Cristiane do Rocio WosniakPatrícia Silva da Ressureição2025-11-2424/11/20252025-11-2419/11/2025https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/950A dissertação intitulada O processo de criação da videodança “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”: do pré-roteiro à captação de imagens em estúdio, tem por objetivo principal apresentar o percurso de criação de um projeto estético audiovisual e autoral, trazendo para o debate os documentos de processo como marcas ou pistas de uma obra artística em construção. O compilado de registros invoca a inevitável imersão da autora em seu entorno sociocultural e seu engajamento político com uma prática artística antirracista. Dessa forma, os documentos – objetos empíricos da investigação –, são compostos por quatro obras audiovisuais que se constituem em disparadores poéticos para a videodança, a elaboração do pré-roteiro e da ordem do dia/decupagem da gravação em estúdio, as fotografias/still da captação de imagens no estúdio e pequenos excertos das cenas filmadas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, pautada na criação artística/poética audiovisual, aliada à Abordagem Metodológica da Crítica de Processo postulada – no Brasil –, por Cecilia Almeida Salles. A indagação que sustenta o problema da pesquisa é: como pensar a videodança em pauta em seus eixos de valores éticos e estéticos, no território ou ‘encruzilhada’ antirracista das pesquisas em/sobre arte e que apostam em marcas autobiográficas e exposição processual de si e de sua materialidade documental? À pesquisa ainda se articula uma intensa Revisão Bibliográfica ou Revisão de Literatura Narrativa para garantir o acesso à produção de conhecimento de autoras e autores que já se debruçaram sobre o assunto videodança e, também, sobre o debate acerca do racismo estrutural no Brasil, endereçado à temática ou questão do cabelo de mulheres negras. Desta forma, parte-se para uma busca, refinamento e uso de referenciais teóricos e estéticos audiovisuais constantes em sites, livros, periódicos, artigos indexados, teses e dissertações existentes em diferentes bases de dados. As teorias de base para dar conta da discussão teórica que envolve as artes do vídeo e a videodança, referem-se a Regilene Sarzi-Ribeiro (2013; 2014), Arlindo Machado (1993; 1997; 2007; 2019), além de Philippe Dubois (2004), Paulo Caldas (2012) e Leonel Brum (2012). No que concerne ao assunto ou tema ‘cabelo’, as escolhas teóricas da investigação se debruçam sobre as dinâmicas de racismo, identidade e opressão estrutural, trazendo, para isso, as contribuições de bell hooks (1992; 2000; 2014; 2019), Grada Kilomba (2008), Nilma Lino Gomes (2008), Djamila Ribeiro (2019) e Cida Bento (2022). A conclusão da investigação aponta que o projeto estético: “Meu Cabelo, Minha Coroa, Não Toca!”, contribuiu para uma intensiva reflexão sobre o contexto espaço-temporal da pesquisadora-artista e na elucidação dos princípios antirracistas e mecanismos criativos que alimentam e alicerçam suas bases metodológicas e conceituais acerca de um singular ato criativo nas artes do vídeo.Processo de criação; Artes do Vídeo; Videodança; Mulher negra; Antirracismo.O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA VIDEODANÇA “MEU CABELO, MINHA COROA, NÃO TOCA!”: DO PRÉ-ROTEIRO À CAPTAÇÃO DE IMAGENS EM ESTÚDIODissertaçãoCinema e Artes do Vídeo