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Navegando por Autor "Priori, Claudia"

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    A condição feminina e o uso de histórias de vida na formação da consciência histórica
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-04-24) Gonçalves, Giselia dos Santos Melo; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; https://lattes.cnpq.br/5535731134474363; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Urban, Ana Claudia; https://lattes.cnpq.br/1355400163710343
    Essa pesquisa teve como objetivo a criação de uma Unidade Temática Investigativa com o uso de história de vida de mulheres, destinada a alunos e alunas do ensino fundamental. Está fundamentada nos preceitos teóricos e metodológicos da Educação Histórica. As pesquisas reveladoras de expressiva desigualdade de gênero, altas taxas de feminicídio, violência baseada em gênero e invisibilidade das mulheres na historiografia e nos manuais didáticos, serviram de mote para a categorização do tema do projeto aqui apresentado como “histórias difíceis”, sendo essa a forma com que o historiador alemão Bodo Von Borries, define as histórias dos povos colonizados ou vítimas de genocídio. São histórias que despertam sentimentos como culpa, revanchismo e que, muitas vezes, se prefere esquecer. Nesses casos, a história oculta dos perdedores, como histórias de vida de mulheres, é uma forma de se difundir as histórias e tradições dos dominados. No entanto, a abordagem dessas histórias deve visar uma reconciliação entre os antigos inimigos (vítimas e perpetradores) ou consigo mesmo (afastando-se de culpas). A partir dessas análises, refletimos acerca da “contribuição do ensino de História para o processo de reconciliação no âmbito das relações de gênero”. Referenciamos nossos estudos em Rüsen (2009, 2011, 2012,2015), Beauvoir (2016), Perrot (2005, 2018, 2019). Os resultados indicam a possibilidade de uma aprendizagem significativa e de contribuição no processo de reconciliação.
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    A presença e participação de mulheres na política eleitoral do Município de Mamborê-PR (1960–2020)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-25) Sphair, Clarice Pereira de Melo; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/4336105441803095; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Pedro, Joana Maria; https://lattes.cnpq.br/0818383116633579; Almeida, Juniele Rabêlo de; https://lattes.cnpq.br/5588377981047859
    Essa pesquisa aborda a presença e participação de mulheres na política eleitoral do Município de Mamborê – PR (1960-2020), tendo como enfoque as relações de gênero e como base metodológica as discussões oriundas da História Oral e da História Pública. Busca analisar quais foram os desafios encontrados pelas mulheres já eleitas, bem como as razões que as encorajaram a seguir nesse campo historicamente ocupado por homens. Mesmo compondo a maioria entre o eleitorado, a maior parte das mulheres não se candidata para exercer uma função no Legislativo ou no Executivo, e como consequência, a história do município quase sempre teve uma Câmara de Vereadores dominada por homens. Entretanto, algumas mulheres conseguiram votos suficientes para ocupar uma vaga no Legislativo Municipal: Olga Antônia Brunetta (1982); Deomira Brunetta (1992); Sandra da Silva Nascimento Agostinho (2012) e Maria Thereza Pereira Murback (2020). O Executivo Municipal teve representação feminina nos pleitos de (1996 e 2008) com Deomira Brunetta e Márcia Regina Wansovicz Matozo, respectivamente, que foram eleitas e conquistaram esse espaço como vice-prefeitas. Para essa abordagem, nos pautamos em alguns referenciais, tais como Ricardo Santiago (2016), em que apresenta a História Pública como um campo da história que produz conhecimento “com o público e para o público”, assim como no conceito de “autoridade compartilhada”, de Michael Frisch (2016) para pensar a construção do conhecimento histórico. Para as reflexões sobre História Oral fundamentamo-nos em estudos de Marieta de Moraes Ferreira (1994), e para pensar as relações de gênero ancoramo-nos em pesquisas e registros de Flávia Biroli (2012), Joan Wallach Scott (1995) e Joana Maria Pedro (2017). Numa perspectiva de maior diálogo com os públicos e também de divulgação do conhecimento histórico produzido nessa investigação, propomos a realização de um documentário, a fim de tornar públicas as memórias e experiências das participações das mulheres na política eleitoral do município de Mamborê. Acreditamos que conhecer as experiências vivenciadas pelas mulheres que já ocuparam o espaço da política eleitoral, contribui para a dimensão pública da história e pode inspirar mais mulheres a ingressarem na vida pública e também reavivar a memória da população, ressaltando para atuais e futuras gerações, a importância da participação feminina nos espaços de decisões, principalmente nos de política eleitoral.
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    Alice Guy-Blaché e os encontros feministas na construção narrativa
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-03-30) Santos, Maritza Muniz dos; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/9277471242268634; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Mendes, Maria Cristina; https://lattes.cnpq.br/9740175774603031; Tedesco, Marina Cavalcanti; https://lattes.cnpq.br/4477543150852748
    A pesquisa tem como objeto de estudo a trajetória da cineasta francesa Alice Guy Blaché e suas obras fílmicas, investigando o cenário de produções artísticas do final do século XIX e início do XX, principalmente por mulheres, assim como o próprio movimento feminista, através de suas pautas por direitos igualitários, buscando entender como essas referências se encontram presentes nos filmes que a cineasta produziu e dirigiu entre 1896 e 1919. Além disso, a pesquisa visa ampliar a visibilidade da cineasta no Brasil, uma vez que teve sua historiografia apagada durante muitos anos e como isso pode ter contribuído para a construção cinematográfica de predominância criativa masculina dentro do cinema. Os filmes Consequências do feminismo (1906), Ocean Waif (1916), A four year heroine (1907) e Falling Leaves (1912) serão analisados de forma a investigar as contribuições da cineasta, através de suas experiências pessoais, históricas e culturais enquanto mulher realizadora.
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    Cinema de horror e história pública: um olhar sobre as representações das mulheres nos filmes "Grave" (2017) e "Orgulho e Preconceito e Zumbis" (2016)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-21) Onofre, Camila; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/3741966717082948; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Ávila; https://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Ferreira, Rodrigo de Almeida; https://lattes.cnpq.br/8305346658802398
    A presente pesquisa teve como objetivo analisar as representações das mulheres nas obras fílmicas: Grave, lançada em 2017 e dirigida por Julia Ducournau, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, lançada em 2016, sob a direção de Burr Steers, sob as perspectivas da tragicidade e da utilização do sangue enquanto elemento horrorífico que estigmatizam as mulheres como perpetuadoras da impureza e maldade, bem como compreender por meio da ótica da História Pública, os usos do passado em congruência com o conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero, e de como essas questões são apresentadas e disseminadas por esses filmes, levando em consideração a potencialidade do cinema enquanto agente produtor e reprodutor de conhecimento. Por meio da metodologia analítica proposta por Manuela Penafria (2009), que discute o cinema enquanto objeto de estudo que permite a reflexão, e da base inspirada nos estudos de Maria Homem (2019; 2021) acerca do feminino e o trágico, fez-se a análise das obras fílmicas identificando mudanças e permanências no que tange às representações das mulheres. A pesquisa identificou nas obras analisadas discursos históricos cristalizados, tais como a mulher enquanto sujeita-objeto, colocando a figura feminina como indivíduo sexualizado atendendo aos anseios masculinos, a utilização do espaço privado como centro das ações das personagens principais, bem como rupturas, como a posição de empoderamento adotada pelas personagens, e a emancipação narrativa sobre os enredos, além da utilização do conhecimento histórico para discussões como a entrada das mulheres na vida adulta, na esfera pública e nos campos político e social.
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    Comédia, ironia e estereótipos: representações femininas em sitcoms norte-americanas do século XX através de I Love Lucy, The Mary Tyler Moore Show e Seinfeld
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-31) Ribeiro, Gabriela Quadros; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/0850505956550540; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Avila; https://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Ribeiro, Regiane Regina; https://lattes.cnpq.br/8502130807154602
    Já na década de 1950, as mulheres estavam representadas nas telas das TVs americanas, inclusive nas chamadas sitcoms – séries de comédia de situação. Desde então, elas vêm sofrendo um processo de evolução que acompanhou a segunda onda feminista e se desenrolou até chegar às personagens atuais. Tendo como objeto de estudo, sitcoms que foram produzidas entre 1950 e 1999, este trabalho tem como objetivo fornecer um panorama sobre a evolução dessa personagem mulher dentro da comédia, tendo em vista como ela lida com temas como casamento, carreira, maternidade, sexualidade, etc. A partir de discussões interdisciplinares acerca da comédia e sua relação com as mulheres, tendo como base os/as teóricos/as Henri Bergson, Helga Kotthof e Nancy Walker, e das configurações de sitcoms na televisão norte-americana no século XX, de acordo com Brett Mills e Judy Kutulas, são analisados episódios pré-selecionados de três programas do período: I Love Lucy, The Mary Tyler Moore Show e Seinfeld. Essas análises partem principalmente dos roteiros e plots dos episódios, focando nos arcos narrativos e nas piadas, eventualmente se apoiando numa análise de linguagem cinematográfica e semiótica, principalmente no tocante a representações visuais de estereótipos e iconografias de acordo com os estudos feministas de cinema e televisão, como proposto por Laura Mulvey e Bonnie J. Dow. Três categorias metodológicas foram elencadas para análise: a personagem e suas relações pessoais – as amizades, a maternidade e o casamento; a personagem e sua relação com o trabalho; a personagem e sua relação consigo mesma, seu corpo e sua sexualidade. Assim, ao final desta pesquisa, um panorama muito claro pode ser traçado em relação às mudanças no tratamento de cada um desses nichos temáticos, possibilitando conclusões mais assertivas e leituras acerca do caminho percorrido pela comédia ao longo desta meia década.
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    Corpos que sangram além da cisgeneridade: imagens monstruosas e outros discursos
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-17) Silveira, Francisco da; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/4440982582243049; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Nogueira, Juslaine de Fátima Abreu; https://lattes.cnpq.br/5283169846765859; Ribeiro, Regiane Regina; https://lattes.cnpq.br/8502130807154602; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    Em uma cultura visual da qual somos pessoas receptoras e produtoras de imagens, é importante questionar o que nos é mostrado, reiterado, assumido e estampado no cotidiano. De imagens internas a externas (endógenas e exógenas), concebemos o mundo que nos rodeia e nos representa. Partindo do que Judith Butler emprega sobre o conceito de “construção”, refletimos sobre os discursos construídos a respeito do corpo, sexo e gênero e a forma como a lógica binária fundamenta as relações de poder, em especial pelo gesto das imagens da fotografia e do cinema. Esta dissertação encontra-se fundamentada nas teorias pós-estruturalista, feministas, queer e com avanços à cripistemologia. Propomos um diálogo com Michel Foucault, Thomas Laqueur, Paul Preciado, Berenice Bento, Michelle Perrot, Donna Haraway, entre outras/os autoras/es a fim de explicitar como o corpo é entendido, quais são as regulamentações e normas atribuídas aos sexos e gêneros e como se constroem as visões de um mundo “feminino” e “masculino”, em que a lógica hegemônica patriarcal prevalece. Contrários aos discursos “naturais”, encontramos os corpos tocados pelo “impuro” e pelo grotesco, sejam em suas formas físicas, psicológicas, de sexualidade ou gênero – corpos abjetos que contribuem significativamente para as imagens monstruosas pensadas nesta dissertação, as quais reverberam no espetáculo do horror. Diante disso, o objetivo deste trabalho consiste em investigar os corpos que ecoam nestas imagens. Como é visto este corpo e se há um atravessamento de gênero que permanece na cultura visual proporcionada por essas imagens, uma circularidade, um pathos que continua a manter uma visão sustentada por discursos médicos, biológicos, científicos e religiosos sobre o corpo e a monstruosidade a ele atribuída? A fim de refletir sobre essas questões, propomos uma metodologia fundamentada em Jean-Jacques Courtine e o conceito de intericonicidade, bem como as contribuições de Aby Warburg recuperadas por Didi Huberman e Etienne Samain. Compreendemos as imagens pelos insights que elas suscitam em nós e em suas relações com outras imagens – na tessitura do que chamamos de pathos. Apostamos que toda imagem é, também, um discurso – um já dito, uma imagem “velha” que a mídia recupera dentro de um acontecimento “novo”. Esses objetivos são traçados junto à constelação triádica proposta por Hans Belting (corpo-imagem-mídia), em que as imagens são entendidas entre a negociação de um corpo e uma mídia. Após tensionar essas reflexões, a partir do distanciamento do olhar cisgênero-normativo que continua a firmar noções de um binarismo já instaurado (ou se é homem ou mulher), dialogamos com Gilles Deleuze e o conceito de fabulação, a fim de proporcionar uma leitura de um corpo não-binário que o cinema de horror (e outras artes, de modo geral) pouco representa e mais silencia. Encontramos na fabulação um gesto de criação de modos de existências-outras, pelas quais nos fazemos pessoas vistas e ouvidas. Assim, para além da pergunta disparadora, também apontamos para novas formas de se integrar àquilo do qual nos sentimos já parte: da vida, da natureza e das relações. Este trabalho é um esforço circular e paralelo daquilo que [não] vemos e inevitavelmente nos olha.
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    Cultura Visual e Representação Feminina no Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-11) Barros, Liége Fonseca; Kobelinski, Michel; https://lattes.cnpq.br/1310902714344771; https://lattes.cnpq.br/5558357150833635; Kobelinski, Michel; https://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Perry, Jimena
    Nesta pesquisa estudamos as articulações entre museu, cultura visual e representação feminina, com o objetivo compreender a divulgação de conteúdo e a sua recepção pelo público do Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira (Campo Mourão-PR). À luz dos conceitos da história pública, gênero e cultura visual, procuramos compreender como a audiência desse museu apreendeu seu acervo fotográfico, além de analisar o impacto da organização de exposições a partir dos princípios de gestão arquivística e mediação acerca da ausência/presença feminina em sua cultura visual. De que maneira esse equipamento cultural possibilitou a interpretação, exposição, a difusão e o debate de seu acervo tendo como pano de fundo a ausência/presença das mulheres? A pesquisa culminou na formação de públicos através da exposição “Nós, Mulheres Plurais”, realizada durante a Semana Nacional de Museus e a Primavera dos Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), nos meses de maio e setembro de 2022. Os dados da pesquisa de campo foram obtidos através da análise de acervo fotográfico e artístico, oralidades e performance de arquivos – institucional e pessoal – através de narrativas visuais, textuais e poéticas, realizadas com um coletivo de mulheres, com aplicação do protocolo “Pop Up Museum” (exposições conjuntas e coordenadas, diálogo com o público, colaboração, coautoria e observação do público).
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    Da Mitologia Clássica ao Romance Contemporâneo: as interfaces e representações da personagem Circe
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-29) Nascimento, Thais Martins do; Coqueiro, Wilma dos Santos; https://lattes.cnpq.br/0153461918591041; https://lattes.cnpq.br/3823569789420361; Coqueiro, Wilma dos Santos; https://lattes.cnpq.br/0153461918591041; Polato, Adriana Delmira Mendes; https://lattes.cnpq.br/0099891414348765; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Alves, Érica Fernandes; https://lattes.cnpq.br/6485711533901908
    Com o surgimento de movimentos sociais como o Feminismo, a literatura de autoria feminina se deparou com a oportunidade de reavaliar personagens icônicos que atravessaram o tempo e o espaço oferecendo uma nova perspectiva sobre eles. Nesse contexto, os mitos clássicos, em especial os femininos, como representações arquetípicas da realidade, ganham novas interpretações e versões no mundo contemporâneo. Com isso, a reescrita de obras clássicas por mulheres desempenha um papel fundamental na desconstrução de estereótipo de gênero, pois, ao oferecer uma nova perspectiva feminina sobre personagens e histórias consagradas, essas escritas desafiam as narrativas patriarcais e destacam a importância das vozes femininas na literatura. Na Odisseia de Homero, uma obra épica do século VIII a.C., a personagem Circe desempenha um papel secundário nas aventuras de Ulisses, o herói grego e protagonista da história, sendo caracterizada como um feiticeira com intenções maléficas. No entanto, na obra contemporânea Circe: um romance, publicado em 2018 pela escritora estadunidense Madeline Miller, a personagem assume o protagonismo de sua própria história, explorando sua identidade e revendo fatos por uma nova ótica ao vivenciar uma jornada pessoal significativa. A partir disso, esta pesquisa tem como objetivo analisar a reconfiguração da jornada da heroína nesse romance de autoria feminina contemporânea, pautando-se em aportes teóricos oriundos da História das Mulheres, da Mitologia Clássica, da Literatura Comparada, dos Estudos Culturais e da Crítica Feminista. O propósito deste estudo é destacar, por meio de uma abordagem interdisciplinar, o impacto do movimento feminista no protagonismo das mulheres em representações sociais e literárias contemporâneas. Busca-se, assim, proporcionar uma nova interpretação do cânone literário masculino excludente, promovendo uma maior diversidade na leitura e escrita de obras contemporâneas e incentivando reflexões inovadoras sobre temas relacionados à condição feminina, ampliando o entendimento e a valorização das experiências das mulheres na literatura. O objetivo é fomentar uma visão mais inclusiva e representativa, de modo a enriquecer o panorama literário e proporcionar uma leitura mais abrangente e significativa para todos os/as leitores/as.
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    Desde o Início, As Mulheres Eram o Sol: reflexão sobre a autobiografia de Raichô Hiratsuka em diálogo com a História Pública e o feminismo japonês
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-08-26) Matsuoka, Vanessa Mayumi; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/4860692443124522; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Feldman, Alba Krishna Topan; https://lattes.cnpq.br/4778253744058116; Campoi, Isabela Candeloro; https://lattes.cnpq.br/8568342954658223
    Esta pesquisa tem como fonte primária a autobiografia da ativista política Raichô Hiratsuka, intitulada In the Beginning Woman was the Sun: the autobiography of a japanese feminist (2006) apresentou um relato sobre sua vida até 1917. No estudo, apresentamos o contexto japonês da segunda metade do século XIX e início do século XX, para situarmos o surgimento de um movimento feminista nascente em torno da Revista Seitô pela ótica de Raichô. Analisada também a partir da metodologia da História Pública, uma prática que não é novidade na historiografia, mas atualmente tem alcançado maior debate. Em suma, o principal objetivo é o público, e o movimento que o conhecimento histórico faz desde sua criação por esse público amplo, como por construção no formato da historiografia em conjunto e por último como disseminação desse material. O grupo formador da revista, sob liderança de nossa protagonista, possuía como ideal o conceito “de mulher para mulher” e praticava um contato direto com suas leitoras mediante cartas promovendo e disseminando a conscientização sobre o lugar social das mulheres na sociedade japonesa, se utilizando da prática de compartilhamento de autoridade, e disseminação de conhecimento histórico, ferramentas fundamentais para analisarmos pelo campo da História Pública. Observamos como Raichô Hiratsuka em contato com ideias ocidentais, principalmente advindas da escritora sueca Ellen Key (1849-1926), as reinterpretou ao pensar sobre as mulheres, incorporando elementos de sua própria cultura, atuou num contexto de consolidação de uma reforma conservadora no Japão, promovendo um espaço de diálogo e ruptura com o modelo tradicional de comportamento. E ao analisarmos sua autobiografia tivemos acesso a outros movimentos que formaram o pensamento da japonesa moderna no mercado de trabalho.
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    Dos palcos às telas, o espetáculo da (des)humanidade: relação entre os freak shows e Vênus Negra/2010
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-12-09) Krambeck, Isis Müller; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/7751526076203047; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Wosniak, Cristiane do Rocio; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; John, Valquíria Michela; https://lattes.cnpq.br/0028569012805646
    Este trabalho aborda como o controle e a representação sobre o corpo feminino são construídos ao longo do tempo, tanto pelos discursos médicoscientíficos, quanto pelas indústrias de entretenimento, sejam em tempos passados ou contemporâneos. Lançando um olhar para a história do cinema, buscamos discutir questões em torno do corpo com deficiência, problematizando como essas características foram produzidas e utilizadas para respaldar os espetáculos conhecidos como Freak Shows, os shows de horrores, assim como foram adotadas em várias produções cinematográficas, especialmente no filme Vênus Negra (2010). Temos ainda como objetivo compreender a posição e o tratamento dado ao corpo com deficiência seja pela sociedade ou pelos saberes da época, que embasavam sua diferenciação de maneira objetificada, para além das condições genéticas. Geralmente, ao corpo das mulheres com deficiência fora atribuído a condição de monstruosidade, e isso nos fez pensar e utilizar a categoria de “monstra” para melhor problematização desses atributos dispensados ao feminino. Nessa perspectiva, analisamos o longa-metragem Vênus Negra (2010) do diretor e roteirista franco-tunisino Abdellatif Kechiche, buscando compreender os discursos e representações sobre a vida e figura de Saartjie/Sarah Baartman, mulher negra, com deficiência e de origem africana (hotentote), que durante quatro anos teve seu corpo exposto a olhares europeus de maneira hipersexualizada e animalizada. Nossa análise tem como referenciais teórico-metodológicos, estudos propostos por múltiplos pensadores/as, dentre os/as quais Michel Foucault (2001;2004) e Guacira Lopes Louro (2018) para a compreensão da disciplinarização do corpo e entendimento dos conceitos normalidade/anormalidade. Para maior compreensão do feminismo negro, das interseccionalidades, da decolonialidade e da deficiência, utilizamos estudos das feministas Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí (2004), Angela Davis (2016), bell hooks (2013) e de Lélia Gonzalez (1982). Já na análise fílmica, nos pautamos nas propostas metodológicas da pesquisadora Manuela Penafria (2009), assim como na teoria feminista do cinema proposta pelas autoras Laura Mulvey (1983) e Elizabeth Ann Kaplan (1995), que versam sobre a análise da câmera masculina presente no filme. Desse modo, por meio da linguagem fílmica aliada a análise historiográfica de múltiplas fontes, constatamos como os discursos e representações que perpassam a imagem da protagonista no filme Vênus Negra (2010), ainda são amplamente reproduzidas em filmes, seriados e programas televisivos do século XXI – incluindo aqui o contexto brasileiro, no qual referenciamos Muniz Sodré (2002) para exemplificar o que o autor denomina de império do grotesco –, perpetuando desta forma uma visão de subalternidade descrita por Spivak (2010), de controle e dominação do corpo feminino, especialmente o da mulher negra, enquanto território de relações de poder.
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    Memórias do acolhimento institucional de crianças e adolescentes e o processo de adoção em Campo Mourão: um caleidoscópio de experiências
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-07-04) Moyano, Tatiana Larisa; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; https://lattes.cnpq.br/9522940285004822; Cavanna, Federico José Alvez; https://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Rodrigues, Divania Luiza; https://lattes.cnpq.br/7170935324820591; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230
    A presente pesquisa, vinculada à linha de estudo “Memórias e Espaços de Formação”, procura um caleidoscópio de memórias que englobam a relação do processo de adoção com os abrigos institucionais de crianças e adolescentes como espaços de experiência, dialogando com história pública e produzindo conhecimento histórico silenciado socialmente e anulado nas bibliografias existentes. Em decorrência das transformações históricas e sociais os abrigos institucionais e casa lar para crianças e adolescentes e o instituto da adoção foram moldando-se a cultura e local de cada país para sanar as lacunas históricas com reflexões acerca de sua eficácia diante os anseios atuais. Tendo em vista o processo histórico dos abrigos institucionais e da adoção, assim como as realidades e mitigações que o acompanham, é fundamental propiciar aqueles que vivenciaram esse processo a oportunidade de acolher/relatar suas experiências, utilizando os recursos da conversação como maneira de produção de conhecimento histórico, ao mesmo tempo é importante difundir na sociedade o trabalho realizado nos abrigos institucionais e todo o processo adotivo. A partir desta reflexão foram criados momentos de conversação com os públicos dos abrigos institucionais de Campo Mourão, participantes do processo adotivo, equipe de apoio da Vara da família de Campo Mourão e o público que viveu em abrigos institucionais, os quais contribuíram em relatar suas experiências promovendo diálogos com as amplas audiências através dos acolhimentos de suas histórias frente às riquezas que podem ser apresentadas, corroborando ou confrontando com os fatos até então tido como únicos conhecimentos.
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    Mulheres no cinema paranaense, autoras e protagonistas: uma leitura feminista de três filmes contemporâneos
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-09-29) Costa, Ana Pellegrini; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/9043706194571866; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Avila; https://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Araújo, Karla Holanda de; https://lattes.cnpq.br/2822736880722647
    Esta dissertação tem como objetivo realizar a análise fílmica de três obras produzidas no Cinema Paranaense contemporâneo – Tentei (2017), de Laís Melo, A mulher que sou (2019), de Nathália Tereza, e A mesma parte de um homem (2021), de Ana Johann –, buscando verificar quais os temas presentes nos filmes e como eles contribuem para modificar e/ou ampliar a representação de personagens femininas frente às câmeras. Para tal, parte-se do conceito de ponto-de-vista feminista, que compreende serem as mulheres um grupo heterogêneo que compartilha experiências suscetíveis de se fazerem presentes em produções artísticas. Além disso, as leituras críticas visam estabelecer paralelos entre os temas trabalhados nas obras e questões relacionadas às teorias feministas do cinema, em especial as reflexões sobre representação e autoria femininas, apontadas por teóricas como Laura Mulvey, E. Ann Kaplan, Kaja Silverman e Karla Holanda. Somada a tais esforços, aplicou-se uma visão interseccional de feminismos, levando-se em consideração atravessamentos como raça e classe social, trazidos por pensadoras como bell hooks e Patricia Hill Collins. Ademais, este estudo situa-se no campo dos estudos culturais, que entende a cultura e, mais especificamente, o cinema, como um espaço de expressão, importante e frutífero, para que se estabeleçam discussões pautadas no gênero. Por conseguinte, ao se pensar criticamente o cinema, busca-se com este estudo contribuir para o contexto de pesquisas do cinema de mulheres realizado no Paraná e no Brasil.
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    Mulheres realizadoras no horror brasileiro: representação e subversão da outridade em “A Mulher que Põe a Pomba no Ar” (1978) e “O Animal Cordial” (2018)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-12-13) Silva, Maria Luiza Correa da; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/5404188018705272; Priori, Cláudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Mendes, Maria Cristina; https://lattes.cnpq.br/9740175774603031; Cánepa, Laura Loguercio; https://lattes.cnpq.br/8887782644586702
    O objetivo deste trabalho consiste em depreender a imagem da mulher no cinema e, especialmente, no gênero do horror, analisando dois filmes brasileiros, dirigidos por mulheres, e suas singularidades em relação a representação feminina presente no horror. Os filmes selecionados para a análise são “A mulher que põe a pomba no ar”, de 1978, dirigido por Rosângela Maldonado e José Mojica Marins, e “O animal cordial”, de 2018, dirigido por Gabriela Amaral Almeida. Entende-se que a configuração do que é ser mulher na sociedade esteve, por muitos anos, vinculada a papéis específicos aos quais elas deveriam performar, normalmente agarrada a ideias moralistas e subservientes. Apoiando-se nas anotações de Simone de Beauvoir sobre a mulheridade, nota-se que as mulheres são vistas a partir da perspectiva masculina, não como um ser autônomo, mas como um Outro que se contrapõe ao que é considerado homem. Assim como a vida imita a arte, os processos artísticos também refletem os arranjos sociais, dessa forma, o cinema também se apropriou de uma ótica masculinista ao retratar as mulheres nas telas, normalmente as associando a papéis estereotipados nessas narrativas. Partindo desse pressuposto, o cinema de horror hegemônico também cresceu rasgando violências com viés conservador sobre a figura feminina. Dessa forma, essa pesquisa pretende analisar os filmes de Rosângela Maldonado, José Mojica Marins e Gabriela Amaral Almeida, entendendo as nuances dos contextos em que foram lançados, sendo, respectivamente, em plena ditadura militar e no auge da globalização, e como eles subverteram certos estereótipos sobre a figura feminina e em relação ao gênero do horror. Para sintetizar sobre as opressões da mulher, a pesquisa também se baseia nos estudos de bell hooks e Gerda Lerner, que abordam as nuances e as etapas de repressão que as mulheres foram submetidas ao longo dos anos, além de analisar sobre como esses ciclos foram retratados nas artes e, principalmente, no cinema clássico hollywoodiano. A partir disso, o trabalho também se fundamenta sobre o que é o gênero do horror e como as mulheres são vistas nesses filmes, partindo de uma afirmação de que existe peculiaridades de representação estereotipada que se encontram, sobretudo, no horror, além de compreender se existe uma mudança significativa quando um filme do gênero é escrito e/ou dirigido por uma mulher. Então, buscou-se analisar os filmes de uma ótica psicanalítica, utilizando a metodologia proposta por Robin Wood confluída com Francis Vanoye e Anne-Góliot Lètè, observando como eles subvertem a ideia da mulher e de monstro como a Outridade no horror, resultando em desenvolver um novo ângulo de representações no cinema, que procura quebrar com ideais reducionistas da figura feminina e do fazer o horror.
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    Narrativas de violência nas relações de gênero: percepções de estudantes do ensino médio
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-07-27) Santo, Patrícia Fernandes Dal; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/4389599911822198; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; França, Cyntia Simioni; https://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Ferreira, Angela Ribeiro; https://lattes.cnpq.br/3848461237618025
    A violência de gênero se faz presente nas relações sociais nos mais diversos ambientes, se tornando uma discussão para além do currículo escolar, pois perpassa conceitos e preceitos religiosos, familiares, culturais e históricos. Assim, o debate dessa temática no âmbito escolar se faz necessária não apenas para a formação acadêmica dos/as estudantes, bem como para sua formação humana. As discussões acerca da diversidade e da violência quando debatida dentro deste contexto é também uma forma de discutir as demandas de sujeitos/as historicamente excluídos/as, ouvindo suas vozes e reconhecendo seus protagonismos no processo escolar e social. A violência contra as mulheres em nosso país, culturalmente construída e de certa forma tão naturalizada, inclusive os casos fatais como de feminicídios, muitas vezes passam despercebidas e quase imperceptíveis quando ressoam em versos, imagens ou notícias, reproduzindo misoginia, androcentrismo e reforçando uma sociedade de base patriarcal. Desse modo, nossa proposta de experiência pedagógica buscou promover discussões e reflexões em sala de aula sobre a temática da violência de gênero, com estudantes do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual do Campo Vinícius de Moraes - EFM, localizado no distrito de Catuporanga município de Nova Tebas- PR, acerca de alguns contextos em que essas violências são normalizadas e veiculadas. Para isso, a partir de maio de 2021 trabalhamos com uma variedade de materiais didáticos (textos, audiovisuais, dados oficiais, propagandas comerciais, músicas) para contextualizar as violências e muitas vezes, as formas como são naturalizadas. A experiência pedagógica e a Sequência Didática (SD) exteriorizada nesta dissertação é resultado de uma construção partilhada, que foi concebida a partir da mediação da professora entre o tema e a turma de estudantes, e tem como objetivos contribuir para as aulas de ensino de história, ampliando o diálogo e as reflexões sobre a invisibilidade das mulheres, questionando o apagamento de múltiplos sujeitos na historiografia e proporcionando junto aos/às estudantes a oportunidade de conceber suas próprias percepções, produzindo suas narrativas, e consequentemente, a construção do conhecimento histórico. Nossa proposta de experiência pedagógica, assim como a (SD) promove um diálogo constante com os estudos de gênero, a história das mulheres e o ensino de história objetivando discutir e analisar a violência de gênero que atinge as mulheres, problematizando fatos históricos em consonância com a contemporaneidade.
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    “Novos” velho oeste: uma análise das representações de gênero nos filmes Ataque dos Cães e First Cow
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-24) Lourenço, Patrícia; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/1931117243770305; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Faissol, Pedro; https://lattes.cnpq.br/5571263484400881; Guariza, Nadia Maria; https://lattes.cnpq.br/4288700483772190
    Esta dissertação se debruça em analisar de que forma o espaço e visibilidade dos trabalhos das diretoras Jane Campion e Kelly Reichardt nos filmes “Ataque dos Cães” e “First Cow – A Primeira Vaca da América”, respectivamente, que se inserem no gênero cinematográfico western, têm ou não trazido uma nova perspectiva ao apresentar novas representações de masculinidade, feminilidade e sexualidade desconstruindo estereótipos de gênero tipicamente utilizados em filmes de western clássicos dos anos 1930 a 1960. Trata-se de analisar a figura do cowboy e as personagens mulheres em comparação com filmes considerados clássicos do próprio gênero cinematográfico. Além disso, observar como o olhar feminino na direção propõe uma nova perspectiva que pode estar auxiliando a reconfigurar o próprio western como uma produção cinematográfica na contemporaneidade. Com embasamento teórico de gênero categorizado por Joan Scott, utilizaremos os conceitos em que abordam o gênero enquanto construção social, tratando de relações de poder, relações hierárquicas entre os gêneros, o que contribui para a manutenção dos estereótipos e, neste trabalho, buscaremos perceber como o cinema (re)produz isso. Nos baseamos nas teorias feministas e estudos culturais como fio condutor do trabalho. Para discutir sexualidade partiremos das teorias de Michel Foucault e Judith Butler, para a abordagem da relação entre cinema e gênero Guacira Lopes Louro e Teresa de Lauretis, e para masculinidades nos pautamos nas reflexões de Fernando Botton. Para dialogar com os filmes elencados utilizaremos análise de conteúdo partindo da metodologia de análise fílmica de Manuela Penafria, além de elos comparativos por meio de iconografia e análise da forma nas obras cinematográficas.
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    O discurso do defensor de acusado de estupro em audiências de instrução e julgamento: uma análise dialógica
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-11-29) Paula, Carlos Augusto Ramos de; Polato, Adriana Delmira Mendes; https://lattes.cnpq.br/0099891414348765; https://lattes.cnpq.br/6515402427308186; Polato, Adriana Delmira Mendes; https://lattes.cnpq.br/0099891414348765; Franco, Neil; https://lattes.cnpq.br/4761925222915074; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230
    Tomando como base analítica as orientações teórico-metodológicas da concepção dialógica e sociológica de linguagem do Círculo de Bakhtin, sob viés da Análise Dialógica do Discurso (ADD), a proposta de estudo nesta dissertação tem como objetivo analisar dialogicamente o discurso de advogado defensor de um acusado de estupro durante a tomada de declarações da ofendida em audiências de instrução e julgamento. Elege-se como unidade de análise, algumas indagações feitas pelo defensor do réu no caso Ferrer contra Aranha, a partir de duas audiências de instrução e julgamento, disponibilizadas na internet. O caso alcançou dimensão de debate público em razão de parte da audiência ter sido publicizada na internet em 2020, por meio de plataformas como Youtube e outras redes sociais. Metodologicamente, a pesquisa se desenvolve em perspectiva interdisciplinar e assume a natureza qualitativa e interpretativa. A proposta do estudo contempla a compreensão interdisciplinar do tema das lutas feministas, das legislações concernentes aos direitos das mulheres, incluindo Ciências Humanas, Direito, Estudos de Gênero e História. Assim, os objetivos específicos da pesquisa são: (i) analisar como o discurso do advogado refrata e reflete matizes axiológicos que legitimam e regularizam relações dialógicas nele entretecidas; (ii) recuperar a historicidade das lutas feministas pelos direitos das mulheres na sociedade ocidental, a partir dos discursos legais e científicos já ditos, convergentes à compreensão do tema da violência contra as mulheres; (iii) problematizar a legitimação do discurso analisado na esfera ideológica jurídica com auxílio dos aportes teóricos interdisciplinares mobilizados. Aportadas na perspectiva da ADD, corroborada pelas discussões já elencadas, as análises apontam que, em defesa da inocência de acusado de estupro, o advogado mobiliza relações dialógicas e axiologias e constitui em determinados momentos, no cronotopo das relações sociais contemporâneas, um discurso machista, bivocalmente orientado ao intuito de (des)responsabilizar e (des)desculpabilizar. No âmbito da esfera jurídica, ainda, percebe-se que o discurso se constrói hibridizado nas fronteiras entre o cotidiano e o legal, aportado em valores morais, ali legitimados, por vezes, excedendo o foco probatório. Na situação de interação, em adição, efetiva-se um discurso patriarcal irônico, que em alguns pontos chega ao grau de sarcasmo, a sustentar a desestabilização emocional e desqualificação moral da suposta vítima. Essas refrações cumulativas das dimensões extralinguísticas da linguagem se refletem no conteúdo do discurso, que estilístico-composicionalmente discursiviza e reforça imagens estereotipadas da mulher vítima de estupro, com base em construtos socio-históricos, culturais e ideológicos que envolvem o controle e a censura ao uso de roupas sensuais, aos comportamentos de divulgação da imagem sensualizada de si nas redes sociais, à insubordinação ao poder patriarcal. Esses valores atribuídos como negativos à imagem de uma mulher respeitável, somam-se outros de desqualificação moral, a partir de construções argumentativas que visam ressaltar à suposta vítima as qualidades de mentirosa contumaz, fantasiosa, enganadora e outras. A análise aponta caminhos à compreensão e à produção de discursos éticos e responsáveis na esfera ideológica jurídica, a questionar a constituição axiológica e ideológica de discursos de defensores de acusados de estupro, dados nos limites tensos entre a defesa do acusado e a culpabilização da vítima
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    O mundo secreto: o lugar da autonomia feminina no cinema tendo como ponto radial A Promessa da Virgem de Kim Hudson
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-03-26) Silva, Iriene Borges da; Fischer, Sandra; https://lattes.cnpq.br/0161776649502273; https://lattes.cnpq.br/9648280193858108; Fischer, Sandra; https://lattes.cnpq.br/0161776649502273; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Silva, Marcelo Carvalho da; https://lattes.cnpq.br/8437920851828294; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    A presente pesquisa toma a estrutura narrativa A promessa da virgem, de Kim Hudson (2010) como ponto radial de uma investigação que rastreia o silenciamento feminino e, sobretudo, os expedientes usados para burlar esse silenciamento examinado na obra de Maria Tatar, A Heroína de 1001 faces (2022). Este rastreamento, que atravessa a arte, a literatura e o cinema, busca definir por meio da voz feminina contida em uma moldura discursiva patriarcal, um lugar de preservação da autonomia da mulher, a despeito da dominação masculina. Este lugar que para Tatar é a voz subjacente na literatura e nos contos de fadas e suas reescrituras e adaptações para o cinema, converge para o conceito de Mundo Secreto cunhado por Hudson em seu manual de escrita cinematográfica inspirado na morfologia dos contos de fadas. Os desdobramentos desse conceito de Mundo Secreto, no qual a criatividade e o fantástico são elementos essenciais à constituição e preservação da autonomia da mulher, não apenas dão voz a um feminino para além das concepções de gênero, como o tornam um espaço de elaboração de discursos ocultos (SCOTT, 2013) e subjetividades resilientes (LUGONES,2014) que originam subculturas como forma de resistência e afirmação de identidade em contextos de dominação. Por meio de um exame da imagem arquetípica evocada por Hudson n’A promessa da Virgem- Afrodite- e de uma constelação fílmica que enfatiza a análise da franquia Hunger Games (The Hunger Games (2012), The Hunger Games: Catching Fire (2013), The Hunger Games: Mockingjay (2014–2015), dirigidos por Gary Ross e Francis Lawrence, e dos filmes Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor), dirigido por Niels Arden Oplev (2009); How to Train Your Dragon, dirigido por Chris Sanders e Dean DeBlois (2010) e Howl’s Moving Castle, dirigido por Hayao Miyazaki (2004) este estudo estabelece A Promessa da Virgem como uma inciativa relevante para a cena da escrita cinematográfica por condensar conceitos e ideias análogas do cinema, da sociologia, da literatura, da psicologia e dos estudos feministas em um manual de escrita cinematográfica que se desdobra em um manual de infrapolítica.
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    O processo de criação do longa-metragem O Nosso Filho: realismo, melodrama e roteirização
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-25) Benites, Thiago Bezerra de Araújo; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/6064400168959545; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Silva, Marcelo Carvalho da; https://lattes.cnpq.br/8437920851828294; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    A pesquisa que originou esta dissertação parte do meu próprio trabalho com o audiovisual. De forma tanto expositiva-descritiva quanto ensaística, o texto apresenta um estudo sobre processos criativos vinculados à escrita do roteiro para cinema intitulado O Nosso Filho, de minha autoria. Ao mesmo tempo, a pesquisa apresenta asserções relacionadas ao audiovisual dentro das estéticas do melodrama e do realismo. Também o texto, ao discorrer sobre parte de minha vida pessoal, que deu origem a um roteiro de longa-metragem, tem em sua construção teórica os processos de criação para apresentar os estágios de escrita de um filme para cinema. Portanto, a dissertação se baseia em três inferências que constroem e delimitam o corpus teórico: o realismo em Xavier (1998), Baggio (2022), Bazin (2014) e Comolli (2008) e o melodrama a partir dos estudos de Ismail Xavier e Baltar (2019) como estéticas convergentes; os processos criativos dentro dos Campos das Artes e das Ciências Sociais Aplicadas; e, finalizando, as fases que compõem a feitura de um roteiro, com foco na abordagem da crítica de processo em Salles (2012). Dividida em três partes, a pesquisa considera cada uma dessas inferências para a formulação de seus capítulos. No primeiro capítulo: apresentação e estudo sobre melodrama e realismo. Segundo capítulo: processos criativos e suas metodologias, com foco nas potencialidades políticas de um cinema de gênero, este inter-relacionado ao popular. Em bell hooks (2023), a crítica é sobre as responsabilidades em narrar e debater no cinema de ficção questões de gênero, classe, raça e sexualidade. Terceiro capítulo: reflexões sobre as etapas de escrita do argumento, escaleta e sinopses de O Nosso Filho. Em suma, trata-se de um trabalho que encontra na reflexão crítica a exposição de seus problemas epistemológicos, compreendendo que na ação de fazer e escrever um filme é possível a inserção de uma pesquisa acadêmica sobre a ficção revelada em forma de roteiro.
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    Perspectivas feministas e decoloniais sobre a jornada da heroína: um estudo sobre Roma (2018) de Alfonso Cuarón
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-07-07) Rodrigues, Angélica Marina; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/1133548903656527; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Gillies, Ana Maria Rufino; https://lattes.cnpq.br/3844117013723738
    A presente pesquisa busca identificar e analisar quais fatores influenciam Cleo, protagonista do filme Roma (2018) do diretor mexicano Alfonso Cuarón, não ser capaz de realizar inteiramente “A jornada da heroína”, percurso arquetípico proposto pela psicoterapeuta junguiana Maureen Murdock (1990), que se apresenta como uma ferramenta possível à construção de narrativas fílmicas orientadas da perspectiva das mulheres. Por este modelo narratológico, compreende-se uma jornada cíclica de caráter psico-espiritual que, organizada em estágios, pontua as experiências vivenciadas pelas mulheres que anseiam integrar novamente sua polaridade feminina, outrora perdida, e curar a ferida interna causada pela cultura patriarcal dominante. Como objetivos, este estudo pretende por meio de uma abordagem feminista e decolonial, compreender como essa jornada é afetada quando realizada por uma mulher racializada, subalternizada e circunscrita em uma realidade característica de um país herdeiro de marcas deixadas pelos processos colonizatórios sofridos no passado. Como recorte teórico-metodológico, nossa pesquisa adota uma análise fílmica de abordagem narrativa, à luz dos estudos de David Bordwell (2005), e uma perspectiva feminista e decolonial amparada nas contribuições de diferentes autoras como María Lugones, Lélia Gonzalez, Ochy Curiel, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí e Françoise Vergès. Desta maneira, este estudo aborda as razões pelas quais “A jornada da heroína” é limitada para a protagonista de Roma (2018).
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    Presença e Trabalho de Mulheres na Feira Empoderaí no Município de Paranavaí-PR (2019–2023)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-26) Brito, Priscila Alves de; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/9035069338644774; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; França, Cyntia Simioni; https://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Oliveira, Flávio Rodrigues de; https://lattes.cnpq.br/7747220332204645
    A pesquisa tem como objetivo analisar a presença, a atuação e o trabalho das mulheres na Feira Empoderaí que ocorre na cidade de Paranavaí/PR desde o ano de 2019, quando foi lançada sua primeira edição, permanecendo ativa a feira até o presente ano, contudo, com sua última edição em 2023. A feira foi idealizada e formada por um grupo de mulheres, as quais convidam a população a participar, desde que a feirante e produtora dos objetos expostos seja uma mulher. Assim, busca-se visibilizar o protagonismo das mulheres que atuam na feira, a partir da abordagem da História Pública, percebendo a construção de suas trajetórias e experiências no espaço público, mediante a metodologia da história oral para análise dos usos da memória, além do conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero. A discussão sobre questões de gênero e empoderamento feminino contribuem para a construção de uma história mais igualitária e sensível às diferentes experiências das mulheres na sociedade, e nessa relação com a História Pública nos pautamos nos estudos de Meg Foster, Gabriela Correia da Silva, Margareth Rago, Michelle Perrot, Juniele Rabêlo de Almeida, Marta Gouveia de Oliveira Rovai e Ana Maria Mauad. A pesquisa apoia-se na abordagem democrática da História Pública, que valoriza a participação ativa das comunidades na construção da história, e ao trazer à tona as narrativas orais das mulheres feirantes, reconhece e valoriza suas contribuições para a comunidade, fortalecendo seu protagonismo e a importância de seus saberes e habilidades. Nesse sentido, a pesquisa também contribui para o conhecimento histórico da região, enriquecendo o acervo local e promovendo uma maior interação entre a academia e a sociedade, e dialogamos com Robert Kelley, Rebecca Conard, Thomas Cauvin, Wesley Johnson e Nicolas Theodoridis. A metodologia adotada na pesquisa é a da história oral em relação com a memória social, e nisso buscamos respaldo nos estudos de Alessandro Portelli, Michel de Certeau e Pierre Bourdieu, que nos permite analisar as entrevistas e memórias das mulheres feirantes, possibilitando uma visão mais rica e diversificada sobre suas vivências e experiências. Acreditamos que uma história mais inclusiva é aquela que considera os diferentes pontos de vista e perspectivas das sujeitas, que muitas vezes foram marginalizadas ou ignoradas pelos registros históricos tradicionais. E por meio da criação do podcast PodEmpoderá e de sua divulgação em plataformas digitais como Spotify, disponibilizamos para os públicos as entrevistas realizadas com Giovanna Godoy Campos de Paula, Kemmy Fukita Batista dos Santos e Suzelaine Costa da Silva, com o propósito de que as audiências conheçam quem são as mulheres idealizadoras da Feira Empoderaí na cidade de Paranavaí/PR, a inspiração para o surgimento, a organização e o funcionamento da feira, bem como as experiências e trajetórias das mulheres feirantes e do trabalho de coletivos femininos no município.
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