Navegando por Autor "BASNIAK, Maria Ivete"
Agora exibindo 1 - 20 de 22
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item APROXIMAÇÕES ENTRE A ROBÓTICA EDUCACIONAL E O PENSAMENTO COMPUTACIONAL(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/04/29) LIRIO, Jefferson Rodrigues; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/2177778808979266; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; FERREIRA, Guilherme Francisco; http://lattes.cnpq.br/6650430764851555Este estudo fundamenta-se na Robótica Educacional (RE), no Pensamento Computacional (PC) e no Construcionismo de Seymour Papert (1980), com foco na investigação das relações identificadas entre o PC e a RE por meio de atividades pedagógicas desenvolvidas em um projeto de robótica realizado em uma escola pública municipal do interior do Paraná, com os estudantes do 5o ano do Ensino Fundamental. A investigação foi de caráter qualitativo de cunho interpretativo, com pesquisa bibliográfica e observação participante orientando as ações. O objetivo geral da pesquisa é discutir pilares do PC e conceitos matemáticos que podem ser mobilizados a partir de atividades pedagógicas de RE. Como objetivos específicos, foram definidos: estabelecer articulações no âmbito educacional entre a RE e o PC, identificando conexões com as competências gerais e as competências específicas de matemática para o Ensino Fundamental presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC); e identificar pilares do PC e conceitos matemáticos que podem ser mobilizados por meio de atividades pedagógicas desenvolvidas em um projeto de RE. A produção dos dados deste estudo foi obtida a partir das atividades realizadas no projeto de RE, as quais foram registradas por meio de dois instrumentos de pesquisa: diário de bordo do pesquisador e registro de fotos e gravação de vídeos por meio de câmera digital. Os dados registrados foram analisados considerando sua relação com os aspectos identificados em nosso referencial teórico. As análises dos dados mostraram que tanto a RE quanto o PC emergiram e foram fundamentados na filosofia do construcionismo. Já a RE revelou-se uma abordagem promissora para fomentar o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao PC, a exemplo da formulação de problemas, decomposição, abstração, depuração, reconhecimento de padrões e criação de algoritmos. De igual modo, mobilizou conceitos matemáticos relacionados à geometria, álgebra e estatística, proporcionando aos estudantes a compreensão desses conceitos por meio de atividades práticas envolvendo a construção e a programação de robôs. Por fim, a RE e o PC, quando integrados, contribuíram para o desenvolvimento de competências gerais e competências específicas de matemática previstas pela BNCC, desenvolvendo também o pensamento crítico, colaborativo e criativo, o raciocínio lógico, a comunicação, além do estímulo à resolução de problemas e à utilização e criação de tecnologias digitais.Item AS CONTRIBUIÇÕES DE TAREFAS CRIATIVAS NAS FASES DA APRENDIZAGEM DA CIRCUNFERÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/31/03) NARCISO, Mariana Hochmann; PAVANELLO, Regina Maria; http://lattes.cnpq.br/2774964946947107; http://lattes.cnpq.br/0683028068303595; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; SILVA, Angélica da Fontoura Garcia; http://lattes.cnpq.br/5279665144777466Este trabalho teve por objetivo investigar se e como professores de Matemática discutem, no 6º ano do Ensino Fundamental, temas de Aritmética, de modo a retomar elementos dos Anos Iniciais que ainda apresentem dificuldades ou desafios para seus alunos. Trata da transição escolar dos alunos dos Anos Iniciais aos Anos Finais, objeto de preocupação, nos últimos anos, de pesquisas na área da psicologia, mas muito pouco analisado em relação ao ensino da Matemática. A pesquisa visou a refletir, à luz da Knowledge Base de Shulman e dos pressupostos teóricos dos Campos Conceituais de Vergnaud, sobre a visão e o conhecimento de professores atuantes no 6o ano sobre o processo de revisão de conhecimentos de aritmética que deles é esperado. A investigação envolveu sete professores de matemática da região Sudoeste do Paraná que atuam no 6° ano do Ensino fundamental. Os resultados da pesquisa apontam para a importância de um conhecimento profissional docente voltado não somente a fatores curriculares, didáticos e conjecturais, mas também especificamente ao conteúdo, dada a relevância da exploração do campo da aritmética para além dos algoritmos de resolução. A análise das falas dos professores e das questões que apresentam aos alunos a esse respeito mostrou suas dificuldades em promover a ampliação do conhecimento dos alunos por ser o estudo das operações fundamentais um conhecimento não focalizado nas licenciaturas de Matemática. O estudo da teoria dos Campos Conceituais, que não é realizado em sua formação profissional, não lhes possibilita a exploração de uma teoria que os auxiliaria no processo de retomada de conceitos aritméticos por seus alunos. A pesquisa realizada permitiu verificar que há muito ainda a debater e investigar em relação aos conhecimentos docentes para atuação em sala de aula, tanto em conexão a aritmética, quanto sobre a formação inicial ou continuada.Item COMUNICAÇÃO NO ENSINO EXPLORATÓRIO: ASPECTOS PROMOVIDOS EM PRÁTICAS DE ENSINO DE ESTATÍSTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/03/21) OLIVEIRA, Raquel Cristiane de; ESTEVAM, Everton José Goldoni; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; http://lattes.cnpq.br/1357401607560485; CYRINO, Márcia Cristina de Costa Trindade; http://lattes.cnpq.br/0809818122632169; CONTI, Keli Cristina; http://lattes.cnpq.br/5426381590352588; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; MATEUS, Marta Élid Amorin; http://lattes.cnpq.br/0321578738279819Diante da complexidade do mundo moderno e da rápida evolução científica e tecnológica, os processos de ensino e de aprendizagem não podem mais se alicerçarem na mera transmissão de informação/conhecimento pelo professor, mas em abordagens que priorizem aspectos investigativos, colaborativos e reflexivos. Nesse contexto, a comunicação emerge como elemento central a ser considerado e pouco discutido na literatura da área. Assim, a presente pesquisa tem como questão norteadora investigar que ações podem promover a comunicação em aulas de matemática na perspectiva do Ensino Exploratório de Matemática (EEM), com foco no ensino de Estatística. O estudo adota uma abordagem qualitativa, dividida em duas fases. A primeira consiste em um estudo bibliográfico de mapeamento de pesquisas sobre a comunicação matemática em sala de aula, realizado no Portal de Periódicos da Capes. A segunda fase compreende uma pesquisa empírica, seguindo um princípio de intervenção pedagógica, conduzida com uma turma de 34 alunos da 3a Série do Ensino Médio de uma escola pública no interior do estado do Paraná. A estrutura do trabalho compreende um formato multipaper, composto por três artigos: um teórico e dois empíricos, cada um orientado a aspectos específicos associados à questão geral. Assim, o primeiro artigo trata do mapeamento de pesquisa acerca da comunicação matemática realizada no portal de periódicos da CAPES. Os dois artigos empíricos focam na análise das interações promovidas entre professor e alunos durante o desenvolvimento de uma tarefa desafiadora focada em Estatística, com ênfase em medidas de tendência central, realizada sob a perspectiva do EEM, e nas interações entre os alunos durante a realização da tarefa. Os instrumentos utilizados para a coleta e produção de dados incluem: gravações em áudio e vídeo das aulas, planos de aula elaborados pela professora e transcrições tanto das interações entre a professora e os alunos, como das interações entre os alunos durante a fase de desenvolvimento da tarefa. A análise dos dados coletados foi conduzida de maneira colaborativa, envolvendo a professora/pesquisadora, seu orientador e discussões com outros membros do grupo de pesquisa GEPTEMatE, do qual a professora/pesquisadora faz parte. Essa abordagem colaborativa visou mitigar possíveis vieses e enriquecer as conclusões finais.Desse processo de investigação, as análises destacam a importância da comunicação para promover a aprendizagem e interação efetiva entre professor(es) e alunos. Destaca-se, nesse sentido, a diversidade e interconexão das ações do professor que podem estimular a comunicação em aulas de matemática. Essas ações incluem a adoção de estilos de comunicação reflexivos e instrutivos, a escolha criteriosa de tarefas, a antecipação de respostas dos alunos, o questionamento estratégico das respostas dos alunos, o uso estratégico de perguntas, a escuta atenta, interpretativa e globalizante, a resposta estratégica às perguntas dos alunos, o fomento de analogias e exemplificações, a contraposição de ideias, a transformação de respostas incorretas ou incompletas em oportunidades de discussão e a utilização de representações visuais. Quando integradas, essas ações não apenas fomentam um ambiente participativo e colaborativo de aprendizagem, mas também fortalecem a autonomia dos alunos, incentivam a reflexão sobre conceitos matemáticos e estatísticos e contribuem para a construção coletiva do conhecimento, enriquecendo a experiência de aprendizado. A pesquisa considera a particularidade da prática analisada, destacando influências específicas dessas ações na significação das ideias estatísticas relacionadas às medidas de tendência central e na concretização de práticas orientadas pelo EEM.Item DESAFIOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DURANTE A PANDEMIA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/06/25) SILVA, Tânia da; ESTEVAM, Everton José Goldoni; PAVANELLO, Regina Maria; http://lattes.cnpq.br/2774964946947107; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; http://lattes.cnpq.br/4354298193152064; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; CÍRIACO, Klinger Teodoro; http://lattes.cnpq.br/2947929641568853A presente dissertação integra a linha de pesquisa Conhecimento, Linguagem e Práticas Formativas em Educação Matemática, do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PRPGEM), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), e foi motivada pela pandemia causada pela covid-19, que repercutiu muito na sociedade em geral e, particularmente, no contexto educacional. Na cidade de União da Vitória (PR), campo de realização da presente pesquisa, a situação não foi diferente. Nesse cenário, esta pesquisa objetivou analisar os desafios manifestados por Professores que Ensinam Matemática nos Anos Iniciais (PEMAI) ao relatarem práticas de ensino de matemática, desenvolvidas durante a pandemia da covid-19 (2020-2021). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que contou com dois procedimentos sequenciados para a produção dos dados, sendo: i) um Questionário (Q), respondido por dez PEMAI, que buscou conhecer as estratégias de como as aulas de matemática foram ministradas no Ensino Remoto Emergencial (ERE); as adaptações e estratégias dos conteúdos matemáticos; a devolutiva das atividades aos professores, a interação com os alunos; a aprendizagem dos alunos durante o ERE, bem como com o retorno das aulas presenciais; e ii) um Grupo de Discussão (GD), com três desses PEMAI, que buscou aprofundar e confrontar percepções e indicativos das análises preliminares das respostas aos questionários, focalizando adaptações necessárias; dificuldades e desafios do ensino de matemática nos Anos Iniciais; a flexibilização dos conteúdos matemáticos; estratégia e recursos utilizados pelos professores; os recursos tecnológicos empregados para ensinar matemática; a interação com os estudantes e famílias. Com isso, foi possível identificar os recursos tecnológicos empregados por professores que ensinam matemática no Ensino Fundamental, bem como referidas justificativas condizentes com o uso; analisar dilemas vivenciados pelos professores durante o período pandêmico nas aulas remotas; e, por fim, discutir práticas adotadas pelos professores no período pandêmico e implicações delas decorrentes. Os resultados obtidos apresentaram um ano letivo com muitos desafios, principalmente aos PEMAI, particularmente envolvendo a adaptação de práticas ao contexto remoto, com recorrência a aparelhos de celular com acesso à internet, com demandas para que familiares auxiliassem os estudantes, sendo responsáveis pelas interações com a escola. Os vídeos desempenharam um papel central nas estratégias empregadas pelos PEMAI, tanto com gravações e envios de vídeos orientadores e explicativos quanto pela recorrência de vídeos do YouTube para auxiliar os próprios professores e para complementar e ampliar explicações e orientações relacionadas a conteúdos matemáticos. As avaliações e identificações de avanços na aprendizagem matemática foram comprometidas, com indicativos de que o ensino foi situado mais em revisões de conteúdo. Os professores, enfrentando dificuldades diversas, precisaram se readaptar e aprender a utilizar seus próprios aparelhos tecnológicos, bem como os que a escola disponibilizou para uso coletivo com os estudantes. Assim, o estudo evidenciou diversas dificuldades aos professores, estudantes e familiares com o contexto pandêmico, sinalizando um legado que levará tempo para ser tratado no que diz respeito ao ensino de matemática, mas que sinaliza possibilidades encontradas pelos PEMAI e algumas novas compreensões, por exemplo, em relação ao conhecimento e aprimoramento quanto ao uso das tecnologias, ao entender que ela não substitui a presença física do professor e a questão da valorização da saúde mental.Item DESAFIOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DURANTE A PANDEMIA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/07/25) SILVA,Tânia da; ESTEVAM, Everton José Goldoni; PAVANELLO, Regina Maria; http://lattes.cnpq.br/2774964946947107; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; http://lattes.cnpq.br/4354298193152064; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; CIRÍACO, Klinger Teodoro; http://lattes.cnpq.br/2947929641568853A presente dissertação integra a linha de pesquisa Conhecimento, Linguagem e Práticas Formativas em Educação Matemática, do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PRPGEM), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), e foi motivada pela pandemia causada pela covid-19, que repercutiu muito na sociedade em geral e, particularmente, no contexto educacional. Na cidade de União da Vitória (PR), campo de realização da presente pesquisa, a situação não foi diferente. Nesse cenário, esta pesquisa objetivou analisar os desafios manifestados por Professores que Ensinam Matemática nos Anos Iniciais (PEMAI) ao relatarem práticas de ensino de matemática, desenvolvidas durante a pandemia da covid-19 (2020-2021). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que contou com dois procedimentos sequenciados para a produção dos dados, sendo: i) um Questionário (Q), respondido por dez PEMAI, que buscou conhecer as estratégias de como as aulas de matemática foram ministradas no Ensino Remoto Emergencial (ERE); as adaptações e estratégias dos conteúdos matemáticos; a devolutiva das atividades aos professores, a interação com os alunos; a aprendizagem dos alunos durante o ERE, bem como com o retorno das aulas presenciais; e ii) um Grupo de Discussão (GD), com três desses PEMAI, que buscou aprofundar e confrontar percepções e indicativos das análises preliminares das respostas aos questionários, focalizando adaptações necessárias; dificuldades e desafios do ensino de matemática nos Anos Iniciais; a flexibilização dos conteúdos matemáticos; estratégia e recursos utilizados pelos professores; os recursos tecnológicos empregados para ensinar matemática; a interação com os estudantes e famílias. Com isso, foi possível identificar os recursos tecnológicos empregados por professores que ensinam matemática no Ensino Fundamental, bem como referidas justificativas condizentes com o uso; analisar dilemas vivenciados pelos professores durante o período pandêmico nas aulas remotas; e, por fim, discutir práticas adotadas pelos professores no período pandêmico e implicações delas decorrentes. Os resultados obtidos apresentaram um ano letivo com muitos desafios, principalmente aos PEMAI, particularmente envolvendo a adaptação de práticas ao contexto remoto, com recorrência a aparelhos de celular com acesso à internet, com demandas para que familiares auxiliassem os estudantes, sendo responsáveis pelas interações com a escola. Os vídeos desempenharam um papel central nas estratégias empregadas pelos PEMAI, tanto com gravações e envios de vídeos orientadores e explicativos quanto pela recorrência de vídeos do YouTube para auxiliar os próprios professores e para complementar e ampliar explicações e orientações relacionadas a conteúdos matemáticos. As avaliações e identificações de avanços na aprendizagem matemática foram comprometidas, com indicativos de que o ensino foi situado mais em revisões de conteúdo. Os professores, enfrentando dificuldades diversas, precisaram se readaptar e aprender a utilizar seus próprios aparelhos tecnológicos, bem como os que a escola disponibilizou para uso coletivo com os estudantes. Assim, o estudo evidenciou diversas dificuldades aos professores, estudantes e familiares com o contexto pandêmico, sinalizando um legado que levará tempo para ser tratado no que diz respeito ao ensino de matemática, mas que sinaliza possibilidades encontradas pelos PEMAI e algumas novas compreensões, por exemplo, em relação ao conhecimento e aprimoramento quanto ao uso das tecnologias, ao entender que ela não substitui a presença física do professor e a questão da valorização da saúde mental.Item ENSINO DE FRAÇÕES NA PERSPECTIVA DE MEDIÇÃO: IMPLICAÇÕES NO PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/26/04) CHARNEI, Margaret; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/1749985262806746; PAVANELLO, Regina Maria; http://lattes.cnpq.br/2774964946947107; SCHEFFER, Nilce Fatima Scheffer; http://lattes.cnpq.br/2660354136462141É de consenso entre os professores dos diversos níveis de ensino que há grandes dificuldades relacionadas ao ensino e a aprendizagem dos conteúdos de matemática, dentre os quais chamam a atenção as lacunas deixadas em relação ao aprendizado dos números fracionários. Neste contexto, este estudo objetiva investigar potencialidades e dificuldades da aprendizagem de frações baseada na perspectiva de medição, relacionada a alunos do 6o ano do Ensino Fundamental que já estudaram formalmente fração na perspectiva da partição, com o significado parte-todo. Para responder à questão geral do estudo, foi assumida a perspectiva qualitativa de pesquisa de cunho interpretativo. O quadro teórico evidenciou que, para a compreensão efetiva dos Números Racionais, é necessário que os alunos tenham oportunidade de estudar os diferentes significados de frações, entre eles medida, parte-todo, quociente, razão e operador, que devem ser ensinados ao longo da vida escolar, e sugerem que o início do ensino de frações seja com o significado medida. Esta interpretação coincide com a gênese histórica das frações, que emerge da necessidade de medir quantidades contínuas, sendo imprescindível estabelecer uma unidade de medida para realizar comparações multiplicativas, e a equivalência de frações é fundamentada na magnitude numérica. No entanto, de maneira geral, a predominância no ensino de frações é a visão da partição, que privilegia o significado parte- todo. Este significado tende a conduzir os estudantes ao erro, podendo levá-los a compreender que o conjunto dos números racionais é uma extensão do conjunto dos números naturais, ocasionando confusão com os procedimentos aritméticos de fração, o que prejudica a aprendizagem de Álgebra e demais conteúdos matemáticos. Os dados empíricos utilizados na análise são provenientes de vídeos e transcrições de gravações de aulas desenvolvidas no modelo do Ensino Remoto de Emergência em uma escola pública estadual do interior do Paraná, com 22 alunos do 6o Ano do Ensino Fundamental. Esses dados foram complementados pelos registros dos alunos, incluindo fotos do caderno das resoluções das tarefas e da sistematização das aprendizagens matemáticas, além de arquivos de textos enviados pela plataforma Google Classroom. O modelo educacional para o processo de análise foi o denominado Modelo 4A-Instrucional, que consiste em quatro fases de implementação de uma abordagem pedagógica, a subordinação do ensino da matemática ao aprendizado dos alunos utilizando barras Cuisenaire; e o quadro de diferenças das propriedades dos números naturais e números fracionários. As análises dos dados revelaram que, inicialmente, os alunos não reconheciam a magnitude numérica dos números fracionários porque utilizavam as propriedades dos números naturais ao comparar e operar com números fracionários, e assim apresentavam dificuldade em representar os números fracionários de maneira simbólica, não reconhecendo, inclusive, que um número fracionário de mesma magnitude possui infinitas representações. Por outro lado, ao manipular, observar e comparar as barras Cuisenaire, os estudantes perceberam as relações entre elas ao realizarem as tarefas, e construíram ideias matemáticas relacionadas às frações. Desta forma, os alunos compreenderam a diferença da magnitude dos números naturais para os fracionários, reconhecendo as frações equivalentes e operando corretamente com números fracionários. Além disso, entenderam que cometiam erros ao operar com frações por utilizarem propriedades dos números naturais. Adicionalmente, foram introduzidos à linguagem algébrica sem gerar qualquer carga cognitiva. Com base nestes estudos, a conclusão é que o ensino de frações na perspectiva da medição utilizando as barras Cuisenaire, na qual uma fração é uma comparação multiplicativa entre duas quantidades do mesmo tipo medidas pela mesma unidade, apresenta-se como alternativa ontológica para superar a insuficiência da perspectiva dominante parte-todo, favorecendo o entendimento conceitual das frações.Item ENSINO DE MATEMÁTICA MEDIADO PELO SOFTWARE GEOGEBRA: UM ENFOQUE EM PRÁTICAS DE PROFESSORES ENVOLVENDO SIMULAÇÕES E ANIMAÇÕES(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/08/31) JUNIOR, João Carlos Alves Pereira; ESTEVAM, Everton José Goldoni; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; http://lattes.cnpq.br/5091253634516257; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; BITTAR, MarilenaO modo como o professor que ensina Matemática conduz a aula, a perspectiva que assume, o conjunto de recursos (materiais e instrumentos) utilizados constituem elementos que influenciam a aprendizagem dos alunos. Todos esses movimentos que constituem ações do professor e fazem parte da sua prática profissional, ou ainda, modos como essa prática pode se modificar, são aspectos de interesse em diversas pesquisas na Educação Matemática. Neste contexto, o presente estudo admitiu como problemática as questões: Que funções o software GeoGebra pode desempenhar no ensino e na aprendizagem de Matemática? Como o software GeoGebra pode ser explorado em práticas de ensino de Matemática e particularmente para o Ensino Exploratório? Que ações o professor deve realizar no planejamento de uma aula assente na perspectiva exploratória e envolvendo simulações e animações no software GeoGebra? Quais intenções, características e relações motivam essas ações? Para responder a essas questões foram realizadas intervenções de modo ajustado ao objetivo geral, qual seja, investigar o potencial do software GeoGebra, bem como a natureza e a intencionalidade das ações do professor no planejamento de aulas assentes na perspectiva exploratória de ensino de Matemática e envolvendo simulações e animações nesse software. Este objetivo se desdobra em outros específicos que orientam a estrutura da dissertação no formato multipaper, quais sejam: (i) esclarecer aspectos e possibilidades de contributos teóricos para investigações que realizam discussões sobre a prática profissional do professor para/em práticas que envolvam a integração da tecnologia nos processos de ensino e de aprendizagem de Matemática; (ii) compreender empregos do software GeoGebra em pesquisas que vêm sendo realizadas no campo do ensino de Matemática; e (iii) investigar ações e intenções do professor no planejamento de uma aula assente na perspectiva exploratória, envolvendo simulações e animações no software GeoGebra. A perspectiva de pesquisa qualitativa foi assumida, situada no paradigma interpretativo, e realizamos um estudo do tipo pesquisa-intervenção, que envolveu três dimensões: contribuições teóricas referentes à Abordagem Instrumental, com enfoque particular na Gênese Instrumental, e ao Mathematics TPACKS para estudos sobre a prática profissional de professores; revisão de pesquisas brasileiras, envolvendo dissertações de mestrado acadêmico que admitem o GeoGebra como artefato potencial para o ensino e a aprendizagem de Matemática; e a prática de dois professores que ensinam Matemática, com ênfase no planejamento. Como instrumentos de coleta de dados da pesquisa, além do material bibliográfico explorado, foram utilizados o caderno de campo do pesquisador, para registros da trajetória de todos os encaminhamentos da intervenção; entrevista com os professores participantes; e audiogravações de encontros de planejamento colaborativo de forma remota e presencial. A partir da articulação dessas dimensões, os resultados apontaram a natureza (tipo de ação, características, modos de encaminhamento, aspectos envolvidos) e a intencionalidade (para que o professor as realiza) das ações em face do quadro do Ensino Exploratório. Elas tiveram como foco a transformação de práticas envolvendo simulações e animações em propostas pedagógicas, que permitem ou promovem a aprendizagem matemática pelos alunos. A conclusão é que, nesse contexto, uma diversidade de potenciais do software GeoGebra para exploração, visualização, manipulação e investigação de objetos matemáticos que favorecem o ensino e a aprendizagem de Matemática, e como a Gênese Instrumental e o Mathematics TPACK podem constituir aportes teóricos em estudos que envolvam a investigação, compreensão e o desenvolvimento profissional dos professores que discutem a integração da tecnologia, não por si, mas com intencionalidade pedagógica, em especial em contextos colaborativosItem ENSINO EXPLORATÓRIO DE MATEMÁTICA E TECNOLOGIAS DIGITAIS: UM OLHAR PARA A APRENDIZAGEM DE FRAÇÕES NA PERSPECTIVA DA MEDIÇÃO NO CONTEXTO DO ENSINO REMOTO(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/06/25) OLVEIRA, Vania Sara Doneda de; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/4847787149746358; ESTEVAM, Everton José Goldoni; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; POWELL, Arthur Belford; http://lattes.cnpq.br/3998471745530201Este estudo está alicerçado no Ensino Exploratório de Matemática (EEM), nas frações como medida, e medida, e nas Tecnologias Digitais (TD), norteado pela questão de pesquisa: Que possibilidades e dilemas emergem para o/no ensino e para a/na aprendizagem de frações na perspectiva da medição ao planejar e desenvolver aulas assentes no Ensino Exploratório de Matemática com estudantes do 6o ano do Ensino Fundamental no contexto do Ensino Remoto de Emergência? Para respondê-la, foi assumida a perspectiva qualitativa de pesquisa de cunho interpretativo. A pesquisa foi realizada em uma escola pública estadual do interior do Paraná, com 22 alunos do 6o Ano do Ensino Fundamental, que preencheram os termos de assentimento e consentimento Compõem os dados desta pesquisa: o estudo de literatura para a estruturação de quadros teóricos que fundamentam a pesquisa; e as transcrições das gravações das aulas desenvolvidas, as quais foram complementadas pelos registros dos alunos ⎼ fotos do caderno das resoluções das tarefas e da sistematização das aprendizagens matemáticas e arquivos de texto do Google Documentos ⎼ enviados via plataforma Google Classroom. Também, os estudos revelaram que, para compreensão de números racionais, é necessário compreender suas diversas interpretações, entre eles medida, parte-todo, quociente, razão e operador, que devem ser ensinados aos alunos ao longo do Ensino Fundamental e Médio, e sugerem o início do ensino de frações como medida. Esta interpretação coincide com a gênese histórica das frações, que emerge da necessidade de medir quantidades contínuas, sendo imprescindível estabelecer uma unidade de medida para realizar comparações multiplicativas, e a equivalência de frações é fundamentada na magnitude numérica. Para nortear o desenvolvimento das aulas, foram adaptados e ampliados quadros referentes ao EEM com as ações do professor quanto à organização para aula no contexto do ERE; à promoção da aprendizagem matemática; e à gestão da aula, e com o papel esperado dos alunos. As tarefas de natureza exploratória contemplaram as diferenças das propriedades dos números naturais e fracionários, destacando a sinalização de magnitude numérica, representação simbólica, densidade, produto e quociente. Para isso foram utilizados applets que pudessem contribuir para os objetivos elencados das tarefas, e a Gênese Instrumental foi a lente teórico-metodológica escolhida para analisar a ação intencional do sujeito (aluno), que utilizando esquemas mentais de uso, transforma o artefato (applet) em instrumento (para resolver a tarefa). As análises dos dados mostraram que o desenvolvimento das aulas assentes no EEM favoreceu para que os alunos compreendessem a diferença da propriedade de sinalização de magnitude numérica dos números naturais para os fracionários, quando conseguiram comparar frações, e compreenderam que frações equivalentes têm a mesma magnitude, mas podem ser escritas por representações simbólicas diferentes. Quanto ao produto, os alunos concluíram que, quando se multiplicam frações diferentes de zero e um, o resultado da multiplicação pode ser menor do que um dos fatores, o que não ocorre nos números naturais. No que se refere à prática investigada sinaliza-se a insuficiência de horas-atividade para professores planejarem e elaborarem aulas inovadoras, a importância do planejamento coletivo, e que o ERE fez emergir desigualdades sociais, excluindo estudantes que não têm acesso a equipamentos e/ou internet de qualidade.Item ENSINO EXPLORATÓRIO DE MATEMÁTICA: O QUE DIZEM OS (FUTUROS) PROFESSORES?(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/02/28) ROSSA, Eduardo Pereira de Oliveira; ESTEVAM, Everton José Goldoni; http://lattes.cnpq.br/7355643831417416; http://lattes.cnpq.br/4654645372636414; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; RODRIGUES, Renata Viviane Raffa; http://lattes.cnpq.br/2462843431778854Assumindo práticas na perspectiva do Ensino Exploratório de Matemática (EEM) como complexas em termos de planejamento e efetivação pelo professor, esta dissertação de mestrado tem como objetivo investigar que aprendizagens são manifestadas nas reflexões de (futuros) professores sobre práticas de EEM. Admitindo o formato multipaper, a pesquisa se divide em três etapas, que se relacionam a objetivos específicos que sustentam cada um dos três artigos que a compõem. A primeira etapa busca investigar aspectos que influenciam a constituição e modificação da prática do professor que ensina Matemática por meio de uma revisão de literatura. Para as demais etapas da pesquisa, os dados foram produzidos a partir da realização de um grupo focal com duas professoras experientes e três recém- formadas. Os resultados do grupo focal foram divididos em duas etapas, de maneira que a segunda etapa da pesquisa focaliza as aprendizagens suscitadas em reflexões de professores esteadas na antecipação de práticas de EEM. Por sua vez, a terceira etapa da pesquisa busca investigar aprendizagens suscitadas em reflexões da efetivação de práticas desta natureza. Os resultados sugerem que ambientes colaborativos, nos quais professores e futuros professores podem interagir e compartilhar conhecimentos, compõem a essência dos processos de constituição e mudança da prática do professor. Enquanto na formação inicial estes aspectos são favorecidos nas articulações entre disciplinas e práticas no estágio supervisionado, ações de formação continuada orientadas por princípios colaborativos constituem cenários de reflexão privilegiados para a (re)constituição da prática profissional docente. Estas e outras conclusões orientaram o presente estudo para a conceitualização de aprendizagem na perspectiva social. Em relação à antecipação de práticas de EEM, os relatos apontam como ações exigentes para o professor a elaboração/adaptação de tarefas, a antecipação de estratégias de resolução, o estabelecimento de critérios de seleção e sequenciamento de resoluções para a discussão coletiva e a articulação das resoluções dos alunos com os conteúdos e objetivos programados. As aprendizagens suscitadas nas reflexões sobre esses aspectos salientam mudanças de entendimento a respeito do planejamento e da tarefa matemática, assim como acerca dos papéis de aluno e professor. Em relação à efetivação de práticas de EEM, as análises apontam como aprendizagens a influência de tarefas matemáticas para a aula; a importância da colaboração para o aprimoramento da prática; o papel do erro no processo pedagógico; a importância da promoção do engajamento dos alunos nas tarefas e da valorização de seu raciocínio; a complexidade de estabelecer conexões entre os raciocínios dos alunos, as estratégias e registros empregados, e o conteúdo objeto da aula; a relevância de um planejamento consistente, mas flexível; a importância em manter a demanda cognitiva da tarefa e a complexidade; e a influência da seleção e sequenciamento de resoluções para promover discussões alinhadas aos objetivos da aula. Da articulação dos três capítulos, considera-se que a apropriação do EEM na prática e as aprendizagens das professoras não ocorrem simplesmente quando desenvolvem aulas dessa natureza, mas sim quando essas práticas são conduzidas sob os aspectos de constituição e mudança de prática destacados no Capítulo 02, porém, não se restringindo a eles.Item ESTUDO SOBRE AS INTERAÇÕES EM FÓRUNS DE DISCUSSÃO DE UM CURSO ONLINE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/03/30) VITOLO, Ana Paula Mayara; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; http://lattes.cnpq.br/0155284852549149; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; FERREIRA, Guilherme Francisco; http://lattes.cnpq.br/6650430764851555O interesse central deste estudo foi compreender quais conhecimentos são constituídos em fóruns de discussão da 15ª edição do Curso de GeoGebra. Buscamos investigar como as interações desenvolvidas entre cursistas e entre cursistas e professores podem ou não implicar na produção de conhecimentos de Matemática, de Educação Matemática, sobre o uso do GeoGebra e sobre outros conhecimentos. A pesquisa, fundamentada no Modelo dos Campos Semânticos, buscou dar visibilidade sobre as dinâmicas que levam à produção de certos conhecimentos no interior do fórum. No processo de análise, a Leitura Plausível nos permitiu um refinamento das enunciações produzidas pelos cursistas, tornando possível certas direções de interlocução. A coleta nos dados foi realizada a partir da seleção do grupo, dividindo-se em seis etapas: leitura do boletim dos cursista, participação da pesquisadora como professora na 16ª edição do curso; elaboração planilha com nome e informações dos fóruns; leitura de todas as atividades postadas (material produzido no curso); leitura das interações e revisão e releitura de todas as postagens, interações e inserções. Concluímos que os diversos conhecimentos foram produzidos no interior dos fóruns e que os fóruns propostos dessa maneira possibilitam um cenário de diálogo para a manifestação desses conhecimentos.Item FRAÇÕES NA PERSPECTIVA DE MEDIÇÃO E O CUISENAIRE FÍSICO E DIGITAL(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/03/27) OLIVEIRA, Ingrid Ponvequi; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/0195297750132304; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; SCHEFFER, Nilce Fatima; http://lattes.cnpq.br/5954694026735663O estudo está alicerçado nas frações como medida e no uso das Barras Cuisenaire, seguindo a questão norteadora: Há diferentes contribuições no uso das barras Cuisenaire físicas e digitais para a aprendizagem de frações na perspectiva de medição? Se sim, quais? Para responder à questão, foi assumida a perspectiva qualitativa de pesquisa de cunho interpretativo. A pesquisa foi realizada em uma escola pública no interior do Paraná com 6 alunos do 7º ano, também contando com dados empíricos utilizados na análise advindos de vídeos e transcrições de gravações de aulas desenvolvidas no modelo do Ensino Remoto de Emergência em uma escola pública estadual do interior do Paraná, com 22 alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental. Os estudos revelam que, atualmente, o ensino de frações se baseia na perspectiva de partição, no modelo que fração é parte de um todo, trazendo problemas epistemológicos assentes dos conceitos dos Números Naturais. A perspectiva adotada neste estudo refere que, para a compreensão dos Números Racionais, é preciso entender suas interpretações: medida, parte-todo, quociente, razão e operador, que necessitam ser ensinadas durante o Ensino Fundamental e Ensino Médio, e indicam o ensino de frações como medida. Esta interpretação coincide com a gênese histórica das frações, que emergiu da necessidade de medir quantidades contínuas, sendo imprescindível estabelecer uma unidade de medida para realizar comparações multiplicativas, e a equivalência de frações é fundamentada na magnitude numérica. O estudo é amparado por Rabardel (1995), que desenvolveu a perspectiva teórico-metodológica chamada Gênese Instrumental, utilizada com intuito de olhar o desempenho do sujeito (aluno) mediado por um artefato (Cuisenaire físico e digital) que, utilizando esquemas mentais, transforma o artefato em instrumento para resolver tarefas propostas. As análises evidenciaram que os alunos, ao manusearem e compararem, identificaram diferenças entre as barras e perceberam suas relações, desenvolveram conceitos matemáticos a respeito do conteúdo de frações. Também compreenderam a diferença de magnitude numérica dos números naturais para os fracionários, além de estabelecerem as relações multiplicativas. Em relação à Gênese Instrumental, as barras físicas e digitais não são somente um artefato em que são visualizados atributos de cores e tamanhos, mas se transformam em um artefato que foi usado para medir, e que contribuiu para a aprendizagem de frações na perspectiva de medição. Além disso, permitiram ao aluno utilizar estratégias em que as barras assumem posição de instrumento para realizar as medidas conforme os objetivos das tarefas, e assim, por meio de esquemas de utilização, tornam-se instrumentos utilizados na aprendizagem do aluno em relação ao conteúdo de fração.Item FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS: COMUNICAÇÕES E REPRESENTAÇÕES COM O GEOGEBRA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/11/30) SILVA, Andrei Cristiano Maia e; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/1710515299631899; REZENDE, Veridiana; http://lattes.cnpq.br/5630494004651939; RODRIGUES, Renata Viviane Raffa; http://lattes.cnpq.br/2462843431778854; OLIVEIRA, Laís Maria Costa Pires de; http://lattes.cnpq.br/2478688178378506O presente trabalho tem sua gênese nas inquietações de um professor da Educação Básica, e das suas dificuldades na construção do conceito de função exponencial e logarítmica com seus alunos. Essas inquietações levaram o professor a propor esta pesquisa no Programa de PósGraduação em Educação Matemática – PRPGEM. Desta forma, o objetivo geral que norteou a pesquisa foi investigar as formas que os alunos comunicam ideias-base de funções exponenciais e logarítmica em tarefas de natureza exploratória com o GeoGebra. Nesta pesquisa, o levantamento dos dados foi obtido com uma turma do Técnico integrado ao Ensino Médio de uma instituição pública do interior do Estado do Paraná. Com um grupo de seis alunos foram desenvolvidas duas tarefas de natureza exploratória, uma abordando o conceito de função exponencial e outra o conceito de função logarítmica. As tarefas foram desenvolvidas em quatro encontros por meio de videoconferência utilizando o Google Meet. Para a coleta dos dados, foi utilizado o GeoGebra Classroom, em que os alunos puderam utilizar um applet do GeoGebra, além de registrar o desenvolvimento dos alunos na resolução da tarefa. Na primeira tarefa, os alunos tiveram dificuldade no uso do GeoGebra por questões de desconhecimento do software, uma vez que não tinham hábito de utilizá-lo. Após a sistematização da primeira tarefa e a discussão das possibilidades de utilização do GeoGebra, na segunda tarefa, os alunos tiveram maior facilidade em seu uso. Por meio do uso do GeoGebra, os alunos conseguiram fazer representações gráficas e algébricas das funções e algumas comunicações; todavia, nem todas as comunicações foram citadas ou apareceram. Fica em aberto para pesquisas futuras como estas comunicações e representações podem contribuir no aprendizado dos conceitos-base de funções.Item MOVIMENTOS ASSOCIADOS A HABILIDADES ESPACIAIS EM CONSTRUÇÕES DE CENÁRIOS ANIMADOS NO GEOGEBRA PARA A DIFERENCIAÇÃO DE OBJETOS DA GEOMETRIA PLANA E ESPACIAL(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/02/28) KOFTUN, Camila Maria; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/5412467386882464; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; CUÉLLAR, Daysi Julissa García-; http://lattes.cnpq.br/9968558637717566A construção de Cenários Animados no GeoGebra permite promover discussões sobre conceitos e representações da matemática durante o seu desenvolvimento. Considerando esse objeto de estudo, a presente dissertação busca investigar: como ocorre a diferenciação entre objetos da Geometria Plana e Espacial durante a construção de Cenários Animados no GeoGebra? Para isso, baseia-se em pressupostos da metodologia de pesquisa Design-Based Research, que é indicada para propostas de aplicações práticas que investigam as tecnologias em ambientes digitais educacionais. O trabalho está apresentado no formato multipaper, composto por uma coleção de artigos, cada um com seu objetivo específico, de maneira que, juntos, buscaram responder ao problema de pesquisa geral. Neste caso, dois artigos teóricos e um artigo empírico compõem o trabalho. Iniciou-se por um estudo teórico sobre a Geometria, considerando o contexto histórico na resolução de problemas, os processos de ensino e a disposição do conteúdo no currículo da Educação Básica, que permitiu identificar obstáculos como a abordagem da Geometria Plana desvinculada da Geometria Espacial, confusões entre a componente figural e conceitual dos objetos geométricos e a maneira estática com que são trabalhados, em livros didáticos, por exemplo. Então, foi possível estabelecer potencialidades do GeoGebra para o ensino da Geometria Plana e Espacial, que foram evidenciadas a partir da construção do Cenário Animado Cubo na esteira. Essas contribuições do software estão associadas principalmente ao seu dinamismo, ou seja, aos movimentos que podem ser empregados sobre os objetos geométricos construídos no GeoGebra, as suas ferramentas e ao ambiente que permite trabalhar simultaneamente com as janelas de visualização 2D e 3D, permitindo associar objetos geométricos planos e espaciais e reconhecer características que os definem em relação a sua representação e conceito. O segundo estudo teórico analisou a relação dos movimentos executados no GeoGebra com os movimentos associados ao pensamento espacial, que são os principais elementos teóricos que norteiam as análises da pesquisa. Foi identificado que movimentos realizados em objetos na mente estão associados a habilidades espaciais, como rotação mental, perspectiva, julgamento espacial e construção mental, que compõem o pensamento espacial e ajudam a pensar e agir sobre situações envolvendo principalmente o espaço. Ao analisar as estratégias utilizadas pelas autoras deste trabalho quando construíram o Cenário Animado Casa no GeoGebra, foi possível identificar que os movimentos de girar, mover, ampliar, reduzir e reposicionar objetos geométricos foram importantes no processo de construção. Identificou-se que esses movimentos estão relacionados com as habilidades espaciais e podem contribuir para promover discussões matemáticas sobre as representações e os conceitos geométricos envolvidos na construção desse Cenário Animado. O estudo empírico levou em conta a construção do mesmo Cenário Animado, nesse caso, foi construído por uma turma de alunos do 7o ano do Ensino Fundamental, e as ações dos alunos, ao construírem a Casa, indicam que utilizaram movimentos associados às habilidades espaciais nas etapas da construção, especialmente quando buscaram validar suas estratégias, corrigir erros e identificar a posição dos elementos geométricos. As falas e ações dos alunos sobre a construção oportunizaram identificar momentos em que exploraram propriedades dos objetos geométricos planos e espaciais em relação a sua componente conceitual e figural, especialmente quando são rotacionados e comparados em diferentes perspectivas e janelas do GeoGebra. Portanto, a pesquisa oportunizou destacar o potencial da construção de Cenários Animados no GeoGebra enquanto um tipo de prática educacional promissora para o ensino de Matemática, neste caso, para a compreensão de características que aproximam e diferem objetos geométricos planos e espaciais, em que a utilização de movimentos teve grande contribuição no processo. Além disso, construir Cenários Animados e estudar sobre essas construções permitiu ampliar sua definição, incluindo e detalhando características necessárias para classificar uma construção enquanto Cenário Animado.Item O PIBID NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: CONCEPÇÕES DE MATEMÁTICA, SEU ENSINO E APRENDIZAGEM(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/28/06) GOMES, Égea Viviane; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/1137968128690124; MORAN, Mariana; http://lattes.cnpq.br/1703128480989350; BUENO, Ana Carolina de Deus; http://lattes.cnpq.br/2889594812508814Este estudo teve como objetivo investigar as concepções de Matemática, seu ensino e sua aprendizagem na formação inicial de professores de Matemática. O quadro teórico está alicerçado em reflexões sobre elementos que precisam ser considerados por influenciarem e constituírem a formação inicial profissional de professores de Matemática, como as concepções da Matemática, de seu ensino e de sua aprendizagem. São tratadas inicialmente as concepções da Matemática em diferentes correntes históricas e filosóficas da Matemática, subsídios para a compreensão das concepções da Matemática que se apresentam no processo de formação de professores. Foi considerado um conjunto de aspectos que configuram duas formas de conceber a Matemática, a primeira como uma Matemática inata, incontestável, rigorosa que precisa ser descoberta, uma Matemática Pronta e Acabada; e a segunda como uma Matemática dinâmica que é construída por meio da interação do sujeito com o saber acumulado pela humanidade, ao mesmo tempo, com a sua vivência e experimentação em um mundo real, histórico, cultural e social, que também se constrói pela abstração quando há reflexão, análise, conjecturas e análises que se processam no pensamento, uma Matemática em Construção. Essas duas concepções influenciam também as formas de se conceber o ensino da Matemática, refletindo em todos os elementos que fazem parte de seu processo como no papel do professor, do aluno e na abordagem metodológica de ensino. Esta pesquisa se caracteriza como uma pesquisa qualitativa e por motivos da pandemia da Covid-19, não foi possível coletar os dados in loco, por isso a coleta foi realizada a partir de gravações das reuniões de um PIBID de Matemática de uma Universidade Pública, que ocorreram de forma remota durante o período. Foram selecionadas as reuniões em que houve discussão, planejamento e análise de tarefas de natureza exploratória. Para análise qualitativa, as falas e os diálogos dos pibidianos foram categorizados em quatro Episódios: i) Episódio 1 “Eu sei qual é a regra, mas não sei explicar o porquê.”; ii) Episódio 2 “[...] que eu realmente saia da faculdade sabendo o que eu preciso saber para eu chegar numa sala de aula e saber passar para meu aluno...”; iii) Episódio 3 “Eu expliquei assim... Eu expliquei no on-line... Eu estava tentando explicar a eles que...” (Expliquei, expliquei, expliquei...); iv) Episódio 4 “Então... ficou com essa nota.”. Os resultados revelam que as concepções dos futuros professores podem se transformar ou se afirmar durante a formação inicial conforme suas visões e leitura de mundo e que as discussões realizadas no PIBID possibilitaram a reflexão sobre concepções, convicções e crenças, proporcionando novos pontos de vista. Ao concluir esta pesquisa, verificou-se que, durante o período cronológico analisado, houve a transição das concepções prévias dos pibidianos enraizadas em uma concepção de uma Matemática Pronta Acabada para a concepção de uma Matemática em Construção.Item O QUE PENSAM PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA SOBRE A RELEVÂNCIA DIDÁTICA DAS COMUNICAÇÕES NÃO VERBAIS EM SUA AÇÃO DOCENTE(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2021/09/27) LEAL, Renata Vanessa Gonçalves; NOGUEIRA, Clélia Maria Ignatius; BORGES, Fábio Alexandre; http://lattes.cnpq.br/6339328194070311; http://lattes.cnpq.br/7001703570357441; http://lattes.cnpq.br/2715917565475060; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; VERTUAN, Rodolfo Eduardo; http://lattes.cnpq.br/7270314006427713A comunicação entre professor e aluno é fundamental para a ação docente. Além da comunicação verbal, a linguagem corporal (que é um dos sistemas da comunicação não verbal) influencia nas comunicações e nas relações interpessoais. Partindo desse pressuposto, a questão de pesquisa desta investigação é: Qual a percepção do docente acerca da relevância didática da comunicação não verbal na interação professor-aluno durante as aulas de Matemática do tipo remotas, síncronas ou assíncronas e presenciais? Para responder a essa questão, procurou-se identificar as percepções de professores que ensinam Matemática acerca da relevância didática da comunicação não verbal, em suas aulas presenciais e no ensino remoto. Toma-se como referencial teórico, além de teóricos específicos da comunicação não verbal e seus sistemas, os estudos de pesquisadores da área de Educação Matemática como Gérard Vergnaud, que destaca a importância dos gestos para a conceitualização matemática; Danyal Farsani, que destaca a linguagem corporal como importante recurso didático; e McNeill, que classifica a tipologia dos gestos, considerando que os gestos e a fala são elementos inseparáveis da comunicação tendo como base o processo cognitivo. Para a produção de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, por meio de gravação de vídeos, com quatro professores que ensinam Matemática em diferentes níveis (Educação Básica Anos Iniciais e Anos Finais, Ensino Médio e Superior), buscando identificar o que eles pensam a respeito da comunicação não verbal como um elemento facilitador no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos. Para as análises dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo como metodologia nesse processo, seguindo as etapas apresentada por Morais (1999): preparação, unitarização, categorização, descrição e interpretação. Os discursos dos professores entrevistados serviram como dados de análise da pesquisa. A partir das transcrições das entrevistas, consideramos as ideias significativas dos docentes, sendo assim, geradas as unidades de significado; das convergências das ideias apresentadas nas unidades de significado, emergiu a categorização. Os resultados emergiram da categorização, da qual foram identificadas quatro categorias: as ideias docentes acerca da comunicação verbal e não verbal em suas aulas; o reconhecimento docente do papel da comunicação verbal no ensino em suas diferentes manifestações; preocupações docentes acerca do ensino de Matemática emergentes do ensino remoto; o baixo nível de participação dos alunos nas aulas remotas. Os resultados dessa pesquisa indicaram que a comunicação não verbal, os gestos, as expressões faciais, e outros sistemas não verbais podem ser utilizados pelos professores como um elemento facilitador na interação entre professor e aluno, auxiliando tanto a ação docente quanto a compreensão dos conteúdos matemáticos pelos estudantes; os professores revelaram a importância da comunicação não verbal no processo de ensino e aprendizagem, demonstraram que são capazes de identificar as mensagens transmitidas por meio da linguagem corporal dos seus alunos nas aulas presenciais; porém no ensino remoto os demonstraram dificuldades em adaptar as suas metodologias de ensino para suprir a redução desses elementos não verbais.Item OUVINDO PROFESSORES DE MATEMÁTICA, DA EDUCAÇÃO BÁSICA, SOBRE O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS EM SUAS AULAS(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2023/10/11) RENGEL, Débora; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; http://lattes.cnpq.br/8068787766808094; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; PAULO, João Pedro Antunes de; http://lattes.cnpq.br/0645456204299035Esta pesquisa tem por objetivo compreender se, e de que forma, recursos tecnológicos digitais são integrados nas práticas profissionais diárias de professores de Matemática da educação básica, participantes da 19a do curso de GeoGebra. O trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa, com base teórica no Modelo dos Campos Semânticos do professor Romulo Lins e contou com a participação de professores de matemática, presentes na 19a edição do curso GeoGebra. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas com professores, que foram selecionados mediante contato e interação online, nas atividades propostas dentro do curso. A análise dos dados, mediante uma leitura plausível, apresenta a produção de significados, para as enunciações dos professores entrevistados. Os resultados obtidos indicam que os professores envolvidos na pesquisa têm interesse em conhecer e trabalhar com tecnologias digitais, e por isso, buscam cursos de formação. Entretanto, a participação em cursos de formação não causa mudanças efetivas em sala de aula. A falta de recursos e de apoio técnico, e a visão que os professores têm a respeito do uso de tecnologias digitais no ensino de Matemática, são fatores presentes na relação dos professores com o uso de tecnologias digitais em suas aulas.Item PENSAMENTO MATEMÁTICO E PENSAMENTO COMPUTACIONAL NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: ANÁLISE DE UM ENUNCIADO EM UM CURSO À DISTÂNCIA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2022/07/22) ALLAN, José; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; http://lattes.cnpq.br/1733869122092236; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; PAULO, João Pedro Antunes de; http://lattes.cnpq.br/0645456204299035; GONÇALVES, William Vieira; http://lattes.cnpq.br/0699450817311284Esta pesquisa tem como objetivo investigar os vestígios de pensamento matemático e o pensamento computacional na resolução de problemas. Antes de adentrar na noção de Pensamento Matemático destacou-se o Modelo dos Campos Semânticos de Lins, e, após, a concepção deste mesmo autor sobre o pensamento algébrico. Referente a noção de Pensamento Matemático, esta foi pautada através dos seguintes processos mentais: Representar, Generalizar, Visualizar, Classificar, Analisar, Conjecturar, Induzir, Formalizar e Abstrair. Referente a noção de Pensamento Computacional, elencou-se quatro ações cognitivas não-hierárquicas: Decomposição, Reconhecimento de Padrões, Abstração e Produção de Algoritmo. O trabalho foi desenvolvido por uma pesquisa de cunho qualitativo interpretativo através das respostas fornecidas por participantes do Módulo 6 da 19a Edição do Curso do GeoGebra perante o Enunciado 14. Foram analisadas as resoluções do autor e de 12 cursistas, respectivamente. A análise foi inspirada na perspectiva metodológica da leitura plausível de Lins. Frente aos vestígios analisados, concluiu-se que possivelmente ocorre um entrelaçamento do Pensamento Matemático e do Pensamento Computacional, um transcursa a partir do outro, não sendo necessariamente iguais. Este entrelaçamento pode ocorrer de forma perceptível ou semi-perceptível. Entender os processos mentais existentes nesse entrelaçamento pode contribuir em uma melhor identificação de problemas oriundos do cotidiano.Item PERSPECTIVAS SOBRE PENSAMENTO COMPUTACIONAL CONSTRUÍDAS A PARTIR DO DIÁLOGO COM EDUCADORES MATEMÁTICOS(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/04/30) PRADO, Suzana Pereira do; DANTAS, Sérgio Carrazedo; http://lattes.cnpq.br/5137837974828532; http://lattes.cnpq.br/3285087967949139; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; BORSSOI, Adriana Helena; http://lattes.cnpq.br/1393224739848502Esta pesquisa tem como objetivo perceber enfoques e direcionamentos voltados ao Pensamento Computacional na perspectiva da Educação Matemática por meio da análise da argumentação produzida por educadores matemáticos que contribuíram com textos nos anais do ENEM - Encontro Nacional de Educação Matemática, edições 2019 e 2022.Partindo desse pressuposto, a questão de pesquisa desta investigação é: que perspectivas sobre Pensamento Computacional emergem da argumentação de educadores matemáticos desde seus escritos para os Encontros Nacionais de Educação Matemática - ENEM nos anos de 2019 e 2022? Para responder a esta questão, realizamos uma revisão bibliográfica que revelou estudos sobre Pensamento Computacional em diferentes abordagens. Além disso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os autores dos textos publicados nos ENEM dos anos mencionados. A revisão teórica destacou equívocos históricos, como a atribuição exclusiva da expressão Pensamento Computacional a autores como Papert ou Wing, ignorando contribuições anteriores. Além disso, tomamos como base a argumentação produzida por três educadores matemáticos a partir de textos produzidos para os anais do ENEM e da transcrição de entrevistas. A análise interpretativa dessa argumentação revelou convergências e divergências em relação ao Pensamento Computacional, pois surgiram diferentes abordagens para compor o Pensamento Computacional, sendo dada maior ênfase à resolução de problemas e organização de processos mentais. Houve diferentes perspectivas quanto ao uso da programação e ao currículo, incluindo a especialização de professores em computação e o papel do professor enquanto mediador. Concernente às tecnologias digitais, os entrevistados concordaram que sua utilização facilita o desenvolvimento do Pensamento Computacional, mas destacaram desafios relacionados à infraestrutura das escolas e à formação de professores. Quanto à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os participantes da pesquisa criticaram a falta de fundamentação teórica do documento, o que pode dificultar sua implementação efetiva nas escolas. A pesquisa identificou duas tendências: a influência da BNCC nas pesquisas sobre Pensamento Computacional na Educação Básica e a crescente preocupação com o Pensamento Computacional em documentos oficiais. Além disso, percebemos que há necessidade de mais pesquisas sobre as inter-relações entre Pensamento Matemático e Pensamento Computacional na Educação Matemática para entender melhor as conexões cognitivas durante a resolução de problemas.Item POTENCIALIDADES INCLUSIVAS DE INTERVENÇÕES UTILIZANDO A NEUROCIÊNCIA COGNITIVA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA EM UMA TURMA DO 3° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL COM ESTUDANTES AUTISTAS(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/10/31) SILVA, Gislaine de Fatima Brunieri da; NOGUEIRA, Clélia Maria Ignatius; MENEZES, Marcus Bessa; http://lattes.cnpq.br/7719250848803909; http://lattes.cnpq.br/7001703570357441; http://lattes.cnpq.br/5751375463653950; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; ONOFRE, Eduardo Gomes; http://lattes.cnpq.br/5339741056906369Esta pesquisa explora a contribuição da neurociência para a Educação Matemática, ampliando a compreensão dos processos educacionais e inclusivos. O objetivo principal é investigar como uma intervenção fundamentada na neurociência cognitiva pode desenvolver habilidades e competências em uma turma de terceiro ano do Ensino Fundamental, incluindo estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo se baseia na questão de pesquisa: Atividades de estimulação cognitiva podem favorecer o acesso ao saber matemático de estudantes neurotípicos e autistas? A fundamentação teórica apoia-se em Vygotsky (1991), para abordar o papel das funções intelectuais no processo de ensino-aprendizagem; Relvas (2011), que discute o desenvolvimento cognitivo em resposta à estimulação; e Marine (2018), que destaca a importância da memória para a consolidação da aprendizagem. Metodologicamente, a pesquisa é bibliográfica, documental, de intervenção e de campo, com suporte de trabalhos do catálogo de teses e dissertações da CAPES e artigos em revistas de alto conceito no Qualis-CAPES. Os resultados finais indicam que atividades de estimulação cognitiva contribuíram significativamente para o aprendizado matemático, refletindo-se em um aumento no percentual de acertos ao comparar os resultados iniciais e finais do Teste de Desempenho Escolar (TDE).Item PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO PIBID DE MATEMÁTICA E DO PROFESSOR QUE FOI BOLSISTA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR, 2024/05/21) KMITA, Eliandra Aparecida Portela; BASNIAK, Maria Ivete; http://lattes.cnpq.br/2309595955795399; http://lattes.cnpq.br/2699961559444917; HERMANN, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4145451948476905; MARLI, Renato Francisco; http://lattes.cnpq.br/4313837720967509Esta dissertação é produto de uma pesquisa apresentada em formato multipaper, sendo composta por três artigos que se relacionam em prol do objetivo geral da pesquisa: compreender quais são as relações do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) com as práticas pedagógicas de professores de matemática depois de formados e que tenham participado do PIBID enquanto bolsistas de iniciação à docência durante a graduação. Para isso, os artigos tiveram focos distintos de investigação, embora sejam complementares no objetivo da dissertação. O primeiro buscou compreender a organização do PIBID por meio da análise de documentos, editais e portarias, desde sua abertura, em 2007, até o momento de início desta pesquisa, em 2022. As análises permitiram compreender a normatização do PIBID de forma nacional e concluir como as alterações afetam o seu desenvolvimento, seja, nos objetivos, nos requisitos para participação e nos aspectos financeiros e gerais do programa, tanto positiva como negativamente. O segundo artigo investigou as práticas desenvolvidas no subprojeto do PIBID de Matemática da UNESPAR de União da Vitória, objeto de pesquisa deste estudo. Para isso, foram utilizados os sete elementos-chave de Ponte (2014) a fim de evidenciar relações com as práticas pedagógicas desenvolvidas e citadas em documentos, como relatórios de atividades, planos de aula, portfólios e artigos publicados nos anais do evento institucional do PIBID da UNESPAR desde 2012 até 2022. Os resultados mostram que as práticas pedagógicas desenvolvidas no subprojeto possuem relações com os sete elementos-chave, destacando a colaboração entre os participantes, o foco na aprendizagem dos alunos e tecnologias e o uso de recursos. O terceiro artigo, a partir da observação não participativa de 15 aulas de dois professores de matemática que participaram do subprojeto como bolsistas de iniciação à docência, foram analisadas e reconhecidas as práticas pedagógicas utilizadas no ambiente educacional por ambos os professores, e observadas relações dessas práticas com os sete elementos-chave de Ponte (2014). Destaca-se a forte presença de aspectos dos elementos-chave, sendo os mais observados a integração do conteúdo com a pedagogia, a colaboração com demais colaboradores dos ambientes educacionais observados, e o uso de tecnologias e recurso. Por fim, o desenvolvimento da pesquisa permitiu compreender que o PIBID tem forte relação com as práticas pedagógicas dos professores ex-pibidianos depois de formados, seja nas tarefas que desenvolvem, no contato que têm com a equipe escolar (direção, equipe pedagógica e outros professores) ou nas relações com os alunos. Os resultados objetados permitiu concluir que os participantes da pesquisa, tanto durante a participação no PIBID como pibidianos quanto depois de formados, abordam os sete elementos-chave em diferentes situações.