COSTA, Maria Antonia RamosGUERRA, Helizabethe Cristina Pereira2026-08-312026-08-312026-08-312026-04-09https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/1062Desenvolvida na Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, no âmbito do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociedade e Desenvolvimento (PPGSeD), sob orientação da Profa. Drª. Maria Antonia Ramos Costa, esta dissertação tem como temática o Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que envolve desafios na comunicação social e a presença de comportamentos restritos e repetitivos. A detecção e a intervenção precoces, asseguradas por meio do atendimento em absoluta prioridade, são fundamentais para otimizar o desenvolvimento das crianças com TEA. Objetivo: Analisar o conhecimento de profissionais da Atenção Primária à Saúde acerca do atendimento em absoluta prioridade destinado a crianças com Transtorno do Espectro Autista. Método: Trata-se de pesquisa exploratória, transversal, com abordagem qualitativa, realizada em um município do interior do Paraná. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado, abordando o conhecimento dos profissionais sobre o TEA, a organização do atendimento e a compreensão acerca do princípio da absoluta prioridade. Os dados foram analisados mediante a Análise de Conteúdo Temática, fundamentada na Teoria Histórico-Cultural, com a elaboração de categorias analíticas destinadas à interpretação dos achados. Resultados: Os achados foram organizados em categorias que evidenciaram: (I) limites formativos e conceituais dos profissionais sobre o TEA; (II) fragilidades na organização do atendimento e na coordenação do cuidado na Atenção Primaria a Saúde; (III) distância entre o reconhecimento normativo da absoluta prioridade e sua operacionalização cotidiana; e (IV) limitações estruturais e institucionais (ambiência, protocolos e articulação em rede) que repercutem no acesso e na continuidade do cuidado. Considerações finais: Evidenciaram fragilidades no atendimento às crianças com TEA na APS, relacionadas à formação específica dos profissionais, à organização do cuidado e à efetivação da absoluta prioridade. Os desafios identificados não decorrem da inexistência de legislação, mas da dificuldade de transformar os marcos normativos em práticas institucionais sistematizadas. A efetivação da absoluta prioridade requer investimentos em educação permanente, reorganização dos processos de trabalho, adequação da ambiência e fortalecimento da articulação intersetorial, reafirmando a Atenção Primária à Saúde como espaço central para a garantia do cuidado integral, humanizado e prioritário às crianças com Transtorno do Espectro Autista.Interdisciplinaridade, Transtorno do Espectro Autista, Unidade de Saúde, Absoluta Prioridade, Saúde.Análise do atendimento em absoluta prioridade de crianças com transtorno do espectro autista na atenção primária em Quinta do Sol/PRDissertaçãoInterdisciplinar