Navegando por Autor "Priori, Claudia"
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Item A condição feminina e o uso de histórias de vida na formação da consciência histórica(Universidade Estadual do Paraná, 2020-04-24) Gonçalves, Giselia dos Santos Melo; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/5535731134474363; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Urban, Ana Claudia; http://lattes.cnpq.br/1355400163710343Essa pesquisa teve como objetivo a criação de uma Unidade Temática Investigativa com o uso de história de vida de mulheres, destinada a alunos e alunas do ensino fundamental. Está fundamentada nos preceitos teóricos e metodológicos da Educação Histórica. As pesquisas reveladoras de expressiva desigualdade de gênero, altas taxas de feminicídio, violência baseada em gênero e invisibilidade das mulheres na historiografia e nos manuais didáticos, serviram de mote para a categorização do tema do projeto aqui apresentado como “histórias difíceis”, sendo essa a forma com que o historiador alemão Bodo Von Borries, define as histórias dos povos colonizados ou vítimas de genocídio. São histórias que despertam sentimentos como culpa, revanchismo e que, muitas vezes, se prefere esquecer. Nesses casos, a história oculta dos perdedores, como histórias de vida de mulheres, é uma forma de se difundir as histórias e tradições dos dominados. No entanto, a abordagem dessas histórias deve visar uma reconciliação entre os antigos inimigos (vítimas e perpetradores) ou consigo mesmo (afastando-se de culpas). A partir dessas análises, refletimos acerca da “contribuição do ensino de História para o processo de reconciliação no âmbito das relações de gênero”. Referenciamos nossos estudos em Rüsen (2009, 2011, 2012,2015), Beauvoir (2016), Perrot (2005, 2018, 2019). Os resultados indicam a possibilidade de uma aprendizagem significativa e de contribuição no processo de reconciliação.Item A presença e participação de mulheres na política eleitoral do Município de Mamborê – PR (1960-2020)(Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-25) Sphair, Clarice Pereira de Melo; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/4336105441803095; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Pedro, Joana Maria; http://lattes.cnpq.br/0818383116633579; Almeida, Juniele Rabêlo de; http://lattes.cnpq.br/5588377981047859Essa pesquisa aborda a presença e participação de mulheres na política eleitoral do Município de Mamborê – PR (1960-2020), tendo como enfoque as relações de gênero e como base metodológica as discussões oriundas da História Oral e da História Pública. Busca analisar quais foram os desafios encontrados pelas mulheres já eleitas, bem como as razões que as encorajaram a seguir nesse campo historicamente ocupado por homens. Mesmo compondo a maioria entre o eleitorado, a maior parte das mulheres não se candidata para exercer uma função no Legislativo ou no Executivo, e como consequência, a história do município quase sempre teve uma Câmara de Vereadores dominada por homens. Entretanto, algumas mulheres conseguiram votos suficientes para ocupar uma vaga no Legislativo Municipal: Olga Antônia Brunetta (1982); Deomira Brunetta (1992); Sandra da Silva Nascimento Agostinho (2012) e Maria Thereza Pereira Murback (2020). O Executivo Municipal teve representação feminina nos pleitos de (1996 e 2008) com Deomira Brunetta e Márcia Regina Wansovicz Matozo, respectivamente, que foram eleitas e conquistaram esse espaço como vice-prefeitas. Para essa abordagem, nos pautamos em alguns referenciais, tais como Ricardo Santiago (2016), em que apresenta a História Pública como um campo da história que produz conhecimento “com o público e para o público”, assim como no conceito de “autoridade compartilhada”, de Michael Frisch (2016) para pensar a construção do conhecimento histórico. Para as reflexões sobre História Oral fundamentamo-nos em estudos de Marieta de Moraes Ferreira (1994), e para pensar as relações de gênero ancoramo-nos em pesquisas e registros de Flávia Biroli (2012), Joan Wallach Scott (1995) e Joana Maria Pedro (2017). Numa perspectiva de maior diálogo com os públicos e também de divulgação do conhecimento histórico produzido nessa investigação, propomos a realização de um documentário, a fim de tornar públicas as memórias e experiências das participações das mulheres na política eleitoral do município de Mamborê. Acreditamos que conhecer as experiências vivenciadas pelas mulheres que já ocuparam o espaço da política eleitoral, contribui para a dimensão pública da história e pode inspirar mais mulheres a ingressarem na vida pública e também reavivar a memória da população, ressaltando para atuais e futuras gerações, a importância da participação feminina nos espaços de decisões, principalmente nos de política eleitoral.Item Cinema de horror e história pública: um olhar sobre as representações das mulheres nos filmes grave (2017) e orgulho e preconceito e zumbis (2016).(Universidade Estadual do Paraná, 2021-09-21) Onofre, Camila; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/3741966717082948; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Vasconcelos, Beatriz Ávila; http://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Ferreira, Rodrigo de Almeida; http://lattes.cnpq.br/8305346658802398A presente pesquisa teve como objetivo analisar as representações das mulheres nas obras fílmicas: Grave, lançada em 2017 e dirigida por Julia Ducournau, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, lançada em 2016, sob a direção de Burr Steers, sob as perspectivas da tragicidade e da utilização do sangue enquanto elemento horrorífico que estigmatizam as mulheres como perpetuadoras da impureza e maldade, bem como compreender por meio da ótica da História Pública, os usos do passado em congruência com o conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero, e de como essas questões são apresentadas e disseminadas por esses filmes, levando em consideração a potencialidade do cinema enquanto agente produtor e reprodutor de conhecimento. Por meio da metodologia analítica proposta por Manuela Penafria (2009), que discute o cinema enquanto objeto de estudo que permite a reflexão, e da base inspirada nos estudos de Maria Homem (2019; 2021) acerca do feminino e o trágico, fez-se a análise das obras fílmicas identificando mudanças e permanências no que tange às representações das mulheres. A pesquisa identificou nas obras analisadas discursos históricos cristalizados, tais como a mulher enquanto sujeita-objeto, colocando a figura feminina como indivíduo sexualizado atendendo aos anseios masculinos, a utilização do espaço privado como centro das ações das personagens principais, bem como rupturas, como a posição de empoderamento adotada pelas personagens, e a emancipação narrativa sobre os enredos, além da utilização do conhecimento histórico para discussões como a entrada das mulheres na vida adulta, na esfera pública e nos campos político e social.Item Cultura Visual e Representação Feminina no Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira(Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-11) Barros, Liége Fonseca; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; http://lattes.cnpq.br/5558357150833635; Kobelinski, Michel; http://lattes.cnpq.br/1310902714344771; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Perry, Jimena; https://www.linkedin.com/in/jimena-perry-ph-d-64a72b4aNesta pesquisa estudamos as articulações entre museu, cultura visual e representação feminina, com o objetivo compreender a divulgação de conteúdo e a sua recepção pelo público do Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira (Campo Mourão-PR). À luz dos conceitos da história pública, gênero e cultura visual, procuramos compreender como a audiência desse museu apreendeu seu acervo fotográfico, além de analisar o impacto da organização de exposições a partir dos princípios de gestão arquivística e mediação acerca da ausência/presença feminina em sua cultura visual. De que maneira esse equipamento cultural possibilitou a interpretação, exposição, a difusão e o debate de seu acervo tendo como pano de fundo a ausência/presença das mulheres? A pesquisa culminou na formação de públicos através da exposição “Nós, Mulheres Plurais”, realizada durante a Semana Nacional de Museus e a Primavera dos Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), nos meses de maio e setembro de 2022. Os dados da pesquisa de campo foram obtidos através da análise de acervo fotográfico e artístico, oralidades e performance de arquivos – institucional e pessoal – através de narrativas visuais, textuais e poéticas, realizadas com um coletivo de mulheres, com aplicação do protocolo “Pop Up Museum” (exposições conjuntas e coordenadas, diálogo com o público, colaboração, coautoria e observação do público).Item Desde o Início, As Mulheres Eram o Sol: reflexão sobre a autobiografia de Raichô Hiratsuka em diálogo com a História Pública e o feminismo japonês(Universidade Estadual do Paraná, 2021-08-26) Matsuoka, Vanessa Mayumi; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/4860692443124522; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Feldman, Alba Krishna Topan; http://lattes.cnpq.br/4778253744058116; Campoi, Isabela Candeloro; http://lattes.cnpq.br/8568342954658223Esta pesquisa tem como fonte primária a autobiografia da ativista política Raichô Hiratsuka, intitulada In the Beginning Woman was the Sun: the autobiography of a japanese feminist (2006) apresentou um relato sobre sua vida até 1917. No estudo, apresentamos o contexto japonês da segunda metade do século XIX e início do século XX, para situarmos o surgimento de um movimento feminista nascente em torno da Revista Seitô pela ótica de Raichô. Analisada também a partir da metodologia da História Pública, uma prática que não é novidade na historiografia, mas atualmente tem alcançado maior debate. Em suma, o principal objetivo é o público, e o movimento que o conhecimento histórico faz desde sua criação por esse público amplo, como por construção no formato da historiografia em conjunto e por último como disseminação desse material. O grupo formador da revista, sob liderança de nossa protagonista, possuía como ideal o conceito “de mulher para mulher” e praticava um contato direto com suas leitoras mediante cartas promovendo e disseminando a conscientização sobre o lugar social das mulheres na sociedade japonesa, se utilizando da prática de compartilhamento de autoridade, e disseminação de conhecimento histórico, ferramentas fundamentais para analisarmos pelo campo da História Pública. Observamos como Raichô Hiratsuka em contato com ideias ocidentais, principalmente advindas da escritora sueca Ellen Key (1849-1926), as reinterpretou ao pensar sobre as mulheres, incorporando elementos de sua própria cultura, atuou num contexto de consolidação de uma reforma conservadora no Japão, promovendo um espaço de diálogo e ruptura com o modelo tradicional de comportamento. E ao analisarmos sua autobiografia tivemos acesso a outros movimentos que formaram o pensamento da japonesa moderna no mercado de trabalho.Item Memórias do acolhimento institucional de crianças e adolescentes e o processo de adoção em Campo Mourão: um caleidoscópio de experiências(Universidade Estadual do Paraná, 2024-07-04) Moyano, Tatiana Larisa; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; http://lattes.cnpq.br/9522940285004822; Cavanna, Federico José Alvez; http://lattes.cnpq.br/6710867357846918; Rodrigues, Divania Luiza; http://lattes.cnpq.br/7170935324820591; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230A presente pesquisa, vinculada à linha de estudo “Memórias e Espaços de Formação”, procura um caleidoscópio de memórias que englobam a relação do processo de adoção com os abrigos institucionais de crianças e adolescentes como espaços de experiência, dialogando com história pública e produzindo conhecimento histórico silenciado socialmente e anulado nas bibliografias existentes. Em decorrência das transformações históricas e sociais os abrigos institucionais e casa lar para crianças e adolescentes e o instituto da adoção foram moldando-se a cultura e local de cada país para sanar as lacunas históricas com reflexões acerca de sua eficácia diante os anseios atuais. Tendo em vista o processo histórico dos abrigos institucionais e da adoção, assim como as realidades e mitigações que o acompanham, é fundamental propiciar aqueles que vivenciaram esse processo a oportunidade de acolher/relatar suas experiências, utilizando os recursos da conversação como maneira de produção de conhecimento histórico, ao mesmo tempo é importante difundir na sociedade o trabalho realizado nos abrigos institucionais e todo o processo adotivo. A partir desta reflexão foram criados momentos de conversação com os públicos dos abrigos institucionais de Campo Mourão, participantes do processo adotivo, equipe de apoio da Vara da família de Campo Mourão e o público que viveu em abrigos institucionais, os quais contribuíram em relatar suas experiências promovendo diálogos com as amplas audiências através dos acolhimentos de suas histórias frente às riquezas que podem ser apresentadas, corroborando ou confrontando com os fatos até então tido como únicos conhecimentos.Item Narrativas de violência nas relações de gênero: percepções de estudantes do ensino médio(Universidade Estadual do Paraná, 2022-07-27) Santo, Patrícia Fernandes Dal; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/4389599911822198; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Cyntia Simioni França; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Ferreira, Angela Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/3848461237618025A violência de gênero se faz presente nas relações sociais nos mais diversos ambientes, se tornando uma discussão para além do currículo escolar, pois perpassa conceitos e preceitos religiosos, familiares, culturais e históricos. Assim, o debate dessa temática no âmbito escolar se faz necessária não apenas para a formação acadêmica dos/as estudantes, bem como para sua formação humana. As discussões acerca da diversidade e da violência quando debatida dentro deste contexto é também uma forma de discutir as demandas de sujeitos/as historicamente excluídos/as, ouvindo suas vozes e reconhecendo seus protagonismos no processo escolar e social. A violência contra as mulheres em nosso país, culturalmente construída e de certa forma tão naturalizada, inclusive os casos fatais como de feminicídios, muitas vezes passam despercebidas e quase imperceptíveis quando ressoam em versos, imagens ou notícias, reproduzindo misoginia, androcentrismo e reforçando uma sociedade de base patriarcal. Desse modo, nossa proposta de experiência pedagógica buscou promover discussões e reflexões em sala de aula sobre a temática da violência de gênero, com estudantes do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual do Campo Vinícius de Moraes - EFM, localizado no distrito de Catuporanga município de Nova Tebas- PR, acerca de alguns contextos em que essas violências são normalizadas e veiculadas. Para isso, a partir de maio de 2021 trabalhamos com uma variedade de materiais didáticos (textos, audiovisuais, dados oficiais, propagandas comerciais, músicas) para contextualizar as violências e muitas vezes, as formas como são naturalizadas. A experiência pedagógica e a Sequência Didática (SD) exteriorizada nesta dissertação é resultado de uma construção partilhada, que foi concebida a partir da mediação da professora entre o tema e a turma de estudantes, e tem como objetivos contribuir para as aulas de ensino de história, ampliando o diálogo e as reflexões sobre a invisibilidade das mulheres, questionando o apagamento de múltiplos sujeitos na historiografia e proporcionando junto aos/às estudantes a oportunidade de conceber suas próprias percepções, produzindo suas narrativas, e consequentemente, a construção do conhecimento histórico. Nossa proposta de experiência pedagógica, assim como a (SD) promove um diálogo constante com os estudos de gênero, a história das mulheres e o ensino de história objetivando discutir e analisar a violência de gênero que atinge as mulheres, problematizando fatos históricos em consonância com a contemporaneidade.Item Presença e Trabalho de Mulheres na Feira Empoderaí no Município de Paranavaí-PR (2019-2023)(Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-26) Brito, Priscila Alves de; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/9035069338644774; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Oliveira, Flávio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/7747220332204645A pesquisa tem como objetivo analisar a presença, a atuação e o trabalho das mulheres na Feira Empoderaí que ocorre na cidade de Paranavaí/PR desde o ano de 2019, quando foi lançada sua primeira edição, permanecendo ativa a feira até o presente ano, contudo, com sua última edição em 2023. A feira foi idealizada e formada por um grupo de mulheres, as quais convidam a população a participar, desde que a feirante e produtora dos objetos expostos seja uma mulher. Assim, busca-se visibilizar o protagonismo das mulheres que atuam na feira, a partir da abordagem da História Pública, percebendo a construção de suas trajetórias e experiências no espaço público, mediante a metodologia da história oral para análise dos usos da memória, além do conhecimento acerca da história das mulheres e das relações de gênero. A discussão sobre questões de gênero e empoderamento feminino contribuem para a construção de uma história mais igualitária e sensível às diferentes experiências das mulheres na sociedade, e nessa relação com a História Pública nos pautamos nos estudos de Meg Foster, Gabriela Correia da Silva, Margareth Rago, Michelle Perrot, Juniele Rabêlo de Almeida, Marta Gouveia de Oliveira Rovai e Ana Maria Mauad. A pesquisa apoia-se na abordagem democrática da História Pública, que valoriza a participação ativa das comunidades na construção da história, e ao trazer à tona as narrativas orais das mulheres feirantes, reconhece e valoriza suas contribuições para a comunidade, fortalecendo seu protagonismo e a importância de seus saberes e habilidades. Nesse sentido, a pesquisa também contribui para o conhecimento histórico da região, enriquecendo o acervo local e promovendo uma maior interação entre a academia e a sociedade, e dialogamos com Robert Kelley, Rebecca Conard, Thomas Cauvin, Wesley Johnson e Nicolas Theodoridis. A metodologia adotada na pesquisa é a da história oral em relação com a memória social, e nisso buscamos respaldo nos estudos de Alessandro Portelli, Michel de Certeau e Pierre Bourdieu, que nos permite analisar as entrevistas e memórias das mulheres feirantes, possibilitando uma visão mais rica e diversificada sobre suas vivências e experiências. Acreditamos que uma história mais inclusiva é aquela que considera os diferentes pontos de vista e perspectivas das sujeitas, que muitas vezes foram marginalizadas ou ignoradas pelos registros históricos tradicionais. E por meio da criação do podcast PodEmpoderá e de sua divulgação em plataformas digitais como Spotify, disponibilizamos para os públicos as entrevistas realizadas com Giovanna Godoy Campos de Paula, Kemmy Fukita Batista dos Santos e Suzelaine Costa da Silva, com o propósito de que as audiências conheçam quem são as mulheres idealizadoras da Feira Empoderaí na cidade de Paranavaí/PR, a inspiração para o surgimento, a organização e o funcionamento da feira, bem como as experiências e trajetórias das mulheres feirantes e do trabalho de coletivos femininos no município.Item Registros rupestres da nação Tapuia em Sertânia-PE(Universidade Estadual do Paraná, 2024-03-08) Júnior, Damião Rocha dos Santos; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/2122936486475160; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Cunha, Nara Rubia de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/4787129577624171A pesquisa apresenta a presença indígena no território de Sertânia, no interior do estado de Pernambuco, por meio dos registros rupestres, reconhecendo-os como sujeitos históricos que deram origem ao município. Busco através da história pública trazer à “baila” a história dos povos indígenas que deixaram seus registros na Pedra do Letreiro, localizada no Sítio Caroá, em Sertânia–PE, questionando a ausência dos povos indígenas na historiografia local no que concerne a fundação do território sertaniense. A intenção é envolver a comunidade local, indígenas e seus descendentes da região e de outras plagas, na produção de um curta-metragem, propondo que essa cooperação seja o fio condutor para pensar questões referentes aos registros rupestres locais enquanto patrimônio cultural. Para o debate sobre patrimônio, me apoio em Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses (2009) ao trazer para este campo o sentido de pertencimento identitário, sem perder de vista as discussões que perpassam pela noção de memória, tempo e narrativa numa perspectiva benjaminiana. Assim, esta dissertação propõe repensar a história tida como oficial, que atribui o surgimento da cidade após a colonização do território pelos holandeses na região.Item Religião e ensino de História: representações e narrativas de estudantes do ensino médio em Araruna/PR.(Universidade Estadual do Paraná, 2020-02-18) Silva, Ademir Ferreira da; Mezzomo, Frank Antonio; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; http://lattes.cnpq.br/2098388880359005; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Maciel, Fred; http://lattes.cnpq.br/8902937834731785A pesquisa buscou analisar as narrativas dos estudantes da Educação Básica acerca da religião e sua presença e visibilidade pública em Araruna/PR, discutindo sobre a construção histórica dos locais e práticas religiosas. Essa perspectiva é problematizada a partir das representações dos educandos, tendo em vista discussões do ensino de História que apontam para sua valorização enquanto sujeitos do processo educativo, no qual o tema da religião apresenta relevante contribuição pela influência que exerce na vida em sociedade como importante componente histórico-cultural. O trabalho consistiu no planejamento e aplicação de uma sequência didática com a turma do 2º ano do Colégio Estadual Princesa Isabel - Ensino Médio, a partir da qual os discentes representaram os elementos religiosos da paisagem urbana da região central da cidade de Araruna/PR, além de narrar sua relação com a história local. Organizados em pequenos grupos, eles foram orientados a coletar dados das instituições religiosas, socializar o resultado em sala de aula e produzirem narrativas históricas dos templos pesquisados, enfatizando sua relação com a história local. Também foram realizadas visitas guiadas com a turma e reaplicada a atividade inicial. Por meio das atividades eles demostraram a edificação de posicionamento crítico sobre as implicações políticas da ocupação do território e sua relação com o dinamismo das manifestações religiosas ao longo do tempo histórico. Igualmente, permitiram a compreensão acerca da visibilidade pública dos diversos templos religiosos, revelando histórias para além da imbricação do catolicismo com o Estado. Por fim, possibilitou problematizar a construção de estereótipos sobre as religiões de matriz africana, contribuindo com a promoção de uma cultura de respeito e tolerância na convivência com as diferentes crenças e práticas religiosas.Item Revistas em quadrinhos e história pública: construção da homossexualidade nos jovens vingadores Wiccano e Hulkling (2005-2020)(Universidade Estadual do Paraná, 2020-04-19) Santos, Leonardo Stabele; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; http://lattes.cnpq.br/9915786030397490; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Gomes, Ivan Lima; http://lattes.cnpq.br/0575667160905102; Baliscei, João Paulo; http://lattes.cnpq.br/6980650407208999As histórias em quadrinhos (HQs) são objetos ricos em narrativas históricas. Durante décadas foram vistas apenas como entretenimento infantil, todavia, se constata através da presente pesquisa que vão além do pressuposto. Em associação com a História Pública, se analisa o tema da homossexualidade inserido aos quadrinhos da Marvel. Objetiva a historicização dos sujeitos gays inseridos nas HQs. Para compor estes objetivos, buscamos a análise dos dois super-heróis homossexuais Wiccano e Hulkling, originalmente membros da mais nova equipe Jovens Vingadores. Aparecem pela primeira vez em 2005, na publicação Jovens Vingadores: Ajudantes, e se casam em 2020 no título Impéryo: Vingadores. Desta forma, a pesquisa visa contemplar a análise dessa fonte que engloba quinze anos de publicações que contenham estes dois jovens vingadores. Utiliza-se dos comics studies e pesquisas de Umberto Eco (1985), Jean-Paul Gabilliet (2010), Will Eisner (1989) entre outros, para levantar apontamentos sobre a pesquisa em revista em quadrinhos. Judith Butler (2018), Michel Foucault (1999; 1997) são utilizados, entre outros, para análise dos atos performativos, das sexualidades, gêneros e os mecanismos de vigilância e rigor sobre os corpos, assim como as masculinidades performadas pelos super-heróis. Dani Marino (2016), Andrêa Correia Lagareiro (2018), Richard Moscovici (2007), Roger Chartier (2002) são utilizados para compreender questões relacionadas à construção da homossexualidade dos personagens, elementos pertinentes na história em quadrinhos. Wiccano e Hulkling se propõem a representar os sujeitos gays. Iniciando, de forma discreta, passando pelo seu primeiro beijo e culminando no casamento gay. Assim, lançamos novas questões sobre as masculinidades, sexualidades e representações nas HQs.Item Rompendo as amarras, quebrando silenciamentos: narrativas de estudantes sobre violência de gênero(Universidade Estadual do Paraná, 2023-04-14) Bortolo, Drieli Fassioli; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; http://lattes.cnpq.br/6442818372004250; França, Cyntia Simioni; http://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Koyama, Adriana Carvalho; http://lattes.cnpq.br/0309699368488469A pesquisa tem como objetivo construir conhecimentos histórico-educacionais acerca da violência de gênero pela via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016), tendo como protagonistas estudantes de 1° e 2° anos do Ensino Médio, de uma escola da rede pública, da cidade de Campo Mourão, no interior do estado do Paraná. A violência de gênero é entendida como aquela que decorre de gênero, sexo e/ou sexualidade, mas que historicamente é a violência do homem contra a mulher que se apresenta em maior número (SARDENBERG; TAVARES, 2016). A violência de gênero manifesta-se também em ambientes educacionais, uma vez que esses locais são reprodutores e produtores de relações de gênero (LOURO, 2014), o que permite também a construção de relações outras, em que estudantes são sujeitos potentes para a resistência. Portanto, as narrativas estudantis produzidas em oficinas temáticas (Favos de Resistências) são lidas enquanto mônadas - pequenos fragmentos de sentidos que se abrem a novos significados (BENJAMIN, 2007). As narrativas foram, posteriormente, compartilhadas em praça pública e no pátio da UNESPAR em forma de uma exposição cultural. Construímos, conhecimentos histórico-educacionais sobre a violência de gênero tendo como palco as memórias estudantis (BENJAMIN, 2007; GALZERANI, 2008).Item Transcidadania no armário: da invisibilidade dos sujeitos históricos à construção de direitos de alunos e alunas trans em escolas públicas(Universidade Estadual do Paraná, 2020-02-18) Brito, Paulo Henrique de; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; http://lattes.cnpq.br/7700825185500204; Pátaro, Cristina Satiê de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6663293423459196; Mezzomo, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; Priori, Claudia; http://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Asinelli, Araci; http://lattes.cnpq.br/9511955646520341O presente trabalho se realiza pela necessidade de discutir a invisibilidade dos sujeitos históricos, os alunos e alunas transexuais, e o reconhecimento da cidadania, bem como a luta diária pelo cumprimento de legislação favorável à população LGBTI+. Buscamos refletir sobre as novas possibilidades de construção identitária e de gênero, com olhares para as transversatilidades, em vista de discutir a cidadania trans no contexto do ambiente escolar, assim como identificar conflitos e dificuldades de acesso e permanência desses sujeitos nas escolas. Nesse sentido, ao analisar os contextos em que a sexualidade e identidades de gênero de alunos e alunas trans se apresentam, visamos identificar elementos que podem produzir os processos de exclusão ou de inclusão das diversidades identitárias na comunidade escolar. Ainda, com a pesquisa, pretendemos produzir material didático para profissionais da Educação Básica sobre a diversidade sexual, promovendo estratégias para a formação de professores e para o trabalho em sala de aula, em especial do ensino de História, que abordem a temática trans nas escolas. Para a construção da pesquisa, foi empregada a metodologia de história oral com alunos(as) e professoras trans, no intuito de compreender, a partir do relato dos próprios sujeitos, as dificuldades e preconceitos enfrentados na sociedade e no ambiente escolar. Tais entrevistas serviram de base para a produção de material audiovisual que pode ser utilizado na formação de professores(as) e em sala de aula, com os(as) estudantes, em especial da disciplina de História. A partir do material coletado, foram evidenciadas, com as entrevistas, as histórias de vida de pessoas trans, marcadas por preconceitos, discriminação e também superações da transfobia vivida cotidianamente em diferentes esferas: na escola, no trabalho, na família, na sociedade como um todo. Verificamos que a luta pela conquista e consolidação dos direitos e cidadania de pessoas transexuais é uma luta diária, não só da população trans, mas de todos os que, de alguma maneira, se identificam com a causa.