Navegando por Autor "CEOLIM, Amauri Jersi"
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Item AS AÇÕES DOCENTES EM AULAS DE MATEMÁTICA SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/10/16) CARNEIRO, André Tarcísio; HERMANN, Wellington; LORIN, João Henrique; http://lattes.cnpq.br/0393135551387526; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; http://lattes.cnpq.br/0195144794313476; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; ARRUDA, Sérgio de Mello; http://lattes.cnpq.br/3162292964889276Esta pesquisa busca embasar suas discussões conceituais na teoria do trabalho docente de Maurice Tardif e Claude Lessard, bem como na teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas. Esses referenciais teóricos são fundamentais para compreender as práticas pedagógicas e a interação comunicativa no contexto educacional. Tardif e Lessard destacam a importância da interação e comunicação na prática docente, enquanto Habermas enfatiza a comunicação como um meio de formar consensos e promover uma sociedade mais justa e democrática. Essas teorias convergem ao reconhecerem o papel crucial da comunicação na construção do conhecimento. A investigação do tipo observação-participante adota o termo "ação docente" para se referir às ações e práticas realizadas pelos professores, coordenadas pelo intercambio de atos comunicativos, por meio do código linguístico, sonoro, icônico e cinético. O objetivo geral da pesquisa é a análise das ações docentes de um professor de matemática, identificado como P1, selecionado com base em critérios específicos, como sua experiência no magistério e aceitação em participar do estudo em uma escola pública em Irineópolis – SC. A coleta de dados foi realizada em duas etapas, utilizando gravações em vídeo e áudio das aulas de matemática de P1. Além disso, o pesquisador acompanhou remotamente as ações do professor por meio das câmeras de segurança da sala de aula. Os dados coletados foram submetidos a uma Análise Textual Discursiva (ATD), que envolveu a transcrição das gravações e a identificação de unidades de significado relevantes para a pesquisa. Essas unidades foram categorizadas de acordo com os princípios da ATD, permitindo uma análise detalhada das ações de P1. Na etapa final da pesquisa, as ações docentes de P1 foram confrontadas com os conceitos de Habermas sobre agir comunicativo, agir normativo e agir instrumental. Isso permitiu identificar padrões e relações entre as dimensões do agir do professor e as categorias de ação definidas na pesquisa. Ao longo do processo, foram identificadas 13 categorias de ação docente, que incluíram desde estratégias de ensino até interações em sala de aula e aplicação de normas. Essas categorias foram analisadas à luz dos referenciais teóricos adotados, proporcionando uma compreensão mais profunda das práticas educacionais de P1. Os dados revelam que P1 adotou uma postura predominantemente normativa, evidenciando o enfoque significativo na manutenção da disciplina e da ordem na sala de aula. A pesquisa ainda contribuiu para a compreensão das práticas pedagógicas em matemática, oferecendo caminhos para novas investigações que levem em consideração a comunicação e a interação.Item ASPECTOS DA MODELAGEM MATEMÁTICA À LUZ DA SEMIÓTICA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/17/10) ROSA, Marcelo Henrique Tomacheusk da; VERONEZ, Michele Regiane Dias; http://lattes.cnpq.br/4294737927701301; http://lattes.cnpq.br/8213172247957060; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; ALMEIDA, Lourdes Maria Werle de; http://lattes.cnpq.br/2660354136462141O presente texto, no formato multipaper, dispõe sobre o desenvolvimento e desfechos de uma pesquisa interessada nos conhecimentos matemáticos e outros acionados e/ou construídos no decorrer de duas atividades de Modelagem Matemática (MM) quando observados sob as lentes das teorias semióticas de Charles S. Peirce e Heinz Steinbring. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é refletir sobre o potencial da Modelagem Matemática na construção de conhecimento dos alunos e como isso é revelado em suas produções sígnicas. Para tanto, os autores optaram por duas vias de análise, descritas na forma de dois artigos. No primeiro, embasado na semiótica peirceana, observaram o que as produções sígnicas dos alunos sugerem, considerados os modos como os objetos matemáticos são expressos por eles ao longo do desenvolvimento de atividades de MM. E no outro, associando as ideias de Heinz Steinbring à semiótica de Charles S. Peirce, procuraram evidenciar as eventuais relações entre os objetos matemáticos suscitados pelos alunos e os signos por eles manifestos ao longo do desenvolvimento de atividade de MM. Em aspecto metodológico, além das teorias mencionadas, consideraram-se os entendimentos de Isaac Epstein, Maria Ogécia Drigo, Lúcia Santaella e Winfried Nöth quanto à semiótica. Os autores concluem, da análise das produções sígnicas dos participantes, pela existência de processos de [res]significação em cada uma das fases das atividades de MM, apontando a MM com uma alternativa para o ensino e aprendizagem de matemática na qual as diferentes situações enfrentadas pelos alunos além de suscitarem conhecimentos matemáticos, proporcionam a construção de conhecimentos outros, em um processo de semiose.Item ATIVIDADES DO LIVRO DIDÁTICO A CONQUISTA DA MATEMÁTICA COM POTENCIAL PARA SEREM DESENVOLVIDAS POR MEIO DA MODELAGEM MATEMÁTICA SOB A PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/10/18) ENUMO, Marcelo Neth; CEOLIM, Amauri Jersi; CIBOTTO, Rosefran Adriano Gonçales; http://lattes.cnpq.br/3356056908167229; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; http://lattes.cnpq.br/8528030561005043; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; JUNIOR, Ademir Pereira; http://lattes.cnpq.br/9709453455962411Esta é uma pesquisa de caráter qualitativo de natureza bibliográfica, cujo objetivo geral é analisar as atividades contidas na coleção de livros didáticos A conquista da matemática, dos Anos Finais do Ensino Fundamental, que apresentam potencial para serem desenvolvidas por meio da Modelagem Matemática (MM) sob a perspectiva da Educação Matemática Crítica (EMC). Para isso, foram investigadas as atividades contidas nos quatro volumes da coleção de livro didático A conquista da matemática, de José Ruy Giovanni Júnior e Benedicto Castrucci (2018), no quadriênio de 2020 a 2023. E para esse propósito, as atividades contidas na respectiva coleção, foram analisadas, selecionadas e organizadas de acordo com as concepções da EMC, proposta por Skovsmose. A perspectiva adotada para a MM é embasada nas concepções de Ademir Donizeti Caldeira, Dionísio Burak, Jonei Cerqueira Barbosa e Jussara de Loiola Araújo, autores que investigam a MM sob a perspectiva crítica. Para organização e análise dos dados foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD) de Moraes e Galiazzi. A seleção das atividades ocorreu a partir da leitura de todas as atividades contidas nos quatro volumes da coleção investigada, analisando, se apresentam potencial para serem desenvolvidas por meio da MM sob a perspectiva da EMC. Os resultados indicam que a coleção analisada possui um total de 2.874 atividades, das quais 161 apresentam potencial para serem desenvolvidas sob a luz da teoria em estudo. Essas atividades permitem estabelecer conexões entre fatos ou dados reais, incluindo temas não matemáticos que podem estar relacionados a questões sociais, políticas, econômicas, culturais, ambientais, educacionais, discussões democráticas e outras questões que estimulam o debate e desenvolvem a autonomia dos alunos ao investigarem os temas. Como resultado, foram criadas três categorias de análise: Categoria I - Discussões relacionadas ao tema; Categoria II - Resolução das atividades; e Categoria III - Validação e Socialização das atividades. Dessa forma, após uma análise crítica, foi possível identificar em diferentes capítulos e seções dos quatro volumes da coleção investigada, uma quantidade de atividades que apresentam potencial e podem ser desenvolvidas por meio da MM sob a perspectiva da EMC.Item IMPACTOS DAS EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NA DISCIPLINA DE MODELAGEM MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/12/20) TRZASKACZ, Alcides José; VERONEZ, Michele Regiane Dias; http://lattes.cnpq.br/4294737927701301; http://lattes.cnpq.br/0400095223683808; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; SOUZA, Bárbara Nivalda Palharini Alvim; http://lattes.cnpq.br/5567036140487734Nesta investigação temos como objetivo buscar por elementos que sugerem compreensões dos futuros professores, que se relacionam às experiências vivenciadas em uma disciplina de Modelagem Matemática na formação inicial de professores de Matemática. O estudo foi realizado em uma turma de quarto ano de licenciatura em Matemática de uma universidade pública do estado do Paraná, tendo a seguinte interrogação de pesquisa: O que sinalizam os dizeres dos futuros professores de Matemática que vivenciam experiências em Modelagem Matemática? Com a suspensão das aulas por motivo da pandemia Covid-19, a disciplina Modelagem Matemática na Perspectiva da Educação Matemática precisou ser organizada de modo a ser ofertada remotamente. Apenas as duas primeiras aulas foram presenciais. Todo o restante da disciplina, por opção da professora formadora, foi desenvolvida em momentos assíncronos, com interação entre alunos-alunos e, alunos e professora, via plataforma Moodle, utilizando-se de fóruns de discussão. A coleta de dados, portanto, foi realizada inicialmente de forma presencial com a participação do pesquisador nessas aulas e, posteriormente, por meio do seu acesso à plataforma Moodle, tendo contato direto com todas as interações postadas, seja pelos alunos, seja pela professora. Pela natureza dessa investigação, a opção metodológica se baseia nas considerações da pesquisa qualitativa e a análise dos dados segue orientações da Análise de Conteúdo de Lawrence Bardin. Embora a disciplina contasse com dezenove alunos matriculados, as discussões e reflexões que trazemos se ancoram nas ações de três deles: Daniel, Raquel e Emanuel que não tinham qualquer experiência com a docência, para além do Estágio Curricular Supervisionado. A análise revela que as experiências vivenciadas na referida disciplina trouxe à tona compreensões, dos futuros professores, que se relacionam ao papel do aluno e do professor e compreensões relacionadas ao ensino de Matemática.Item IMPLEMENTAÇÃO DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS PARANAENSES: UM ESTUDO À LUZ DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/09/25) SANTOS, Taynara Karoline dos; HERMANN, Wellington; LORIN, João Henrique; http://lattes.cnpq.br/0393135551387526; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; http://lattes.cnpq.br/7408120682975117; CEOLIM, Amauri Jersi; GUERIOS, Ettiène Cordeiro; http://lattes.cnpq.br/1937500622764127Partindo do princípio de que a Educação Financeira inclui aspectos críticos em suas características, esta pesquisa tem o objetivo de investigar e discutir aspectos identificados nas apresentações de slides, disponíveis no Livro de Registro de Classe Online (LRCO) da disciplina de Educação Financeira no estado do Paraná, como possibilidade para uma Educação Financeira Crítica. Para alcançar este objetivo, foi necessário entender o histórico de constituição da proposta e da implantação da disciplina de Educação Financeira na grade curricular da Educação Básica da rede pública do Paraná; investigar a frequência com que os docentes utilizam as apresentações de slides disponibilizados pela Secretaria de Educação do Estado em suas práticas pedagógicas; e analisar as apresentações de slides disponibilizadas pela Secretaria de Educação do Estado para a disciplina de Educação Financeira à luz da Educação Matemática Crítica. A coleta de dados se deu por meio de materiais compostos de apresentações de slides disponibilizadas a professores da disciplina de Educação Financeira do estado do Paraná em uma plataforma online. Para obtenção e análise do corpus desta pesquisa, foi utilizada a Análise Textual Discursiva, de Moraes e Galiazzi. Em síntese, os resultados apontam que o modo como a Educação Financeira é proposta nos materiais analisados contém aspectos que possibilitam o desenvolvimento de uma Educação Financeira Crítica; porém, há também aspectos que impossibilitam essa discussão.Item MODELAGEM MATEMÁTICA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA E A EDUCAÇÃO DO CAMPO: ALGUMAS RELAÇÕES(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/09/23) BERTOL, Daniel Bonadiman; CEOLIM, Amauri Jersi; CIBOTTO, Rosefran Adriano Gonçales; http://lattes.cnpq.br/3356056908167229; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; http://lattes.cnpq.br/9649919234589716; VERONEZ, Michele Regiane Dias; http://lattes.cnpq.br/4294737927701301; BRAZ, Bárbara CândidoA presente pesquisa apresenta aspectos da Modelagem Matemática (MM) na perspectiva da Educação Matemática Crítica (EMC) com foco de ensino em uma Escola do Campo. A pergunta norteadora dessa investigação centrou-se na seguinte questão: Que características da MM na perspectiva da EMC e da Educação do Campo são evidenciadas durante o desenvolvimento de atividades de Modelagem em uma Escola do Campo? Para responder a esta questão realizamos uma pesquisa de natureza qualitativa. Os dados foram coletados remotamente via internet por meio da observação utilizando ferramentas online. Para tanto, realizou-se o desenvolvimento de duas atividades de Modelagem Matemática, conduzidas pelos casos 2 e 3 indicados por Barbosa (2004), em uma turma do 3° ano do Ensino Médio de uma Escola do Campo no interior do Paraná. Os dados foram analisados de acordo com a Análise Textual Discursiva de Moraes e Galiazzi (2011). Os resultados revelam que a MM na perspectiva da Educação Matemática Crítica possibilitou fazer conexões com as características da Educação do Campo, emergindo por meio do diálogo, discussões democráticas e reflexões críticas a respeito de questões econômicas, ambientais, culturais e sociais, despertando nos estudantes, autonomia ao trabalharem em grupos durante o processo de desenvolvimento de atividades com temas envolvendo situações reais. Além disso, esta pesquisa apontou para algumas particularidades que são próprias daquele contexto nas quais os estudantes estão inseridos, tais como conhecimento local e argumentos críticos, que estão alinhadas com os interesses da Educação Matemática Crítica.Item MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO- CULTURAL(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/10/10) MIYAKE, Margareth Ferreira; CEOLIM, Amauri Jersi; SILVA, Alessandra Augusta Pereira da; http://lattes.cnpq.br/3738867205550962; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; http://lattes.cnpq.br/0100738473019906; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; TORTOLA, Emerson; http://lattes.cnpq.br/3984024867334867Esta pesquisa, de caráter qualitativo, tem como objetivo compreender o papel da mediação do professor em atividades de Modelagem matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com análises na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural. Lev Vygotsky e Alexei Leontiev defendem que os conhecimentos são adquiridos e produzidos ao longo do processo histórico vivido pelos homens e que são transmitidos de uma geração a outra. Desta forma, a mediação do professor no contexto da sala de aula e o papel do outro para o desenvolvimento das funções psíquicas mostraram-se como fatores preponderantes para o desenvolvimento na aprendizagem. Como aporte teórico da Modelagem Matemática (MM), assumimos Dionísio Burak, Lourdes Maria Werle de Almeida e Michele Regiane Dias. O corpus foi composto por atividades de modelagem, descritas em duas dissertações disponíveis na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), as quais forneceram dados suficientes ao objetivo desta pesquisa. Dessas dissertações encontradas, foram selecionadas cinco tarefas de Modelagem descritas para realizar as análises. As atividades descritas foram desenvolvidas com turmas de 2o e 4o ano do Ensino Fundamental. Os encaminhamentos das atividades que compuseram o corpus deste estudo foram analisados segundo a Análise Textual Discursiva (ATD). Com foco na importância da mediação do professor realizadas durante o desenvolvimento das atividades de Modelagem matemática com as lentes da teoria histórico-cultural, no contexto escolar, apresenta-se como primordial para aprendizagem e o desenvolvimento das funções psíquicas superiores. Como resultados, emergiram três categorias, a saber: Mediação em relação ao tema; Mediação em relação ao problema; e Mediação em relação à validação. A análise revela que as mediações realizadas pelo professor e a interação entre os alunos caracterizaram-se como promotoras da aprendizagem durante todo o processo da atividade.Item MODELAGEM MATEMÁTICA SOB A PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA NA EDUCAÇÃO DO CAMPO(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/09/30) PAIVA, Hedy de Paula; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; http://lattes.cnpq.br/9516653074741769; VERONEZ, Michele Regiane Dias; http://lattes.cnpq.br/4294737927701301; TORTOLA, EmersonA Modelagem Matemática, enquanto concepção, na perspectiva da Educação Matemática Crítica, objetiva proporcionar os meios para que a compreensão da Matemática e sua abordagem didática se construam de forma crítica e transformadora. Tanto a Modelagem Matemática quanto a Educação Matemática Crítica são amparadas por situações calcadas nas realidades encontradas nos ambientes pedagógicos que ressaltem aspectos democráticos. A Educação do Campo, no que lhe concerne, demonstra ser um vasto campo de estudo, dado seu histórico de estruturação e implementação, pautado nos pressupostos da teoria crítica. É nesse lócus que esta investigação se insere, ao propor uma análise que intenciona estruturar as aproximações entre as peculiaridades dos conceitos da Educação do Campo com os conceitos de Modelagem Matemática, na perspectiva da Educação Matemática Crítica. A presente pesquisa tem caráter qualitativo e se estabelece por meio da análise dos documentos oficiais que fundamentam a Educação do Campo, a saber, as diretrizes curriculares nacionais e estaduais, Projetos Político Pedagógicos e Propostas Pedagógicas Curriculares da disciplina de Matemática das escolas do campo da cidade de Cascavel, no Paraná, a partir dos conceitos advindos da Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática Crítica. As análises se deram por meio da Análise Textual Discursiva, e resultaram na elaboração de argumentos que indicam as aproximações entre os conceitos fundamentadores da Modelagem na Perspectiva da Educação Matemática Crítica e a Educação do Campo.Item RELAÇÕES COM O SABER EM AMBIENTES DE APRENDIZAGEM DE MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS: UMA ANÁLISE À LUZ DA TEORIA DA ATIVIDADE(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/09/09) SANTOS, Ana Carolina Maia Barreto dos; CEOLIM, Amauri Jersi; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; http://lattes.cnpq.br/3004253335926560; VERONEZ, Michele Regiane Dias; http://lattes.cnpq.br/4294737927701301; TORTOLA, Emerson; http://lattes.cnpq.br/3984024867334867; MORAES, Silvia Gonzaga de; http://lattes.cnpq.br/3303970016702517O ambiente de aprendizagem de Modelagem Matemática possibilita a execução de ações que o diferenciam de outros ambientes de aprendizagem. Tais ações são desenvolvidas pelo professor (ações de ensino) e pelos alunos (ações de aprendizagem), o que permite aos sujeitos envolvidos se relacionarem com diferentes saberes enquanto desenvolvem uma atividade. Com essas lentes, observaram-se nesta pesquisa algumas intersecções comuns entre a atividade e a relação com o saber no ambiente de aprendizagem de Modelagem Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Neste sentido, esta pesquisa questiona: o que se evidencia das relações com o saber estabelecidas em ambientes de aprendizagem de Modelagem Matemática nos anos iniciais à luz da Teoria da Atividade? Para responder a esta questão motivadora, foi elaborado o seguinte objetivo geral: analisar as relações com o saber estabelecidas em ambientes de aprendizagem de Modelagem Matemática nos anos iniciais à luz Teoria da Atividade. As bases epistemológicas que sustentam as análises são referenciadas mais especificamente no conceito de atividade, de Alexis Leontiev, e nas dimensões da relação com o saber, de Bernard Charlot. Nessa perspectiva, esta pesquisa tem cunho qualitativo, pautado na pesquisa documental. O corpus foi composto por atividades de modelagem descritas em duas teses presentes no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, que forneceram dados suficientes, de acordo com os objetivos desta pesquisa. Dessas teses, cinco atividades de Modelagem foram selecionadas, sendo uma atividade desenvolvida com cada ano, do 1o ao 5o ano do Ensino Fundamental. Os encaminhamentos das atividades que compuseram o corpus da pesquisa foram devidamente analisados segundo os pressupostos da Análise Textual Discursiva (ATD). Com foco nas ações de ensino, foram analisadas as ações dos sujeitos envolvidos nos ambientes de aprendizagem de Modelagem das atividades que compõem o corpus desta pesquisa. Os resultados apontam a emergência de três categorias, a saber: ações mobilizadoras; ações de execução; ações de validação. A análise revela que as ações analisadas destacaram uma forte relação com as dimensões da relação com o saber: ações mobilizadoras com destaque para a relação pessoal com o saber; ações de execução com destaque para a relação epistêmica com o saber; ações de validação com destaque para a relação social com o saber. Concluímos que, nas atividades constituídas nos ambientes de Modelagem Matemática nos anos iniciais analisadas, em que as ações foram conceituadas com as lentes da Teoria da Atividade, é possível se relacionar com destaque para as três dimensões da relação com o saber consideradas nesta pesquisa, permitindo a apropriação de conhecimentos, por meio da relação com diferentes saberes, ao passo que o sujeito que está em atividade desenvolve suas funções psíquicas superiores.Item SENTIDOS QUE DOCENTES QUE ENSINAM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ATRIBUEM À MATEMÁTICA QUE APRENDERAM E ENSINAM(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/12/12) SILVA, Ediane Simplício da; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; http://lattes.cnpq.br/7935890292328953; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; PASSOS, Marinez Meneghello; http://lattes.cnpq.br/3275252597631249; PASSOS, Marinez MeneghelloEsta é pesquisa teve como objetivo apresentar sentidos que 8 (oito) docentes que ensinavam Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam. Para contemplar o objetivo, um roteiro de entrevista foi elaborado, com base na articulação entre os aportes teóricos da noção de relação com o saber e a formação docente. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas e posteriormente transcritas. O material textual composto pelas transcrições formou o corpus da pesquisa, que foi analisado à luz da Análise Textual Discursiva. Primeiramente, as dimensões epistêmica, pessoal e social da relação com o saber foram assumidas como categorias a priori no movimento de desconstrução do corpus. Na sequência, subcategorias emergiram, quando convergências dialéticas foram estabelecidas entre os excertos de cada categoria. Da categoria dimensão epistêmica, emergiram 6 (seis) subcategorias: Facilidade ou dificuldade em adquirir saberes, Estratégias utilizadas para aprender Matemática, Momentos da formação em que apresentaram facilidade ou dificuldade para aprender Matemática, Exemplos de aplicação da Matemática, O outro mais experiente e aprendizagem da Matemática e Motivos para aprender ou não aprender Matemática. Da categoria dimensão pessoal, emergiram 4 (quatro) subcategorias: Afinidade ou falta de afinidade com determinado conteúdo ou saber, O outro mais experiente e a afinidade ou falta de afinidade com a Matemática, Sentimentos sobre o aprendizado da Matemática e Autoafirmação quanto à aprendizagem da Matemática. Da categoria dimensão social, emergiram 6 (seis) subcategorias: Compreensões sobre o que é Matemática, Desempenho em Matemática, Juízos sobre as aulas de Matemática, A importância de aprender Matemática, Juízos sobre os professores que ensinaram Matemática e A Matemática e outros saberes. Para identificarmos os sentidos atribuídos pelos participantes da pesquisa à Matemática que aprenderam e ensinam, buscamos identificar convergências dialéticas entre as subcategorias emergentes para constituirmos os seus núcleos. Por fim, utilizando os núcleos de sentidos da retroalimentação negativa e da retroalimentação positiva como teses parciais, constituímos metatextos na forma da recontagem das histórias de relação das 8 (oito) participantes com a Matemática que aprenderam e ensinam, organizando-as segundo períodos de suas vidas relacionados às formações que elas relataram em seus depoimentos: Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Anos Finais do Ensino Fundamental; Ensino Médio; Formação inicial e Formação continuada. Assim, a partir da recontagem das histórias de relação com a Matemática das participantes desta pesquisa, elencamos um rol de sentidos que elas atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam: É difícil aprender Matemática; O aprendizado da Matemática pode ser efetivado, quando necessário, por meio da ajuda do outro, na figura dos docentes, colegas de classe, familiares e materiais disponíveis na internet; A Matemática é importante para o desenvolvimento da sociedade; Aprender Matemática é necessário para solucionar situações vivenciadas pelo sujeito no dia a dia; Para que haja aprendizado de Matemática, é necessário que ela seja ensinada de forma contextualizada; A dificuldade ou facilidade para aprender Matemática pode estar relacionada aos sentimentos que o outro mais experiente desperta no estudante; A falta de afinidade ou dificuldade com a Matemática pode refletir na trajetória profissional do sujeito; A atribuição de importância à Matemática pode depender do apontamento do outro mais experiente; A Matemática é exata, ou seja, não admite erros e é precisa; Só há uma solução para uma situação-problema, mas há diversos caminhos para alcançá-la; A Matemática torna-se mais complexa ao longo da Educação Básica.Item SENTIDOS QUE DOCENTES QUE ENSINAM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ATRIBUEM À MATEMÁTICA QUE APRENDERAM E ENSINAM(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/12/12) SILVA, Ediane Simplício da; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; http://lattes.cnpq.br/7935890292328953; CEOLIM, Amauri Jersi; http://lattes.cnpq.br/9441960693153567; PASSOS, Marinez Meneghello; http://lattes.cnpq.br/3275252597631249Esta é pesquisa teve como objetivo apresentar sentidos que 8 (oito) docentes que ensinavam Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam. Para contemplar o objetivo, um roteiro de entrevista foi elaborado, com base na articulação entre os aportes teóricos da noção de relação com o saber e a formação docente. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas e posteriormente transcritas. O material textual composto pelas transcrições formou o corpus da pesquisa, que foi analisado à luz da Análise Textual Discursiva. Primeiramente, as dimensões epistêmica, pessoal e social da relação com o saber foram assumidas como categorias a priori no movimento de desconstrução do corpus. Na sequência, subcategorias emergiram, quando convergências dialéticas foram estabelecidas entre os excertos de cada categoria. Da categoria dimensão epistêmica, emergiram 6 (seis) subcategorias: Facilidade ou dificuldade em adquirir saberes, Estratégias utilizadas para aprender Matemática, Momentos da formação em que apresentaram facilidade ou dificuldade para aprender Matemática, Exemplos de aplicação da Matemática, O outro mais experiente e aprendizagem da Matemática e Motivos para aprender ou não aprender Matemática. Da categoria dimensão pessoal, emergiram 4 (quatro) subcategorias: Afinidade ou falta de afinidade com determinado conteúdo ou saber, O outro mais experiente e a afinidade ou falta de afinidade com a Matemática, Sentimentos sobre o aprendizado da Matemática e Autoafirmação quanto à aprendizagem da Matemática. Da categoria dimensão social, emergiram 6 (seis) subcategorias: Compreensões sobre o que é Matemática, Desempenho em Matemática, Juízos sobre as aulas de Matemática, A importância de aprender Matemática, Juízos sobre os professores que ensinaram Matemática e A Matemática e outros saberes. Para identificarmos os sentidos atribuídos pelos participantes da pesquisa à Matemática que aprenderam e ensinam, buscamos identificar convergências dialéticas entre as subcategorias emergentes para constituirmos os seus núcleos. Por fim, utilizando os núcleos de sentidos da retroalimentação negativa e da retroalimentação positiva como teses parciais, constituímos metatextos na forma da recontagem das histórias de relação das 8 (oito) participantes com a Matemática que aprenderam e ensinam, organizando-as segundo períodos de suas vidas relacionados às formações que elas relataram em seus depoimentos: Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Anos Finais do Ensino Fundamental; Ensino Médio; Formação inicial e Formação continuada. Assim, a partir da recontagem das histórias de relação com a Matemática das participantes desta pesquisa, elencamos um rol de sentidos que elas atribuem à Matemática que aprenderam e ensinam: É difícil aprender Matemática; O aprendizado da Matemática pode ser efetivado, quando necessário, por meio da ajuda do outro, na figura dos docentes, colegas de classe, familiares e materiais disponíveis na internet; A Matemática é importante para o desenvolvimento da sociedade; Aprender Matemática é necessário para solucionar situações vivenciadas pelo sujeito no dia a dia; Para que haja aprendizado de Matemática, é necessário que ela seja ensinada de forma contextualizada; A dificuldade ou facilidade para aprender Matemática pode estar relacionada aos sentimentos que o outro mais experiente desperta no estudante; A falta de afinidade ou dificuldade com a Matemática pode refletir na trajetória profissional do sujeito; A atribuição de importância à Matemática pode depender do apontamento do outro mais experiente; A Matemática é exata, ou seja, não admite erros e é precisa; Só há uma solução para uma situação-problema, mas há diversos caminhos para alcançá-la; A Matemática torna-se mais complexa ao longo da Educação Básica.