Navegando por Autor "COSTA, Alana Juni Pereira"
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Item Depois do exílio: Gal Costa e a permanência performática do Tropicalismo (1969-1971)(Universidade Estadual do Paraná, 2026-03-20) COSTA, Alana Juni Pereira; EGG, André Acastro; http://lattes.cnpq.br/9736814640486992; http://lattes.cnpq.br/0364849543751841; MACHADO, Marco Antônio Crispim; http://lattes.cnpq.br/8165430579757784; GIMÉNEZ, Andrea Beatriz Wozniak; http://lattes.cnpq.br/4934990066922667Esta dissertação investiga a performance de Gal Costa no contexto do Tropicalismo, tomando como recorte o período entre 1969 e 1971, momento marcado pelo endurecimento do regime militar brasileiro e pelo exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Parte-se do pressuposto de que, nesse contexto, a performance — entendida como articulação entre corpo, voz, presença e cena — torna-se um dos principais espaços de permanência e radicalização da sensibilidade tropicalista. O objetivo central da pesquisa é compreender de que modo Gal Costa assume uma centralidade performática no cenário musical brasileiro, reinscrevendo o Tropicalismo no corpo e na vocalidade, especialmente a partir do espetáculo Fa-Tal: Gal a Todo Vapor (1971). Metodologicamente, o trabalho combina pesquisa bibliográfica, análise historiográfica e análise performática de registros audiovisuais, utilizando a observação minuciosa de performances, a descrição de gestos, inflexões vocais, movimentos corporais e interações com o público, além do uso da minutagem como ferramenta analítica. O referencial teórico articula contribuições dos estudos sobre o Tropicalismo e a música popular brasileira, com autores como Celso Favaretto, Roberto Schwarz, Marcos Napolitano, Carlos Calado, Nelson Motta e Taíssa Maia, e dos Estudos da Performance, a partir de reflexões de Renato Cohen, Jorge Glusberg e Diana Taylor, além de pesquisas voltadas à performance musical, à vocalidade e ao corpo em cena. Ao longo da dissertação, demonstra-se que, após 1968, a crítica cultural e política do Tropicalismo desloca-se progressivamente do plano discursivo para a experiência incorporada, encontrando na performance um espaço privilegiado de elaboração estética. A análise dos álbuns lançados por Gal Costa entre 1969 e 1970, de suas aparições televisivas e, sobretudo, do espetáculo Fa-Tal, evidencia a construção de uma linguagem performática marcada pelo excesso, pela ambivalência, pela exposição do corpo vocal e pela intensificação da presença cênica. Conclui-se que a performance de Gal Costa não apenas dá continuidade ao Tropicalismo, mas o radicaliza, operando como estratégia de permanência simbólica do movimento no cenário musical brasileiro do início da década de 1970.