar um conjunto de representações negativas acerca do comunismo, as quais, ainda hoje, povoam o imaginário popular e que são marcadas por exageros, equívocos e imprecisões históricas. Disseminada principalmente pelas redes sociais - tais como o facebook, instagram, twitter e youtube – essas representações exercem grande influência sobre a maneira pela qual estudantes e os indivíduos em geral (res) significam o conceito de comunismo tratado em sala de aula, sendo que tais narrativas muitas vezes se contrapõem à interpretação histórica do tema. Por fim, elaboramos um jogo digital para ser trabalhado com alunos do ensino fundamental II e que tem como narrativa a trajetória do comunismo no Brasil.
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    Consciência histórica e temática das mulheres nos livros didáticos de história
    (Universidade Estadual do Paraná, 2017-03-27) Paula, Larissa Klosowski de; Campoi, Isabela Candeloro; https://lattes.cnpq.br/8568342954658223; https://lattes.cnpq.br/4359683635948704; Campoi, Isabela Candeloro; https://lattes.cnpq.br/8568342954658223; Schimidt, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos; https://lattes.cnpq.br/1253046260139699; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336
    A partir da análise da trajetória da cientificização da história e sua relação com a disciplina escolar, o objetivo da pesquisa foi identificar se os fundamentos do pensamento histórico científico ocorrem nos livros didáticos de história de acordo com as premissas cunhadas pelo historiador alemão Jörn Rüsen, dando ênfase na representação da temática das mulheres no material analisado. Diante desse objetivo, foram selecionadas as três coleções de livros didáticos (modalidade Ensino Médio) mais distribuídas às escolas públicas brasileiras no ano de 2015. Para tanto, como os livros didáticos, para serem avaliados e catalogados pelo Guia dos Livros Didáticos, seguem os crivos dos documentos norteadores, foram analisados esses documentos, especificamente os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Por se tratar de um estudo realizado no estado do Paraná, foi importante trazer à tona as considerações das Diretrizes Curriculares Estaduais da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. Logo, a metodologia empreendida consistiu em pesquisa bibliográfica, já que o objeto e fonte dessa pesquisa recai nos livros didáticos e nos documentos que norteiam esse material, à luz das premissas do historiador alemão Jörn Rüsen. A problematização em torno desse aspecto consistiu em compreender até que ponto a cultura histórica escolar brasileira coincide com as premissas desse renomado autor no que afere à educação histórica, para qual Rüsen salienta a importância da especificidade do ensino de história e os meios para se chegar até ele. Na análise observou-se que há discrepâncias no que se refere à formação da consciência histórica e na temática das mulheres dentro dessa perspectiva. Isso porque algumas das competências salientadas por Rüsen não compõem as obras didáticas analisadas, sendo insuficientes para a formação da consciência histórica do alunado.
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    Contribuições da literatura para a formação humana: uma análise da obra Félix – O Livro das Maravilhas, de Raimundo Lúlio (1232–1316)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-02-28) Sérgio, Silvia Carla; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058; https://lattes.cnpq.br/3524091153923816; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Oliveira, Terezinha; https://lattes.cnpq.br/7525108577501517
    Esta pesquisa foi uma análise da obra Félix - o livro das maravilhas, escrita por Raimundo Lúlio, e a contribuição por sua intencionalidade educativa referente ao homem medieval. O objetivo principal foi o de compreender a educação intelectual e moral, tratada por Lúlio, em busca de uma formação que preparasse o homem para a vida em comunidade e para o seu bem comum. Para desenvolver este trabalho, foi utilizada a História Social sugerida por Marc Bloch (1886-1944), como base para compreender as relações sociais, culturais e filosóficas, que permeavam as reflexões do autor Raimundo Lúlio. A literatura expressa e registra como pensavam e agiam os homens em diferentes períodos históricos, e a História oferece registros e investigações sobre fatos que os comprovem. Nesta análise, dialogou-se com autores como: Jacques Le Goff (1924-2004), Franco Junior, Terezinha Oliveira, entre outros, que se dedicaram ao estudo das diferentes produções do final do século XIII e início do XIV e discutiram a produção intelectual do homem, pensamento e sociedade medieval, na busca de considerar a sua relevância para a compreensão da sociedade retratada nas obras. A partir da pesquisa dedicamos um capítulo para apresentar a importância da literatura para o ensino.
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    De Colônia Thereza à Freguesia de Therezina (1847–1871): A história de uma colônia às margens do Rio Ivaí na perspectiva da história pública
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-03-31) Oliveira, Roberto Aparecido de; Priori, Angelo Aparecido; https://lattes.cnpq.br/9430424742681196; https://lattes.cnpq.br/6273001281649328; Priori, Angelo Aparecido; https://lattes.cnpq.br/9430424742681196; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Silva, Karla Maria da; https://lattes.cnpq.br/9712004112106507
    Neste trabalho foram analisados aspectos políticos, culturais, e econômicos, acerca da Colônia Thereza a partir de sua edificação em 1847 até 1871. Buscamos respostas sobre o que levou em tão pouco tempo, uma colônia de sucesso, ao fracasso, à descaracterização, e perda da identidade, bem como, o seu processo de resiliência, que mesmo decadente se mantinha enquanto local de interesse nacional. As relações da colônia com a região de Guarapuava, com a província do Paraná, e com o Império ajudam nesta compreensão, mas fontes como os relatos de Thomas Plantagenet BiggWither, engenheiro inglês que viveu dois anos na Colônia Thereza e região do Rio Ivaí em uma missão de trabalho, documentos oficiais do Governo do Paraná, da Câmara Municipal de Guarapuava, da Diocese de Guarapuava, e publicações da época, são essenciais para compreendermos as entrelinhas desta história pública. A política de colonização está intrínseca em nossa busca por compreensão, mas em nossa gama de análises as vozes do presente foram fundamentais nas releituras do passado, então recorremos à entrevistas e em depoimentos em página própria de nossa pesquisa, pois o público precisa saber porque acabou a Colônia Thereza Cristina, e como ficou a Freguesia de Therezina, bem como, como está o Distrito de Tereza Cristina.
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    Educação ambiental na perspectiva histórica: os tesouros descobertos (xviii) de João Daniel para os públicos no Instagram (xxi)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-0310) Rocha, Denilton Gabriel Ambrosio da; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; https://lattes.cnpq.br/4036575354055790; Moraes, Eulália Maria Aparecida de; https://lattes.cnpq.br/8344111210044375; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Santos, Christian Fausto Moraes dos; https://lattes.cnpq.br/5914025585832203
    As medidas recomendadas para a natureza amazônica do Estado do Grão-Pará e Maranhão no projeto do Pe. João Daniel (1757-1776) em sua perspectiva deveriam conduzir a uma reorganização do modelo de produção. Considerando as investigações sobre as relações sociopolíticas e o desenvolvimento das ciências na Modernidade, os estudos a respeito da produção do Pe. João Daniel apontam para uma exploração racional, organizada, que, de alguma maneira, pudesse propor uma relação melhor com a natureza. Nessa investigação, utilizamos da discussão bibliográfica para alcançar nossos objetivos. Desse modo, este trabalho é relevante a partir da compreensão de que não existiam trabalhos acadêmicos de história que buscavam levar as proposições do jesuíta João Daniel para a América Portuguesa no final do século XVIII, como exemplo de temática histórica que leva ao debate, para o espaço público do Instagram. A História Pública é um espaço de diálogo da produção do conhecimento, não apenas divulgação da História. A produção do saber acontece de forma compartilhada, sendo que o foco no lugar artesanal da produção é maior que em um possível resultado.
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    Equipes multidisciplinares das escolas estaduais da região noroeste do Paraná: limites e potencialidades na aplicação da Lei 10.639/03
    (Universidade Estadual do Paraná, 2015-11-23) Santos, Celso José dos; Mendes, Claudinei Magno Magre; Oliveira, Eduardo David; https://lattes.cnpq.br/5201908900947666; https://lattes.cnpq.br/3032720343513196; https://lattes.cnpq.br/4774266304230055; Mendes, Claudinei Magno Magre; https://lattes.cnpq.br/3032720343513196; Oliveira, Eduardo David; https://lattes.cnpq.br/5201908900947666; Campoi, Isabela Candeloro; https://lattes.cnpq.br/8568342954658223; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336
    Essa pesquisa registra os limites e potencialidade das Equipes Multidisciplinares instituídas nas unidades escolares de educação básica da Rede Estadual Pública de Educação no Noroeste do Paraná, como mecanismo de política pública de ação afirmativa educacional voltada para dar efetividade à Lei 10.639/03 e à Educação das Relações Étnico-Raciais. Foi desenvolvida sob o olhar de um pesquisador participante, militante sindical e do movimento social negro. A análise desse objeto iniciou com o processo histórico que produziu exclusão e o grave quadro de vulnerabilidade educacional da população negra, bem como processo de conquista de políticas públicas de ações afirmativas educacionais em favor da população negra paranaense, que culminaram na instituição das Equipes Multidisciplinares. O cerne da investigação, a partir do estudo de caso das equipes multidisciplinares do município de Paranavaí, possibilitou identificar elementos de limitação e de potencialidades dessas Equipes Multidisciplinares. O método de pesquisa qualitativa, documental e bibliográfica e de estudo de caso, contou com uma farta documentação obtida pelo Ministério Público do Paraná que desencadeou um Processo Administrativo para monitoramento da implementação da Lei 10.639/03 na educação paranaense, bem como junto à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED), ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranavaí, às Unidades Escolares, cujas Equipes foram investigadas e junto aos movimentos sociais afetos a essa causa. Numa abordagem interdisciplinar e multicultural crítica, o objeto foi investigado a partir de um referencial teórico articulando uma perspectiva histórica, crítica e multicultural, tendo a raça e classe como categorias fundantes no processo de formulação de políticas públicas educacionais para a população negra.
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    Estado, políticas de educação e ensino: em debate a Base Nacional Comum Curricular (2015–2017)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2018-11-09) Costa, Raquel da; Molina, Adão Aparecido; https://lattes.cnpq.br/2722357341071060; https://lattes.cnpq.br/8357348620436795; Molina, Adão Aparecido; https://lattes.cnpq.br/2722357341071060; Moreira, Jani Alves da Silva; https://lattes.cnpq.br/8162047783765424; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336
    Esta pesquisa se insere na linha de estudos sobre Educação, História e Formação de Professores do Programa de Pós-Graduação - Mestrado Acadêmico em Ensino - Formação Docente Interdisciplinar - da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – Campus de Paranavaí, que tem por objetivo oferecer oportunidades de desenvolvimento científico destinado à formação de professores pesquisadores com amplo domínio de seu campo de saber. Traz como tema de discussão a Base Nacional Comum Curricular - BNCC no contexto das transformações socioeconômicas e políticas ocorridas no início do Século XXI no Brasil. O objetivo é contextualizar a produção do documento de modo a compreender seu processo de construção e implementação, identificando os agentes políticos e privados que estão implícitos nas políticas educacionais. Justifica-se tal estudo pelo fato de que, nas últimas décadas do século XX e nas primeiras décadas do século XXI, o Brasil passou a fazer parte das pesquisas educacionais em nível mundial e a seguir orientações educacionais pensadas pelas Nações Unidas, por meio da Unesco, para os países em desenvolvimento. Para a realização das leituras, da análise e interpretação das fontes estudadas, foram selecionadas e elencadas algumas categorias básicas contidas nos documentos investigados, tais como: habilidades e competências. Essas categorias darão suporte a categorias posteriores que surgem das leituras dos documentos e das fontes bibliográficas de autores que estão em consonância com as propostas do Banco Mundial e da Unesco nas propostas para a educação do século XXI, dos países em desenvolvimento. Esses autores fundamentam uma concepção de aprender a aprender e da Pedagogia das competências propondo uma educação capaz de solucionar as divergências sociais por intermédio de conteúdos disciplinares. O texto está organizado em três partes, conforme seguem: primeiro um estudo sobre Estado; Políticas e Educação no Brasil, em seguida as Reformas de Ensino no Brasil sob os postulados da Unesco e, por último uma análise sobre a BNCC referente à etapa do Ensino Fundamental. Os resultados alcançados pelo estudo apontam que os documentos oficiais da educação brasileira seguem numa perspectiva de reforma e de organização da política educacional em acordo com as propostas das políticas mundiais. A nova base nacional comum curricular é uma continuidade de ações que se desencadearam a partir da década de 1990, quando o Brasil assumiu compromissos para reorganizar a educação nacional em consonância com a nova visão de educação para o século XXI da Unesco.
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    Fazendo valer a Lei 10.639/03: contribuições da disciplina de educação física para o ensino de História da África e da cultura afro-brasileira
    (Universidade Estadual do Paraná, 2018-09-25) Santos, Vania Catarina Machado dos; Silva, Ricardo Tadeu Caires Silva; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/2781904117256959; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Chaves, Otávio Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/0591671557668004; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058
    Nesta dissertação discutimos as contribuições da disciplina de Educação Física para a implementação da lei 10.639/03 nas escolas públicas do Estado do Paraná. Em especial, analisamos os trabalhos realizados pelos professores participantes do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE/SEED/PR) que desenvolveram seus estudos acerca da cultura africana e afro-brasileira e, em especial, sobre os conteúdos de capoeira e danças afro-brasileiras. O recorte temporal adotado abarca o período compreendido entre os anos de 2007 a 2014 e foi adotado em razão de contemplar o início e o fim das produções PDE que estão disponibilizadas no portal Dia a Dia Educação. A pesquisa, de cunho qualitativo, contemplou a análise das referidas produções a partir do diálogo com a literatura acadêmica afeta ao tema bem como à luz materialismo histórico dialético. A análise das fontes demonstrou que, embora haja a preocupação de parte dos professores de Educação Física em contribuir para a aplicabilidade da lei, estes ainda têm dificuldades para inserir os conteúdos no currículo escolar da disciplina de modo a trabalhar tal temática de forma perene e não apenas em ocasiões pontuais, como a semana da consciência negra. Por outro lado, o trabalho interdisciplinar se apresenta como uma das possibilidades para fazer valer a referida lei, haja vista a relação de tais conteúdos com as disciplinas de História, Geografia, Literatura, Educação Artística, dentre outras.
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    História do Brasil Império em jogo
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-05-16) Botelho, Leiva Cristina Severino; Mello, Ricardo Marques; https://lattes.cnpq.br/5690946182130826; https://lattes.cnpq.br/1789676105980492; Mello, Ricardo Marques; https://lattes.cnpq.br/5690946182130826; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Costa, Marcella Albaine Farias da; https://lattes.cnpq.br/6721324249058751
    Este trabalho tem como objetivo abordar a História do período imperial brasileiro de maneira lúdica e atrativa, por meio da produção de um jogo que atribui às fontes documentais um dos caminhos possíveis para se obter uma visão mais ampliada das versões históricas. Para tal, fizemos uma breve conceituação da palavra jogo, uma descrição de elementos relevantes nos jogos, como a ludicidade, as regras e o “faz de conta”, expresso pela ideia de Círculo Mágico, e debatemos as possibilidades de ensinar e aprender História utilizando jogos, sem desconsiderar as formas tradicionais de ensino. Segundo Rüsen (2011), a disciplina de História não pode mais ser considerada uma atividade divorciada das necessidades da vida prática. Assim, a ideia é que, a partir da discussão e análise dos documentos citados no jogo ora proposto, os estudantes tenham condições de construir e desenvolver sua capacidade de pensar historicamente a respeito de um período frequentemente preterido nas aulas de História no ensino básico. Além disso, o formato do jogo permitirá que professores e estudantes tenham a oportunidade de desenvolver pesquisas e criar, eles próprios, cartas adicionais ao jogo, assumindo uma atitude historiadora, como recomendado pela BNCC (2017). Dessa forma, o jogo Império: História do Brasil em jogo busca despertar o interesse pela nossa História, a partir do acesso a documentos como artigos de revistas, livros, filmes, histórias em quadrinhos etc., os quais revelam um pouco do dia a dia vivido pela população brasileira no século XIX, e colaborar com o processo de difusão dos resultados de estudos de diversos historiadores. Consequentemente, visa a propiciar a expansão do acesso ao conhecimento da História brasileira a um número cada vez maior de pessoas.
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    História e cultura africana e afro-brasileira no ensino paranaense: análise das produções PDE de história (2007–2016)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-02-27) Santos, Thiago Augusto dos; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; https://lattes.cnpq.br/5035146393002410; Silva, Ricardo Tadeu Caires; https://lattes.cnpq.br/6521759429378336; Felipe, Delton Aparecido; https://lattes.cnpq.br/1673979833356158; Perin, Conceição Solange Bution; https://lattes.cnpq.br/8838312470687058
    Esta dissertação tem como objeto central de investigação as produções dos professores de História desenvolvidas no Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), entre os anos de 2007 a 2016, referente à História e Cultura Africana e Afro brasileira. O PDE é uma política pública de formação continuada levada a cabo pelo governo do Estado do Paraná com vistas a capacitar o quadro docente do magistério estadual. Por meio da análise qualitativa dos 303 artigos elaborados pelos professores de História dentro da aludida temática, investigamos se a lei n.º 10.639/03 vem sendo implementada satisfatoriamente nas escolas estaduais paranaenses. A análise das produções foi feita tomando como referência a nova historiografia sobre o negro no Brasil bem como a legislação federal e estadual afeta ao tema. Da análise dos trabalhos constatou-se que estes, em sua grande maioria, estão em consonância com esta nova historiografia bem como demonstram conhecer os diplomas legais e demais instrumentos normativos criados pelos governos federal e estadual para implementação da referida lei. Além disso, diversas produções apontam para o fato da existência da discriminação, do preconceito e do racismo no ambiente escolar paranaense, fato que só reforça a necessidade da continuidade das políticas públicas de formação e capacitação docente. Por fim, destacamos que as produções PDE História se constituem num rico material didático para se trabalhar a História e a Cultura africana e afro-brasileira nas escolas.
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