Weber, AstorArruda, Jair Pedro2026-05-182026-05-182026-05-182025-10-25https://repositorio.unespar.edu.br/handle/123456789/991Esta pesquisa investiga como Call of Duty: Modern Warfare (2019) transcende a função de entretenimento para veicular discursos ideológicos, reforçando estereótipos orientalistas e narrativas geopolíticas ocidentais. Justifica-se a escolha do objeto pelo alcance cultural do jogo e por sua recepção controversa, especialmente quanto à representação de forças russas e de cenários do Oriente Médio. O quadro teórico articula a História Pública, o orientalismo de Edward Said (2007) e o neoconservadorismo segundo Justin Vaisse (2010), analisando os games como artefatos culturais inseridos em relações de poder. Metodologicamente, recorre-se à análise qualitativa e quantitativa de avaliações de jogadores na plataforma Metacritic, processadas com o auxílio da ferramenta Voyant Tools, somada à análise narrativa e procedural do jogo. Os resultados indicam que o título reproduz representações orientalistas, vilifica personagens russos e mobiliza memórias de conflitos reais – como a Rodovia da Morte no Iraque – para legitimar uma visão de mundo centrada no Ocidente. Confirma-se a hipótese inicial: Modern Warfare (2019) atua não apenas como entretenimento, mas como plataforma de discurso ideológico. Essa constatação insere os videogames no debate mais amplo sobre o papel das mídias na conformação do imaginário histórico e na reprodução de hegemonias culturaisHistória Pública; Game Studie; Orientalismo; Mídia; Rússia.A influência de Call of Duty: Modern Warfare (2019) sobre o público jogador: concepção orientalista ou apenas entretenimento?DissertaçãoHistória