JORDÃO, Fabrícia Cabral de LiraURBAN, Luiza Brandão2026-07-152026-07-152026-07-152026-06-16https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1045“Coisa mantém o mistério. Não me determina em absolutamente nada além de que existo”. Por meio de procedimentos poético-conceituais, a pesquisa investiga materialidades e a reorientação de usos a partir do deslocamento das coisas do mundo de suas funções originais. Para isso, organiza-se em três linhas do tempo. A primeira é um fluxo de consciência, na qual registro a hesitação, as interrupções e os procedimentos adotados. A segunda é uma interlocução com outras vozes, como a de Jonathan Crary e a do filósofo italiano Giorgio Agamben, que, a partir de Walter Benjamin, analisa criticamente o capitalismo e propõe a profanação como tarefa. E com outros fazeres, como das artistas brasileiras Erika Verzutti (1971-) e Fernanda Gomes (1960-), que expandem o debate. Enquanto a terceira linha é constituída pela voz das coisas se apresentando através de ações e qualidades. A articulação entre essas três camadas enunciativas e fragmentárias delineia a experiência de viver na sociedade capitalista e reflete, como propõe Agamben (2007), sobre novos usos.capitalismo, arte contemporânea, tempoAS COISAS QUE ESCAPAMDissertaçãoArtes