Novak, Maria Simone JacominiNogueira, Vitor Ignatius2026-10-072025/11/092026-10-072025/04/30https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1086No início do século XXI ocorreu uma mudança de paradigma na educação de surdos, passando de uma educação baseada no oralismo, que pretendia adequar os surdos à comunidade ouvinte, por meio da oralidade, para uma concepção de surdez como diferença linguística, reconhecendo a importância da Língua de Sinais para a educação de surdos. A Lei Federal 10.436, de 24 de abril de 2002, reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação dos surdos brasileiros. Assim, os surdos passaram a ter direito a uma educação bilíngue, tendo a Libras como primeira língua, e a Língua Portuguesa como segunda – preferencialmente na modalidade escrita. Esta pesquisa se propõe a realizar um resgate histórico da educação de surdos na cidade de Maringá/PR, tendo como mote principal a atuação da ANPACIN – Associação Norte-Paranaense de Áudio-Comunicação Infantil, constituída em 1981. Nesse sentido, serão analisados: o papel que as instituições (governamentais e não-governamentais) exerceram na implementação da educação de surdos em Maringá; os aspectos legais e políticas públicas que fundamentaram esta implementação e as memórias dos professores que vivenciaram na prática essa transição, tendo a cidade de Maringá/PR como locus de pesquisa. O presente trabalho pretende atingir esses objetivos baseando-se na Nova História, ou História Cultural, tendo como referência autores como Chartier (1990; 2002), Vainfas (1997), Barros (2004) e Burke (2005); em pesquisa com abordagem qualitativa e em entrevistas reflexivas semiestruturadas com os docentes que trabalhavam com surdos quando dessa transição.História da Educação de Surdos Libras; Educação Inclusiva Transição do oralismo ao bilinguismoUma história da educação de pessoas surdas em Maringá a partir do papel da ANPACINDissertação de MestradoEnsino