BANDEIRA, Denise AdrianaKLEIN, Aurora Lip Berlesi2026-06-082026-06-082026-06-082026-03-30https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1003O presente estudo teve como escopo geral a produção de trabalhos artísticos fundamentados nos conceitos elaborados pela autora Donna Haraway (1985; 2007), tais como ciborgue, espécies companheiras e simbiontes, entendidos como forma de refletir sobre a indissociabilidade entre naturezas e culturas. Adotando uma metodologia baseada na análise de estudos teóricos e da produção de arte e, também, na própria experimentação e poética artística, foram construídos objetos tendo como suporte terrários em potes de vidro, criando ecossistemas próprios em regimes simpoiéticos. Observa-se que esses sistemas funcionam tal como os ecossistemas do planeta terra com trocas mútuas entre atmosfera, geosfera, hidrosfera e biosfera, regulados pela própria vida em seu interior, como se advoga na teoria de Gaia conforme James Lovelock (1979) e Lynn Margulis (1974). Aos terrários foram acopladas lâmpadas com luzes artificiais, que fornecem energia aos sistemas reprodutivos de seus interiores, tornando estes sistemas híbridos entre organismo e máquina, corpo e tecnologia, humano e não-humano, realidade e ficção, conforme o diálogo com a figura do ciborgue. Os eventos climáticos contidos nesses objetos, suas transformações internas e a possível extinção iminente do conteúdo vivo do seu interior procuram experimentar poeticamente e como fabulação especulativa, as crises do Antropoceno, tais como a poluição ambiental, a 6ª extinção em massa de espécies e as mudanças climáticas de causa antrópica, bem como a nossa (des)conexão com a vida na terra e a intensiva utilização dos dispositivos tecnológicos.Poéticas Visuais, Ciborgue, Arte e Tecnologia, Gaia, AntropocenoGAIA-CIBORGUE: COMO INVENTAR MODOS DE SOBREVIVÊNCIADissertaçãoArtes