COSTA, Maria Antonia RamosGUIDO, Edna Aparecida2026-06-292026-06-292026-06-292026-04-09https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1015Esta dissertação vincula-se à área de Concentração Sociedade e Desenvolvimento e à Linha de Pesquisa Formação Humana, Políticas Públicas e Produção no Espaço. A mortalidade infantil constitui importante indicador das condições de vida da população, refletindo tanto o desenvolvimento socioeconômico quanto as condições de acesso e qualidade da atenção à saúde materno-infantil. O estudo teve como objetivo analisar as expressões da questão social nos óbitos infantis ocorridos na 12ª Regional de Saúde de Umuarama (PR), nos anos de 2019 e 2023, identificando fatores sociais, econômicos e familiares relacionados à ocorrência desses óbitos no território. Adotou-se abordagem de métodos mistos convergentes, com predomínio quantitativo (QUANT/qual), caracterizando-se como pesquisa documental, exploratória e transversal. O componente quantitativo utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), processados pelos softwares TabWin e BioEstat 5.3. O componente qualitativo baseou-se na Análise de Conteúdo temática aplicada aos campos discursivos do Roteiro de Investigação de Óbito Infantil e Fetal da SESA, referente a 87 famílias investigadas. Foram analisados 110 óbitos infantis, sendo 62 em 2019 e 48 em 2023. A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) da regional reduziu de 15,9 para 13,4 por mil nascidos vivos, permanecendo, entretanto, acima das médias estadual e nacional nos dois anos analisados. Os resultados apontaram diferentes expressões da questão social relacionadas à mortalidade infantil no território pobreza manifestou-se na elevada proporção de famílias em situação de pobreza ou baixa renda cadastradas no CadÚnico e no baixo desempenho de grande parte dos municípios no IPDM Renda. A desigualdade social foi identificada no aumento da TMI entre filhos de mães com baixa escolaridade, passando de 21,9 para 56,1 por mil nascidos vivos em 2023 (p<0,001). O desemprego e o trabalho vulnerável apareceram associados à maior mortalidade entre filhos de mães sem ocupação formal (p=0,018). A exclusão social foi apontada na persistência de aproximadamente 71% dos óbitos classificados como evitáveis nos dois anos analisados. A desigualdade no acesso à atenção à saúde foi identificada a partir da integração entre os indicadores assistenciais e as narrativas das famílias, que relataram dificuldades de acesso ao pré-natal de alto risco, falhas no transporte sanitário, demora em transferências e problemas relacionados à assistência recebida. A pesquisa demonstra que a mortalidade infantil na 12ª Regional de Saúde concentra-se entre famílias em maior situação de vulnerabilidade social, econômica e educacional, configurando um padrão de mortes potencialmente evitáveis e indicando a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de proteção social e atenção materno-infantil.Interdisciplinaridade, Determinantes Sociais da Saúde, Mortalidade InfantilAnálise das expressões da questão social nos óbitos infantis na 12ª Regional de Saúde do Estado do Paraná (2019-2023).DissertaçãoInterdisciplinar