Navegando por Autor "MACHADO, Ana Paula"
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Item Turismo de base comunitária e impactos ambientais em comunidades tradicionais insulares no Litoral do Paraná(Universidade Estadual do Paraná, 2026-04-16) MACHADO, Ana Paula; ANACLETO, Adilson; http://lattes.cnpq.br/4935834455286413; http://lattes.cnpq.br/0573215039290723; SCHEUER, Luciane; http://lattes.cnpq.br/0510063139083117; NASCIMENTO, Evandro Cardoso do; http://lattes.cnpq.br/1702573831557350O Turismo de Base Comunitária (TBC) tem sido reconhecido como uma estratégia potencial para promover o desenvolvimento sustentável em territórios tradicionalmente marginalizados ao articular geração de renda, valorização cultural e conservação ambiental. Com um olhar interdisciplinar e o apoio do Design Method Research (DMR), estruturada a partir de 3 etapas metodológicas principais: Revisão sistemática de literatura (RSL) seguindo o protocolo PRISMA com um total de 78 artigos científicos analisados; Levantamento de campo quali-quantitativo, a pesquisa deu voz a 300 moradores por meio de aplicação de questionários semiestruturados de sete comunidades da Baía de Paranaguá (Ilha do Teixeira, Europinha, Eufrasina, Amparo, Piaçaguera, São Miguel e Ponta de Ubá); com oficinas participativas nas quais utilizou-se as ferramentas Swimlane (mapeamento da cadeia produtiva), Value Proposition Canvas (identificação de dores, ganhos e propostas de valor) e a dinâmica prospectiva “Manchetes do Amanhã”. Os dados quantitativos foram tratados através de estatística descritiva e multivariada enquanto o registro das falas e das oficinas foi realizado por uma análise de conteúdo. O estudo revelou que a força do turismo local está nas mãos das mulheres, que representam 76% do protagonismo, e no profundo respeito ambiental dos moradores (85%). Embora a atividade ainda seja pequena e não gere danos à natureza, ela esbarra em carências urgentes: apenas 40% das casas possuem saneamento e 78% das pessoas sofrem com o custo e a precariedade do transporte. Os resultados mostram que o TBC é uma alternativa cheia de esperança, capaz de reconciliar a conservação com a dignidade humana. No entanto, sua consolidação depende de políticas públicas que deixem de ser distantes e passem a fortalecer a autonomia caiçara, garantindo que o progresso não apague a identidade de quem cuida desse território há gerações.