Navegando por Autor "MARQUES, Larissa do Rosario Lopes"
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Item Produção Artesanal e Desenvolvimento Sustentável: Conflitos Socioambientais em Comunidades Costeiras e Insulares na Baía de Paranaguá(Universidade Estadual do Paraná, 2025-11-13) MARQUES, Larissa do Rosario Lopes; ANACLETO, Adilson; http://lattes.cnpq.br/4935834455286413; http://lattes.cnpq.br/3231451996746738; HEREK, Mônica; http://lattes.cnpq.br/5511936869325618; NASCIMENTO, Evandro Cardoso do; http://lattes.cnpq.br/1702573831557350O artesanato no litoral do Paraná assume características singulares nas comunidades tradicionais, especialmente nas comunidades situadas em ambientes insulares, onde se integra à vida cotidiana e constitui importante fonte de geração de renda. Apesar de sua relevância socioeconômica e cultural, os estudos científicos sobre a produção artesanal nessas localidades são escassos. Diante dessa lacuna, este estudo teve como objetivo compreender a realidade da produção artesanal na Baía de Paranaguá, por meio de duas estratégias metodológicas complementares: uma revisão sistemática da literatura científica e uma pesquisa de campo. Na primeira etapa, foram consultadas as bases SciELO, Web of Science e Scopus; das 130 publicações encontradas, 40 atenderam aos critérios de inclusão e foram analisadas com o auxílio do software Iramuteq. Os resultados indicaram três eixos centrais associados ao artesanato em ilhas: empoderamento feminino, sustentabilidade ecológica e progresso local. Na etapa seguinte, realizada entre abril e dezembro de 2024, foi conduzida uma pesquisa exploratória descritiva com 42 famílias residentes em comunidades costeiras e insulares, com o objetivo de organizar uma análise prospectiva da produção artesanal local. O estudo evidenciou que essas comunidades vivenciam contrastes entre fragilidades estruturais e riquezas culturais e naturais, e que a inserção das mulheres na produção e gestão do artesanato representa um elemento estratégico de empoderamento e autonomia financeira. Foram identificados como fatores potencializadores da atividade: o uso de matérias-primas locais de baixo custo, a possibilidade de aplicação da economia circular e o fortalecimento das redes comunitárias. As limitações relacionaram-se às restrições da legislação ambiental sobre o uso de matérias-primas para práticas tradicionais, à extração não controlada de recursos naturais e à baixa interlocução governamental acerca da gestão dos territórios e de seus recursos. Conclui-se que a organização coletiva, aliada à gestão sustentável dos recursos, pode favorecer a permanência das comunidades em seus territórios e a continuidade de suas práticas produtivas, contribuindo para estratégias de desenvolvimento em harmonia com o ambiente.