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Navegando por Autor "Reis, Paulo Roberto de Oliveira"

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    A residência artística como rede complexa de criação: o caso Faxinal das Artes (2002)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-04-20) Voese, Jhon Erik; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; https://lattes.cnpq.br/2862977098319115; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; Reis, Paulo Roberto de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/7123959718032577; Bandeira, Denise; https://lattes.cnpq.br/7336525235378003
    O presente trabalho se debruçou sobre o Faxinal das Artes: programa de residência de artistas contemporâneos que aconteceu entre os dias 17 e 31 de maio de 2002, em Faxinal do Céu, um município do interior do Paraná. Com esse Programa, Jaime Lerner, então governador do Estado, pretendia dar conta de dois propósitos, embora contraditórios entre si, primeiramente, realizar um evento para os artistas debaterem sobre a própria atuação no sistema da arte e, como consequência, formar um acervo com as obras produzidas durante a residência. O objetivo desta pesquisa foi analisar esse acontecimento sob a perspectiva de rede complexa, baseado no conceito de sistema da arte de Anne Cauquelin (2005), além de entender quais as respostas poéticas dos artistas para essa demanda governamental, bem como as possíveis destinações desses trabalhos. Para isso recorre-se ao conceito de rede, de Cecília Almeida Salles (2006), que propõe em Redes da Criação a equivalência entre obra finalizada e processo. A autora demonstra a importância do mapeamento das múltiplas conexões que o artista teve durante a realização de um trabalho. Isso nos leva a tecer os fios que compõe essa complexa relação entre o que foi debatido, visto e vivido em Faxinal das Artes. Outro ponto que a pesquisa evidenciou foi a relação existente entre esse Programa e a formação de um acervo para o NovoMuseu. Essa finalidade não foi cumprida e, após um intervalo de dois anos de indefinição, o destino dessas obras foi o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Ainda, outra polêmica, foi a discussão por parte dos artistas sobre o Programa de residência e a construção de um museu que se colocava como alternativa ao projeto de instalação, em 2002, de uma franquia do Instituto Guggenheim. Neste estudo se retoma o debate sobre marcos da espetacularização a partir do conceito de Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1997). Enfim, ao considerar algumas teses verificou-se que uma apreensão da crítica sobre o Programa como um evento de excessos, decisões monocráticas contrapondo-se à comunidade artística e, por outro lado os artistas participantes que acreditavam na promoção de uma alternativa à espetacularização. Neste estudo, a teoria debordiana possibilita compreender Faxinal tanto como “crítica espetacular do espetáculo” quanto como um “plagiato necessário”.
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    Crítica de arte e vanguarda no Brasil – anos 1960
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-25) Fransolino, Milena; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; https://lattes.cnpq.br/8559212139993307; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; Reis, Paulo Roberto de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/7123959718032577; Kaminski, Rosane; https://lattes.cnpq.br/0588374677778245
    A crítica de arte brasileira, a partir de meados do século XX, apropria-se de um lugar mais influente na discussão em torno da arte de vanguarda feita em terras nacionais. Frente ao autoritarismo do Estado a partir do golpe de 1964, artistas e críticos passaram a assumir posições mais contundentes e críticas diante da realidade brasileira. Dos artistas, esperava-se uma maior comunicação com o espectador e que a arte se tornasse mais acessível, a partir do retorno da figuração, dos objetos e da utilização de materiais diversos, muitas vezes precários, que faziam alusão à situação social de um país subdesenvolvido. A crítica trazia ao debate assuntos como o subdesenvolvimento, a ditadura, a indústria cultural e o anti-imperialismo. A ordem do dia era, então, a tomada de posição perante a realidade nacional e uma arte comprometida com o seu tempo. As mudanças na realidade sociopolítica afetaram diretamente a produção dos artistas e, por consequência, o exercício crítico no Brasil – o campo intelectual passou a desempenhar um papel de resistência contra o governo autoritário. Nesse sentido, esta pesquisa se ancora principalmente em textos escritos por reconhecidos críticos de arte entre os anos de 1965 e 1968 para buscar compreender de que forma se deu a discussão acerca da arte de vanguarda no Brasil. Pretende-se, sobretudo, acompanhar a noção pública de vanguarda na arte brasileira através de textos escritos em torno das exposições que traziam artistas percebidos como vanguardistas pela crítica e, por fim, interpretar as variações e especificidades dos conceitos de vanguarda no Brasil conforme operados pelos críticos dentro do recorte temporal aqui proposto. Esta dissertação não se propõe a discutir um conceito de arte de vanguarda único e acabado; pretende-se compreender, ao invés disso, as variadas concepções do que seria uma arte de vanguarda para os críticos em exercício no Brasil dos anos 1960.
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    Intervenção e colaboração nas ações do grupo 3Nós3 (1979–1982)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-06-01) Paris, Gustavo Candido de Jesus; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; https://lattes.cnpq.br/1417670610829365; Freitas, Artur; https://lattes.cnpq.br/7705592106667807; Moraes, Everton de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/7818932710501334; Reis, Paulo Roberto de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/7123959718032577
    O presente estudo tem como objetivo investigar a relação entre arte e política no cerne das práticas artísticas do coletivo de intervenção urbana 3nós3. Em atividade entre os anos de 1979 e 1982, o grupo, formado por Mario Ramiro, Hudinilson Jr. e Rafael França, realizou uma série de ações assumindo a priori o espaço da cidade como principal suporte no contexto político da redemocratização brasileira, em que o país se encontrava sob o governo de João Batista Figueiredo. Marcado pelas lutas sociais dos movimentos estudantil e de trabalhadores, o período foi representativo pelo processo de retomada do espaço público pela sociedade civil como arena de manifestações públicas, incluindo-se as práticas artísticas de caráter experimental. Em paralelo, agentes do campo das artes visuais passavam a se empenhar na atuação institucional ao mesmo tempo em que se organizavam em redes de sociabilidade artística, promovendo o intercâmbio e o fortalecimento do pensamento contemporâneo no sentido de fundar as bases institucionais mínimas para sua produção, circulação e difusão. Nesse sentido, este trabalho se debruça sobre o estudo do grupo 3nós3 e suas práticas à luz do contexto político e institucional do campo da arte a ele diretamente relacionados, problematizando considerações que generalizam o complexo e heterogêneo período do regime militar e pouco comentam o lugar do 3nós3 no estabelecimento dessas redes e suas contribuições em um processo mais amplo, qual seja, o de reconfiguração das instituições de arte a partir dos anos 1980. Partindo da hipótese de que o trio – assim como boa parte dos artistas desse período – foi representante de uma reorientação política da arte produzida no Brasil nesse período, o trabalho busca analisar as possíveis formas políticas manifestadas em suas ações, organizando-as em duas categorias: a obra como intervenção e a colaboração como forma política. Tais categorias metodológicas tornam-se eficazes para identificar duas fases distintas na atuação do 3nós3, sendo a primeira representada pelas ações iniciais do grupo (Ensacamento, X-galeria e Tríptico) e, a segunda, pelas ações performáticas no âmbito do Evento fim de década e as ações de grande escala a partir dos anos 1980; tendo a ação Interdição como ponto de transição entre os dois momentos do grupo, compreende-se o conjunto da obra do trio como ações complexas que evocam a ideia de um espaço público ampliado, o qual assume a cidade, a mídia de massa e a instituição-arte. Em uma chave mais ampla, busca-se contribuir para a historiografia da arte do período para além das considerações que se encerram no caráter amplamente estudado acerca da chamada geração 80, levando em consideração os esforços na institucionalização da produção contemporânea do período e destacando a potência política de poéticas visuais que se voltam para as questões internas à arte como problema central.
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    Um olhar sobre Gilda Belczak e o contexto artístico de Curitiba na década de 1960
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-15) Bittencourt, Edenise de Fátima; Reis, Paulo Roberto de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/7123959718032577; https://lattes.cnpq.br/8277217235733078; Kaminski, Rosane; https://lattes.cnpq.br/0588374677778245; Perigo, Katiucya; https://lattes.cnpq.br/3276360847818285
    Esta dissertação investiga a trajetória e a produção artística de Gilda Elizabeth Belczak, situando sua obra no contexto das transformações das artes visuais em Curitiba nas décadas de 1950 e 1960. O problema de pesquisa consiste em compreender de que modo sua poética dialoga com o processo de consolidação do modernismo e com as tensões entre tradição acadêmica e renovação estética em Curitiba. O objetivo central é analisar sua formação, atuação e legado, destacando suas contribuições para a arte moderna em Curitiba. A metodologia articula abordagem histórico-cultural, análise formal e iconográfica de obras, além de pesquisa documental em acervos públicos e familiares, dialogando com outros pesquisadores e artistas que foram contemporâneos à artista. Conclui-se que, apesar de sua morte precoce, Gilda Belczak desempenhou um papel significativo e reconhecido no processo de renovação artística curitibana, consolidando um legado que articula arte e educação.

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