METRI, RafaelSANTOS, Marco Aurélio Andrete2026-07-012026-07-012026-07-012024-03-15https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1027Os manguezais abrigam uma elevada diversidade de espécies, justamente pela heterogeneidade espacial do ambiente que apresenta áreas propícias para alimentação, reprodução e proteção de muitas espécies de organismos. Nas árvores de mangue, diversas espécies de macroalgas se desenvolvem nos galhos, troncos e pneumatóforos, sendo denominadas como “Bostrychietum”, justamente pela predominância das algas vermelhas do gênero Bostrychia. Essas algas epífitas de manguezais fornecem abrigo para uma variada comunidade organismos bentônicos, pois apresentam uma arquitetura com muitas ramificações, aumentando a complexidade estrutural das árvores de mangue e fornecendo um mosaico de microhabitats. Além da característica física do substrato, parâmetros ambientais como salinidade e a própria fisionomia dos manguezais podem influenciar em padrões de distribuição e composição da fauna epibionte. Buscando contribuir com a biodiversidade das florestas de mangue, o objetivo deste trabalho foi caracterizar a composição da fauna associada ao Bostrychietum em nove manguezais no Lagamar, compreendendo o litoral do Paraná e Sul de São Paulo. As florestas de mangue foram amostradas contemplando as fisionomias franja e bacia. Alguns parâmetros ecológicos dos manguezais, características físicas do Bostrychietum e distância geográfica foram avaliados para testar suas influências sobre a composição da fauna. As amostras de Bostrychietum foram triadas em laboratórios, as algas foram pesadas enquanto os invertebrados identificados. No total, foram encontrados 2.146 invertrebrados nas amostras de Bostrychietum, pertencente a cinco diferentes filos, sendo Foraminifera, Nematoda, Mollusca, Annelida e Arthropoda. A ordem taxonômica mais abundante foi Amphipoda com 45,8% do total de abundância, seguido de Diptera com 23,1% e Tanaidacea com 11,9%. A fauna epibionte apresentou diferenças de riqueza e abundância entre os manguezais, além disso, existem claros indícios de estruturação da comunidade entre franja e bacia. Os resultados demonstram que a distância geográfica, salinidade, arquitetura das algas e quantidade de carbono azul foram parâmetros fundamentais para a estruturação da comunidade de invertebrados. O presente trabalho também demonstra a importância da continuidade de estudos sobre a comunidade de “Bostrychietum” em manguezais, para uma melhor compreensão dessa parcela da biota que ainda é negligenciada, mas ao mesmo tempo, participa das complexas interações biológicas que regem o ecossistema.Macroinvertebrados bentônicos; Florestas de mangue; Algas epífitasDiversidade de Invertebrados Associados em “Bostrychietum”: Uma Análise Espacial e Ecológica em Manguezais do LagamarDissertaçãoCiências Ambientais