Navegando por Autor "Campos, Marcelo Augusto Sena Ribeiro de"
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Item Fisicalidade e cognição incorporada na interação com sintetizadores(Universidade Estadual do Paraná, 2026-08-03) Campos, Marcelo Augusto Sena Ribeiro de; Ribeiro, Felipe de Almeida; https://orcid.org/0000-0003-4490-6755; http://lattes.cnpq.br/6663867531677263; http://lattes.cnpq.br/0876421512422435; Araújo, Rosane Cardoso de; https://orcid.org/0000-0002-3676-1042; http://lattes.cnpq.br/6547336486805388; Toffolo, Rael Bertarelli Gimenes; https://orcid.org/0000-0003-3066-8741; http://lattes.cnpq.br/4732435784990221Este trabalho investiga a relação entre fisicalidade, cognição incorporada e interação com sintetizadores, compreendendo o fazer musical a partir da experiência com um dispositivo háptico-sonoro capaz de favorecer processos de escuta ativa, criatividade, aprendizagem e memória musical. Parte-se da premissa de que a experiência criativa com o sintetizador se constitui na interação contínua entre gesto, toque, escuta e produção sonora, estabelecendo um processo de retroalimentação no qual o músico age, percebe, escuta e modifica continuamente sua ação. Fundamentada nas perspectivas da cognição incorporada, da percepção háptica e da pedagogia musical ativa de Wuytack e Martenot, a pesquisa considera o corpo como parte integrante dos processos de percepção, interação, criação e retenção musical. Conceitos relacionados à cognição incorporada, como o toque ativo de Hayward, a exploração háptica e a memória incorporada de Novak, subsidiam a reflexão sobre a formação de padrões dinâmicos que orientam a ação musical em tempo real, em diálogo com as contribuições de Leman e Maes. De natureza qualitativa, exploratória e descritiva, a investigação busca compreender o papel do sintetizador enquanto ferramenta gestual no desenvolvimento da escuta ativa e de processos criativos. O problema de pesquisa consiste em compreender como a interação tátil e expressiva proporcionada pela operação do sintetizador contribui para a criatividade musical. Como objetivos específicos, pretende-se compreender de que maneira a interação motora contribui para a expressividade criativa e examinar as relações entre som, gesto, toque, escuta, timbre e memória durante a utilização do instrumento. A partir dessa perspectiva, o sintetizador é compreendido como um espaço de interação corporal, no qual o toque e os feedbacks sensoriais e sonoros participam ativamente da construção da experiência musical. Nesse processo, a interação entre gesto, escuta e resposta sonora contribui para a percepção timbrística, a formação da memória musical e o desenvolvimento de processos criativos, evidenciando a dimensão corporal e incorporada da experiência de tocar e criar com o instrumento.