FREITAS, ArturDULEBA, Maria Vitória Miron2026-08-2020-08-20262026-08-202026-06-15https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1054A presente dissertação analisa o processo de legitimação de Arthur Bispo do Rosário como artista contemporâneo no campo institucionalizado de arte. A pesquisa visa compreender os discursos, rótulos e agentes do campo da arte que reforçam ou não a classificação de Bispo como artista, analisando-o para além de categorias como artista “incomum” ou “marginal”. A pesquisa também aborda de que forma agentes do campo artístico e da mídia justificam rótulos e comparações que legitimam Bispo enquanto artista. São trabalhados os conceitos-chave relacionados à definição de arte formulada pela filosofia analítica, bem como a teoria semântica da arte e o conceito de “mundo da arte” de Arthur Danto (2005). Também se mobilizam o conceito de artificação, formulado por Nathalie Heinich e Roberta Shapiro (2013), e a teoria antropológica de Alfred Gell, especialmente o conceito de “agência”. Aborda-se tais temas a partir da interpretação de documentos, dissertações, notícias de jornal, críticas, catálogos expositivos, obras biográficas, sites e arquivos de mídias digitais relacionados a produção, exposição e recepção das obras de Bispo entre 1982 e 2000, além da análise de sua relação com os movimentos de Art Brut, a Arte Incomum e Arte Povera. Como resultado da pesquisa, percebese que há diferentes momentos e perspectivas de agência e paciência na vida e na obra de Bispo. Além disso, seu caso é compreendido como um processo contínuo de artificação, sustentado por duas formas principais de legitimação: uma baseada em um conceito aberto de arte e nas “semelhanças de família”; outra fundamentada em uma justificativa contextual e histórica vinculada à teoria semântica da arte de Danto (2005).Arthur Bispo do Rosário, Artificação, Arte Contemporânea, Arte e Loucura, Agência ArtísticaArtificação incomum: a legitimação de Arthur Bispo do Rosário na arte contemporâneaDissertaçãoArtes