Programa de Pós-Graduação em Ambientes Litorâneos e Insulares - PALI
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ambientes Litorâneos e Insulares - PALI por Autor "FERNANDES, Sânia da Costa"
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Item A Complexidade Ecossistêmica em Startups Deep Dech: Interdependências, Barreiras e Estratégias(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-13) CARVALHO, Tainá Tavares de; LERMEN, Fernando Henrique; FERNANDES, Sânia da Costa; http://lattes.cnpq.br/2219574286392345; http://lattes.cnpq.br/7241022637226138; http://lattes.cnpq.br/5492209163376218; LEMES, Sandro Valdecir Deretti; http://lattes.cnpq.br/1764024633455172; SOUZA, Paola Graciano de; http://lattes.cnpq.br/9382813492073896; JUNKES, Valderice Herth; http://lattes.cnpq.br/5217725614794222Startups deep tech são empresas baseadas em ciência avançada, com alto risco e grande potencial de impacto, fundamentadas em avanços científicos complexos em longos ciclos de maturação, o que as torna dependentes de ecossistemas colaborativos robustos. Embora a literatura sobre ecossistemas de inovação e deep tech tenha avançado nos últimos anos, ainda são limitados os estudos empíricos que examinam como essas organizações enfrentam barreiras estruturais, mobilizam estratégias e aninham e transitam entre diferentes ecossistemas. Diante desse contexto, este estudo busca responder à seguinte pergunta de pesquisa: Como uma startup deep tech do setor genético identifica barreiras, seleciona estratégias e orquestra suas relações em múltiplos ecossistemas interdependentes ao longo de sua trajetória? Esta pesquisa teve como objetivo identificar e inter-relacionar as barreiras e estratégias temporais que influenciam o desenvolvimento de uma startup deep tech brasileira do setor genético, e analisar como ela orquestra e transita entre diferentes camadas de ecossistemas ao longo de sua trajetória. A metodologia de abordagem qualitativa inclui: (i) Revisão Sistemática da Literatura; (ii) Entrevistas semiestruturadas; (iii) análise de conteúdo; (iv) Modelagem Estrutural Interpretativa; e (v) análise Fuzzy MICMAC. Os resultados revelaram que as barreiras estruturantes (raízes) do sistema são a falta de regulamentação específica, a alta burocracia e a baixa maturidade organizacional, as quais condicionam gargalos operacionais e resultam em altos custos de pesquisa e desenvolvimento e necessidade de elevado investimento em capital humano. Para mitigá-los, a startup utiliza um núcleo estratégico focado em governança colaborativa, parcerias estratégicas e posicionamento técnico. No que tange à orquestração entre diferentes tipos de ecossistemas, o estudo demonstra que a startup não opera em um único ambiente, mas em configurações aninhadas de ecossistemas de conhecimento, empreendedor, de inovação e de negócios. Identificou-se uma "transição cumulativa", na qual a startup avança comercialmente sem abandonar suas bases científicas, atuando como orquestradora por meio de uma governança híbrida (centralização estratégica e descentralização operacional). Conclui- se que o sucesso das startups deep tech reside na capacidade de modular e recombinar recursos em múltiplas camadas, garantindo vantagem competitiva em ambientes de alta incerteza e o estudo contribui ao integrar barreiras e estratégias e propor um modelo de ecossistemas aninhados que explica a dinâmica de desenvolvimento de uma startup deep tech.