PREDES, Fabricia de SouzaALMEIDA, André Ricardo Grani de2026-08-172026-08-172026-08-172026-05-20https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1052O consumo e a geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) aumentaram drasticamente na última década, superando 2 bilhões de toneladas anuais. Apesar das tecnologias disponíveis, a disposição final adequada ainda é limitada, com grande parte dos resíduos destinada a aterros controlados ou lixões, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, embora exista um robusto arcabouço legal por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), observa-se uma lacuna na gestão pública municipal, sobretudo em educação ambiental, o que favorece o descarte irregular em vias públicas e terrenos baldios. Esta pesquisa objetivou caracterizar o sistema de gestão de RSU, analisar as ações municipais frente a PNRS, mapear os focos de descarte irregular, classificar os resíduos sólidos encontrados e propor uma ferramenta tecnológica para a gestão participativa no município de Paranaguá. Para isso, realizaram-se três circuitos de inspeção, considerando-se como 'foco' os descartes com área mínima de 1 m². Os pontos foram georreferenciados e fotografados para posterior fotointerpretação e classificação fundamentada na PNRS. Ao percorrer 29 bairros, identificou-se o descarte irregular em 19 deles, totalizando 67 focos. Os bairros Costeira (10) Parque Agari (9) e Parque São João (8) apresentaram a maior concentração de resíduos, abrangendo todas as classes identificadas; ressalta-se que o Parque Agari foi o único local com presença de resíduos de serviços de saúde (RSS) de origem residencial. No total, foram identificadas sete classes de resíduos, com predominância de resíduos domiciliares (RDO) e de construção civil (RCC). A análise detalhada catalogou 68 itens distintos, sendo as sacolas plásticas o item de maior ocorrência. Tais dados reforçam a existência de práticas inadequadas por parte da população no manejo de RSU, evidenciadas pelo descarte indiscriminado de RDO em locais impróprios, mesmo com a disponibilidade de coleta regular. Como estratégia de mitigação, propõe-se a utilização de aplicativos móveis para monitoramento e educação ambiental, visando aproximar o munícipe da gestão compartilhada. Embora os testes da ferramenta tenham apontado limitações técnicas, como falhas em APIs de localização e riscos de duplicidade de dados, o uso de tecnologia digital mostra-se promissor para o fortalecimento da gestão de RSU.descarte irregular de resíduos sólidos; gestão de resíduos sólidos urbanos; Paranaguá/PR; educação ambiental; transparência de dados.Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos em Regiões Urbanas de Paranaguá (PR): Diagnóstico do Sistema Municipal, descarte Irregular e Inovação Tecnológica para a Gestão Participativa.DissertaçãoCiências Ambientais