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Navegando por Autor "Baggio, Eduardo Tulio"

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    A construção da resistência coletiva em A Classe Roceira (1985): documentário em aliança aos movimentos sociais no período da transição democrática no Paraná
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-12-17) Urban, Rafael Wandratsch; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/4298429507603773; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Kaminski, Rosane; https://lattes.cnpq.br/0588374677778245; Machado, Patrícia Furtado Mendes; https://lattes.cnpq.br/1387533506381579
    Esta pesquisa se interessa pelo contexto do surgimento de documentários engajados a movimentos sociais no Paraná, produzidos a partir de 1974 – primeiro ano do governo Geisel, em que o país veria os indícios iniciais de uma distensão política que culminou em 1988, ano da promulgação da Nova Constituição, a qual fortaleceu as bases para o debate social da redemocratização. Tomando como objeto A classe roceira (1985), de Berenice Mendes, que trata do surgimento do Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST) no Paraná, parte-se da premissa de que o cinema é agente ativo na história. Por isso, interessa investigar como A classe roceira, enquanto obra e fenômeno, alia-se às forças e formas de reorganização popular da sociedade paranaense no período de redemocratização do País. Nesta análise, orbitam, fundamentalmente, as reflexões de três pensadores: 1) A perspectiva crítico-política de JeanClaude Bernardet a respeito do documentário brasileiro; 2) O conceito de cinema engajado tal como pensado pela pesquisadora francesa Nicole Brenez; 3) Os pressupostos metodológicos formulados pelo chileno Patricio Guzmán, a partir de sua experiência como realizador, e sua ênfase na ideia de que é o enfrentamento histórico que guia todo processo criativo em documentário.
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    A realidade criativa nas obras da cineasta Maya Deren: conceitos teóricos e análises fílmicas
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-07-22) Ferro, Fernanda Ianoski; Vasconcelos, Beatriz Avila; https://lattes.cnpq.br/3794997653941862; https://lattes.cnpq.br/6766812526349058; Vasconcelos, Beatriz Avila; https://lattes.cnpq.br/3794997653941862; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Pereira, Ana Catarina dos Santos; https://lattes.cnpq.br/7731108870085614
    Maya Deren (1917 – 1961) foi uma cineasta e teórica profícua em relação ao cinema. Ao longo de sua breve vida, escreveu mais de vinte textos teóricos, abordando os aspectos gerais da linguagem cinematográfica e seu próprio processo criativo. Dentre os conceitos abordados por Deren, destaque-se o uso de uma realidade criativa, tanto nas apresentações textuais quanto nos seus próprios filmes. O corpus dessa pesquisa são os dois primeiros curta metragens da cineasta: Meshes of the Afternoon (1943) e At Land (1944), além dos conceitos sobre realidade e criatividade, presentes na maioria dos seus textos, compilados por Carolina Martínez no livro El universo dereniano: textos fundamentales de la cineasta Maya Deren (2015). Para trazer o pensamento dereniano ao cerne dessa pesquisa, parto da abordagem metodológica da Teoria de Cineastas, que busca trazer o pensamento de cineastas ao centro das discussões sobre cinema, e para isso, parte-se de suas fontes primárias: textos, entrevistas, roteiros etc., bem como suas obras audiovisuais. Dentro dessa abordagem, trago textos de autoria de Manuela Penafria, Eduardo Baggio e Bruno Leites - entre outros - atuantes na SOCINE - Sociedade Brasileira de Pesquisa em Cinema e Audiovisual, com o Seminário Temático Teoria de Cineastas, desde 2016. Mostrou-se evidente, ao longo da trajetória de pesquisa, que Deren mantém-se constante em relação aos conceitos que ela propõe sobre cinema, reafirmando-os a cada novo texto. Para ela, o cinema deve afastar-se de outras formas artísticas há muito definidas (como a pintura, o teatro e a literatura) e explorar os recursos próprios do seu meio. Sobre a realidade criativa, configura-se, para Deren, em uma forma de cinema que busca não a representação do mundo, mas a sua transformação através de elementos próprios ao meio cinematográfico, como a montagem, que assume um papel de grande relevância em suas obras. Nos filmes derenianos, fica evidente uma luta pela dissolução das linhas espaço temporais de uma narrativa clássica, trazendo ao ecrã uma abordagem criativa, onde os espaços estão fora de uma ordem lógica – como em At Land, onde a protagonista está na praia, logo depois entra em um espaço fechado de reuniões e novamente volta-se à praia: uma geografia impossível, mas que mostra uma característica própria do cinema: ligar espaços e planos aparentemente desconexos da realidade lógica, mas que aprofundam-se em sensações. Deren ainda aproxima-se da idéia de um cinema de poesia, como uma abordagem da experiência, o que defende no seu entendimento de um cinema vertical.
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    Apropriação da película cinematográfica como linguagem processual: espírito interior, onda e filme imperfeito
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-09-12) Teixeira, Lígia de Mello; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/8461929908954129; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Faissol, Pedro de Andrade Lima; https://lattes.cnpq.br/5571263484400881; Fernandes, Patrícia Moran; https://lattes.cnpq.br/5766238377826129; Mikosz, José Eliézer; https://lattes.cnpq.br/8805958526800693
    O objetivo desta dissertação intitulada “Apropriação da película cinematográfica como linguagem processual: Espírito interior, Onda e Filme imperfeito”, é o de fazer uma análise sobre o uso da película found footage no cinema experimental, principalmente me utilizando das proposições descritas por Nicole Brenez e Pip Chodorov no texto “A Cartografia do Found Footage”. Através dos conceitos que os autores associam à utilização do reemprego das imagens para a elaboração de novas obras e outros textos de autores e artistas, faço uma investigação sobre o uso da película found footage no contexto do meu processo artístico no cinema experimental. Ao longo do texto, discorro sobre como me aproprio e me relaciono com filmes de arquivos de família encontrados em sebos, feiras de antiguidades, antiquários, entre outros, discorrendo através da análise dos meus filmes Espírito Interior (2020), Onda (2020) e Filme Imperfeito (2021). Estes rolos de película foram coletados por anos de maneira intuitiva e despretensiosa, apenas pelo desejo de ter posse destes objetos cinematográficos, cujos frames apenas conseguia ver com dificuldade, a olho nu. Ao ter a oportunidade de projetar e digitalizar estes materiais, foram criadas possibilidades de serem explorados como um raro e rico objeto de pesquisa para minhas novas obras.
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    Até amanhã: os espaços no processo de criação de um longa-metragem
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-05-10) Tomita, Rodrigo Akira Minasse; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/9464206982367255; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Faissol, Pedro de Andrade Lima; https://lattes.cnpq.br/5571263484400881; Mello, Jamer Guterres de; https://lattes.cnpq.br/9707216305631668; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    Cecília Almeida Salles, em Redes da Criação: construção da obra de arte (2006), diz que a mudança e o deslocamento geográfico em prol de uma busca por novos caminhos no processo de criação artística é comum na história da arte como ocorreu com Paul Klee e suas viagens para a Tunísia, por exemplo. O geógrafo humanista Yi-Fu Tuan, em seu livro Espaço e lugar - a perspectiva da experiência, conta uma anedota onde dois físicos visitam o castelo de Hamlet e afirmam que o castelo é visto de forma completamente diferente ao terem ciência de que uma narrativa, ainda que ficcional, se passou no lugar em questão. Éric Rohmer, por sua vez, ao definir a noção de espaço arquitetônico, escreveu que “os lugares não servem apenas de moldura para a ação, seu receptáculo; eles pesam sobre as atitudes dos personagens, influenciam sua atuação, ditam seus deslocamentos” (ROHMER, 1991, p.57 apud BORGES, 2019, p. 139). Apoiando-me nessas ideias, neste projeto de pesquisa, busco investigar a influência das espacialidades nos processos de criação de Até Amanhã, um longa-metragem ficcional roteirizado e dirigido por mim entre os anos de 2020 e 2024. No capítulo inicial, irei debater e refletir sobre as relações entre as espacialidades e a arte cinematográfica sob perspectivas teóricas diversas, entre as quais a teoria realista de André Bazin. Em seguida, apoiando-me na Crítica de Processo e no conceito de rede de criação de Cecília Almeida Salles, analiso alguns documentos de processos como a decupagem, manuscritos e cartas de montagem para compreender de que maneira as espacialidades impactaram meu processo criativo desde o ano de 2020 – marcado pelo contexto pandêmico e de distanciamento social – até a montagem do corte final do filme em 2024. Sempre tendo como foco as espacialidades, refletirei sobre os contextos de realização e as escolhas de direção e roteiro, investigando assim como os lugares foram um elemento determinante para o processo criativo de Até Amanhã.
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    Benedita e Manoel: memórias do fenômeno migratório (Nordeste e Sul)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-07-07) Campos, Laiza Suelen Barroso; Pagliarini Junior, Jorge; https://lattes.cnpq.br/3644282667480930; https://lattes.cnpq.br/3247498203640527; Pagliarini Junior, Jorge; https://lattes.cnpq.br/3644282667480930; Almeida, Juniele Rabêlo de; https://lattes.cnpq.br/5588377981047859; Reisdorfer, Thiago; https://lattes.cnpq.br/5658850237898637; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433
    A presente pesquisa tem por objetivo analisar o fenômeno migratório entre o Nordeste e o Sul do Brasil a partir das memórias de Benedita e Manoel, nascidos em Vitória da Conquista, na Bahia, e que migraram para o Paraná na década de 1960 – passando pelo município de Paranavaí, até fixarem residência em Ubiratã. Basicamente, a análise se concentra nas memórias de Benedita e Manoel e no significado que esse fenômeno migratório adquiriu em suas vidas, com base em suas narrativas. Além disso, pondero nesta investigação o grau de parentesco que possuo com os entrevistados, o que apresenta uma problemática da afetividade, já que tratam-se de meus avós. Para a realização da investigação, utilizei como principal fonte as entrevistas tendo como base teórico-metodológico a História Oral e, ainda, refletindo as escolhas feitas durante o processo pensando a História Pública, neste caso, a realização do documentário que se deu a partir da filmagem das entrevistas coletadas para a pesquisa. Desse modo, de um lado este trabalho se concentra em analisar as memórias de Benedita e Manoel e de outro, em apresentar e discutir a maneira pela qual abordei a História Pública nesta pesquisa a partir da produção do documentário, que tem como título “Benedita e Manoel”. A partir disso, foi possível perceber como processos históricos amplos perpassam as narrativas de Benedita e Manoel e, especialmente, explorar as possibilidades de diálogo da História com outras áreas do saber – como o cinema – e com os públicos não-acadêmicos, trazendo como “atores” ou “personagens” históricos pessoas que, possivelmente, de outra maneira, permaneceriam anônimas na historiografia.
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    Cinema nhandereko – perspectivas estéticas de realização a partir da cosmologia originária Guarani
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-04-05) Ale, Anne Lise Filartiga; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/2814962511896734; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Teixeira, Rafael Tassi; https://lattes.cnpq.br/9074237042190064; Alvarenga, Clarisse Maria Castro de; https://lattes.cnpq.br/3413084947174681; Mikosz, José Eliézer; https://lattes.cnpq.br/8805958526800693
    Esta dissertação tem como objetivo produzir uma reflexão sobre as possibilidades e impossibilidades de representação da cosmologia amerindia guarani no campo do Cinema. Partimos do pressuposto de que existe um Cinema Guarani e que esse cinema singular tem características estéticas formais e discursivas contextuais diversas do/s cinema/s hegemônico/s. Nossa hipótese é de que o ponto de vista filosófico dos povos guarani tem base no que Eduardo Viveiros de Castro concebe como Perspectivismo Amerindio, e que, portanto, tais percepções não-convencionais sobre o mundo afetam a construção do olhar de cineastas indígenas na criação de imagens auto representativas. A partir disso, tomamos o Nhandereko (termo que dá nome ao título, que significa "modo de ser guarani” na língua indígena e abarca um conjunto de particularidades cosmológicas) como elemento balizador da análise filmica de três obras de curta duração do gênero documentário dirigidas por cineastas guaranis contemporâneos: Mensageiros do Futuro (2019), direção de Graciela Guarani (Poty Rory), cineasta guarani Kaiowá; Sonho de Fogo (2020), direção de Alberto Alvares, cineasta guarani Nhandeva; E "Pará Rété" (2015), dirigido pela cineasta guarani Mbyá, Patrícia Ferreira (Pará Yxapy), com vistas a identificar um conjunto de elementos particulares da cosmologia indígena guarani e compreender de que forma tais elementos podem produzir atravessamentos em aspectos estéticos e discursivos na uso da linguagem cinematográfica. A partir das análises filmicas imbricadas com a literatura etnográfica guarani de autores como Nimuendajú, Cadogan e Schaden, pudemos compreender os aspectos cosmológicos da cultura Guarani enquanto constituintes das obras filmicas de seus realizadores. Nesse sentido, concebemos neste trabalho o Cinema Nhandereko como um sistema singular de formas, portanto, uma estética (RANCIÈRE, 2009) que abarca um sistema ideal de vida diverso do princípio eurocêntrico, e possibilita a leitura de uma tradução cosmológica através da linguagem do cinema.
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    Conte-me sua história: o processo de criação de um documentário com jovens do ensino médio
    (Universidade Estadual do Paraná, 2020-12-17) Silva, Eduardo Antonio Ramos; Wosniak, Cristiane do Rocio; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; https://lattes.cnpq.br/4527159431649347; Wosniak, Cristiane do Rocio; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Kruger, Cauê; https://lattes.cnpq.br/1114691391456508
    Essa dissertação é o resultado de aproximadamente três anos de experiências trocadas com jovens do ensino médio de uma instituição de ensino pública da cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, denominada Escola Estadual Sagrada Família. Essas experiências foram potencializadoras da realização de uma pesquisa artísticaprocessual, cujo resultado foi a produção dessa escrita acadêmica, assim como a realização de um filme documentário. Os seis jovens estudantes na época foram selecionados a partir de suas histórias de vida –, proposta metodológica tomada de empréstimo das ciências sociais e aplicada em sala de aula –, que foram relatadas em uma carta escrita por alguns no começo de 2018 e por outros no começo de 2019. Essas cartas, portanto, constituíram-se como o ponta pé inicial dos desígnios assumidos posteriormente, visto que despertaram em mim um sentimento de empatia. Meus interesses principais com a pesquisa se moveram entre dois polos: o primeiro deles era entender as idiossincrasias de cada um desses estudantes e que por meio desse projeto eles (as) pudessem se expressar de uma maneira mais espontânea, ou seja, nos limites das dificuldades práticas dessa proposta, falassem com um grau de interferência menor do que o convencional; e o segundo propósito era experienciar aquilo que se passaria “em torno da câmera” (ROUCH, 1961), tornando esses estudantes também companheiros (as) no processo de realização. Para alcançar os objetivos propostos dialoguei com as teorias do campo temático do cinema documental em suas interfaces com as ciências sociais, a história, a educação e as artes, pois o cinema aqui é tratado como linguagem artística (SUPPIA, 2015, p. 118). Esses diálogos e/ou discussões teóricas se sucedem, principalmente, nos três primeiros capítulos da dissertação, enquanto no quarto capítulo me ocupo do tratamento de questões referentes às especificidades da criação do documentário, incluindo as imprevisibilidades do processo. Considero, no entanto, que embora no quarto capítulo eu descreva e avalie a sua realização, é fundamental o visionamento do resultado, o filme propriamente dito, para cotejá-lo com os relatos do processo, tendo em vista que eles se complementam no curso dos eventos. Esses encaminhamentos podem facilitar o entendimento do leitor e espectador no que tange a relação estética e ética estabelecida entre aquele que propôs o projeto (eu/professor) e aqueles que o aceitaram (eles e elas/estudantes), visto que foi após a conclusão dessas duas etapas que avaliei criticamente sua realização e busquei deixar vestígios de reflexão e reflexividade (COESSENS, 2014, p. 02).
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    Cópia fuleira: estética VHS no cinema contemporâneo e o processo criativo do filme "Dublê de namorado"
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-03-24) Pereira, Christopher Faust; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/6298040813186190; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Noronha, Fábio Jabur de; https://lattes.cnpq.br/8001117846968595; Reis Filho, Osmar Gonçalves dos; https://lattes.cnpq.br/1880465509972947
    O VHS (Video Home System) é um suporte videográfico, criado nos anos 1970, que foi extremamente popular para a distribuição de filmes durante as décadas de 1980 e 1990, por meio do aparelho do videocassete, revolucionando, tecnológica e culturalmente, a maneira de se consumir audiovisual. Além disso, por seu baixo custo, acessibilidade e praticidade de manuseio, ainda que apresentasse baixa qualidade técnica, o formato VHS também foi muito utilizado como suporte de captação de imagens. Esta dissertação apresenta, no seu primeiro capítulo, um contexto histórico e cultural do VHS e do videocassete para, no segundo capítulo, traçar um breve panorama contemporâneo de vinte filmes narrativos de ficção feitos, entre 2009 e 2019, com imagens captadas no formato VHS ou tratadas em pós-produção para emularem o aspecto técnico do VHS. O objetivo é investigar, tendo como base três categorizações propostas em relação ao passado, o que levou esses cineastas a optarem, em seus processos artísticos, pela estética do VHS, um suporte defasado na contemporaneidade. Num segundo momento, a partir do terceiro capítulo, a pesquisa acompanha o meu processo criativo durante a realização de Dublê de Namorado, longa-metragem narrativo de ficção, do gênero comédia, que emula a estética VHS no aspecto técnico de sua imagem. Inicialmente, discorro sobre os contextos que levaram à realização do filme. Na sequência, partindo do conceito-base de realizar Dublê de Namorado como uma cópia fuleira de um filme e usando como fonte minhas anotações durante o período de produção, apresento um relato analítico das motivações para as escolhas de roteiro e direção, observando resultaram no filme pronto.
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    Documentário militante na América Latina e o processo de criação do filme Bom Dia Presidente ou O Coração da Brasileira
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-06-24) Pereira, José Eduardo Silva; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/9174303100077901; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Nogueira, Juslaine Abreu; https://lattes.cnpq.br/5283169846765859; Gruner, Clóvis Mendes; https://lattes.cnpq.br/4400370278287507
    Este trabalho situa-se em uma interface de simultaneidade entre a pesquisa acadêmica e a realização cinematográfica documental. O objetivo desta dissertação foi desenvolver subsídios teóricos e referenciais para encaminhar a finalização de um filme documentário de longa metragem, que se encontra na etapa da montagem. Em um primeiro movimento, investigamos características ético-estéticas de um corpus de “documentários de orientação militante” latino-americanos, examinando como as obras se aproximam ou se afastam de parâmetros conceituais desenvolvidos a partir das reflexões teóricas de cineastas e pesquisadores(as). As obras que compõem o corpus são: Comício: São Paulo a Luis Carlos Prestes (1945), Tire Dié 1962), Araya (1959), A Batalha de Chile (1975 1979), A Classe Roceira (1985) e Martírio (2016). Em um segundo movimento, analisamos criticamente e desenvolvemos o processo de criação do documentário de longa-metragem Bom Dia Presidente ou o Coração da Brasileira, sob duas diferentes perspectivas. Na primeira perspectiva, apresentamos uma Crítica Ecológica das Tomadas em cinema documentário, utilizando uma analogia com conceitos da Ecologia Evolutiva, de modo a provocar uma reflexão teórico-crítica acerca dos modos como foram feitas as tomadas em Bom Dia Presidente ou o Coração da Brasileira. Por fim, na segunda perspectiva, a partir de coleta e organização de documentos de criação, seguimos alguns procedimentos analíticos do processo de criação artística como “redes”, conforme proposto por Cecília Salles em seu livro Redes de Criação (2006). Nossa investigação aponta que um documentário intensifica a sua orientação militante conforme aumenta o seu compromisso com os coletivos das lutas sociais em que se engaja. Assim, a forma fílmica resulta da mediação artística deste compromisso, ou seja, se apresenta mais como uma consequência do compromisso de luta, do que como um propósito artístico em si.
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    Ensino de História: Histórias de vidas, cinema e processos de criação em vídeos documentários com educandos(as) dos anos iniciais do Ensino Fundamental da modalidade Educação de Jovens e Adultos
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-05-29) Santos, Maria José; Rodrigues, Divania Luiza; https://lattes.cnpq.br/7170935324820591; https://lattes.cnpq.br/9544668288034630; Rodrigues, Divania Luiza; https://lattes.cnpq.br/7170935324820591; França, Cyntia Simioni; https://lattes.cnpq.br/1533088932330150; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433
    Em nossa pesquisa para o Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) tomou-se como temática central o Ensino de História e o cinema com educandos(as) dos anos iniciais do Ensino Fundamental da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), do município de Campo Mourão, PR. Quanto ao Ensino de História em sala de aula, observamos que os(as) educandos(as), a princípio, demonstraram não compreender a importância da História em suas vidas e não se reconheciam como sujeitos da história. De nossa parte, nos desafiou a pensar como ensinar História aos educandos(as) da EJA, tendo em vista as especificidades dessa modalidade e, em especial, o histórico de exclusão social e escolar que esses sujeitos passaram em suas histórias de vidas. Eles(as) próprios sujeitos de uma história, muitas vezes, negligenciada e invisibilizada. Entendemos que o cinema, como forma de Arte (Bergala, 2008; Fresquet, 2020), tem um potencial educativo fundamental. Assim, as produções fílmicas, em um primeiro momento, sensibilizaram para a discussão de temas e conteúdos de ensino de História. Em um segundo momento, para além da discussão de obras fílmicas, realizamos a produção de vídeos documentários com os(as) educandos(as) da EJA. Nessa perspectiva, descortinou-se a problematização principal: como o cinema, como forma de Arte, pode contribuir na aprendizagem e no ensino de História de educandos (as) dos anos iniciais do Ensino Fundamental na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Municipal Urupês, de Campo Mourão – PR?  No sentido exposto, vislumbramos com o cinema a aprendizagem significativa de conteúdos de História. E, com o desenvolvimento desses conteúdos, sensibilizamos o público da EJA para a criação de vídeos documentários. Nesse rico processo de criação, notamos que os(as) educandos(as) da EJA assumiram o protagonismo dessas produções e puderam compreender o sentido da importância de suas próprias histórias, como sujeitos no processo de construção da História. Acreditamos que essas experiências, embora desafiadoras, contribuíram de maneira significativa para a mudança na compreensão da História como disciplina escolar pelos estudantes da EJA. Além disso, tiveram um impacto profundo na transformação da professora pesquisadora, ao aprender e reconhecer a riqueza e a beleza presentes nos gestos criativos dos estudantes com o cinema e o ensino de História.
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    Imagem da imagem: opacidade provocativa em Brian De Palma
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-03-19) Sari, Wellington Gilmar; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/3821952673235530; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Pinto, Pedro Plaza; https://lattes.cnpq.br/4210264642096088; Oliveira Júnior, Luiz Carlos Gonçalves de; https://lattes.cnpq.br/6985782589830684
    Esta dissertação investiga, no cinema de Brian De Palma, a construção fílmica dependente de obras anteriores. Mais especificamente, de cenas originárias, que, no trabalho, são denominadas cenas-mãe. No primeiro capítulo, será feita a delimitação do conceito, a partir de exemplos retirados da filmografia do diretor. Em seguida, a própria pesquisa volta-se a um momento anterior e busca, primeiro na história da arte, em especial no maneirismo pictórico italiano do século XVI, a gênesa da atitude criativa que se fia em obras prévias. Permanecendo na Itália, a dissertação encontra no giallo um filone cinematográfico em que é possível identificar vestígios maneiristas e projeções que refletem no cinema de De Palma. Serão analisadas algumas obras como Olhos diabólicos (La ragazza che sapeva troppo, Mario Bava, 1963) e A morte caminha à meia-noite (La morte accarezza a mezzanotte, Luciano Ercoli, 1972). Realizador de gialli que servem de base para vários outros filmes do filone, Dario Argento terá três obras analisadas, que respondem, respectivamente, ao início, meio e fim do ciclo. Por figurar personagens que, depois de testemunhar determinada cena, retornam mentalmente, ou por meio de imagens acessórias, ao evento inicial, a análise dos filmes de Argento estrutura os conceitos seguintes, que serão trabalhados no terceiro e no quarto capítulo, novamente dedicados a De Palma. A investigação sobre o cinema do norte-americano volta-se majoritariamente a três filmes: Dublê de corpo (Body double, 1984), O pagamento final (Carlito’s way, 1993) e Femme fatale (2002). Diante destas três obras, o trabalho procura compreender como se comporta a figura do protagonista enquanto mediador da cena-mãe. A intenção é elucidar de que forma De Palma exibe, na tela, ações análogas ao seu próprio trabalho de diretor, em uma atitude provocativa, que procura revelar não só o dispositivo, mas também brincar com ele.
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    Muito prazer, David Neves, crítico-cineasta: a construção da “autenticidade” em Mauro, Humberto (1966) e em muito prazer (1979)
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-05-10) Silva, Gabriel Philippini Ferreira Borges da; Pinto, Pedro Plaza; https://lattes.cnpq.br/4210264642096088; https://lattes.cnpq.br/2645226106162027; Pinto, Pedro Plaza; https://lattes.cnpq.br/4210264642096088; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Mello, Jamer Guterres de; https://lattes.cnpq.br/9707216305631668; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    O crítico-cineasta David Neves teve uma profícua trajetória no cinema brasileiro entre 1958 e 1994. Nesse período, Neves realizou uma vasta obra entre a escrita de uma valiosa produção crítica e a direção de sete longas e mais de vinte curtas-metragens. Desde seus primeiros escritos e filmes, ligados à formulação do Cinema Novo Brasileiro, o crítico-cineasta se demonstrou interessado pela captura e a construção de uma “almejada autenticidade”, como o próprio descrevia. Uma busca manifestada em seu interesse por valorizar a “captação da espontaneidade” e o registro do “erro”, conceitos que aparecem em diferentes momentos e de diferentes maneiras em sua obra. Tomando como base a abordagem proposta pela Teoria de Cineastas e metodologias de análise fílmica e textual desenvolvidas a partir dos textos de Jacques Aumont, Michel Marie e Manuela Penafria, buscamos, nesta pesquisa, investigar a obra do crítico-cineasta a partir de seus próprios registros de pensamento, processos de criação e relatos de vida. Mais detidamente, nos dedicamos à análise de sua produção crítica e de dois dos filmes que dirigiu: Mauro, Humberto (1966, dir.: David Neves) e Muito Prazer (1979, dir.: David Neves), com foco no seu interesse particular pela construção de uma sensação de “autenticidade”. Compreendendo, como Raquel Gerber (1982), ser impossível separar a realização dos filmes do pensamento sobre e a partir deles, a pesquisa busca, também, discutir o conceito de crítico-cineasta e estudar o pensamento de David Neves, na variedade de suas expressões, analisando e propondo métodos para o estudo de seus textos e entrevistas ao lado dos filmes que dirigiu. Assim, a partir do cotejo entre variadas expressões do crítico-cineasta e de seus colegas de realização, bem como da identificação de diferentes técnicas e recorrências estilísticas empregadas ou expressadas em seus filmes e textos, concluímos que Neves buscava evitar em seus filmes um aspecto de passado a limpo. Por meio da revelação do erro e da apresentação de certa displicência com a mise en scène, conceitos fundamentais para a análise de seu estilo, o crítico-cineasta buscava conferir a seus filmes uma familiar impressão de autenticidade, garantindo às suas obras um tom menor, como o de um filme doméstico.
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    No intenso agora: o acervo de gestos e a intensidade do encontro com o inesperado
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-08-30) Chamis, Luiza Duarte de Giacomo; Teixeira, Rafael Tassi; https://lattes.cnpq.br/9074237042190064; https://lattes.cnpq.br/8100897040564976; Teixeira, Rafael Tassi; https://lattes.cnpq.br/9074237042190064; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Almeida, Gabriela de; https://lattes.cnpq.br/7975111935945848
    Investigar a produção de sentido a partir da ressignificação das imagens de arquivo no longametragem No Intenso Agora (2017) é o objetivo da presente dissertação. O diretor João Moreira Salles procura estabelecer um fluxo de pensamento por imagens através da montagem e da narração voz over em primeira pessoa, partindo de reflexões sobre o “estado de espírito” de quem filma e de quem é filmado. O filme “nasce” do encontro ao acaso com rolos de 16mm no acervo da família Moreira Salles, cujas imagens, captadas pela mãe do diretor, Elisa Gonçalves Moreira Salles (1929-1988), registram indiretamente o que foi a Revolução Cultural Chinesa em 1966. Para compor o restante da narrativa, foram utilizadas imagens de arquivo referentes a movimentos políticos da década de 1960 na França, Tchecoslováquia e Brasil, configurando uma primeira camada que permeia relações de classe, poder e política entre os quatro países. Mas há, também, um outro fio condutor de ordem mais subjetiva e sensível: ao observar a figura da mãe, agora existente apenas nas imagens, João Salles identifica o que ele chamou de “intensa capacidade de ser feliz” que foi desaparecendo com o passar do tempo. Na medida que sua investigação avança, destacam-se nas outras imagens a manifestação de felicidade capturada nos gestos corporais daqueles que as compõem. Frente a essas informações sobre o filme, as perguntas norteadoras deste trabalho são: É possível que estejamos frente a um filme feito da tentativa de ressignificar a morte e curar um luto tardio, que se fez não pelo esvaziamento do corpo de Elisa, mas sim pela mãe desconhecida das imagens? E uma vez que No Intenso Agora existe por causa dessa figura central mas é atravessado por outras histórias, como a interpretação subjetiva de materiais de arquivo domésticos e de autorias desconhecidas produzem sentido? Com o intuito de respondê-las, o texto está dividido em três partes: a primeira abarca questões acerca do caminho percorrido pelo documentarista João Moreira Salles que desemboca na criação de No Intenso Agora, bem como a articulação dos elementos fílmicos utilizados - imagem de arquivo, montagem e voz over. Já o segundo capítulo é inteiramente dedicado a pensar e refletir sobre a figura da mãe, aqui entendida como imagemimaginada, e sua relação com a felicidade e o desencanto. Os conceitos trabalhados apoiam-se na vasta bibliografia de Georges Didi-Huberman e Etienne Samain (2013). Por fim, o terceiro e último capítulo procura dar conta dos trechos nos quais João Salles faz o exercício de ressignificar as imagens de arquivo para contextualizá-las em narrativa diferente da original. Para tal, utilizamos o método de Sylvie Lindeperg e a Etapa Dialética de Didi-Huberman.
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    O cinema paramétrico em michael haneke: uma análise de 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-03-27) Colpani, Mateus Augusto Breda; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/6261327968784867; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Garcia, Alexandre; https://lattes.cnpq.br/3895949501024669; Damasceno, Alex; https://lattes.cnpq.br/8620263171962896
    Esta dissertação propõe uma análise estilística do cinema de Michael Haneke, com foco no conceito de cinema paramétrico, tendo como objeto de estudo o filme 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso (1994). O cinema de Haneke, caracterizado por uma estética rigorosa e uma abordagem crítica à sociedade contemporânea, é investigado à luz dos princípios da teoria neoformalista do cinema, especialmente os conceitos de cinema paramétrico delineados por David Bordwell e Kristin Thompson. O primeiro capítulo é dedicado a definir o conceito de estilo e sua evolução ao longo da história do cinema, estabelecendo os limites e particularidades das nuances características de Michael Haneke. Em seguida, a pesquisa aprofunda o conceito de cinema paramétrico e as gradações de importância estilística que esse método de narração implica, abordando também aspectos como a fragmentação e as constelações de personagens, elementos recorrentes tanto nesse tipo de narração quanto na obra do cineasta. Por fim, a análise de 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso exemplifica de que modo Haneke articula mecânicas paramétricas dentro de sua obra, bem como às relaciona com o enredo e com suas manifestações políticas. A dissertação examina a estrutura do filme, o uso de elipses, repetição de motivos visuais e sonoros, além de outros elementos estilísticos que subvertem as convenções do cinema clássico.
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    O estilo cinematográfico em Richard Linklater: o fazer como processo de criação
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-07-24) Matos, Baruch Blumberg Carvalho de; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/4302415994826124; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Garcia, Alexandre Rafael; https://lattes.cnpq.br/3895949501024669; Pereira, Sissi Valente; https://lattes.cnpq.br/9870607020902730; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    A presente pesquisa visa identificar como se dá o processo de criação do cineasta Richard Linklater na Trilogia do Antes (1995 – 2013), e como esse processo é característico do seu estilo como diretor de cinema, perpassando vários de seus filmes. A partir dos conceitos de Jacques Aumont sobre cineastas, e sobre o filme como obra teórica, me debruço sobre os aspectos que conectam a Trilogia do Antes e outros dos seus longas, aspectos que parecem ser muito caros ao realizador, como tempo diegético e tempo de realização, e como estes se unem a deambulação, espacialidade e mise-en-scène. Para fundamentar tais análises, busco nos autores Gilles Deleuze e Fábio Uchôa, suas contextualizações e propostas para deambulação no cinema, e como a imagem é construída para uma situação dispersa e as conexões são postas propositalmente de forma a parecerem fracas ou superficiais, de modo que a deambulação seja o elemento fixo, posto que Linklater parece usá-la como dispositivo em sua trilogia. No intuito de traçar o ponto de análise para o entendimento de espaço, me baseio nas ideias propostas por Maria Helena Braga e Vaz da Costa, para o espaço geográfico no cinema, apontando este como um dos responsáveis pela formação do imaginário coletivo que subjetiva a experiência fílmica. Outros dois importantes aspectos no processo de criação da Trilogia do Antes é a conexão entre Linklater e os atores que interpretam seus protagonistas, Ethan Hawke e Julie Delpy. O último aspecto é a maneira como o tempo de realização demonstra ser parte do seu processo de criação, muitas vezes como componente de criação narrativa e estética. Observando entrevistas concedidas pelo diretor e pelo elenco citado, busco entender essas duas facetas sob a perspectiva das ideias de Pedro Guimarães, Cecilia Almeida Salles e Fayga Ostrower. A partir dos aspectos citados, esta pesquisa realiza um exercício de teorização sobre o estilo de fazer cinema do diretor Richard Linklater e sobre o seu processo de criação.
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    “O processo da cópia como estudo de criação no cinema”
    (Universidade Estadual do Paraná, 2025-04-01) Reyes, Catalina Sofia Meza; Faissol, Pedro de Andrade Lima; https://lattes.cnpq.br/5571263484400881; https://lattes.cnpq.br/1028188252764321; Faissol, Pedro; https://lattes.cnpq.br/5571263484400881; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Iuva, Patrícia; https://lattes.cnpq.br/3088127794762026
    Esta pesquisa tem como premissa a defesa da cópia como uma etapa do processo de estudo de criação no cinema. Acreditamos que, no contexto pedagógico, a cópia possa tornar mais acessível e didática a compreensão da estrutura e da linguagem que constituem uma obra cinematográfica. Tal hipótese surge da constatação de que parece haver um entrave na possibilidade de se abordar metodologias de análise e estudo de criação no cinema justamente por algo que reside na sua origem, que é a natureza ontológica de obtenção das imagens cinematográficas e como a relação entre quem filma, câmera e objeto a ser filmado é intermediada mentalmente para a concepção da forma e linguagem concebida. Sendo assim, sem um lastro físico que indique a transformação da imagem real para a imagem fílmica, como tornar possível e visível a intervenção, criação portanto, feita na imagem? Nesse sentido que este trabalho reúne os conceitos de ontologia, linguagem, materialidade, opacidade e transparência, respectivamente a partir de André Bazin Peter Wollen e Ismail Xavier para defender a ideia de que, no ato de criação, a imagem real é irremediavelmente transformada pela linguagem cinematográfica (propiciando que, principalmente no modernismo, determinadas obras sejam compreendidas sob o signo do distanciamento). Tais conceitos são essenciais para constituir a ideia de que a cópia poderia ser um elemento interessante de dissolução desse impasse entre natureza da imagem cinematográfica, ausência de lastro criativo e metodologias didáticas e de análise de filmes. A partir da necessidade de observar e analisar outro objeto a ser copiado, esperam-se necessariamente dois movimentos importantes em termos metodológicos e didáticos: que se crie um espaço propício de distanciamento da obra em seu objetivo narrativo para que então se adentre aos seus elementos constituintes como foco do processo e que funcione como uma espécie de filtro criativo que facilite a atenção ao estudo da estrutura do filme. Na ausência da proposta de cópia e dentro das possibilidades infinitas oferecidas pelo real se tornaria muito mais complicado de observar, já que os esforços não seriam para a observação das estruturas, mas sim na realização delas e nem sempre a sua realização é autoconsciente nesse sentido. Como estudos de caso que possam dar corpo à ideia de cópia como processo interessante de estudo de criação serão analisados os filmes: A hipótese do quadro roubado (Raúl Ruiz, 1978) e Dublê de corpo (Brian De Palma, 1984). Por fim, será dado o passo inicial para a estruturação da cópia como processo de estudo de criação propiciando uma abordagem didática a partir de Bergala, que será referência importante nesta pesquisa.
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    O processo de criação do longa-metragem O Nosso Filho: realismo, melodrama e roteirização
    (Universidade Estadual do Paraná, 2024-04-25) Benites, Thiago Bezerra de Araújo; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; https://lattes.cnpq.br/6064400168959545; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Silva, Marcelo Carvalho da; https://lattes.cnpq.br/8437920851828294; André, Richard Gonçalves; https://lattes.cnpq.br/1798165095642353
    A pesquisa que originou esta dissertação parte do meu próprio trabalho com o audiovisual. De forma tanto expositiva-descritiva quanto ensaística, o texto apresenta um estudo sobre processos criativos vinculados à escrita do roteiro para cinema intitulado O Nosso Filho, de minha autoria. Ao mesmo tempo, a pesquisa apresenta asserções relacionadas ao audiovisual dentro das estéticas do melodrama e do realismo. Também o texto, ao discorrer sobre parte de minha vida pessoal, que deu origem a um roteiro de longa-metragem, tem em sua construção teórica os processos de criação para apresentar os estágios de escrita de um filme para cinema. Portanto, a dissertação se baseia em três inferências que constroem e delimitam o corpus teórico: o realismo em Xavier (1998), Baggio (2022), Bazin (2014) e Comolli (2008) e o melodrama a partir dos estudos de Ismail Xavier e Baltar (2019) como estéticas convergentes; os processos criativos dentro dos Campos das Artes e das Ciências Sociais Aplicadas; e, finalizando, as fases que compõem a feitura de um roteiro, com foco na abordagem da crítica de processo em Salles (2012). Dividida em três partes, a pesquisa considera cada uma dessas inferências para a formulação de seus capítulos. No primeiro capítulo: apresentação e estudo sobre melodrama e realismo. Segundo capítulo: processos criativos e suas metodologias, com foco nas potencialidades políticas de um cinema de gênero, este inter-relacionado ao popular. Em bell hooks (2023), a crítica é sobre as responsabilidades em narrar e debater no cinema de ficção questões de gênero, classe, raça e sexualidade. Terceiro capítulo: reflexões sobre as etapas de escrita do argumento, escaleta e sinopses de O Nosso Filho. Em suma, trata-se de um trabalho que encontra na reflexão crítica a exposição de seus problemas epistemológicos, compreendendo que na ação de fazer e escrever um filme é possível a inserção de uma pesquisa acadêmica sobre a ficção revelada em forma de roteiro.
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    Perspectivas feministas e decoloniais sobre a jornada da heroína: um estudo sobre Roma (2018) de Alfonso Cuarón
    (Universidade Estadual do Paraná, 2022-07-07) Rodrigues, Angélica Marina; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; https://lattes.cnpq.br/1133548903656527; Priori, Claudia; https://lattes.cnpq.br/1391884709498230; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Gillies, Ana Maria Rufino; https://lattes.cnpq.br/3844117013723738
    A presente pesquisa busca identificar e analisar quais fatores influenciam Cleo, protagonista do filme Roma (2018) do diretor mexicano Alfonso Cuarón, não ser capaz de realizar inteiramente “A jornada da heroína”, percurso arquetípico proposto pela psicoterapeuta junguiana Maureen Murdock (1990), que se apresenta como uma ferramenta possível à construção de narrativas fílmicas orientadas da perspectiva das mulheres. Por este modelo narratológico, compreende-se uma jornada cíclica de caráter psico-espiritual que, organizada em estágios, pontua as experiências vivenciadas pelas mulheres que anseiam integrar novamente sua polaridade feminina, outrora perdida, e curar a ferida interna causada pela cultura patriarcal dominante. Como objetivos, este estudo pretende por meio de uma abordagem feminista e decolonial, compreender como essa jornada é afetada quando realizada por uma mulher racializada, subalternizada e circunscrita em uma realidade característica de um país herdeiro de marcas deixadas pelos processos colonizatórios sofridos no passado. Como recorte teórico-metodológico, nossa pesquisa adota uma análise fílmica de abordagem narrativa, à luz dos estudos de David Bordwell (2005), e uma perspectiva feminista e decolonial amparada nas contribuições de diferentes autoras como María Lugones, Lélia Gonzalez, Ochy Curiel, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí e Françoise Vergès. Desta maneira, este estudo aborda as razões pelas quais “A jornada da heroína” é limitada para a protagonista de Roma (2018).
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    Processo de criação e intimidade em dissenso no documentário Construindo Pontes (2017) de Heloísa Passos
    (Universidade Estadual do Paraná, 2021-03-18) Mendonça, Thaíse Jorge; Wosniak, Cristiane do Rocio; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; https://lattes.cnpq.br/1982770618515341; Wosniak, Cristiane do Rocio; https://lattes.cnpq.br/8707636250586166; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Silva, Marcelo Carvalho da; https://lattes.cnpq.br/8437920851828294
    Essa dissertação parte da seguinte problemática: de que forma a visão de mundo e os limites éticos que os documentaristas se autoimpõem impulsionam os processos de criação nos documentários contemporâneos paranaenses, partindo do pressuposto de que mesmo quem cria espontaneamente reage a favor ou na contracorrente da concepção reinante de sua época? Desta forma, o objetivo da investigação é analisar o processo de criação da cineasta paranaense Heloisa Passos e o que se considera ser o conjunto de questões mais sensíveis e específicas da sua prática documental: a relação entre ética e estética estabelecida no ato de filmar com o outro, relação que tensiona todo o processo criativo, desde a construção do argumento ou roteiro que norteará as filmagens, no uso ou não de entrevistas e no nível de interferência e participação que os intervenientes/personagens terão no filme. O corpus se debruça especificamente sobre o filme Construindo Pontes (2017) dirigido por Heloisa Passos. A abordagem metodológica utilizada será a Teoria de Cineastas, além de uma intensa revisão de literatura sobre a trajetória do cinema documentário e sobre o seu papel na cinematografia paranaense. Salienta-se que a metodologia também inclui a análise fílmica e entrevista qualitativa com a realizadora.
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    Processos de criação de foley: transformando sons em elementos de expressividade narrativa
    (Universidade Estadual do Paraná, 2023-08-09) Schultz, Juliano Carpen; Opolski, Débora Regina; https://lattes.cnpq.br/5694754137339356; https://lattes.cnpq.br/6508383496338802; Opolski, Débora Regina; https://lattes.cnpq.br/5694754137339356; Baggio, Eduardo Tulio; https://lattes.cnpq.br/8887788540106433; Carreiro, Rodrigo Octavio D'Azevedo; https://lattes.cnpq.br/0263456536361820
    Foley é uma das etapas da pós-produção de som para audiovisual. Grosso modo, pode-se definir como o ofício de recriar em sincronia com a imagem, sons oriundos das ações da história e das movimentações que ocorrem em cena, objetivando a expressividade narrativa. Passos, roupas, toques, tapas, abraços, beijos, manipulações de bolsas, malas, louças, papéis são exemplos de sons pertencentes ao universo de Foley. O objetivo principal desta pesquisa é discorrer sobre o processo de criação de Foley do autor desta pesquisa, as etapas que o compõem e as intenções técnicas e criativas que permeiam e orientam o processo de transformar sons em elementos de expressividade narrativa. Para isso será utilizado como objeto de estudo o filme Ursa (2021), do diretor William de Oliveira, produção na qual o autor desta dissertação teve a oportunidade de ser o responsável por planejar e executar o conceito de Foley.
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