Navegando por Autor "Nogueira, Vitor Ignatius"
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Item Uma história da educação de pessoas surdas em Maringá a partir do papel da ANPACIN(Universidade Estadual do Paraná, 2025/04/30) Nogueira, Vitor Ignatius; Novak, Maria Simone Jacomini; Borges, Fábio Alexandre; http://lattes.cnpq.br/6339328194070311; http://lattes.cnpq.br/8950601840578036; http://lattes.cnpq.br/4023115165164678; Stentzler, Marcia Marlene; http://lattes.cnpq.br/6870547390134036; Silva, Tânia dos Santos Alvarez; http://lattes.cnpq.br/6256836308179990No início do século XXI ocorreu uma mudança de paradigma na educação de surdos, passando de uma educação baseada no oralismo, que pretendia adequar os surdos à comunidade ouvinte, por meio da oralidade, para uma concepção de surdez como diferença linguística, reconhecendo a importância da Língua de Sinais para a educação de surdos. A Lei Federal 10.436, de 24 de abril de 2002, reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação dos surdos brasileiros. Assim, os surdos passaram a ter direito a uma educação bilíngue, tendo a Libras como primeira língua, e a Língua Portuguesa como segunda – preferencialmente na modalidade escrita. Esta pesquisa se propõe a realizar um resgate histórico da educação de surdos na cidade de Maringá/PR, tendo como mote principal a atuação da ANPACIN – Associação Norte-Paranaense de Áudio-Comunicação Infantil, constituída em 1981. Nesse sentido, serão analisados: o papel que as instituições (governamentais e não-governamentais) exerceram na implementação da educação de surdos em Maringá; os aspectos legais e políticas públicas que fundamentaram esta implementação e as memórias dos professores que vivenciaram na prática essa transição, tendo a cidade de Maringá/PR como locus de pesquisa. O presente trabalho pretende atingir esses objetivos baseando-se na Nova História, ou História Cultural, tendo como referência autores como Chartier (1990; 2002), Vainfas (1997), Barros (2004) e Burke (2005); em pesquisa com abordagem qualitativa e em entrevistas reflexivas semiestruturadas com os docentes que trabalhavam com surdos quando dessa transição.