PANEK, Bernadette MariaVAZ, Rita Isabel2026-05-062026-05-062026-05-062026-03-31https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/977Nesta pesquisa, investiguei a relação entre arte, política e memória das mulheres militantes no período da ditadura empresarial-militar no Brasil. O objetivo consistiu em evidenciar a memória de mulheres militantes no referido período (1964-1985), relacionando as questões políticas e femininas, articulando-as ao trabalho em poéticas e às possibilidades de resistência. A metodologia pressupôs o trabalho artístico conectado à pesquisa teórica e dialogou com os conceitos de memória, resistência e militância política de mulheres. Teoria e prática estão vinculadas conforme o conceito de Jean Lancri. Ao construir a dissertação entrelacei a revisão bibliográfica das publicações existentes sobre as mulheres na resistência à ditadura com os depoimentos de três entrevistadas e construí trabalhos visuais que trouxeram suas memórias enquanto militantes e problematizaram as possibilidades de resistência. Como referência teórica, utilizei Walter Benjamin, em sua perspectiva histórica; e Georges DidiHuberman, em suas análises da iconografia dos levantes que ressaltam a importância da memória e apontam possibilidades de resistência e de luta contra os apagamentos históricos. No trabalho plástico realizado dialoguei com a obra de Louise Bourgeois, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Lygia Clark, Cecilia Vicuña e Marta Minujín. A pesquisa costurou a memória das mulheres militantes que subverteram a ordem vigente, tanto na vida pública quanto na privada, com os tecidos do inconformismo explicitado nas obras plásticas autorais, e alinhavou círculos de mulheres e homens que se levantaram na luta por uma sociedade mais livre e igualitária.Arte política. Têxteis. Memória. Resistências. Ditadura Empresarial-Militar no BrasilMEMÓRIAS DE MULHERES QUE TECERAM RESISTÊNCIAS À DITADURA NO BRASIL: ARTE E POLÍTICADissertaçãoArtes