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Navegando por Autor "BELOTI, Adriana"

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    Discursivização midiática de uma mulher acusada de crimes: representação e estereótipos de gênero
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-05-05) SILVEIRA, Caroline Bittencourt.; BELOTI, Adriana; http://lattes.cnpq.br/4741010732920321; http://lattes.cnpq.br/7336227641313325; BELOTI, Adriana; CENIZ, Cássio Henrique; DALLABRIDA JUNIOR, Cesar
    Esta dissertação é resultado de pesquisa de mestrado realizada junto à área de concentração “Sociedade e Desenvolvimento”, na linha de pesquisa “Formação humana, processos socioculturais e instituições” e integra o projeto institucional de pesquisa docente “Sistema penal e mídia sob o viés das relações entre linguagem e sociedade”. A investigação que resultou nesta dissertação trabalhou com as formas pelas quais a mídia, por meio de suas publicações noticiosas, representa uma mulher acusada de crimes em um caso de grande repercussão regional, analisando a construção de estereótipos de gênero. O objetivo é compreender como a mídia regional discursiviza o fato definido como crime, para identificar regularidades linguístico-discursivas da constituição discursiva do fato pelos veículos midiáticos e, também, analisar como a suposta autora é caracterizada em tais campos discursivos, descrevendo as formas de repercussão entre a população. A partir da abordagem interdisciplinar, a pesquisa utiliza fundamentos teóricos das áreas da comunicação, com foco no discurso midiático; do direito, com ênfase na teoria do processo penal e na espetacularização dos processos envolvendo crimes dolosos contra a vida; da sociologia, que contribui com a análise de estereótipos de gênero e violência simbólica; e da linguagem, que possibilita a análise dos discursos. Busca-se explorar a intersecção entre mídia e sistema judicial, com destaque à produção de efeitos de sentido da cobertura midiática na opinião pública em relação ao crime, supostamente, cometido por esta mulher. Os métodos de pesquisa utilizados são a revisão bibliográfica e o histórico-dialético, com tratamento de documentos como fonte primária, com caráter interdisciplinar, por meio de abordagem quantitativa e qualitativa, para analisar notícias e comentários públicos relativos ao caso delineado. Os resultados revelaram que a mídia regional, ao disseminar informações relativas ao crime, produziu um discurso punitivista que extrapola o relato factual. A análise quantitativa demonstrou a predominância expressiva de comentaristas do sexo feminino em todos os perfis analisados, revelou que os conteúdos de cunho religioso e os sentimentos negativos constituíram as categorias dominantes, frequentemente sobrepostas nos mesmos comentários. A análise qualitativa, fundamentada nos conceitos da análise de discurso de linha francesa, evidenciou que tanto as publicações noticiosas quanto os comentários dos usuários operam por mecanismos de desumanização da acusada, de demarcação moral coletiva e de silenciamento das causas sociais e estruturais que poderiam contextualizar o fato. Confirmou-se, assim, que a mídia regional analisada contribui para a perpetuação de estereótipos de gênero e para a violência simbólica, ao reproduzir formações discursivas que naturalizam a desigualdade de gênero e comprometem as garantias constitucionais da acusada, em especial a presunção de inocência.
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    Grupos reflexivos para homens autores de violência contra mulheres: experiências no Norte Central do Paraná
    (Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-13) ANDRADE, Thaina Marieli Silva; MARQUES, Maria Inez Barboza; http://lattes.cnpq.br/9764032951283311; http://lattes.cnpq.br/9611508737154865; MARQUES, Maria Inez Barboza; BELOTI, Adriana; GESSELE, Cleide
    O Brasil apresenta estatísticas endêmicas de violência contra as mulheres, figurando, em ranking mundial, como o quinto país com maior índice de feminicídios, fenômeno resultante da violência estrutural produzida pelas relações de exploração e dominação da sociedade heteropatriarcal, racista e capitalista. Diante desse cenário, evidencia-se a urgência do atendimento às mulheres em situação de violência, bem como da construção de estratégias de prevenção e enfrentamento, incluindo intervenções direcionadas aos autores das violências. A Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) prevê a participação de autores de violência em grupos reflexivos; contudo, no Brasil, não há uma política nacional que normatize e estabeleça diretrizes para essa intervenção, o que acentua os desafios relacionados à sua implementação. Inserida na área de concentração Sociedade e Desenvolvimento e na linha de pesquisa de formação humana, processos socioculturais e instituições, esta pesquisa compreende a formação humana em sua relação com processos socioculturais, instituições e políticas públicas, considerando as condições de vida e as possibilidades de escolha dos sujeitos e grupos sociais. O estudo está vinculado ao projeto de pesquisa da orientadora, intitulado “Reflexões sobre as expressões de opressão patriarcal e da exploração capitalista”, ao qual se articula teórica e metodologicamente. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo geral refletir, por meio da perspectiva interdisciplinar, sobre as ações desenvolvidas nos grupos reflexivos com autores de violência doméstica e familiar, coordenados pelos Conselhos da Comunidade de Execuções Penais das Comarcas de Astorga-PR, Marialva-PR e Maringá-PR. Nessa perspectiva, desdobrando-se do objetivo geral, tem-se como objetivos específicos: discutir sobre a violência estrutural e as consequências na vida das mulheres; aplicar a lente analítica da interseccionalidade como ferramenta para a compreensão das masculinidades; traçar a trajetória histórica dos grupos reflexivos no contexto brasileiro; analisar as ações desenvolvidas pelas facilitadoras e facilitadores dos grupos reflexivos com autores de violência doméstica e familiar, específicas do campo de pesquisa. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritiva-exploratória, fundamentada no materialismo histórico-dialético e na lente analítica da interseccionalidade. A coleta de dados ocorreu por meio da realização de grupo focal com facilitadoras de grupos reflexivos, e a análise foi organizada em três categorias analíticas. Os principais achados da pesquisa evidenciam as potencialidades dos grupos reflexivos enquanto espaços de reflexão crítica, de problematização das masculinidades e de estratégia de prevenção e proteção às mulheres, o papel crucial das facilitadoras e dos facilitadores, bem como os desafios estruturais, institucionais e políticos frente às iniciativas. Conclui-se que os grupos reflexivos constituem estratégias relevantes no enfrentamento da violência contra as mulheres, desde que articulados a políticas públicas estruturadas, comprometidas com a transformação das relações sociais que sustentam as diversas desigualdades de raça, classe e gênero.
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    “Hoje eu sou uma deputada estadual e também não sou por acaso, Deus falou comigo”: análise dos mandatos da Cantora Mara Lima na Assembleia Legislativa do Paraná
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-20) FIER, Caio Rodrigo; MEZZOMO, Frank Antonio; http://lattes.cnpq.br/3360323221539136; http://lattes.cnpq.br/8206213531850411; MEZZOMO, Frank Antonio; KLAUCK, Samuel; BELOTI, Adriana
    A pesquisa problematiza as relações entre as esferas da política e da religião a partir dos mandatos da Cantora Mara Lima na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). A hipótese é de que a deputada, vinculada à Assembleia de Deus (AD), construiu seus dois mandatos (2015- 2018; 2019-2022) articulando sua cosmovisão religiosa às dinâmicas da realidade política estadual e nacional. Adotamos uma perspectiva interdisciplinar, na qual noções das disciplinas de História, Sociologia e Antropologia são acionadas para fundamentar a investigação. As fontes utilizadas referem-se às proposições legislativas (projetos de lei, projetos de resolução e requerimentos) produzidas pela deputada durante o período legislativo, informações disponíveis no site oficial da ALEP e materiais de campanha publicados em sua página oficial do Facebook. Construímos categorias temáticas, a fim de analisar o corpus documental e o perfil e a ênfase dada pela Cantora Mara Lima, percorrendo sua trajetória política e suas interlocuções junto ao campo religioso, espaço a partir do qual mantém conexão durante as campanhas e mandatos políticos. Identificamos que a deputada procura fortalecer os laços com seu eleitorado e os operadores evangélicos, com quem alimenta e promove trocas simbólicas, evidenciando e ratificando um movimento que vem ocorrendo em todo país, onde as fronteiras entre os campos da religião e da política estão cada mais fluídos e permeados.

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